{"id":132242,"date":"2020-08-17T13:00:44","date_gmt":"2020-08-17T16:00:44","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=132242"},"modified":"2020-08-17T10:09:29","modified_gmt":"2020-08-17T13:09:29","slug":"derretimento-de-gelo-na-groenlandia-atingiu-ponto-irreversivel-diz-estudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/derretimento-de-gelo-na-groenlandia-atingiu-ponto-irreversivel-diz-estudo\/","title":{"rendered":"Derretimento de gelo na Groenl\u00e2ndia atingiu ponto irrevers\u00edvel, diz estudo"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/degelo.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-132243\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/degelo-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/degelo-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/degelo.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Degelo faz com que os oceanos subam cerca de um mil\u00edmetro em m\u00e9dia por ano. Em julho, o gelo marinho polar atingiu sua menor extens\u00e3o em 40 anos.<\/p>\n<p>As camadas de gelo da Groenl\u00e2ndia encolheram a um ponto irrevers\u00edvel, segundo dados publicados nesta semana na revista cient\u00edfica Nature Communications Earth &amp; Environment.<\/p>\n<p>Esse derretimento j\u00e1 est\u00e1 fazendo com que os oceanos subam cerca de um mil\u00edmetro em m\u00e9dia por ano, tornando a Groenl\u00e2ndia a maior respons\u00e1vel por essa eleva\u00e7\u00e3o. Em julho, o gelo marinho polar atingiu sua menor extens\u00e3o em 40 anos.<\/p>\n<blockquote class=\"wp-block-quote\"><p>Se todo o gelo da Groenl\u00e2ndia for eliminado, a \u00e1gua liberada elevaria o n\u00edvel do mar em 6 metros, em m\u00e9dia \u2013 o suficiente para inundar muitas cidades costeiras ao redor do mundo. Esse processo, por\u00e9m, levaria d\u00e9cadas.<\/p><\/blockquote>\n<p>De acordo com o estudo, o derretimento ocorre independentemente da velocidade com que o mundo reduz as emiss\u00f5es que causam o aquecimento global.<\/p>\n<p>Os cientistas estudaram dados de 234 geleiras em todo o territ\u00f3rio \u00e1rtico ao longo de 34 anos, at\u00e9 2018, e descobriram que a neve anual n\u00e3o era mais suficiente para reabastecer as geleiras com neve e gelo perdidos no derretimento do ver\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cA Groenl\u00e2ndia vai ser o can\u00e1rio na mina de carv\u00e3o, e o can\u00e1rio j\u00e1 est\u00e1 praticamente morto neste momento\u201d, afirmou um dos autores do estudo, o glaciologista Ian Howat, da Ohio State University, fazendo refer\u00eancia ao uso de p\u00e1ssaros em minas para indicar os n\u00edveis de oxig\u00eanio.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos 30 anos, o aquecimento no \u00c1rtico ocorreu pelo menos duas vezes mais r\u00e1pido que no resto do mundo, um fen\u00f4meno conhecido como \u201camplifica\u00e7\u00e3o do \u00c1rtico\u201d.<\/p>\n<p>O novo estudo sugere que o manto de gelo do territ\u00f3rio agora ganhar\u00e1 massa apenas uma vez a cada 100 anos \u2013 um indicador sombrio de como \u00e9 dif\u00edcil fazer crescer novamente as geleiras depois que elas apresentam uma \u201chemorragia\u201d de gelo.<\/p>\n<p>Ao estudar imagens de sat\u00e9lite das geleiras, os pesquisadores notaram que as geleiras tinham 50% de chance de recuperar a massa antes de 2000. Desde ent\u00e3o, as chances v\u00eam diminuindo.<\/p>\n<p>\u201cAinda estamos drenando mais gelo agora do que o que foi ganho com o ac\u00famulo de neve em \u2018bons\u2019 anos\u201d, disse a autora principal Michalea King, uma glaciologista da Ohio State University.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-162145\" src=\"https:\/\/cdn.noticias.ambientebrasil.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/13-ap19168578118220-1.jpg\" sizes=\"(max-width: 984px) 100vw, 984px\" srcset=\"https:\/\/cdn.noticias.ambientebrasil.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/13-ap19168578118220-1.jpg 984w, https:\/\/cdn.noticias.ambientebrasil.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/13-ap19168578118220-1-300x169.jpg 300w, https:\/\/cdn.noticias.ambientebrasil.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/13-ap19168578118220-1-768x432.jpg 768w, https:\/\/cdn.noticias.ambientebrasil.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/13-ap19168578118220-1-678x381.jpg 678w\" alt=\"\" width=\"639\" height=\"360\" \/><figcaption>13 de junho de 2019 \u2013 Com as patas submersas na \u00e1gua de gelo derretido, cachorros puxam tren\u00f3 no noroeste da Groenl\u00e2ndia \u2014 Foto: Steffen M. Olsen\/Centre for Ocean and Ice at the Danish Meteoroligical Institute via AP<\/figcaption><\/figure>\n<p>As descobertas preocupantes devem estimular os governos a se preparar para a eleva\u00e7\u00e3o do n\u00edvel do mar, disse King.<\/p>\n<p>\u201cAs coisas que acontecem nas regi\u00f5es polares n\u00e3o ficam nas regi\u00f5es polares\u201d, disse ela.<\/p>\n<p>Ainda assim, o mundo pode reduzir as emiss\u00f5es para desacelerar a mudan\u00e7a clim\u00e1tica, disseram os cientistas. Mesmo que a Groenl\u00e2ndia n\u00e3o consiga recuperar a massa gelada que cobriu seus 2 milh\u00f5es de quil\u00f4metros quadrados, conter o aumento da temperatura global pode diminuir a taxa de perda de gelo.<\/p>\n<p>\u201cQuando pensamos em a\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica, n\u00e3o estamos falando sobre reconstruir a camada de gelo da Groenl\u00e2ndia\u201d, disse Twila Moon, uma glaci\u00f3loga do Centro Nacional de Dados de Neve e Gelo, que n\u00e3o esteve envolvida no estudo. \u201cEstamos falando sobre a rapidez com que o aumento do n\u00edvel do mar atinge nossas comunidades, nossa infraestrutura, nossas casas, nossas bases militares.\u201d<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-162146\" src=\"https:\/\/cdn.noticias.ambientebrasil.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/2019-07-26t095307z-1874897595-rc1b3023f7b0-rtrmadp-3-europe-weather-greenland.jpg\" sizes=\"(max-width: 984px) 100vw, 984px\" srcset=\"https:\/\/cdn.noticias.ambientebrasil.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/2019-07-26t095307z-1874897595-rc1b3023f7b0-rtrmadp-3-europe-weather-greenland.jpg 984w, https:\/\/cdn.noticias.ambientebrasil.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/2019-07-26t095307z-1874897595-rc1b3023f7b0-rtrmadp-3-europe-weather-greenland-300x200.jpg 300w, https:\/\/cdn.noticias.ambientebrasil.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/2019-07-26t095307z-1874897595-rc1b3023f7b0-rtrmadp-3-europe-weather-greenland-768x512.jpg 768w\" alt=\"\" width=\"639\" height=\"426\" \/><figcaption>Em imagem de 2019, iceberg \u00e9 visto flutuando em um fiorde pr\u00f3ximo \u00e0 cidade de Tasiilaq, na Groenl\u00e2ndia \u2014 Foto: Lucas Jackson\/Reuters<\/figcaption><\/figure>\n<h3>Regi\u00e3o estrat\u00e9gica<\/h3>\n<p>O degelo do \u00c1rtico trouxe mais \u00e1gua para a regi\u00e3o, abrindo rotas para o tr\u00e1fego mar\u00edtimo, bem como aumentou o interesse na extra\u00e7\u00e3o de combust\u00edveis f\u00f3sseis e outros recursos naturais.<\/p>\n<p>Mas, al\u00e9m disso, a Groenl\u00e2ndia \u00e9 considerada estrategicamente importante para os militares dos EUA e seu sistema de alerta de m\u00edsseis, j\u00e1 que a rota mais curta da Europa para a Am\u00e9rica do Norte passa pela ilha do \u00c1rtico.<\/p>\n<p>No ano passado, o presidente Donald Trump ofereceu a compra da Groenl\u00e2ndia, um territ\u00f3rio dinamarqu\u00eas aut\u00f4nomo. Mas a Dinamarca, aliada dos EUA, rejeitou a oferta. Ent\u00e3o, no m\u00eas passado, os EUA reabriram um consulado na capital do territ\u00f3rio, Nuuk, e a Dinamarca teria dito na semana passada que estava nomeando um intermedi\u00e1rio entre Nuuk e Copenhagen a cerca de 3.500 quil\u00f4metros de dist\u00e2ncia.<\/p>\n<p>Os cientistas, no entanto, h\u00e1 muito se preocupam com o destino da Groenl\u00e2ndia, dada a quantidade de \u00e1gua presa no gelo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Degelo faz com que os oceanos subam cerca de um mil\u00edmetro em m\u00e9dia por ano.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":132243,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/degelo.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/degelo-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/degelo-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/degelo.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/degelo.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/degelo.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/degelo.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/degelo.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/degelo.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/degelo.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Degelo faz com que os oceanos subam cerca de um mil\u00edmetro em m\u00e9dia por ano.","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/132242"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=132242"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/132242\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/132243"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=132242"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=132242"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=132242"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}