{"id":132759,"date":"2020-08-27T07:00:28","date_gmt":"2020-08-27T10:00:28","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=132759"},"modified":"2020-08-26T20:35:53","modified_gmt":"2020-08-26T23:35:53","slug":"98-dos-peixes-da-amazonia-estao-contaminados-com-plastico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/98-dos-peixes-da-amazonia-estao-contaminados-com-plastico\/","title":{"rendered":"98% dos peixes da Amaz\u00f4nia est\u00e3o contaminados com pl\u00e1stico"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/peixe-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-132760\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/peixe-1-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/peixe-1-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/peixe-1.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>N\u00e3o bastassem os\u00a0<a href=\"https:\/\/www.greenme.com.br\/alimentarse\/alimentacao\/48861-peixes-famosos-contaminados-mercurio-garimpo\/\">peixes contaminados por merc\u00fario do garimpo no Amap\u00e1<\/a>, pesquisadores da Universidade Federal do Par\u00e1 (UFPA) encontraram\u00a0<strong>seis tipos de pl\u00e1stico em 98% dos peixes da Amaz\u00f4nia<\/strong>. Grande parte desses pl\u00e1sticos s\u00e3o fibras de poli\u00e9ster, as quais podem causar diversos danos para a sa\u00fade desses e outros animais.<\/p>\n<p>Segundo informa\u00e7\u00f5es da\u00a0<a href=\"https:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/brasil-53832055\">BBC News Brasil<\/a>, foram encontradas 383 part\u00edculas de pl\u00e1stico em 67 peixes analisados pelo Laborat\u00f3rio de Pesquisa e Conserva\u00e7\u00e3o da UFPA. A maior parte dessas part\u00edculas estava no intestino, enquanto que a outra foi localizada nas br\u00e2nquias desses animais.<\/p>\n<p><strong>N\u00e3o \u00e9 a primeira vez<\/strong> que os pesquisadores realizam esse tipo de estudo. No ano passado (2019), eles identificaram que 25% dos peixes coletados no Xingu continham part\u00edculas de pl\u00e1stico no trato gastrointestinal.\u00a0Isso acontece devido \u00e0 quantidade de pl\u00e1stico que \u00e9 despejada no Rio Amazonas, cerca de 39 mil toneladas, segundo estudo publicado na revista cient\u00edfica Nature.<\/p>\n<p>Nas regi\u00f5es de \u00e1gua doce com\u00a0<strong>popula\u00e7\u00f5es ribeirinhas<\/strong>, o\u00a0<strong>tratamento de esgoto \u00e9 inexistente<\/strong>\u00a0e, o mesmo rio e riacho que serve de lazer, acaba sendo o destino de muitos dejetos. Essas pr\u00e1ticas prejudicam o equil\u00edbrio ecol\u00f3gico, porque muitos peixes s\u00e3o predadores de insetos ou servem de alimento para os sapos.<\/p>\n<h2>Cadeia alimentar em risco. Danos desconhecidos<\/h2>\n<p>O pl\u00e1stico ingerido pelos peixes pode causar a morte deles e prejudicar a reprodu\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies, desequilibrando toda a\u00a0<strong>cadeia alimentar<\/strong>. Dentre as esp\u00e9cies analisadas, a que continha mais pl\u00e1stico era o\u00a0<em>Crenicichla regani<\/em>, que tamb\u00e9m \u00e9 conhecido como jacund\u00e1 ou joaninha. Esse peixe se alimenta de pequenos crust\u00e1ceos e larvas de insetos.<\/p>\n<p>De acordo com a publica\u00e7\u00e3o, o pr\u00f3ximo passo \u00e9 estudar o impacto dessa polui\u00e7\u00e3o na diminui\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies e tamb\u00e9m saber a origem das part\u00edculas. Existe a hip\u00f3tese de que o material encontrado nos peixes seja oriundo de\u00a0<strong>roupas sint\u00e9ticas<\/strong>, pois 93% do material encontrado s\u00e3o fibras. Outros materiais como\u00a0<a href=\"https:\/\/www.greenme.com.br\/informarse\/lixo-e-reciclagem\/45502-pesquisa-particulas-pneus-contaminando-rios-oceanos\/\">pneus<\/a>, tintas e escovas de dente tamb\u00e9m est\u00e3o na lista de contaminantes, assim como outros tipos de pl\u00e1stico que s\u00e3o descartados indevidamente.<\/p>\n<p>Uma estimativa alarmante citada na mat\u00e9ria \u00e9 sobre a quantidade de pl\u00e1stico que existe boiando no oceano Atl\u00e2ntico: 21 milh\u00f5es de toneladas. Para ter no\u00e7\u00e3o do problema, esse montante \u00e9 capaz de\u00a0<strong>encher mais de mil navios-cargueiros s\u00f3 de pl\u00e1stico descart\u00e1vel.<\/strong><\/p>\n<p>Toda essa polui\u00e7\u00e3o vai se deteriorando e \u00e9 consumida pelos animais marinhos. Consequentemente, as part\u00edculas que se formam podem\u00a0<strong>chegar no corpo humano<\/strong>, assim como foi divulgado recentemente em um estudo, que identificou micropl\u00e1sticos em \u00f3rg\u00e3os humanos (pulm\u00e3o, f\u00edgado, rins e ba\u00e7o).<\/p>\n<p>O fato \u00e9 que o pl\u00e1stico encontrado nos peixes interfere na aptid\u00e3o f\u00edsica deles, pois eles ficam sem energia para capturar alimentos e se reproduzirem. Al\u00e9m disso, as\u00a0<strong>fibras de pl\u00e1stico d\u00e3o uma falsa sensa\u00e7\u00e3o de saciedade<\/strong>\u00a0e podem ferir mortalmente os peixes por dentro.<\/p>\n<p>Uma \u00faltima curiosidade \u00e9 com rela\u00e7\u00e3o ao fato do pl\u00e1stico ingerido pelos peixes ter apar\u00eancia e cheiro de comida. Isso ocorre porque as part\u00edculas s\u00e3o envolvidas por micr\u00f3bios que liberam subst\u00e2ncias qu\u00edmicas, fazendo com que o pl\u00e1stico tenha gosto e cheiro de alimento para animais marinhos.<\/p>\n<p>Contudo, os pesquisadores orientam que sejam desenvolvidas\u00a0<strong>a\u00e7\u00f5es para evitar o aumento de pl\u00e1stico na bacia Amaz\u00f4nica<\/strong>\u00a0com o envolvimento da popula\u00e7\u00e3o local, bem como iniciativas de educa\u00e7\u00e3o ambiental e o engajamento de institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas e privadas.<\/p>\n<p>O intuito dessa e outras pesquisas realizadas em outras regi\u00f5es, \u00e9\u00a0<strong>alertar para os danos que o pl\u00e1stico<\/strong>\u00a0pode causar na sa\u00fade dos animais como um todo, incluindo n\u00f3s. Medidas de incentivo para a redu\u00e7\u00e3o do consumo de pl\u00e1sticos descart\u00e1vel (cotonetes, canudos, etc) s\u00e3o bem-vindas por todos n\u00f3s que temos real preocupa\u00e7\u00e3o com a preserva\u00e7\u00e3o com o planeta.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00e3o bastassem os\u00a0peixes contaminados por merc\u00fario do garimpo no Amap\u00e1, pesquisadores da Universidade Federal do<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":132760,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/peixe-1.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/peixe-1-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/peixe-1-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/peixe-1.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/peixe-1.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/peixe-1.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/peixe-1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/peixe-1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/peixe-1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/peixe-1.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"N\u00e3o bastassem os\u00a0peixes contaminados por merc\u00fario do garimpo no Amap\u00e1, pesquisadores da Universidade Federal do","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/132759"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=132759"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/132759\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/132760"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=132759"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=132759"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=132759"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}