{"id":132480,"date":"2020-08-22T10:30:25","date_gmt":"2020-08-22T13:30:25","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=132480"},"modified":"2020-08-22T09:35:59","modified_gmt":"2020-08-22T12:35:59","slug":"metade-das-aves-mais-comuns-da-europa-e-da-america-do-norte-desapareceram","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/metade-das-aves-mais-comuns-da-europa-e-da-america-do-norte-desapareceram\/","title":{"rendered":"Metade das aves mais comuns da Europa e da Am\u00e9rica do Norte desapareceram"},"content":{"rendered":"<p class=\"\"><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/passaro-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-132481\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/passaro-1-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/passaro-1-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/passaro-1.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Nos arredores do lago Constan\u00e7a, fronteira aqu\u00e1tica entre a Alemanha, Su\u00ed\u00e7a e \u00c1ustria, as popula\u00e7\u00f5es de pardais se reduziram em 90% desde 1950. No deserto do Mojave (EUA), o\u00a0<em>Campylorhynchus brunneicapillus<\/em>\u00a0\u00e9 ainda mais raro de ver. E no delta do Okavango, em Botsuana, o n\u00famero de abutres diminuiu 80% em 20 anos. S\u00e3o tr\u00eas dados de um fen\u00f4meno mais global que est\u00e1 alarmando os cientistas:\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2019\/07\/26\/ciencia\/1564126974_885928.html\" data-link-track-dtm=\"\">o desaparecimento de bilh\u00f5es de aves<\/a>, especialmente das mais comuns.<\/p>\n<div id=\"elpais_gpt-INTEXT\" data-google-query-id=\"CNvi7rzorusCFSwDuQYd1VMA_A\">\n<div id=\"google_ads_iframe_7811748\/elpais_brasil_web\/materia\/intext_0__container__\">Os \u00faltimos dados do desastre acabam de ser <a href=\"https:\/\/science.sciencemag.org\/content\/early\/2019\/09\/18\/science.aaw1313\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-link-track-dtm=\"\">publicados na revista\u00a0<em>Science<\/em><\/a>. Um estudo com dados dos \u00faltimos 50 anos sobre a abund\u00e2ncia de 529 esp\u00e9cies de aves que sobrevoam os c\u00e9us da Am\u00e9rica do Norte (Canad\u00e1 e EUA) mostra que hoje h\u00e1 quase tr\u00eas bilh\u00f5es de p\u00e1ssaros a menos que em 1970. A cifra equivale a 29% de toda a avifauna da regi\u00e3o. A perda \u00e9 generalizada em quase todas as fam\u00edlias, dando-se em quase 60% das esp\u00e9cies. Entre os passer\u00eddeos (pardais), alaud\u00eddeos (cotovias) e esturn\u00eddeos (estorninhos), a extin\u00e7\u00e3o chega a 75%. As aves de rapina e as aqu\u00e1ticas est\u00e3o entre as poucas que ganharam popula\u00e7\u00e3o.<\/div>\n<\/div>\n<p class=\"\">&#8220;Esper\u00e1vamos ver um decl\u00ednio cont\u00ednuo nas esp\u00e9cies amea\u00e7adas&#8221;, diz o pesquisador Ken Rosenberg, do laborat\u00f3rio de ornitologia da Universidade Cornell (EUA) e principal autor do estudo. &#8220;Mas, pela primeira vez, os resultados tamb\u00e9m mostram perdas generalizadas entre as aves mais comuns de todos os h\u00e1bitats&#8221;, acrescenta ele, que tamb\u00e9m \u00e9 membro da organiza\u00e7\u00e3o American Bird Conservancy.<\/p>\n<blockquote class=\"quote quote_block a_q a_q__b | border-box pull_left\">\n<div>Na Am\u00e9rica do Norte, a popula\u00e7\u00e3o de p\u00e1ssaros diminuiu em 2,9 bilh\u00f5es de indiv\u00edduos nos \u00faltimos 50 anos, e na Europa a perda foi de 400 milh\u00f5es em 30 anos<\/div>\n<\/blockquote>\n<p class=\"\">Estes dados, baseados em observa\u00e7\u00f5es de uma ampl\u00edssima rede de colaboradores, tanto aficionados quanto cientistas, foram confirmados por um trabalho paralelo amparado na mais recente tecnologia. Os autores do estudo usaram os registros de 143 radares da rede NEXRAD, da ag\u00eancia meteorol\u00f3gica dos EUA, para detectar mudan\u00e7as no volume do\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2018\/11\/27\/album\/1543342313_194657.html\" data-link-track-dtm=\"\">fluxo migrat\u00f3rio das aves<\/a>\u00a0sobre o c\u00e9u norte-americano. Embora n\u00e3o tenham podido recuar a antes de 2007, estimaram que a migra\u00e7\u00e3o emagreceu 13,6% nesse tempo.<\/p>\n<p class=\"\">O desaparecimento dos p\u00e1ssaros n\u00e3o \u00e9 um fen\u00f4meno exclusivamente norte-americano. Em 2014,\u00a0<a href=\"https:\/\/elpais.com\/elpais\/2014\/11\/03\/ciencia\/1415037144_091265.html\" data-link-track-dtm=\"\">pesquisadores europeus publicaram dados comparativamente similares<\/a>. Aquele trabalho partia de 1980 e, at\u00e9 2010, a popula\u00e7\u00e3o de aves europeias havia diminu\u00eddo em 400 milh\u00f5es de esp\u00e9cimes, de um total estimado em dois bilh\u00f5es. Al\u00e9m da menor abrang\u00eancia temporal, esse estudo se limitou a 144 esp\u00e9cies das chamadas comuns. A tend\u00eancia prossegue: segundo o \u00faltimo relat\u00f3rio (com dados at\u00e9 2016) do Plano Pan-Europeu para o Monitoramento das Aves Comuns (PCBMS), um ter\u00e7o das esp\u00e9cies est\u00e1 em decl\u00ednio. A popula\u00e7\u00e3o total diminuiu 15% desde 1980 e, entre aves de pradarias, as mais habituais das paisagens abertas, a redu\u00e7\u00e3o chega a 57%.<\/p>\n<figure class=\"f | margin_top\"><img loading=\"lazy\" class=\"block width_full\" src=\"https:\/\/imagens.brasil.elpais.com\/resizer\/0YzU26MN_DdSsx8A47AlwX2-yeo=\/1500x0\/arc-anglerfish-eu-central-1-prod-prisa.s3.amazonaws.com\/public\/ZLPNWERATQBDHVRW42GXM5TOSE.jpg\" alt=\"A coruja-das-neves \u00e9, junto a outras aves de rapina, das esp\u00e9cies que recuperaram popula\u00e7\u00e3o.\" width=\"640\" height=\"427\" \/><figcaption class=\"f_c | border_bottom border_1 border_gray_ultra_light_warm text_align_right padding_vertical color_gray_medium\">A coruja-das-neves \u00e9, junto a outras aves de rapina, das esp\u00e9cies que recuperaram popula\u00e7\u00e3o.<span class=\"f_a | color_black margin_left uppercase light\"><span class=\"author\">DOUG HITCHCOX \/ CORNELL LAB OF ORNITHOLOGY<\/span><\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p class=\"\">&#8220;De forma m\u00edope, os conservacionistas tendem a se centrar nas esp\u00e9cies em extin\u00e7\u00e3o e, portanto, subestimam e s\u00e3o cegos \u00e0 import\u00e2ncia das esp\u00e9cies abundantes e ainda comuns, os pap\u00e9is que desempenham para n\u00f3s em termos de servi\u00e7os ecossist\u00eamicos e, muito especialmente, como bar\u00f4metro fiel da sa\u00fade e sustentabilidade do ecossistema&#8221;, argumenta o ornit\u00f3logo Richard Gregory, respons\u00e1vel pelo acompanhamento de esp\u00e9cies no Centro para a Ci\u00eancia da Conserva\u00e7\u00e3o RSPB (Reino Unido) e supervisor do projeto PCBMS. Entre esses servi\u00e7os estariam a dispers\u00e3o de sementes, a poliniza\u00e7\u00e3o e o controle natural de pragas.<\/p>\n<p class=\"\">Em pa\u00edses como a Espanha a tend\u00eancia \u00e9 ambivalente. &#8220;A situa\u00e7\u00e3o \u00e9 est\u00e1vel, mas h\u00e1 algumas esp\u00e9cies com uma perda muito not\u00e1vel&#8221;, comenta o coordenador da \u00e1rea de estudo e acompanhamento da organiza\u00e7\u00e3o SEO\/BirdLife, Juan Carlos del Moral. Como no resto da Europa e Am\u00e9rica do Norte, \u00e9 o caso das aves mais relacionadas com o campo, que perderam at\u00e9 95 milh\u00f5es de seus indiv\u00edduos nos \u00faltimos 20 anos, segundo dados dessa organiza\u00e7\u00e3o conservacionista. Nesse tempo, s\u00f3 entre as andorinhas a popula\u00e7\u00e3o se reduziu em 15 milh\u00f5es. &#8220;Desapareceram at\u00e9 74% das codornas, mas isso ainda n\u00e3o \u00e9 extin\u00e7\u00e3o&#8221;, acrescenta.<\/p>\n<blockquote class=\"quote quote_block a_q a_q__b | border-box pull_right\">\n<div>O avan\u00e7o da agricultura est\u00e1 reduzindo a disponibilidade de insetos e, com eles, o alimento de muitas esp\u00e9cies de aves<\/div>\n<\/blockquote>\n<p class=\"\">N\u00e3o h\u00e1 uma causa \u00fanica para o desaparecimento maci\u00e7o dos p\u00e1ssaros. Os autores do estudo da Am\u00e9rica do Norte apontam a deteriora\u00e7\u00e3o do h\u00e1bitat, a press\u00e3o direta dos seres humanos e o\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2019\/09\/06\/politica\/1567800993_086681.html\" data-link-track-dtm=\"\">avan\u00e7o e intensifica\u00e7\u00e3o da agricultura<\/a>. Um recente estudo espanhol relacionava o desaparecimento de pr\u00e1ticas agr\u00edcolas tradicionais, como o alqueive, com a redu\u00e7\u00e3o das popula\u00e7\u00f5es de aves das pradarias. Tamb\u00e9m a sofistica\u00e7\u00e3o dos inseticidas est\u00e1 deixando as esp\u00e9cies inset\u00edvoras sem alimentos. Outras causas apontadas poderiam ser o desmatamento nas zonas tropicais ou os transtornos causados pela\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/cambio_climatico\" data-link-track-dtm=\"\">mudan\u00e7a clim\u00e1tica<\/a>, em especial entre as aves que fazem ninhos mais ao norte.<\/p>\n<p class=\"\">Mas n\u00e3o h\u00e1 muitos dados para saber se o fen\u00f4meno \u00e9 realmente global ou se limita \u00e0s regi\u00f5es mais alteradas pelos humanos, ao menos quanto \u00e0s aves mais comuns. A ornit\u00f3loga Viviana Ruiz, de Cornell, que n\u00e3o participou no estudo da Am\u00e9rica do Norte, recorda por e-mail que, na\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/latinoamerica\" data-link-track-dtm=\"\">Am\u00e9rica Latina<\/a>, a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 &#8220;igualmente intensiva ou pior, em percentagem sobre a popula\u00e7\u00e3o total&#8221;. E d\u00e1 alguns dados: 44% das 1.156 esp\u00e9cies de aves presentes na Am\u00e9rica Central est\u00e3o amea\u00e7adas, com 14% em estado cr\u00edtico.<\/p>\n<p class=\"\">&#8220;Na \u00c1frica n\u00e3o temos a capacidade para estimar fielmente as mudan\u00e7as na abund\u00e2ncia dos passeriformes [os p\u00e1ssaros]. Por raz\u00f5es pr\u00e1ticas, o esfor\u00e7o se centra nas esp\u00e9cies maiores, como as de rapina, das quais temos s\u00e9ries hist\u00f3ricas&#8221;, diz por e-mail o professor Arjun Amar, do Instituto Fitzpatrick de Ornitologia Africana, da Universidade da Cidade do Cabo (\u00c1frica do Sul). &#8220;Entretanto, tamb\u00e9m \u00e9 verdade que os passeriformes que proliferam em algumas partes da \u00c1frica poderiam estar sofrendo um decl\u00ednio em grande escala, mas, diferentemente da Europa ou Am\u00e9rica do Norte, n\u00e3o temos as ferramentas para monitor\u00e1-lo e detect\u00e1-lo&#8221;, acrescenta.<\/p>\n<p class=\"\">Produz-se o paradoxo, ao menos na Europa e Am\u00e9rica do Norte, de que enquanto as aves mais comuns desaparecem aos milh\u00f5es, as tradicionalmente mais amea\u00e7adas est\u00e3o se recuperando. Segundo o estudo da\u00a0<em>Science<\/em>, nos EUA e Canad\u00e1 h\u00e1 agora 250 milh\u00f5es mais aves de rapina, aqu\u00e1ticas e outras tradicionalmente ca\u00e7adas, como perus e fais\u00f5es. Os esfor\u00e7os conservacionistas e a regula\u00e7\u00e3o da ca\u00e7a explicariam essa recupera\u00e7\u00e3o, que tamb\u00e9m est\u00e1 sendo observada em diversas esp\u00e9cies famosas dos c\u00e9us europeus.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nos arredores do lago Constan\u00e7a, fronteira aqu\u00e1tica entre a Alemanha, Su\u00ed\u00e7a e \u00c1ustria, as popula\u00e7\u00f5es<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":132481,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/passaro-1.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/passaro-1-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/passaro-1-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/passaro-1.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/passaro-1.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/passaro-1.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/passaro-1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/passaro-1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/passaro-1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/passaro-1.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Nos arredores do lago Constan\u00e7a, fronteira aqu\u00e1tica entre a Alemanha, Su\u00ed\u00e7a e \u00c1ustria, as popula\u00e7\u00f5es","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/132480"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=132480"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/132480\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/132481"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=132480"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=132480"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=132480"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}