{"id":134,"date":"2014-04-27T03:16:24","date_gmt":"2014-04-27T03:16:24","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=134"},"modified":"2014-04-27T03:16:24","modified_gmt":"2014-04-27T03:16:24","slug":"os-papeis-culturais-e-afetivos-da-comida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/os-papeis-culturais-e-afetivos-da-comida\/","title":{"rendered":"Os pap\u00e9is culturais e afetivos da comida"},"content":{"rendered":"<p style=\"color: #1b6390;\" align=\"justify\"><strong>Juliana Dias*<\/strong><\/p>\n<p style=\"color: #1b6390;\" align=\"justify\"><a style=\"color: #096ae2;\" href=\"http:\/\/www.mercadoetico.com.br\/website\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/arroz_feijao_250.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-85248\" src=\"http:\/\/www.mercadoetico.com.br\/website\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/arroz_feijao_250.jpg\" alt=\"\" width=\"250\" height=\"168\" align=\"left\" \/><\/a>Os h\u00e1bitos alimentares, afirma o antrop\u00f3logo norte-americano Sidney Mintz, s\u00e3o ve\u00edculos de profunda emo\u00e7\u00e3o. Para o autor, a comida e o comer s\u00e3o centrais no aprendizado social por serem atividades vitais e essenciais, embora rotineiras. As atitudes em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 comida s\u00e3o aprendidas cedo e bem. Na vis\u00e3o de Mintz, esse comportamento alimentar \u00e9 nutrido por adultos afetivamente \u201cpoderosos\u201d, que conferem um poder sentimental duradouro. Assim, ele explica que o lugar onde crescemos e as pessoas com quem convivemos v\u00e3o aos poucos construindo um material cultural. Esse material d\u00e1 forma ao nosso comportamento alimentar que \u201cse liga diretamente ao sentido de n\u00f3s mesmos e \u00e0 nossa identidade social\u201d (2001, p 31). A maneira como nos alimentamos revela constantemente a cultura em que estamos inseridos.<\/p>\n<p style=\"color: #1b6390;\" align=\"justify\">Ao longo dos anos os h\u00e1bitos alimentares podem mudar completamente. E essa mudan\u00e7a desvela as facetas do comer, pois para Mintz esse comportamento pode, simultaneamente, ser o mais flex\u00edvel poss\u00edvel e o mais arraigado de todos os costumes. \u201cH\u00e1 uma estranha congru\u00eancia entre conservadorismo e mudan\u00e7a que nos acompanha no estudo da comida\u201d, explica o autor, que se dedicou a estudar a fun\u00e7\u00e3o social da alimenta\u00e7\u00e3o, a partir de esp\u00e9cies \u00fanicas como a\u00e7\u00facar e soja. Apesar das evidentes mudan\u00e7as no gosto e nas prefer\u00eancias de cada pessoa, a mem\u00f3ria e o peso do primeiro aprendizado alimentar, e algumas das formas sociais aprendidas, talvez permane\u00e7am para sempre em nossa consci\u00eancia, como sugere o antrop\u00f3logo. Para comprovar sua tese, ele cita a madeleine de Proust como o caso mais famoso.<\/p>\n<p style=\"color: #1b6390;\" align=\"justify\">O franc\u00eas Marcel Proust atribuiu ao olfato e paladar o poder de convocar o passado. O escritor do cl\u00e1ssico\u00a0<em>Em busca do tempo perdido<\/em>\u00a0dedicou \u00e0 madeleine, bolinho de lim\u00e3o em forma de concha, e ao ch\u00e1, o resgate de sua mem\u00f3ria de inf\u00e2ncia. Essa experi\u00eancia marca sua vida de maneira indel\u00e9vel, pois ele retoma com vigor o seu exerc\u00edcio da escrita. Antes desse encontro gustativo, sua carreira estava fadada ao fracasso. Ele vivia recluso e doente num quarto em Paris, mas a comida lhe restaurou as for\u00e7as. A descri\u00e7\u00e3o sobre esse momento testemunha o quanto a mem\u00f3ria est\u00e1 ligada ao que comemos: \u201cMas no mesmo instante em que aquele gole, de envolta com as migalhas do bolo, tocou o meu paladar, estremeci, atento ao que se passava de extraordin\u00e1rio em mim. Invadira-me um prazer delicioso, isolado, sem no\u00e7\u00e3o da sua causa. Esse prazer logo me tornara indiferentes \u00e0s vicissitudes da vida (\u2026)\u201d (1983, p. 31).<\/p>\n<p style=\"color: #1b6390;\" align=\"justify\"><a style=\"color: #096ae2;\" href=\"http:\/\/www.mercadoetico.com.br\/website\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/alimenta%C3%A7%C3%A3o_saudavel_2501.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignright size-full wp-image-85249\" src=\"http:\/\/www.mercadoetico.com.br\/website\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/alimenta%C3%A7%C3%A3o_saudavel_2501.jpg\" alt=\"\" width=\"250\" height=\"168\" align=\"right\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"color: #1b6390;\" align=\"justify\">Na rec\u00e9m-lan\u00e7ada obra p\u00f3stuma\u00a0<em>O Cozinheiro do Rei<\/em>\u00a0(Ed. Madras), de Z\u00e9 Rodrix, encontramos a for\u00e7a da experi\u00eancia proustiana num menino \u00edndio, de aproximadamente 5 anos, chamado Pedro Kara\u00ed. Se Proust revive com madeleines na Fran\u00e7a, Kara\u00ed renasceu com mingau de tapioca com farinha de peixe na tribo dos Mongoy\u00f3s, \u00e0 beira do Rio de Contas, no sert\u00e3o da Bahia.<\/p>\n<p style=\"color: #1b6390;\" align=\"justify\">Em uma brincadeira rotineira de pular no rio, o menino bateu com a cabe\u00e7a numa rocha. Ficou desacordado, perdeu os sentidos e vivenciou a morte de perto. Ele tamb\u00e9m estava num momento cr\u00edtico, entre a vida e a morte, tal qual Proust, quando alguma coisa que ele n\u00e3o via, \u201cexalava um cheiro delicioso que penetrava as narinas e lhe enchia a boca de \u00e1gua\u201d. O olfato e o paladar convocaram o breve passado do menino, como intuiu Proust, ao ser tocado pela madeleine com o ch\u00e1. No caso brasileiro, a vis\u00e3o foi inclu\u00edda nessa experi\u00eancia multissensorial. A comida vai al\u00e9m de saciar o est\u00f4mago.<\/p>\n<p style=\"color: #1b6390;\" align=\"justify\">A receita que mudou o olhar de Kara\u00ed foi preparada por sua m\u00e3e, um desses adultos \u201cpoderosos\u201d, citados por Mintz, que marcou o filho com um poder sentimental duradouro. Remete tamb\u00e9m \u00e0 comida como medicamento, o cuidado e o amor expressos numa refei\u00e7\u00e3o preparada especialmente para algu\u00e9m. Na descri\u00e7\u00e3o, identifico tamb\u00e9m elementos do conceito de Seguran\u00e7a Alimentar e Nutricional (SAN), ao falar sobre o acesso a alimentos de qualidade, tendo como base pr\u00e1ticas alimentares promotoras de sa\u00fade (MALUF, 2007, p. 17).<\/p>\n<p style=\"color: #1b6390;\" align=\"justify\">A descri\u00e7\u00e3o de Rodrix, m\u00fasico e compositor, \u00e9 rica, po\u00e9tica e emocionante como a de Proust, s\u00f3 que com a comida brasileira, o que remete implacavelmente a nossa identidade social, confirmando a tese de antrop\u00f3logo: comida \u00e9 mem\u00f3ria; comida \u00e9 cultura. A mandioca, considerada pelo folclorista C\u00e2mara Cascudo, Rainha do Brasil, foi o elo de liga\u00e7\u00e3o com a mem\u00f3ria do pequeno \u00edndio, trazendo uma nova perspectiva sobre o que significa comer e, assim como no caso do escritor franc\u00eas, marcou sua trajet\u00f3ria radicalmente. Rodrix faleceu em 2009, e uma de suas can\u00e7\u00f5es mais conhecidas \u00e9 \u201cCasa no Campo\u201d.<\/p>\n<p style=\"color: #1b6390;\" align=\"justify\">A seguir, o relato de Kara\u00ed, o qual considero nossa genu\u00edna experi\u00eancia proustiana:<\/p>\n<p style=\"color: #1b6390;\" align=\"justify\"><em>\u201cMinha m\u00e3e trazia nas m\u00e3os uma cuia de caba\u00e7a cheia de alguma coisa que eu n\u00e3o via, mas que exalava um cheiro delicioso, que me penetrava as narinas e me enchia a boca de \u00e1gua. Quando ela colocou em frente \u00e0 minha boca, erguendo-me o pesco\u00e7o para que pudesse nela encostar meus l\u00e1bios, a vis\u00e3o da superf\u00edcie cinzenta e brilhante me encheu os olhos de l\u00e1grimas. O mingau de tapioca com farinha de peixe, feito com todo o cuidado sobre as brasas de uma fogueira do dia anterior, escorreu por minha boca, acariciando-me a l\u00edngua e revestindo de del\u00edcias as paredes da minha garganta. Entrou por meu organismo adentro, enchendo meu est\u00f4mago de alegria e paz, fazendo-me perceber, pela primeira vez na vida, o que era a fome e sua satisfa\u00e7\u00e3o. Pensei, com minha cabe\u00e7a de menino \u00edndio, que a coisa mais bela da vida era dar de comer a quem tem fome.<\/em><\/p>\n<p style=\"color: #1b6390;\" align=\"justify\"><em>\u201cNunca havia sentido apetite (\u2026). Mas de repente me interessava muito esse fen\u00f4meno estranho, que cresce como uma dor e uma falta, e se esgota n\u00e3o apenas pela quantidade, mas principalmente pela qualidade mais dif\u00edcil de reter: o sabor. Misto de cheiro e paladar, com grande influ\u00eancia da vis\u00e3o que dela se tenha, a comida \u00e9 o sabor aprisionado, que se libera gradativamente em contato com o nosso corpo, enchendo de prazer cada um de n\u00f3s, at\u00e9 que a falta de novo se instale em cada um, e de novo precise ser preenchida (\u2026). De uma maneira determinada, tudo estava inclu\u00eddo no cheiro, na vis\u00e3o e no gosto daquele mingau de tapioca com farinha de peixe, primeira inclus\u00e3o de meu corpo em um universo no qual viveria minha vida e do qual extrairia, em doses \u00e0s vezes d\u00edspares, \u00e0s vezes insuport\u00e1veis, o terror e a felicidade que a todos acompanham nossa viagem pelo mundo\u201d. (2013, p. 29-30).<\/em><\/p>\n<p style=\"color: #1b6390;\" align=\"justify\"><a style=\"color: #096ae2;\" href=\"http:\/\/www.mercadoetico.com.br\/website\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/comida_saudavel_250.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-85250\" src=\"http:\/\/www.mercadoetico.com.br\/website\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/comida_saudavel_250.jpg\" alt=\"\" width=\"250\" height=\"168\" align=\"left\" \/><\/a>Ao trazer essas experi\u00eancias para o contexto da divulga\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es sobre alimenta\u00e7\u00e3o e da Educa\u00e7\u00e3o Alimentar e Nutricional, devemos nos lembrar do di\u00e1logo entre Proust, Kara\u00ed e Mintz. As experi\u00eancias proustianas se repetem permanentemente, em diferentes cen\u00e1rios culturais. Esse adulto, respons\u00e1vel por transmitir o material cultural comest\u00edvel, pode ser representado por diversos atores sociais, como a fam\u00edlia (pai, m\u00e3e, av\u00f3s e tias); merendeiras; cozinheiros; e nutricionistas. S\u00f3 n\u00e3o deveria ser representado por ind\u00fastrias aliment\u00edcias que est\u00e3o de olho nessa rela\u00e7\u00e3o duradoura, somente pelo lado do consumo.<\/p>\n<p style=\"color: #1b6390;\" align=\"justify\">Na interse\u00e7\u00e3o entre alimenta\u00e7\u00e3o e educa\u00e7\u00e3o, as ideias do soci\u00f3logo Carlo Petrini, fundador da associa\u00e7\u00e3o\u00a0<em>Slow Food<\/em>, sustentam que o aprendizado deve ser saboroso e com corpo inteiro, n\u00e3o apenas com o intelecto. No documento Manifesto pela Educa\u00e7\u00e3o (<em>SLOW FOOD<\/em>, 2010), destaco alguns princ\u00edpios que se alinham com a experi\u00eancia proustiana, e podem servir de inspira\u00e7\u00e3o para colocar em pr\u00e1tica o sabor do conhecimento pela comida e pelo comer.<\/p>\n<p style=\"color: #1b6390;\" align=\"justify\"><a style=\"color: #096ae2;\" href=\"http:\/\/www.mercadoetico.com.br\/website\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/organicos_b_250.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignright size-full wp-image-85251\" src=\"http:\/\/www.mercadoetico.com.br\/website\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/organicos_b_250.jpg\" alt=\"\" width=\"250\" height=\"168\" align=\"right\" \/><\/a>Para o\u00a0<em>Slow Food<\/em>, a educa\u00e7\u00e3o \u201c\u00e9 um caminho \u00edntimo, que envolve a dimens\u00e3o cognitiva, experiencial, afetiva e emocional; alimenta-se do contexto no qual se encontra, valorizando mem\u00f3ria, saberes e culturas locais; desenvolve a consci\u00eancia de si mesmo, do pr\u00f3prio papel e das pr\u00f3prias a\u00e7\u00f5es; e promove mudan\u00e7as, gerando pensamentos e comportamentos novos e mais respons\u00e1veis\u201d. Nesse di\u00e1logo, convido tamb\u00e9m o educador Paulo Freire ao sugerir que n\u00e3o se deve separar o cognitivo do emocional no aprendizado: \u201cestudamos, aprendemos, ensinamos e conhecemos (\u2026) com o nosso corpo inteiro. Com os sentimentos, com as emo\u00e7\u00f5es, com os desejos, com os medos, com as d\u00favidas, com a paix\u00e3o e com a raz\u00e3o cr\u00edtica (1998, p. 8). Mintz, Proust, Kara\u00ed, Petrini e Freire postos numa mesma conversa nos mostram a centralidade de alimenta\u00e7\u00e3o para o indiv\u00edduo e a sociedade; e como os sentimentos que nos alimentam s\u00e3o capazes de acessar a realidade e, por vezes, transform\u00e1-la.<\/p>\n<p style=\"color: #1b6390;\" align=\"justify\"><strong>Refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas<\/strong><br \/>\nFREIRE, Paulo. Professora sim, Tia n\u00e3o: Cartas a quem ousa ensinar. S\u00e3o Paulo: Olho d\u2019 \u00e1gua, 1998.<br \/>\nMALUF, J,S, R. Seguran\u00e7a alimentar e nutricional. Editora Vozes, Petr\u00f3polis, RJ, 2007.<br \/>\nMINTZ, S. Comida e antropologia: uma breve revis\u00e3o. Revista Brasileira de Ci\u00eancias Sociais, v. 16, n \u00ba47, p 31-42. 2001.<br \/>\n________SLOW FOOD. Manifesto pela Educa\u00e7\u00e3o. VII congresso Nacional, Albano Terme, 16 de maio de 2010. Dispon\u00edvel em\u00a0<a style=\"color: #096ae2;\" href=\"http:\/\/www.slowfoodbrasil.com\/campanhas-e-manifestos\/711-manifesto-slow-food-pela-educacao\" target=\"_blank\"><span style=\"color: #0000ff;\"><strong>http:\/\/www.slowfoodbrasil.com\/campanhas-e-manifestos\/711-manifesto-slow-food-pela-educacao<\/strong><\/span><\/a>.<br \/>\nPROUST, Marcel. No Caminho de Swann. Trad. M\u00e1rio Quintana. S\u00e3o Paulo. Ed. Abril Cultural, 1982.<br \/>\nRODRIX, Z. O cozinheiro do rei: as aventuras e desventuras de Pedro Kara\u00ed Raposo, entre o Rio de Contas e a Corte de 17773-1823. S\u00e3o Paulo, Madras, 2013.<\/p>\n<div style=\"color: #1b6390;\" align=\"justify\">\n<h4>* Juliana Dias \u00e9 editora do site \u201cMalagueta \u2013 palavras boas de se comer\u201d (<a style=\"color: #096ae2;\" href=\"http:\/\/www.malaguetanews.com.br\/\" target=\"_blank\"><span style=\"color: #0000ff;\">www.malaguetanews.com.br<\/span><\/a>), mestre em Educa\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancias e Sa\u00fade pelo NUTES\/UFRJ, e doutoranda em Hist\u00f3ria das Ci\u00eancias, das T\u00e9cnicas e Epistemologia, na UFRJ. Pesquisa sobre alimenta\u00e7\u00e3o, cultura e sociedade, tendo como eixo as \u00e1reas da educa\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o. \u00c9 co-l\u00edder da associa\u00e7\u00e3o Slow Food, no Rio de Janeiro, e membro do Conselho Municipal de Seguran\u00e7a Alimentar e Nutricional (Consea-Rio).<\/h4>\n<\/div>\n<p style=\"color: #1b6390;\" align=\"justify\">Fonte:\u00a0<a style=\"color: #096ae2;\" href=\"http:\/\/www.mercadoetico.com.br\/arquivo\/os-papeis-culturais-e-afetivos-da-comida\/\" target=\"_blank\">Mercado \u00c9tico<\/a>\u00a0&#8211;\u00a0<strong>Outras Palavras<\/strong><br \/>\n24.02.2014<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Juliana Dias* Os h\u00e1bitos alimentares, afirma o antrop\u00f3logo norte-americano Sidney Mintz, s\u00e3o ve\u00edculos de profunda<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":false,"thumbnail":false,"medium":false,"medium_large":false,"large":false,"1536x1536":false,"2048x2048":false,"cream-magazine-thumbnail-2":false,"cream-magazine-thumbnail-3":false,"cream-magazine-thumbnail-4":false},"uagb_author_info":{"display_name":"sabrina","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/sabrina\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Juliana Dias* Os h\u00e1bitos alimentares, afirma o antrop\u00f3logo norte-americano Sidney Mintz, s\u00e3o ve\u00edculos de profunda","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/134"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=134"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/134\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=134"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=134"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=134"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}