{"id":132812,"date":"2020-08-28T08:00:10","date_gmt":"2020-08-28T11:00:10","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=132812"},"modified":"2020-08-27T21:01:15","modified_gmt":"2020-08-28T00:01:15","slug":"vertebrado-encontrado-na-antartida-ja-hibernava-ha-250-milhoes-de-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/vertebrado-encontrado-na-antartida-ja-hibernava-ha-250-milhoes-de-anos\/","title":{"rendered":"Vertebrado encontrado na Ant\u00e1rtida j\u00e1 hibernava h\u00e1 250 milh\u00f5es de anos"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Lystrosaurus.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-132813\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Lystrosaurus-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Lystrosaurus-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Lystrosaurus.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Pesquisadores da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, encontraram evid\u00eancias de que os animais j\u00e1 hibernavam 250 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s. Em um estudo publicado nesta quinta-feira (27) na revista\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s42003-020-01207-6\"><em>Communications Biology<\/em><\/a>, os cientistas explicam ter feito a descoberta ap\u00f3s a an\u00e1lise de um esp\u00e9cime de\u00a0<em>Lystrosaurus\u00a0<\/em>encontrado na\u00a0<a href=\"https:\/\/revistagalileu.globo.com\/Ciencia\/Meio-Ambiente\/noticia\/2020\/08\/geleira-no-leste-da-antartida-derrete-uma-taxa-de-7-16-metros-por-ano.html\">Ant\u00e1rtida<\/a>.<\/p>\n<p>Os\u00a0<em>Lystrosaurus\u00a0<\/em>s\u00e3o parentes distantes dos\u00a0<a href=\"https:\/\/revistagalileu.globo.com\/Ciencia\/Biologia\/noticia\/2020\/07\/cientistas-descobrem-duas-novas-especies-de-mamifero-australiano.html\">mam\u00edferos<\/a>, eram quadr\u00fapedes, tinham uma forma robusta e se espalharam por diversos continentes durante a\u00a0<a href=\"https:\/\/revistagalileu.globo.com\/Ciencia\/noticia\/2016\/08\/placas-tectonicas-podem-se-mover-20-vezes-mais-rapido-do-que-se-pensava.html\">Pangeia<\/a>, quando todos os continentes do planeta estavam juntos. Esses animais viveram durante milh\u00f5es de anos e conseguiram resistir \u00e0 maior extin\u00e7\u00e3o em massa da Terra, que ocorreu no fim do Per\u00edodo Permiano.<\/p>\n<p>&#8220;O fato de que o\u00a0<em>Lystrosaurus\u00a0<\/em>sobreviveu \u00e0 extin\u00e7\u00e3o em massa do final do Permiano e teve uma gama t\u00e3o ampla no in\u00edcio do Tri\u00e1ssico tornou-o um grupo de animais muito bem estudado para a compreens\u00e3o da sobreviv\u00eancia e adapta\u00e7\u00e3o\u201d, explicou Christian Sidor, coautor do estudo, em\u00a0<a href=\"https:\/\/www.washington.edu\/news\/2020\/08\/27\/torpor-lystrosaurus-release\/\">comunicado<\/a>.<\/p>\n<p>Os\u00a0<a href=\"https:\/\/revistagalileu.globo.com\/Ciencia\/noticia\/2020\/05\/fossil-descoberto-em-mg-pertence-lagarto-mais-antigo-da-america-do-sul.html\">f\u00f3sseis<\/a>\u00a0s\u00e3o a evid\u00eancia mais antiga de um estado semelhante \u00e0\u00a0<a href=\"https:\/\/revistagalileu.globo.com\/Ciencia\/noticia\/2017\/09\/sonda-new-horizons-da-nasa-acorda-de-hibernacao-que-durou-5-meses.html\">hiberna\u00e7\u00e3o<\/a>\u00a0em um animal vertebrado e indicam que a pr\u00e1tica surgiu muito antes dos mam\u00edferos e dos pr\u00f3prios\u00a0<a href=\"https:\/\/revistagalileu.globo.com\/Ciencia\/noticia\/2020\/08\/pesquisa-brasileira-pode-revolucionar-o-que-se-sobre-dinossauros.html\">dinossauros<\/a>.\u00a0\u201cOs animais que vivem nos polos ou perto deles sempre tiveram que lidar com os ambientes mais extremos\u201d, disse a l\u00edder do estudo, Megan Whitney.<\/p>\n<div id=\"pub-materia-3\" class=\"adv adv-article halfpage\" data-advertising=\"0\" data-advertising-status=\"complete\" data-google-query-id=\"CNGOpobLvOsCFVEJuQYd83kP8A\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/85042905\/edgalileu\/Ciencia\/materia_7__container__\">Paleont\u00f3logos hoje encontram f\u00f3sseis de <em>Lystrosaurus\u00a0<\/em>em regi\u00f5es de\u00a0\u00cdndia, China,\u00a0<a href=\"https:\/\/revistagalileu.globo.com\/Ciencia\/Saude\/noticia\/2020\/08\/sputnik-v-o-que-se-sabe-sobre-vacina-nao-testada-da-russia.html\">R\u00fassia<\/a>, partes da \u00c1frica e Ant\u00e1rtida. Segundo eles, essas criaturas tinham de 2 a 2,5 metros de comprimento e n\u00e3o tinham dentes, e sim um par de presas na mand\u00edbula superior, que provavelmente utilizavam para se alimentar, cavando ra\u00edzes e tub\u00e9rculos.<\/div>\n<\/div>\n<p>E foram justamente essas presas que tornaram o estudo poss\u00edvel. Como os\u00a0<a href=\"https:\/\/revistagalileu.globo.com\/Ciencia\/Arqueologia\/noticia\/2020\/05\/esqueleto-de-elefante-que-viveu-ha-300-mil-anos-e-encontrado-na-alemanha.html\">elefantes<\/a>, as presas do\u00a0<em>Lystrosaurus\u00a0<\/em>cresciam continuamente ao longo de suas vidas. Por isso, se seccionadas, \u00e9 poss\u00edvel obter informa\u00e7\u00f5es sobre a hist\u00f3ria de vida do animal, buscando altera\u00e7\u00f5es que evidenciem mudan\u00e7as no metabolismo, crescimento e estresse.<\/p>\n<figure>\n<div id=\"standard_1\" class=\"st-placement standard_1 inImage\">\n<div class=\"st-adunit st-show st-reset\">\n<div class=\"st-container st-reset\">\n<div class=\"st-adunit-ad st-reset\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"lazy-loaded\" title=\"Se\u00e7\u00e3o delgada da presa fossilizada de um Lystrosaurus ant\u00e1rtico mostra camadas de dentina depositadas em an\u00e9is de crescimento (Foto: Megan Whitney\/Christian Sidor)\" src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/L2vp6_ycp9AG2bF088-MprBvVNw=\/e.glbimg.com\/og\/ed\/f\/original\/2020\/08\/27\/thin-section-antarctic-lystrosaurus.jpg\" alt=\"Se\u00e7\u00e3o delgada da presa fossilizada de um Lystrosaurus ant\u00e1rtico mostra camadas de dentina depositadas em an\u00e9is de crescimento (Foto: Megan Whitney\/Christian Sidor)\" width=\"640\" height=\"516\" data-src=\"\/\/s2.glbimg.com\/L2vp6_ycp9AG2bF088-MprBvVNw=\/e.glbimg.com\/og\/ed\/f\/original\/2020\/08\/27\/thin-section-antarctic-lystrosaurus.jpg\" \/><figcaption>Se\u00e7\u00e3o delgada da presa fossilizada de um Lystrosaurus ant\u00e1rtico mostra camadas de dentina depositadas em an\u00e9is de crescimento (Foto: Megan Whitney\/Christian Sidor)<\/p>\n<\/figcaption><\/figure>\n<p>No novo estudo, a equipe considerou os f\u00f3sseis de um\u00a0<em>Lystrosaurus\u00a0<\/em>encontrado na\u00a0<a href=\"https:\/\/revistagalileu.globo.com\/Ciencia\/Saude\/noticia\/2020\/06\/como-medicina-tradicional-da-africa-pode-ajudar-no-combate-covid-19.html\">\u00c1frica<\/a>\u00a0e outro na\u00a0<a href=\"https:\/\/revistagalileu.globo.com\/Ciencia\/Biologia\/noticia\/2020\/08\/satelite-revela-colonias-desconhecidas-de-pinguins-imperadores-na-antartida.html\">Ant\u00e1rtida<\/a>. Em ambos os casos, o padr\u00e3o de crescimento das presas era semelhante, mas havia uma pequena mudan\u00e7a nos f\u00f3sseis do continente gelado.<\/p>\n<p>Segundo os cientistas, as presas da criatura encontrada na Ant\u00e1rtida apresenta an\u00e9is grossos e bem espa\u00e7ados, que provavelmente indicam per\u00edodos de menor deposi\u00e7\u00e3o devido ao estresse prolongado.\u00a0&#8220;O an\u00e1logo mais pr\u00f3ximo que podemos encontrar das &#8216;marcas de estresse&#8217; que observamos nas presas do\u00a0<em>Lystrosaurus\u00a0<\/em>Ant\u00e1rtico s\u00e3o marcas de estresse em dentes associadas \u00e0\u00a0<a href=\"https:\/\/revistagalileu.globo.com\/Ciencia\/Biologia\/noticia\/2019\/07\/sindrome-do-nariz-branco-esta-matando-milhoes-de-morcegos-nos-eua.html\">hiberna\u00e7\u00e3o<\/a>\u00a0em certos animais modernos&#8221;, afirmou Whitney.<\/p>\n<figure><img loading=\"lazy\" class=\"lazy-loaded\" title=\"Se\u00e7\u00e3o delgada da presa fossilizada de um Lystrosaurus sul-africano. Em destaque, camadas de dentina depositadas em camadas de crescimento, sem sinais de um estado de hiberna\u00e7\u00e3o. A barra de escala \u00e9 de 0,1 mil\u00edmetros. (Foto: Megan Whitney\/Christian Sidor)\" src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/pBJJe0i-tv-GAC2b2GCIwf84Olk=\/e.glbimg.com\/og\/ed\/f\/original\/2020\/08\/27\/thin-section-south-african-lystrosaurus.jpg\" alt=\"Se\u00e7\u00e3o delgada da presa fossilizada de um Lystrosaurus sul-africano. Em destaque, camadas de dentina depositadas em camadas de crescimento, sem sinais de um estado de hiberna\u00e7\u00e3o. A barra de escala \u00e9 de 0,1 mil\u00edmetros. (Foto: Megan Whitney\/Christian Sidor)\" width=\"640\" height=\"499\" data-src=\"\/\/s2.glbimg.com\/pBJJe0i-tv-GAC2b2GCIwf84Olk=\/e.glbimg.com\/og\/ed\/f\/original\/2020\/08\/27\/thin-section-south-african-lystrosaurus.jpg\" \/><figcaption>Se\u00e7\u00e3o delgada da presa fossilizada de um Lystrosaurus sul-africano. Em destaque, camadas de dentina depositadas em camadas de crescimento, sem sinais de um estado de hiberna\u00e7\u00e3o. A barra de escala \u00e9 de 0,1 mil\u00edmetros. (Foto: Megan Whitney\/Christian Sidor)<\/p>\n<\/figcaption><\/figure>\n<p>Os pesquisadores n\u00e3o podem concluir definitivamente que o\u00a0<em>Lystrosaurus\u00a0<\/em>passou por uma verdadeira hiberna\u00e7\u00e3o, pois outro fen\u00f4meno pode ter levado ao surgimento dos an\u00e9is em suas presas. Ainda assim, se a an\u00e1lise de outros f\u00f3sseis de\u00a0<em>Lystrosaurus\u00a0<\/em>da Ant\u00e1rtida e da \u00c1frica do Sul confirmarem essa descoberta, ela tamb\u00e9m poder\u00e1 encerrar outro debate sobre esses animais antigos.<\/p>\n<p>&#8220;Animais de sangue frio muitas vezes &#8216;desligam&#8217; seu metabolismo inteiramente durante uma temporada dif\u00edcil, mas muitos animais endot\u00e9rmicos ou de &#8216;sangue quente&#8217; que hibernam frequentemente reativam seu metabolismo durante o per\u00edodo de hiberna\u00e7\u00e3o&#8221;, explicou Whitney. \u201cO que observamos nas presas de\u00a0<em>Lystrosaurus\u00a0<\/em>da Ant\u00e1rtida se encaixa em um padr\u00e3o de pequenos eventos de reativa\u00e7\u00e3o metab\u00f3lica durante um per\u00edodo de estresse, que \u00e9 mais semelhante ao que vemos em hibernadores de sangue quente hoje.&#8221;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisadores da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, encontraram evid\u00eancias de que os animais j\u00e1<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":132813,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Lystrosaurus.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Lystrosaurus-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Lystrosaurus-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Lystrosaurus.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Lystrosaurus.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Lystrosaurus.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Lystrosaurus.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Lystrosaurus.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Lystrosaurus.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Lystrosaurus.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Pesquisadores da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, encontraram evid\u00eancias de que os animais j\u00e1","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/132812"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=132812"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/132812\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/132813"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=132812"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=132812"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=132812"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}