{"id":133910,"date":"2020-09-17T08:00:54","date_gmt":"2020-09-17T11:00:54","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=133910"},"modified":"2020-09-16T22:32:04","modified_gmt":"2020-09-17T01:32:04","slug":"acao-humana-e-mudancas-climaticas-estao-causando-aumento-do-nivel-do-mar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/acao-humana-e-mudancas-climaticas-estao-causando-aumento-do-nivel-do-mar\/","title":{"rendered":"A\u00e7\u00e3o humana e mudan\u00e7as clim\u00e1ticas est\u00e3o causando aumento do n\u00edvel do mar"},"content":{"rendered":"<p><em><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/mudanca.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-133911\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/mudanca-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/mudanca-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/mudanca.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>No antigo balne\u00e1rio de Atafona, no litoral do Rio de Janeiro, o Oceano Atl\u00e2ntico tem destru\u00eddo ruas, casas e com\u00e9rcios h\u00e1 mais de 50 anos, o que est\u00e1 evidenciado em pelo menos 500 pr\u00e9dios.<\/em><\/p>\n<p><em>O represamento do rio Para\u00edba do Sul e a destrui\u00e7\u00e3o de florestas em suas margens s\u00e3o vistos como fatores de assoreamento e estrangulamento do rio, o que tem permitido que o mar avance pela foz do rio, onde Atafona est\u00e1 localizada.<\/em><\/p>\n<p><em>De acordo com os pesquisadores, a mudan\u00e7a clim\u00e1tica est\u00e1 acelerando a taxa de eros\u00e3o costeira por meio do aumento da frequ\u00eancia e intensidade de ondas e tempestades extremas; em Atafona, o mar avan\u00e7a 3 metros (10 p\u00e9s) por ano.<\/em><\/p>\n<div class=\"td-a-rec td-a-rec-id-content_inline  td_uid_2_5f62bb11a4385_rand td_block_template_1\">\n<div class=\"td-all-devices\"><em>Segundo a Organiza\u00e7\u00e3o Internacional para as Migra\u00e7\u00f5es, os impactos ambientais deslocaram 295.000 pessoas no Brasil em 2019; em todo o mundo, o n\u00famero supera os deslocamentos causados por conflitos internos.<\/em><\/div>\n<\/div>\n<figure id=\"attachment_801234\" class=\"wp-caption aligncenter amp-wp-38cedf6\" aria-describedby=\"caption-attachment-801234\" data-amp-original-style=\"width: 640px\"><\/figure>\n<p>H\u00e1 mais de 50 anos, o mar tem devorado a comunidade litor\u00e2nea de Atafona, no munic\u00edpio de S\u00e3o Jo\u00e3o da Barra, no estado do Rio de Janeiro. Para os moradores, que est\u00e3o \u00e0 espera de uma solu\u00e7\u00e3o, o futuro \u00e9 incerto.<\/p>\n<p>Atafona est\u00e1 passando por um dos piores desastres de eros\u00e3o costeira do Brasil. Os especialistas citam uma s\u00e9rie de fatores que impulsionam o fen\u00f4meno, incluindo a a\u00e7\u00e3o humana e os efeitos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas em uma \u00e1rea costeira cuja ocupa\u00e7\u00e3o sempre necessitou de planejamento.<\/p>\n<p>Os primeiros relatos sobre o problema surgiram em 1954, na ilha da Conviv\u00eancia, hoje praticamente engolida pelo mar. Seus residentes foram for\u00e7ados a deixar suas casas para o continente.<\/p>\n<p>Cinco anos depois, a eros\u00e3o atingiu a praia de Atafona, localizada do outro lado da \u00e1gua de sua antiga casa na ilha. A destrui\u00e7\u00e3o aumentou na d\u00e9cada de 1970 e nunca parou. Segundo a prefeitura de S\u00e3o Jo\u00e3o da Barra, o aumento do mar destruiu cerca de 500 resid\u00eancias e empresas. Moradores e pesquisadores estimam que o n\u00famero pode ser maior e que mais de 2.000 pessoas podem ter sido for\u00e7adas a deixar o local, algumas at\u00e9 tiveram que migrar para outras cidades ou estados.<\/p>\n<p>S\u00f4nia Ferreira, que mora em Atafona h\u00e1 mais de duas d\u00e9cadas, viu o mar se aproximar lentamente at\u00e9 derrubar o muro ao redor de sua casa em mar\u00e7o de 2019. Isso foi crucial para sua decis\u00e3o de agir ap\u00f3s anos de espera. \u201cNo ano passado, o mar atingiu minha rua e derrubou meu muro. Tive que colocar barreiras porque quero continuar morando aqui por um tempo. J\u00e1 estou desmontando a casa e, inclusive, j\u00e1 me mudei para uma casa menor que constru\u00ed nos fundos, para poder ficar na minha terra por mais alguns anos at\u00e9 que o mar tome conta de tudo \u201d, afirma S\u00f4nia.<\/p>\n<p>Em todo o mundo, o n\u00famero de pessoas deslocadas por fatores ambientais \u2013 como eros\u00e3o costeira, inc\u00eandios florestais, inunda\u00e7\u00f5es e deslizamentos de terra \u2013 excede os deslocamentos causados por conflitos internos. Segundo a Organiza\u00e7\u00e3o Internacional para as Migra\u00e7\u00f5es (OIM), desastres ambientais causaram 295 mil novos deslocamentos no Brasil em 2019.<\/p>\n<p>Mas esse n\u00famero representa apenas desastres resultantes de eventos isolados, como enchentes, deslizamentos de terra e tempestades, e n\u00e3o processos graduais como a eros\u00e3o corroendo Atafona. No ano passado, de acordo com dados do Centro de Monitoramento de Deslocamento Interno (IDMC), 240 brasileiros foram obrigados a se mudar devido \u00e0 eros\u00e3o costeira; \u00e9 prov\u00e1vel que o n\u00famero reportado esteja amenizado.<\/p>\n<p><strong>Por que o mar est\u00e1 ganhando terreno<\/strong><\/p>\n<p>Um dos principais respons\u00e1veis pela eros\u00e3o costeira em Atafona \u00e9 o menor fluxo de \u00e1gua do rio Para\u00edba do Sul e o assoreamento causado por barragens a montante. Isso permitiu que o Oceano Atl\u00e2ntico invadisse ainda mais a foz do rio, impactando os fluxos da corrente, o ac\u00famulo de areia e lama no leito do rio e o movimento das ondas na praia.<\/p>\n<p>A destrui\u00e7\u00e3o das matas ciliares ao longo de toda a extens\u00e3o do Para\u00edba do Sul tamb\u00e9m teria contribu\u00eddo para a forma\u00e7\u00e3o de sedimentos no rio. O aumento da popula\u00e7\u00e3o em cidades pr\u00f3ximas, como Campos dos Goytacazes, com meio milh\u00e3o de habitantes e localizada a 40 quil\u00f4metros de Atafona, tamb\u00e9m \u00e9 um fator agravante, pois elas extraem \u00e1gua da mesma fonte.<\/p>\n<p>Acredita-se que processos geol\u00f3gicos naturais lentos tamb\u00e9m estejam entre os fatores, mas pesquisadores e residentes geralmente concordam que a taxa de eros\u00e3o costeira se acelerou como resultado de uma combina\u00e7\u00e3o da a\u00e7\u00e3o humana e dos efeitos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, como a eleva\u00e7\u00e3o do n\u00edvel do mar.<\/p>\n<p>O engenheiro cartogr\u00e1fico Gilberto Pessanha Ribeiro, chefe do Observat\u00f3rio da Din\u00e2mica Costeira da Universidade Federal de S\u00e3o Paulo (Unifesp), estuda o caso Atafona h\u00e1 17 anos. Ele diz que mais pessoas precisam estudar o assunto. \u201cFizemos descobertas fant\u00e1sticas sobre a diversidade de vis\u00f5es sobre o fen\u00f4meno na comunidade. Quest\u00f5es antropol\u00f3gicas tamb\u00e9m surgiram. \u00c9 uma zona costeira onde a ci\u00eancia, o carinho, o misticismo e a religi\u00e3o se misturam. As pessoas adoram aquele lugar. H\u00e1 muito carinho envolvido. Atafona virou personagem \u201d, afirma.<\/p>\n<p>\u201cAs pessoas querem respostas, mas esse \u00e9 um tema muito complexo para uma resposta simples com alternativas definitivas\u201d, acrescenta Ribeiro. \u201c\u00c9 causado por uma combina\u00e7\u00e3o de fatores. E as solu\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m devem ser m\u00faltiplas. Hoje, a ideia \u00e9 conviver com o problema e aprender cientificamente para educar a popula\u00e7\u00e3o e desenvolver o conhecimento na \u00e1rea, ao inv\u00e9s de ter uma solu\u00e7\u00e3o definitiva \u201d.<\/p>\n<p>Em um desenvolvimento recente, um canal na parte sul da foz do rio foi fechado devido ao assoreamento, impactando a pesca de pequena escala local e colocando em risco a subsist\u00eancia da comunidade tradicional.<\/p>\n<p>Enquanto a eros\u00e3o costeira j\u00e1 se arrasta por mais de meio s\u00e9culo e apesar de sua relev\u00e2ncia, a maioria das pessoas sabe relativamente pouco sobre ela. Moradores dizem que sempre faltaram a\u00e7\u00f5es do governo em todos os n\u00edveis. Eles agora est\u00e3o pressionando para que o governo e as institui\u00e7\u00f5es envolvidas tomem medidas, embora n\u00e3o haja uma solu\u00e7\u00e3o clara ou r\u00e1pida para o problema no curto ou m\u00e9dio prazo.<\/p>\n<p><strong>Mudan\u00e7a clim\u00e1tica acelera a eros\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Em 2016, quando comecei a pesquisar para o document\u00e1rio \u201cO avan\u00e7o\u201d, j\u00e1 em produ\u00e7\u00e3o, passei alguns dias em Atafona com uma equipe local para registrar a situa\u00e7\u00e3o naquele ponto e planejava voltar alguns anos depois para finalizar o filme. As imagens fotogr\u00e1ficas e de v\u00eddeo que ilustram este artigo foram produzidas nessa \u00e9poca, revelando alguns edif\u00edcios, casas e lugares que j\u00e1 n\u00e3o existem ou foram alterados. Essas cenas simbolizam o poder de degrada\u00e7\u00e3o cont\u00ednua resultante do mar que avan\u00e7a cerca de 3 metros (10 p\u00e9s) por ano.<\/p>\n<p>Para o ge\u00f3grafo Dieter Muehe, um dos maiores especialistas brasileiros em eros\u00e3o costeira, o avan\u00e7o do mar n\u00e3o \u00e9 apenas uma realidade, mas tamb\u00e9m uma tend\u00eancia. \u201cAtafona \u00e9 um local vulner\u00e1vel para uma tend\u00eancia cont\u00ednua. As praias ganham e perdem sedimentos, mas n\u00e3o h\u00e1 equil\u00edbrio em Atafona. A praia pr\u00f3xima \u00e0 foz do rio perde mais do que ganha, o que provoca eros\u00e3o \u201d, afirma. \u201cE a lama tamb\u00e9m impede a mobiliza\u00e7\u00e3o de sedimentos no fundo do mar. O rio n\u00e3o joga tanta areia como deveria no mar. Com as barragens, n\u00e3o h\u00e1 mais enchentes excepcionais que expelem grandes quantidades de areia para a plataforma. A mudan\u00e7a clim\u00e1tica acelera o processo de eros\u00e3o, pois influencia a frequ\u00eancia e intensidade de ondas e tempestades mais extremas. \u201d<\/p>\n<p>Muehe afirma que os efeitos mais percept\u00edveis da eros\u00e3o costeira para a popula\u00e7\u00e3o brasileira ocorrem nas \u00e1reas urbanas, pelos danos materiais que causam. \u201cO avan\u00e7o do mar \u00e9 uma tend\u00eancia. A barreira de areia tem se aproximado lenta e imperceptivelmente do continente h\u00e1 s\u00e9culos. Agora, os efeitos das a\u00e7\u00f5es humanas sobre o meio ambiente est\u00e3o acelerando esse processo. \u00c9 t\u00e3o r\u00e1pido que os humanos podem ver durante suas vidas. Talvez uma pessoa que mora em uma \u00e1rea mais vulner\u00e1vel do litoral consiga passar a vida naquela casa, mas pode n\u00e3o estar l\u00e1 nas pr\u00f3ximas gera\u00e7\u00f5es \u201d, diz Muehe.<\/p>\n<p>Foi o que aconteceu com o jornalista local Jo\u00e3o Noronha. Em 2006, o mar tomou conta da casa que ele havia herdado de sua fam\u00edlia. Ele escreveu dois livros sobre Atafona e tem um terceiro pronto para impress\u00e3o. \u201cNa d\u00e9cada de 1940, Atafona era conhecida como um balne\u00e1rio medicinal. Nos anos 1970, virou moda, com bailes que reuniam a elite do Rio de Janeiro em grandes clubes \u201d, afirma. \u201cNo in\u00edcio, resisti em n\u00e3o tocar no assunto da eros\u00e3o nos jornais para os quais escrevia. Senti um certo bloqueio sentimental como resultado do trauma de perder a casa da minha fam\u00edlia. Semanas antes de minha casa cair, doei todo o material que havia nela e me mudei para outra, bem menor, em um bairro diferente, a 6 quil\u00f4metros dali. A cidade n\u00e3o deveria ter permitido a constru\u00e7\u00e3o na \u00e1rea costeira. \u201d<\/p>\n<p><strong>Solu\u00e7\u00f5es poss\u00edveis<\/strong><\/p>\n<p>A prefeita de S\u00e3o Jo\u00e3o da Barra, Carla Machado, aponta dois fen\u00f4menos concomitantes que ela diz estar ligados: Al\u00e9m do avan\u00e7o do mar, que j\u00e1 destruiu muitos blocos, h\u00e1 dunas em plena forma\u00e7\u00e3o. Eles crescem e se movem com os ventos do nordeste e j\u00e1 est\u00e3o afetando as casas. Agora est\u00e3o se aproximando da Praia do Grussa\u00ed, que ainda n\u00e3o havia sido fortemente afetada pela eros\u00e3o. \u201cEu amo Atafona. Foi parte da minha juventude. As pessoas que moram l\u00e1 t\u00eam la\u00e7os muito fortes com a regi\u00e3o. Mas eles n\u00e3o querem ir embora, por causa de seus sentimentos culturais. J\u00e1 constru\u00edmos casas populares, mas nenhum plano habitacional atende \u00e0s expectativas \u201d, afirma Machado.<\/p>\n<p>Ela diz que n\u00e3o v\u00ea consenso sobre uma solu\u00e7\u00e3o para o problema. Recentemente, a prefeitura se reuniu com integrantes de institui\u00e7\u00f5es envolvidas no tema \u2013 entre elas Minist\u00e9rio P\u00fablico, Universidade Federal Fluminense (UFF) e Instituto Nacional de Pesquisas Hidrovi\u00e1rias (INPH) \u2013 para discutir poss\u00edveis projetos. Mas ainda n\u00e3o est\u00e1 claro o que ser\u00e1 implementado e quando, ou quem ir\u00e1 financi\u00e1-lo.<\/p>\n<p>As ideias apresentadas at\u00e9 agora incluem duas propostas de constru\u00e7\u00e3o de barreiras e outra de amplia\u00e7\u00e3o da \u00e1rea de praia, mas ningu\u00e9m pode garantir sua efic\u00e1cia. \u201cN\u00e3o existe uma solu\u00e7\u00e3o simples. Por exigir uma grande interven\u00e7\u00e3o, h\u00e1 diverg\u00eancias sobre esses projetos \u201d, diz Machado. \u201cExistem v\u00e1rios pr\u00e9-projetos que ainda precisam de estudos t\u00e9cnicos e grandes investimentos, al\u00e9m da aprova\u00e7\u00e3o dos \u00f3rg\u00e3os reguladores. Os fundos tamb\u00e9m s\u00e3o escassos e a cidade n\u00e3o pode se dar ao luxo de fazer esses investimentos sozinha. \u201d<\/p>\n<p>A secret\u00e1ria de Meio Ambiente de S\u00e3o Jo\u00e3o da Barra, Marcela Toledo, afirma que as comunidades mais tradicionais s\u00e3o as que mais sofrem. \u201cQuando o mar come\u00e7ou a avan\u00e7ar, a maioria dos pr\u00e9dios atingidos eram casas de ver\u00e3o de ricos de Campos dos Goytacazes, al\u00e9m de diversos pr\u00e9dios comerciais, clubes, entre outros\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Toledo diz que as casas atingidas hoje pertencem a fam\u00edlias tradicionais ligadas \u00e0 pesca, incluindo mulheres que trabalham como catadora de mariscos. Em mar\u00e7o de 2019, quando o mar fez seu mais recente avan\u00e7o importante sobre as casas, tr\u00eas fam\u00edlias foram removidas: um total de sete pessoas, que agora est\u00e3o sendo atendidas pelo programa de aluguel social da cidade. No total, 35 pessoas de 14 fam\u00edlias est\u00e3o atualmente sendo atendidas pelo programa, diz Toledo.<\/p>\n<p><strong>Mem\u00f3ria e autoestima<\/strong><\/p>\n<p>A hist\u00f3ria recente de Atafona influenciou a forma como seus residentes v\u00eaem a vida, seu territ\u00f3rio e o mundo, atrav\u00e9s das lentes de um processo cont\u00ednuo de mudan\u00e7a e adapta\u00e7\u00e3o. Nos \u00faltimos tr\u00eas anos, um projeto de arte ajudou a melhorar a autoestima e a mem\u00f3ria da comunidade. Tem como objetivo contribuir para a cria\u00e7\u00e3o de novos sentidos para as rela\u00e7\u00f5es da popula\u00e7\u00e3o local com as ru\u00ednas. A Casa Duna \u2013 Centro de Arte, Pesquisa e Mem\u00f3ria de Atafona organiza produ\u00e7\u00f5es culturais, eventos e pe\u00e7as de teatro.<\/p>\n<p>Quando foi inaugurada em 2017, a Casa Duna tamb\u00e9m exibiu o acervo hist\u00f3rico adquirido pelos criadores do projeto do poeta local Jair Vieira, que tinha uma pequena galeria de fotos, livros, mapas e relatos sobre Atafona em sua casa.<\/p>\n<p>Julia Naidin, co-fundadora da Casa Duna e doutora em filosofia, diz que a ideia do projeto \u00e9 ajudar a popula\u00e7\u00e3o usando a arte para lan\u00e7ar luz sobre quest\u00f5es ambientais e criar novas narrativas locais. \u201cQueremos combater o estigma da cidade fantasma \u2013 um r\u00f3tulo que incomoda os moradores que moram bem na cidade e t\u00eam fortes la\u00e7os emocionais com ela\u201d, afirma. \u201cA arte informa e sensibiliza sem criar discursos prontos. Ajuda a provocar reflex\u00f5es, abre a percep\u00e7\u00e3o e multiplica o debate. Devemos lembrar que existe vida, v\u00ednculo territorial e resist\u00eancia \u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No antigo balne\u00e1rio de Atafona, no litoral do Rio de Janeiro, o Oceano Atl\u00e2ntico tem<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":133911,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/mudanca.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/mudanca-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/mudanca-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/mudanca.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/mudanca.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/mudanca.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/mudanca.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/mudanca.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/mudanca.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/mudanca.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"No antigo balne\u00e1rio de Atafona, no litoral do Rio de Janeiro, o Oceano Atl\u00e2ntico tem","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/133910"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=133910"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/133910\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/133911"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=133910"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=133910"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=133910"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}