{"id":134276,"date":"2020-09-23T14:30:31","date_gmt":"2020-09-23T17:30:31","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=134276"},"modified":"2020-09-23T07:21:47","modified_gmt":"2020-09-23T10:21:47","slug":"o-agro-em-defesa-do-meio-ambiente-por-teresa-vendramini-presidente-da-srb","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/o-agro-em-defesa-do-meio-ambiente-por-teresa-vendramini-presidente-da-srb\/","title":{"rendered":"&#8220;O agro em defesa do meio ambiente&#8221;, por Teresa Vendramini, presidente da SRB"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/Teresa-Vendramini.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-134277\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/Teresa-Vendramini-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/Teresa-Vendramini-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/Teresa-Vendramini.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Por Teresa Vendramini*<\/p>\n<p>Voc\u00ea j\u00e1 deve ter ouvido falar na sigla ESG (Environmental, Social and Governance), que, na tradu\u00e7\u00e3o para o portugu\u00eas, est\u00e1 relacionada \u00e0s melhores pr\u00e1ticas ambientais, sociais e de governan\u00e7a. Cada vez mais as empresas e os investidores querem estar pr\u00f3ximos dos ativos \u201clastreados\u201d nesta sigla porque ser\u00e3o sin\u00f4nimo de neg\u00f3cios s\u00f3lidos e sustent\u00e1veis do ponto de vista ambiental, social e econ\u00f4mico.<\/p>\n<p>O agroneg\u00f3cio brasileiro se sente preparado para esta nova era. Isso porque combinar produ\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria e preserva\u00e7\u00e3o do meio ambiente n\u00e3o \u00e9 uma possibilidade, \u00e9 uma realidade em diversas regi\u00f5es do Brasil, tudo baseado em ci\u00eancia e responsabilidade.<\/p>\n<p>A Sociedade Rural Brasileira decidiu publicar este artigo para refor\u00e7ar dados que, em alguns momentos, podem passar despercebidos pela sociedade. A agropecu\u00e1ria cresceu, evoluiu, passou a bater recordes de produtividade e, ao mesmo tempo, vem multiplicando a ado\u00e7\u00e3o de pr\u00e1ticas sustent\u00e1veis, o respeito as leis e a contribui\u00e7\u00e3o para o desenvolvimento socioecon\u00f4mico sustent\u00e1vel no Brasil, inclusive da Amaz\u00f4nia.<\/p>\n<p>A cren\u00e7a do agro brasileiro na import\u00e2ncia da ci\u00eancia vem desde a d\u00e9cada de 1970. Ap\u00f3s a constru\u00e7\u00e3o de Bras\u00edlia,\u00a0 produtores rurais especialmente dos Estados do sul do Brasil foram convidados pelo governo para migrar para estas regi\u00f5es \u2013 com a promessa de receber a titula\u00e7\u00e3o das terras. Foi neste per\u00edodo que foi criada a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu\u00e1ria), que promoveu diversas revolu\u00e7\u00f5es na agricultura. A principal delas foi a adapta\u00e7\u00e3o da soja \u00e0s condi\u00e7\u00f5es de clima e solo do Cerrado.<\/p>\n<p>No in\u00edcio dos anos 2000, o agro brasileiro avan\u00e7ou mais uma vez com base nas pesquisas, derrubando dogmas de ambientalistas que aterrorizavam a sociedade sobre eventuais riscos da libera\u00e7\u00e3o das sementes transg\u00eanicas. No caso da soja transg\u00eanica, que hoje corresponde a mais de 90% da safra brasileira, o tempo mostrou que o ent\u00e3o ministro da Agricultura na \u00e9poca, Roberto Rodrigues, estava certo ao acreditar nos benef\u00edcios que a biotecnologia poderia trazer.<\/p>\n<div id=\"pub-materia-3\" class=\"adv adv-article halfpage\" data-advertising=\"0\" data-advertising-status=\"complete\" data-google-query-id=\"CPLN1d6F_-sCFdEEuQYdKSoKkQ\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/85042905\/edgloborural\/Noticias\/Opiniao\/materia_7__container__\">O principal avan\u00e7o foi ambiental, houve uma redu\u00e7\u00e3o de 36% na aplica\u00e7\u00e3o de agroqu\u00edmicos na soja com a migra\u00e7\u00e3o da semente convencional para a transg\u00eanica e, o melhor de tudo, houve a certeza de que estes alimentos eram seguros.<\/div>\n<\/div>\n<blockquote><p>&#8220;O Brasil \u00e9 o guardi\u00e3o desta riqueza (Amaz\u00f4nia) e vai agir de forma proativa, mostrando ao mundo como o agroneg\u00f3cio avan\u00e7a sem preju\u00edzo a preserva\u00e7\u00e3o das florestas&#8221;<\/p><\/blockquote>\n<p>Foi assim que ao longo de 40 anos, com ci\u00eancia, inova\u00e7\u00e3o e acima de tudo, empreendedorismo, o Brasil deixou de ser importador de alimentos e hoje aparece como um dos maiores exportadores do mundo. A evolu\u00e7\u00e3o segue cada vez mais no caminho da sustentabilidade. O mercado de biodefensivos, produtos que ajudam a preservar a \u00e1gua e o solo, deve crescer 30% em 2020.<\/p>\n<p>A Integra\u00e7\u00e3o Lavoura Pecu\u00e1ria Floresta (ILPF) j\u00e1 \u00e9 adotada em 11,5 milh\u00f5es de hectares no Brasil, segundo dados da Embrapa, garantindo ganhos ambientais como redu\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es de gases de efeito estufa, controle da eros\u00e3o, fixa\u00e7\u00e3o de carbono, bem-estar animal, al\u00e9m de benef\u00edcios sociais e econ\u00f4micos.<\/p>\n<p>O resultado desta nova realidade no campo se expressa em n\u00fameros: a produ\u00e7\u00e3o brasileira de gr\u00e3os cresceu 300% entre 1997 e 2020, segundo dados da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento). Neste mesmo per\u00edodo, a \u00e1rea plantada avan\u00e7ou apenas 60%, demonstrando o aumento da produtividade, o maior uso de tecnologia nas fazendas e contribuindo para a preserva\u00e7\u00e3o de milh\u00f5es de hectares.<\/p>\n<blockquote><p>&#8220;Oo agroneg\u00f3cio pode at\u00e9 n\u00e3o precisar da Amaz\u00f4nia para crescer, por\u00e9m a popula\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia precisa das atividades agropecu\u00e1rias para sobreviver e seguir no caminho do desenvolvimento socioecon\u00f4mico sustent\u00e1vel&#8221;<\/p><\/blockquote>\n<p>A Sociedade Rural Brasileira entende que as discuss\u00f5es sobre o bioma Amaz\u00f4nia t\u00eam ficado restritas aos temas queimadas e desmatamento, faltando uma vis\u00e3o mais hol\u00edstica sobre os desafios que este patrim\u00f4nio da humanidade ainda apresenta. Estudos da Embrapa Territorial indicam que 84,1% das florestas da Amaz\u00f4nia permanecem intactas. Somente 12,8% das \u00e1reas s\u00e3o destinadas a lavouras e pastagens.<\/p>\n<p>A estimativa \u00e9 de que atualmente haja 1 milh\u00e3o de produtores rurais ativos na regi\u00e3o amaz\u00f4nica, que compreende 500 munic\u00edpios. \u00c9 uma agropecu\u00e1ria altamente diversificada, quase 90% s\u00e3o pequenos agricultores, dos mais simples sistemas extrativistas, passando pelas modernas fazendas em Mato Grosso, at\u00e9 os produtores de origem japonesa no Par\u00e1, conforme menciona em artigo o chefe geral da Embrapa Territorial, Evaristo de Miranda. S\u00e3o milhares de empregos gerados a partir da agropecu\u00e1ria, que garantem o sustento de boa parte da popula\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia.<\/p>\n<p>Com base nestas informa\u00e7\u00f5es, cabe dizer que o agroneg\u00f3cio pode at\u00e9 n\u00e3o precisar da Amaz\u00f4nia para crescer, por\u00e9m a popula\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia precisa das atividades agropecu\u00e1rias para sobreviver e seguir no caminho do desenvolvimento socioecon\u00f4mico sustent\u00e1vel.\u00a0 S\u00f3 assim ser\u00e1 poss\u00edvel tamb\u00e9m proteger a soberania nacional sobre a regi\u00e3o. A SRB ressalta que o Brasil \u00e9 o guardi\u00e3o desta riqueza e vai agir de forma proativa, mostrando ao mundo como o agroneg\u00f3cio avan\u00e7a sem preju\u00edzo a preserva\u00e7\u00e3o das florestas.<\/p>\n<blockquote><p>&#8220;O avan\u00e7o da agropecu\u00e1ria moderna, tecnificada e eficaz, trar\u00e1 muitos ganhos ambientais ao pa\u00eds. Nas discuss\u00f5es sobre mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, por exemplo, a agropecu\u00e1ria brasileira deve aparecer como solu\u00e7\u00e3o e n\u00e3o como causa&#8221;<\/p><\/blockquote>\n<p>A SRB faz parte do Conselho Consultivo da Amaz\u00f4nia, iniciativa dos tr\u00eas maiores bancos privados do Brasil, e j\u00e1 definiu alguns pilares para o di\u00e1logo:<\/p>\n<p>Defender os produtores rurais que respeitam as leis, assumindo car\u00e1ter apartid\u00e1rio e condenando as vozes radicais, de diferentes lados, que muitas vezes distorcem os dados reais do setor. A SRB acredita que uma das prioridades do Plano Amaz\u00f4nia deve ser a regulariza\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria. Milhares de produtores rurais, a maioria da agricultura familiar, est\u00e3o sendo penalizados pela falta de titula\u00e7\u00e3o das terras. Muitos deles s\u00e3o confundidos com grileiros ou fazendeiros ilegais, colocando em risco a sobreviv\u00eancia de milhares de fam\u00edlias.<\/p>\n<p>Solicitar que o novo C\u00f3digo Florestal Brasileiro, aprovado em 2012 ap\u00f3s amplas discuss\u00f5es com a sociedade, seja efetivamente cumprido, regulamentado e fiscalizado. A SRB quer manifestar o seu protesto em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 guerra de a\u00e7\u00f5es contra os produtores rurais que tem surgido, inclusive junto a cortes superiores, na tentativa de invalidar esta legisla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Sugerir aos bancos que auxiliem os produtores rurais para que se enquadrem as normas exigidas pelo mercado consumidor e aos crit\u00e9rios &#8220;ESG\u201d, oficializando as boas pr\u00e1ticas j\u00e1 adotadas no campo. Na opini\u00e3o da SRB, o avan\u00e7o da agropecu\u00e1ria moderna, tecnificada e eficaz, trar\u00e1 muitos ganhos ambientais ao pa\u00eds. Nas discuss\u00f5es sobre mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, por exemplo, a agropecu\u00e1ria brasileira deve aparecer como solu\u00e7\u00e3o e n\u00e3o como causa.<\/p>\n<blockquote><p>&#8220;O momento\u00a0 conturbado que vive o Pa\u00eds, com excesso de polariza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, exige determina\u00e7\u00e3o e di\u00e1logo&#8221;<\/p><\/blockquote>\n<p>Com a ado\u00e7\u00e3o destas medidas, o desmatamento tender\u00e1 a zero naturalmente, em curto espa\u00e7o de tempo. A SRB ressalta, no entanto, que lideran\u00e7as que afirmam &#8220;n\u00e3o podemos derrubar mais uma \u00e1rvore sequer\u201d se distanciam da realidade, \u00e0 medida que inviabilizam, por exemplo, as pol\u00edticas de recupera\u00e7\u00e3o de \u00e1reas de pastagens degradadas, conforme estabelece o C\u00f3digo Florestal Brasileiro.<\/p>\n<p>O momento\u00a0 conturbado que vive o Pa\u00eds, com excesso de polariza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, exige determina\u00e7\u00e3o e di\u00e1logo. A SRB entende que somente desta forma ser\u00e1 poss\u00edvel contrapor os dogmas ambientalistas, avan\u00e7ando a favor do desenvolvimento socioecon\u00f4mico sustent\u00e1vel, que s\u00f3 a agropecu\u00e1ria pode produzir.<\/p>\n<p>*Teresa Vendramini, presidente da Sociedade Rural Brasileira &#8211; SRB<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Teresa Vendramini* Voc\u00ea j\u00e1 deve ter ouvido falar na sigla ESG (Environmental, Social and<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":134277,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/Teresa-Vendramini.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/Teresa-Vendramini-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/Teresa-Vendramini-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/Teresa-Vendramini.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/Teresa-Vendramini.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/Teresa-Vendramini.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/Teresa-Vendramini.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/Teresa-Vendramini.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/Teresa-Vendramini.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/Teresa-Vendramini.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Por Teresa Vendramini* Voc\u00ea j\u00e1 deve ter ouvido falar na sigla ESG (Environmental, Social and","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/134276"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=134276"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/134276\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/134277"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=134276"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=134276"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=134276"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}