{"id":132341,"date":"2020-08-19T12:15:45","date_gmt":"2020-08-19T15:15:45","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=132341"},"modified":"2020-08-19T12:15:45","modified_gmt":"2020-08-19T15:15:45","slug":"pareidolia-por-que-vemos-rostos-em-objetos-inanimados-este-estudo-explica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/pareidolia-por-que-vemos-rostos-em-objetos-inanimados-este-estudo-explica\/","title":{"rendered":"Pareidolia: por que vemos \u201crostos\u201d em objetos inanimados? Este estudo explica"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/pareidolia.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-132342\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/pareidolia-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/pareidolia-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/pareidolia.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Olhe para a tomada mais pr\u00f3xima, para um conjunto de janelas, ou ent\u00e3o para a traseira de um carro. Se voc\u00ea v\u00ea figuras parecidas com rostos nesses e outros objetos, saiba que n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico: trata-se de um fen\u00f4meno bem conhecido pela ci\u00eancia, chamado pareidolia. Basta posicionar duas formas que lembrem olhos acima de outra que pare\u00e7a uma boca para as pessoas come\u00e7arem a enxergar rostos.<\/p>\n<p>A pareidolia j\u00e1 foi vista como um sinal de\u00a0<a href=\"http:\/\/citeseerx.ist.psu.edu\/viewdoc\/summary?doi=10.1.1.172.9313\">psicose<\/a>\u00a0no passado, mas hoje se sabe que ela \u00e9 uma tend\u00eancia completamente normal entre humanos. No livro\u00a0<a href=\"https:\/\/amzn.to\/2E3KAc9\"><em>O mundo assombrado pelos dem\u00f4nios<\/em><\/a>, Carl Sagan escreve que a tend\u00eancia est\u00e1 provavelmente associada \u00e0 necessidade evolutiva de reconhecer rostos rapidamente.<\/p>\n<p>Pense na pr\u00e9-hist\u00f3ria: se uma pessoa conseguisse identificar os olhos e boca de um predador escondido na mata, ela teria mais chances de fugir e sobreviver. Quem tivesse dificuldade em ver um rosto camuflado ali provavelmente seria pego de surpresa \u2013 e consequentemente viraria jantar. Assim, a sele\u00e7\u00e3o natural atua preservando os indiv\u00edduos que possuem facilidade em ver rostos em v\u00e1rios lugares.<\/p>\n<figure id=\"attachment_309610\" class=\"wp-caption aligncenter  \" style=\"width: 640px;\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone  wp-image-309610\" title=\"Pareidolia: por que vemos \u201crostos\u201d em objetos inanimados? Este estudo explica\" src=\"https:\/\/super.abril.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/18-08_pareidolia3_SITE.jpg?quality=70&amp;strip=info\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"426\" border=\"0\" data-restrict=\"false\" data-portal-copyright=\"Capuski\" data-image-caption=\"\" data-image-title=\"\" data-image-source=\"Getty Images\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Capuski\/Getty Images<\/figcaption><\/figure>\n<p>Um\u00a0<a href=\"https:\/\/www.cell.com\/current-biology\/fulltext\/S0960-9822(17)30812-6\">estudo<\/a>\u00a0de 2017 mostrou que os macacos rhesus tamb\u00e9m parecem ver rostos onde n\u00e3o tem. Isso indica que essa caracter\u00edstica pode ter sido herdada de um ancestral em comum entre primatas.<\/p>\n<div class=\"ads post-ads\">\n<div id=\"abrAD_rectangle2\" class=\"abrAD\" data-ad-sizes=\"300x250\">At\u00e9 beb\u00eas rec\u00e9m-nascidos s\u00e3o capazes de reconhecer rostos. De novo, a evolu\u00e7\u00e3o age aqui: um beb\u00ea que reconhece r\u00e1pido e sorri para o rosto dos pais estimula que os progenitores cuidem dele. J\u00e1 um beb\u00ea que permanece totalmente ap\u00e1tico \u2013 n\u00e3o sabendo diferenciar um rosto de uma parede \u2013 geralmente n\u00e3o gera tanta empatia.<\/div>\n<\/div>\n<p>Pesquisadores da\u00a0<a href=\"https:\/\/newsroom.unsw.edu.au\/news\/science-tech\/why-brain-programmed-see-faces-everyday-objects\">Universidade de Nova Gales do Sul<\/a>, na Austr\u00e1lia, investigaram o fen\u00f4meno em um artigo publicado na\u00a0<a href=\"https:\/\/journals.sagepub.com\/doi\/10.1177\/0956797620924814\"><i>Psychological Science<\/i><\/a><i>.\u00a0<\/i>Eles escrevem que, al\u00e9m da vantagem evolutiva, a pareidolia tamb\u00e9m pode estar relacionada ao mecanismo do c\u00e9rebro que reconhece e processa informa\u00e7\u00f5es sociais em outras pessoas.<\/p>\n<figure id=\"attachment_309611\" class=\"wp-caption aligncenter  \" style=\"width: 640px;\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone  wp-image-309611\" title=\"Pareidolia: por que vemos \u201crostos\u201d em objetos inanimados? Este estudo explica\" src=\"https:\/\/super.abril.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/18-08_pareidolia2_SITE.jpg?quality=70&amp;strip=info\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"426\" border=\"0\" data-restrict=\"false\" data-portal-copyright=\"WLADIMIR BULGAR\/SCIENCE PHOTO LIBRARY\" data-image-caption=\"\" data-image-title=\"\" data-image-source=\"Getty Images\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">WLADIMIR BULGAR\/SCIENCE PHOTO LIBRARY\/Getty Images<\/figcaption><\/figure>\n<p>\u201cN\u00e3o basta perceber a presen\u00e7a de um rosto. Precisamos reconhecer quem \u00e9 aquela pessoa, ler as informa\u00e7\u00f5es presentes no rosto, se ela est\u00e1 prestando aten\u00e7\u00e3o em n\u00f3s, e se est\u00e3o felizes ou tristes\u201d, diz Colin Palmer, l\u00edder do estudo, em\u00a0<a href=\"https:\/\/newsroom.unsw.edu.au\/news\/science-tech\/why-brain-programmed-see-faces-everyday-objects\">nota<\/a>. Algumas partes do c\u00e9rebro s\u00e3o especializadas em extrair esse tipo de informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>De fato. Os objetos inanimados n\u00e3o parecem ser apenas rostos inexpressivos. Em uma simples caminhada na rua, voc\u00ea pode ter a impress\u00e3o de que os sem\u00e1foros, carros, casas e at\u00e9 tijolos jogados na cal\u00e7ada est\u00e3o te encarando. Eles tamb\u00e9m \u201cesbo\u00e7am\u201d express\u00f5es faciais \u2013 medo, raiva, alegria, susto ou tristeza.<\/p>\n<div class=\"ads post-ads\">\n<div id=\"abrAD_rectangle3\" class=\"abrAD\" data-ad-sizes=\"300x250\"><\/div>\n<\/div>\n<figure id=\"attachment_309613\" class=\"wp-caption aligncenter  \" style=\"width: 640px;\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone  wp-image-309613\" title=\"Pareidolia: por que vemos \u201crostos\u201d em objetos inanimados? Este estudo explica\" src=\"https:\/\/super.abril.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/18-08_pareidolia5_SITE.jpg?quality=70&amp;strip=info\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"426\" border=\"0\" data-restrict=\"false\" data-portal-copyright=\"Jean du Boisberranger \/ Lee Saborio\" data-image-caption=\"\" data-image-title=\"\" data-image-source=\"Getty Images\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Jean du Boisberranger \/ Lee Saborio\/Getty Images<\/figcaption><\/figure>\n<p>Basicamente, o estudo procurou entender se o nosso c\u00e9rebro realmente trata esses objetos como rostos de verdade (e n\u00e3o apenas como uma imita\u00e7\u00e3o), e se usam o mesmo mecanismo para extrair as emo\u00e7\u00f5es e informa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Os pesquisadores mostraram aos volunt\u00e1rios repetidas imagens de objetos \u201colhando\u201d para a esquerda. Depois de um tempo, as pessoas come\u00e7aram a ter a impress\u00e3o de que o objeto estava \u201colhando\u201d para o lado contr\u00e1rio, a direita. Esse \u00e9 um fen\u00f4meno chamado\u00a0<a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Neural_adaptation\">adapta\u00e7\u00e3o sensorial<\/a>, em que o c\u00e9rebro se acostuma com um est\u00edmulo (nesse caso, visual), e a percep\u00e7\u00e3o daquele objeto acaba falhando. Isso acontece com fotos e pinturas de rostos humanos.<\/p>\n<figure id=\"attachment_309612\" class=\"wp-caption aligncenter  \" style=\"width: 640px;\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone  wp-image-309612\" title=\"Pareidolia: por que vemos \u201crostos\u201d em objetos inanimados? Este estudo explica\" src=\"https:\/\/super.abril.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/18-08_pareidolia4_SITE.jpg?quality=70&amp;strip=info\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"426\" border=\"0\" data-restrict=\"false\" data-portal-copyright=\"Nora Bo \/ TacioPhilip \/ Juzant\" data-image-caption=\"\" data-image-title=\"\" data-image-source=\"Getty Images\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Nora Bo \/ TacioPhilip \/ Juzant\/Getty Images<\/figcaption><\/figure>\n<p>Portanto, segundo os autores, os objetos de fato s\u00e3o interpretados como rostos humanos pelo nosso c\u00e9rebro. \u201cN\u00f3s sabemos que o objeto n\u00e3o tem uma mente, mas n\u00e3o conseguimos evitar olhar para eles como se tivessem caracter\u00edsticas inteligentes, como dire\u00e7\u00e3o do olhar ou emo\u00e7\u00f5es. Isso acontece porque os mecanismos ativados pelo nosso sistema visual s\u00e3o os mesmos quando vemos um rosto real ou um objeto com caracter\u00edsticas faciais\u201d, diz o pesquisador.<\/p>\n<p>Os cientistas pretendem tamb\u00e9m investigar os mecanismos cognitivos que levam ao oposto: a prosopagnosia (a inabilidade de identificar rostos) ou algumas manifesta\u00e7\u00f5es do espectro autista, que inclui a dificuldade em ler rostos e interpretar as informa\u00e7\u00f5es presentes neles, como o estado emocional.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Olhe para a tomada mais pr\u00f3xima, para um conjunto de janelas, ou ent\u00e3o para a<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":132342,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/pareidolia.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/pareidolia-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/pareidolia-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/pareidolia.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/pareidolia.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/pareidolia.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/pareidolia.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/pareidolia.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/pareidolia.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/pareidolia.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Olhe para a tomada mais pr\u00f3xima, para um conjunto de janelas, ou ent\u00e3o para a","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/132341"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=132341"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/132341\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/132342"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=132341"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=132341"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=132341"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}