{"id":132440,"date":"2020-08-21T12:00:07","date_gmt":"2020-08-21T15:00:07","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=132440"},"modified":"2020-08-21T08:19:28","modified_gmt":"2020-08-21T11:19:28","slug":"peixes-famosos-estao-contaminados-por-mercurio-do-garimpo-no-amapa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/peixes-famosos-estao-contaminados-por-mercurio-do-garimpo-no-amapa\/","title":{"rendered":"Peixes famosos est\u00e3o contaminados por merc\u00fario do garimpo no Amap\u00e1"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/peixe.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-132441\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/peixe-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/peixe-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/peixe.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>As quatro\u00a0<strong>esp\u00e9cies de peixe mais consumidas por ind\u00edgenas e ribeirinhos<\/strong>\u00a0do Amap\u00e1, tucunar\u00e9, pirapucu, trair\u00e3o e mandub\u00e9, s\u00e3o justamente as que cont\u00eam maiores\u00a0<strong>concentra\u00e7\u00f5es de merc\u00fario utilizado no garimpo<\/strong> e por isso s\u00e3o um risco para a popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Segundo reportagem do jornal\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.mongabay.com\/2020\/08\/peixes-mais-consumidos-no-amapa-estao-contaminados-pelo-mercurio-do-garimpo\/\">Mangabay<\/a>, um estudo, feito em parceria entre a Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz, WWF-Brasil, Instituto de Pesquisas Cient\u00edficas e Tecnol\u00f3gicas do Amap\u00e1 (IEPA) e o Instituto de Pesquisa e Forma\u00e7\u00e3o Ind\u00edgena (Iep\u00e9),\u00a0\u00a0<a href=\"https:\/\/drive.google.com\/file\/d\/1Dzra1dmnOVND0RKLYbWpjOeRrHMwB3nA\/view\">publicado na Revista Internacional de Pesquisa Ambiental e Sa\u00fade P\u00fablica<\/a>, apontou que,\u00a0<strong>por culpa do garimpo<\/strong>, os peixes mais consumidos pela comunidade local e, tamb\u00e9m aqueles peixes mais comuns na regi\u00e3o, apresentam\u00a0<strong>concentra\u00e7\u00e3o de merc\u00fario 4 vezes maior do que o limite estabelecido pela OMS.\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>No estudo,\u00a0<strong>foram analisadas 428 amostras de peixes<\/strong>\u00a0entre os anos de 2017 e 2018, em 5 rios do Amap\u00e1 e em todas elas foram encontradas a presen\u00e7a de merc\u00fario e, em cerca de 30% delas, o metal estava acima do limite da OMS.<\/p>\n<h2>No topo da cadeia<\/h2>\n<p>Os pesquisadores destacam que n\u00e3o foi surpresa descobrir que as 4 esp\u00e9cies de peixes mais contaminadas sejam as maiores, as que geralmente\u00a0<strong>ocupam o topo da cadeia alimentar<\/strong>. Isso porque eles se alimentam de peixes menores que, por sua vez, j\u00e1 consumiram algas contaminadas e assim sucessivamente, ao final, a concentra\u00e7\u00e3o de merc\u00fario ter\u00e1 se acumulado.<\/p>\n<p>Isso explica por que em peixes on\u00edvoros (que se alimentam de carne e plantas) a concentra\u00e7\u00e3o de merc\u00fario \u00e9 menor do que naqueles carn\u00edvoros, que se alimentam s\u00f3 de outros peixes.<\/p>\n<p>Segundo D\u00e9cio Yokota, coordenador executivo adjunto do Iep\u00e9, ind\u00edgenas de pelo menos quatro territ\u00f3rios, Waj\u00e3pi, Ua\u00e7\u00e1, Jumin\u00e3 e Galibi t\u00eam como fonte principal de prote\u00edna o consumo de peixe e, se alimentam daqueles que vivem na \u00e1rea do estudo, portanto, que est\u00e3o contaminados.<\/p>\n<h2>Consequ\u00eancias para a sa\u00fade<\/h2>\n<p>\u00c9 muito grave o que est\u00e1 acontecendo nessa regi\u00e3o. Para a maioria destas popula\u00e7\u00f5es, o peixe \u00e9 a principal\u00a0<strong>fonte de prote\u00edna<\/strong>\u00a0e o estudo apontou que as consequ\u00eancias s\u00e3o piores para as crian\u00e7as, e mais danoso ainda para aquelas que ainda nem nasceram, que est\u00e3o sendo gestadas, podendo ter\u00a0<strong>preju\u00edzos no coeficiente de intelig\u00eancia<\/strong>\u00a0que v\u00e3o se arrastar por toda a vida. Em casos mais graves, o beb\u00ea pode nascer com\u00a0<strong>malforma\u00e7\u00f5es<\/strong>.<\/p>\n<p>J\u00e1 para os adultos, a ingest\u00e3o de merc\u00fario pode levar a\u00a0<strong>problemas motores<\/strong>, como dificuldades para caminhar e tremores nas m\u00e3os, altera\u00e7\u00f5es na audi\u00e7\u00e3o, vis\u00e3o e at\u00e9 dem\u00eancia.<\/p>\n<p>Para evitar riscos \u00e0 sa\u00fade, nestas condi\u00e7\u00f5es,\u00a0<strong>recomenda-se o consumo m\u00e1ximo de 200 gramas de peixes carn\u00edvoros por semana<\/strong>\u00a0e no caso do tucunar\u00e9, pirarucu, trair\u00e3o e mandub\u00e9, o consumo ficaria restrito a\u00a0<strong>uma vez por m\u00eas!!!<\/strong><\/p>\n<p>Melhor acabar com o garimpo, sem d\u00favida.<\/p>\n<p>Como isso infelizmente est\u00e1 fora de quest\u00e3o, os pesquisadores informaram que est\u00e3o orientando a popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena e ribeirinha a favorecer o consumo de peixes herb\u00edvoros, que apresentam um grau de contamina\u00e7\u00e3o menor.<\/p>\n<p>Os pesquisadores ressaltam a import\u00e2ncia do desenvolvimento de\u00a0<strong>pesquisas sobre o impacto do garimpo e do merc\u00fario no bioma local e demais regi\u00f5es<\/strong>, principalmente no Par\u00e1, onde a quantidade de garimpos \u00e9 enorme, inclusive de forma ilegal.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As quatro\u00a0esp\u00e9cies de peixe mais consumidas por ind\u00edgenas e ribeirinhos\u00a0do Amap\u00e1, tucunar\u00e9, pirapucu, trair\u00e3o e<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":132441,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/peixe.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/peixe-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/peixe-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/peixe.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/peixe.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/peixe.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/peixe.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/peixe.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/peixe.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/peixe.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"As quatro\u00a0esp\u00e9cies de peixe mais consumidas por ind\u00edgenas e ribeirinhos\u00a0do Amap\u00e1, tucunar\u00e9, pirapucu, trair\u00e3o e","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/132440"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=132440"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/132440\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/132441"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=132440"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=132440"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=132440"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}