{"id":132995,"date":"2020-08-31T11:00:39","date_gmt":"2020-08-31T14:00:39","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=132995"},"modified":"2020-08-31T08:32:31","modified_gmt":"2020-08-31T11:32:31","slug":"novo-cavalo-marinho-pigmeu-e-o-primeiro-do-genero-na-africa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/novo-cavalo-marinho-pigmeu-e-o-primeiro-do-genero-na-africa\/","title":{"rendered":"Novo cavalo-marinho-pigmeu \u00e9 o primeiro do g\u00eanero na \u00c1frica"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/cavalo-marinho.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-132996\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/cavalo-marinho-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/cavalo-marinho-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/cavalo-marinho.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Nas \u00e1guas agitadas e repletas de rochas, pr\u00f3ximo \u00e0 costa leste da \u00c1frica do Sul, pesquisadores descobriram uma nova esp\u00e9cie: um cavalo-marinho-pigmeu do tamanho de um gr\u00e3o de arroz.<\/p>\n<p>A descoberta os surpreendeu porque todas as sete esp\u00e9cies de cavalos-marinhos-pigmeus,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nationalgeographic.com\/animals\/2018\/08\/tiny-pygmy-seahorse-discovered-japan-news\/\">exceto uma no Jap\u00e3o<\/a>, habitam o Tri\u00e2ngulo de Coral, uma regi\u00e3o repleta de biodiversidade com mais de 5,1 milh\u00f5es de quil\u00f4metros quadrados no sudoeste do Pac\u00edfico. A esp\u00e9cie rec\u00e9m-descoberta vive a oito mil quil\u00f4metros de dist\u00e2ncia, o primeiro\u00a0 cavalo-marinho-pigmeu visto em todo o Oceano \u00cdndico e no continente africano.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 como encontrar um canguru na Noruega\u201d, diz\u00a0<a href=\"https:\/\/oceanrealmimages.com\/about\/biography\/\">Richard Smith<\/a>, bi\u00f3logo marinho do Reino Unido e coautor de um novo estudo sobre a esp\u00e9cie, conhecida como\u00a0 cavalo-marinho-pigmeu-africano ou\u00a0 cavalo-marinho-pigmeu da Ba\u00eda de Sodwana. O segundo nome se refere ao local onde foi encontrado, uma famosa \u00e1rea de mergulho pr\u00f3ximo \u00e0 fronteira com Mo\u00e7ambique.<\/p>\n<p>A nova esp\u00e9cie se parece um pouco com outros cavalos-marinhos-pigmeus, exceto pelo fato de ter espinhos no dorso com pontas afiadas, que se parecem dentes incisivos, explica o coautor\u00a0<a href=\"https:\/\/www.calacademy.org\/scientists\/ichthyology\/gshort\">Graham Short<\/a>, ictiologista da Academia de Ci\u00eancias da Calif\u00f3rnia e do Museu Australiano em Sydney. Por outro lado, os demais cavalos-marinhos-pigmeus t\u00eam espinhos com pontas planas.<\/p>\n<p>\u201cRealmente n\u00e3o sabemos para que servem esses espinhos\u201d, diz Short. \u201cMuitas esp\u00e9cies de cavalos-marinhos s\u00e3o espinhosas, ent\u00e3o a presen\u00e7a de espinhos pode ter rela\u00e7\u00e3o com a sele\u00e7\u00e3o sexual \u2014 \u00e9 poss\u00edvel que as f\u00eameas prefiram machos com mais espinhos\u201d.<\/p>\n<p>A descoberta surpreendente, descrita em um\u00a0<a href=\"https:\/\/zookeys.pensoft.net\/article\/50924\/\">estudo publicado na revista cient\u00edfica\u00a0<em>ZooKeys<\/em><\/a>, demonstra como sabemos pouco sobre os oceanos, principalmente quando se trata de pequenas criaturas, dizem os autores \u2014 e que provavelmente h\u00e1 diversas outras esp\u00e9cies de cavalos-marinhos-pigmeus que ainda n\u00e3o foram identificadas.<\/p>\n<h3><strong>\u201cUm presente do mar\u201d<\/strong><\/h3>\n<p>A instrutora de mergulho Savannah Nalu Olivier encontrou a criatura na Ba\u00eda de Sodwana, em 2017, enquanto examinava peda\u00e7os de algas no fundo do mar. A ba\u00eda \u00e9 conhecida por abrigar diversas esp\u00e9cies raras de peixes, tubar\u00f5es e tartarugas-marinhas.<\/p>\n<p>Ela compartilhou fotografias do peixe com seus colegas e, em 2018, as fotos chegaram at\u00e9 Smith, que, juntamente com o colega\u00a0<a href=\"http:\/\/knysnabasinproject.co.za\/our-staff\/dr-louw-claassens\/\">Louw Claassens<\/a>, coletou v\u00e1rios esp\u00e9cimes do animal a profundidades de 12 a 16 metros.<\/p>\n<p>Os pesquisadores nomearam o novo cavalo-marinho\u00a0<em>Hippocampus nalu<\/em>, em homenagem a Olivier, cujo apelido \u00e9 \u201cPeixe\u201d. (Ela tamb\u00e9m \u00e9 pisciana.) Nas l\u00ednguas sul-africanas xhosa e zulu, \u201c<em>nalu<\/em>\u201d pode ser traduzido como \u201caqui est\u00e1\u201d.<\/p>\n<p>\u201cEu disse a ela que a criatura era um presente do mar\u201d, conta Louis Olivier, pai de Savannah, dono de uma empresa de mergulho chamada\u00a0<a href=\"https:\/\/www.piscesdiving.co.za\/our-crew\">Pisces Diving Sodwana Bay<\/a>. Ele acrescenta que est\u00e1 \u201csuper entusiasmado com a descoberta dela\u201d.<\/p>\n<h3><strong>Anatomia misteriosa<\/strong><\/h3>\n<p>Smith enviou v\u00e1rios esp\u00e9cimes da nova esp\u00e9cie para Short, que analisou sua gen\u00e9tica e estruturas corporais usando um equipamento de tomografia computadorizada.<\/p>\n<p>Sua pesquisa revelou que, como outros cavalos-marinhos-pigmeus, o animal rec\u00e9m-encontrado possui duas estruturas em forma de asa nas costas, em vez de uma, como em\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nationalgeographic.com\/animals\/fish\/group\/seahorses\/\">cavalos-marinhos<\/a>\u00a0maiores. Em geral, a fun\u00e7\u00e3o dessas \u201casas\u201d nos cavalos-marinhos \u00e9 desconhecida.<\/p>\n<p>Assim como outros cavalos-marinhos-pigmeus, a esp\u00e9cie africana tem apenas uma guelra na parte superior das costas, em vez de duas de cada lado, abaixo da cabe\u00e7a, como os cavalos-marinhos maiores \u2014 outro mist\u00e9rio.<\/p>\n<p>Isso seria \u201ccomo ter um nariz na nuca\u201d, diz Short.<\/p>\n<p>Mas o novo cavalo-marinho \u00e9 \u00fanico entre seus parentes min\u00fasculos, pois foi encontrado vivendo entre algas que se parecem grama, em meio a rochas e areia. A Ba\u00eda de Sodwana tem fortes ondas e os pequenos cavalos-marinhos parecem n\u00e3o se importar com todo o movimento, conta Smith, que observou um cavalo-marinho-pigmeu ficar coberto de areia e conseguir se desenterrar facilmente.<\/p>\n<p>\u201cEles frequentemente sofrem golpes de areia\u201d, diz Smith. Outros cavalos-marinhos-pigmeus, que habitam \u00e1guas mais calmas ao redor dos recifes de coral, \u201cs\u00e3o mais delicados. Mas essa [esp\u00e9cie] \u00e9 composta de um material mais resistente\u201d.<\/p>\n<p>Como outros cavalos-marinhos-pigmeus, acredita-se que a vers\u00e3o africana se alimente de pequenos cop\u00e9podes e crust\u00e1ceos. A esp\u00e9cie tamb\u00e9m se camufla bem para se confundir com o ambiente.<\/p>\n<h3><strong>H\u00e1 muito mais a ser descoberto<\/strong><\/h3>\n<p>Essa revela\u00e7\u00e3o \u201cdemonstra que ainda h\u00e1 muitas descobertas a serem feitas nos oceanos, mesmo em \u00e1guas rasas perto da costa\u201d, afirma\u00a0<a href=\"https:\/\/www.aucklandmuseum.com\/your-museum\/get-involved\/careers\/meet-our-people\/tom-trnski\">Thomas Trnski<\/a>, chefe de ci\u00eancias naturais do Museu de Auckland, na Nova Zel\u00e2ndia, que n\u00e3o participou do estudo. Quase todos os\u00a0 cavalos-marinhos-pigmeus foram descobertos nos \u00faltimos 20 anos, acrescenta ele.<\/p>\n<p>O \u00fanico cavalo-marinho-pigmeu encontrado fora do Tri\u00e2ngulo de Coral \u00e9 o\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nationalgeographic.com\/animals\/2018\/08\/tiny-pygmy-seahorse-discovered-japan-news\/\">cavalo-marinho-pigmeu-japon\u00eas<\/a>, tamb\u00e9m conhecido como \u201cporco do Jap\u00e3o\u201d, descrito pela primeira vez em agosto de 2018.<\/p>\n<p>Embora as popula\u00e7\u00f5es de cavalos-marinhos normais tenham sofrido decl\u00ednio em diversas \u00e1reas devido \u00e0 captura para\u00a0<a href=\"https:\/\/news.nationalgeographic.com\/2016\/07\/seahorses--eight-million-peru-smuggling-crime-blotter\/\">uso na medicina tradicional chinesa<\/a>\u00a0e no com\u00e9rcio para aqu\u00e1rios, isso n\u00e3o \u00e9 um problema para os\u00a0 cavalos-marinhos-pigmeus, pois s\u00e3o dif\u00edceis de encontrar, diz Short. Contudo algumas dessas esp\u00e9cies t\u00eam densidades populacionais muito baixas e n\u00e3o h\u00e1 dados suficientes para saber quantos indiv\u00edduos existem, acrescenta Smith.<\/p>\n<p>Esses peixes conseguem se movimentar apenas por curtas dist\u00e2ncias, sendo conduzidos pelas correntes. O estudo sugere que o\u00a0<em>Hippocampus nalu<\/em>\u00a0divergiu dos ancestrais de todas as esp\u00e9cies conhecidas de\u00a0 cavalos-marinhos-pigmeus h\u00e1 mais de 12 milh\u00f5es de anos.<\/p>\n<p>\u201cIsso significa que \u00e9 extremamente prov\u00e1vel que existam diversas outras esp\u00e9cies de cavalos-marinhos-pigmeus que ainda n\u00e3o foram descobertas no oeste do Oceano \u00cdndico\u201d e em outros locais, diz Short.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nas \u00e1guas agitadas e repletas de rochas, pr\u00f3ximo \u00e0 costa leste da \u00c1frica do Sul,<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":132996,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/cavalo-marinho.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/cavalo-marinho-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/cavalo-marinho-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/cavalo-marinho.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/cavalo-marinho.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/cavalo-marinho.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/cavalo-marinho.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/cavalo-marinho.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/cavalo-marinho.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/cavalo-marinho.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Nas \u00e1guas agitadas e repletas de rochas, pr\u00f3ximo \u00e0 costa leste da \u00c1frica do Sul,","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/132995"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=132995"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/132995\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/132996"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=132995"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=132995"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=132995"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}