{"id":133894,"date":"2020-09-16T15:00:01","date_gmt":"2020-09-16T18:00:01","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=133894"},"modified":"2020-09-15T20:58:40","modified_gmt":"2020-09-15T23:58:40","slug":"migracoes-climaticas-serao-mais-sentidas-em-paises-de-renda-media","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/migracoes-climaticas-serao-mais-sentidas-em-paises-de-renda-media\/","title":{"rendered":"Migra\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas ser\u00e3o mais sentidas em pa\u00edses de renda m\u00e9dia"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/seca-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-133895\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/seca-1-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/seca-1-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/seca-1.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Estudo publicado na &#8220;Nature&#8221; afirma que pa\u00edses nem muito ricos nem muito pobres e com grande setor agr\u00edcola ser\u00e3o os principais afetados pelas ondas migrat\u00f3rias provocadas pela crise clim\u00e1tica. Brasil \u00e9 um deles.<\/p>\n<p>Pa\u00edses de renda m\u00e9dia e com grande setor agr\u00edcola ser\u00e3o os principais afetados pelas migra\u00e7\u00f5es provocadas pela crise clim\u00e1tica, afirmou um estudo de uma equipe internacional de pesquisadores publicado na \u00faltima segunda-feira (14\/09) na revista cient\u00edfica <em>Nature Climate Change.<\/em><\/p>\n<p>O impacto, segundo os cientistas, ser\u00e1 bastante sentido em pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina, principalmente Brasil, Argentina, Uruguai e M\u00e9xico.\u00a0Algumas regi\u00f5es da \u00c1frica e da\u00a0\u00c1sia tamb\u00e9m ser\u00e3o afetadas.\u00a0O estudo analisou 30 pesquisas cient\u00edficas j\u00e1 publicadas sobre o tema e\u00a0quantifica pela primeira vez a rela\u00e7\u00e3o entre aquecimento global e migra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;Suas conclus\u00f5es permitem identificar regi\u00f5es geogr\u00e1ficas que podem ser especialmente suscet\u00edveis a movimentos migrat\u00f3rios no futuro&#8221;, explicou o\u00a0Instituto Internacional de An\u00e1lise de Sistemas Aplicados (Iiasa), com sede na \u00c1ustria, que assinou o estudo em parceria com o\u00a0Instituto Potsdam de Pesquisas sobre o Impacto Clim\u00e1tico\u00a0(PIK, na Alemanha) e a Universidade de Viena<\/p>\n<p>&#8220;Prevemos n\u00edveis mais elevados de migra\u00e7\u00e3o ambiental para os pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina e Caribe, para determinados pa\u00edses da \u00c1frica Subsaariana, particularmente na regi\u00e3o do Sahel e da \u00c1frica Oriental, bem como para oeste, sul e sudeste da \u00c1sia&#8221;, disseram os especialistas.<\/p>\n<p>O alto risco foi atribu\u00eddo &#8220;\u00e0 maior exposi\u00e7\u00e3o a m\u00faltiplos perigos ambientais nessas \u00e1reas, bem como a um n\u00edvel de renda suficientemente alto para financiar a migra\u00e7\u00e3o&#8221;. Entre os principais fatores por tr\u00e1s das migra\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas\u00a0estariam as mudan\u00e7as\u00a0de temperatura e no ritmo das chuvas, bem como desastres repentinos.<\/p>\n<p>Roman Hoffman, economista do Instituto de Demografia\u00a0de Viena (VID), aponta que os deslocamentos desencadeados por impactos ambientais s\u00e3o menores tanto nas regi\u00f5es de renda mais baixa quanto nas de renda mais alta. No primeiro caso, &#8220;porque as pessoas provavelmente s\u00e3o pobres demais para [conseguir] partir&#8221;, e no segundo, &#8220;porque t\u00eam recursos suficientes para lidar com as consequ\u00eancias&#8221; do aumento das temperaturas.<\/p>\n<p>Por outro lado,\u00a0nos pa\u00edses de renda m\u00e9dia e com grande depend\u00eancia da agricultura, os deslocamentos for\u00e7ados pela crise migrat\u00f3ria s\u00e3o mais observados.<\/p>\n<p>No continente americano, portanto, os pesquisadores preveem que as popula\u00e7\u00f5es dos pa\u00edses de menor renda (como Bol\u00edvia e Paraguai) e\u00a0das na\u00e7\u00f5es mais ricas (Estados Unidos e Canad\u00e1) ser\u00e3o as que menos dever\u00e3o emigrar.<\/p>\n<h2>Pouca migra\u00e7\u00e3o para pa\u00edses ricos<\/h2>\n<p>Os cientistas tamb\u00e9m desconstru\u00edram a ideia de que os migrantes buscam sobretudo os lugares mais ricos do mundo. &#8220;A narrativa de que os refugiados do clima est\u00e3o indo para a Europa ou para os Estados Unidos pode ser muito simplista&#8221;, alertam.<\/p>\n<p>Pelo contr\u00e1rio, o estudo afirma ter encontrado &#8220;evid\u00eancias convincentes de que as mudan\u00e7as ambientais em pa\u00edses vulner\u00e1veis levam predominantemente \u00e0 migra\u00e7\u00e3o interna ou para outros pa\u00edses de baixa e m\u00e9dia renda&#8221;, e apenas em menor grau \u00e0 &#8220;migra\u00e7\u00e3o para pa\u00edses de alta renda&#8221;.<\/p>\n<p>O estudo indica que, em geral, as popula\u00e7\u00f5es afetadas tendem a se deslocar para destinos pr\u00f3ximos para poder retornar \u00e0s suas terras, quando a situa\u00e7\u00e3o assim permitir.<\/p>\n<p>&#8220;A migra\u00e7\u00e3o pode ser uma estrat\u00e9gia de adapta\u00e7\u00e3o eficaz, mas tamb\u00e9m pode ser involunt\u00e1ria e ter consequ\u00eancias importantes tanto para os migrantes quanto para as pessoas dos pa\u00edses de destino&#8221;, destaca Jes\u00fas Crespo Cuaresma, pesquisador do Iiasa, na \u00c1ustria,\u00a0e professor de economia na Universidade de Viena.<\/p>\n<p>Para ele, deter o aquecimento global \u00e9 uma prioridade. &#8220;A melhor maneira de proteger os afetados \u00e9 estabilizar o clima global reduzindo rapidamente as emiss\u00f5es de gases de efeito estufa da queima de combust\u00edveis f\u00f3sseis, bem como aumentando simultaneamente a capacidade adaptativa, por exemplo, melhorando o capital humano.&#8221;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estudo publicado na &#8220;Nature&#8221; afirma que pa\u00edses nem muito ricos nem muito pobres e com<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":133895,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/seca-1.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/seca-1-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/seca-1-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/seca-1.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/seca-1.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/seca-1.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/seca-1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/seca-1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/seca-1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/seca-1.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Estudo publicado na &#8220;Nature&#8221; afirma que pa\u00edses nem muito ricos nem muito pobres e com","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/133894"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=133894"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/133894\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/133895"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=133894"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=133894"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=133894"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}