{"id":13224,"date":"2014-12-31T21:00:50","date_gmt":"2014-12-31T21:00:50","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=13224"},"modified":"2015-01-01T13:19:26","modified_gmt":"2015-01-01T13:19:26","slug":"nasa-estuda-criacao-de-cidades-flutuantes-sobre-venus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/nasa-estuda-criacao-de-cidades-flutuantes-sobre-venus\/","title":{"rendered":"Nasa estuda cria\u00e7\u00e3o de \u2018cidades flutuantes\u2019 sobre o planeta V\u00eanus"},"content":{"rendered":"<div class=\"row\"><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/nasa_vida.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-13225\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/nasa_vida-300x191.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"191\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/nasa_vida-300x191.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/nasa_vida.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>\u00c9 dos ardentes que eles gostam mais. Depois de passar d\u00e9cadas sonhando com pousos no g\u00e9lido Marte, os cientistas da Nasa agora ensaiam um flerte com o V\u00eanus. A paquera ser\u00e1 \u00e0 dist\u00e2ncia. Como o planeta tem temperatura m\u00e9dia de 462 graus Celsius e uma press\u00e3o atmosf\u00e9rica 92 vezes maior do que a da Terra, os pesquisadores pretendem construir cidades flutuantes, aos moldes de bal\u00f5es gigantes, para orbit\u00e1-lo a seguros 48 quil\u00f4metros da superf\u00edcie.<\/div>\n<div class=\"row\">\n<div class=\"large-16 columns\">\n<div class=\"corpo novo large-16 columns\">\n<p>O plano, elaborado pelo departamento de An\u00e1lise de Sistemas e Conceitos de Dire\u00e7\u00e3o (SACD) da Nasa, seria dividido em cinco est\u00e1gios. No primeiro, dois astronautas passariam um m\u00eas nos bal\u00f5es, que usariam pain\u00e9is solares para suportar o \u00e1cido sulf\u00farico da atmosfera venusiana. As miss\u00f5es seguintes continuariam por, no m\u00ednimo, dois anos. Se fossem bem-sucedidas, culminariam em instala\u00e7\u00f5es maiores e permanentes, com tripula\u00e7\u00e3o rotativa.<\/p>\n<p>Por que todo esse esfor\u00e7o? O plano \u00e9 estudar a superf\u00edcie de um outro planeta \u2014 e um dos mais pr\u00f3ximos de n\u00f3s. A ideia de \u201cflutuar\u201d sobre ele se deve t\u00e3o-somente \u00e0s condi\u00e7\u00f5es in\u00f3spitas em solo. A 48 quil\u00f4metros de altitude, a gravidade \u00e9 apenas um pouco menor que a da Terra, a press\u00e3o atmosf\u00e9rica \u00e9 compar\u00e1vel \u00e0 que temos aqui, e h\u00e1 maior prote\u00e7\u00e3o contra a radia\u00e7\u00e3o solar. A temperatura baixa para \u201cmeros\u201d 75 graus Celsius.Na avalia\u00e7\u00e3o do engenheiro Christopher Jones, um dos idealizadores do projeto, um dos principais desafios t\u00e9cnicos s\u00e3o as manobras necess\u00e1rias para passar da \u00f3rbita da Terra e chegar \u00e0 de V\u00eanus, inflando os bal\u00f5es dirig\u00edveis. Ele, no entanto, acredita que a Nasa j\u00e1 tem os instrumentos necess\u00e1rios para a opera\u00e7\u00e3o, que pode revolucionar o modo como o ser humano se relaciona com o Sistema Solar.<\/p>\n<p>\u2014 A atmosfera de V\u00eanus \u00e9 um destino emocionante, tanto para um estudo cient\u00edfico mais aprofundado quanto para a futura explora\u00e7\u00e3o humana \u2014 defende. \u2014 Nosso conceito \u00e9 de um ve\u00edculo mais leve do que o ar, que poderia carregar uma s\u00e9rie de instrumentos e sondas, ou ent\u00e3o uma tripula\u00e7\u00e3o de dois astronautas, que explorariam o planeta por at\u00e9 um m\u00eas.<\/p>\n<p><strong>ALFACES EM MARTE (!)<\/strong><\/p>\n<p>A proposta do SACD ainda est\u00e1 sendo estudada pela Nasa. Enquanto n\u00e3o sai do papel, os cientistas envolvidos com o projeto j\u00e1 se debru\u00e7am sobre a t\u00e9cnica de constru\u00e7\u00e3o do bal\u00e3o. Eles destacam que V\u00eanus est\u00e1 a 38 milh\u00f5es de quil\u00f4metros da Terra \u2014 uma dist\u00e2ncia consideravelmente menor do que os 54,6 milh\u00f5es que nos separam de Marte. Levar os dirig\u00edveis \u00e0 atmosfera venusiana pode ser uma opera\u00e7\u00e3o mais barata do que abastecer as aeronaves que miram Marte.<\/p>\n<p>N\u00e3o que os astr\u00f4nomos tenham desistido do planeta vermelho. Pesquisadores da Universidade de Southampton, no Reino Unido, querem cultivar sementes de alface em nosso outro vizinho no Sistema Solar. Elas poderiam ser levadas ao planeta nos pr\u00f3ximos quatro anos pela Funda\u00e7\u00e3o Mars One, que pretende criar um assentamento humano no planeta at\u00e9 2026.<\/p>\n<p>\u2014 Para viver em outro planeta, precisamos cultivar comida nele \u2014 ressalta Suzanna Lucracotti, l\u00edder do estudo, que ainda precisa convencer a miss\u00e3o Mars One sobre a viabilidade e a import\u00e2ncia do projeto. \u2014 Temos a inten\u00e7\u00e3o de ser o primeiro grupo a tomar essa iniciativa. Este plano \u00e9 tecnicamente vi\u00e1vel e incrivelmente ambicioso, pois estaremos levando o primeiro modo de vida complexo a outro planeta.<\/p>\n<p>Ao chegar a Marte, as sementes seriam cultivadas em uma estufa de alum\u00ednio e policarbonato, instalada na regi\u00e3o que poderia seria a primeira ocupada pelo homem.<\/p>\n<p>A for\u00e7a da luz solar que atinge Marte equivale a cerca de 50% da encontrada da Terra, embora a dura\u00e7\u00e3o dos dias seja aproximadamente 40 minutos maior. Isso significa que a quantidade de luz recebida pela planta seria comparada \u00e0 de um dia de inverno nublado na Terra. J\u00e1 \u00e9, segundo os pesquisadores, suficiente para o cultivo. A alface foi escolhida para a experi\u00eancia por ser uma esp\u00e9cie amplamente estudada, eficiente no uso de seu espa\u00e7o e de f\u00e1cil transporte.<\/p>\n<p>Outro astro do Sistema Solar tamb\u00e9m ganhou os holofotes este m\u00eas. Cientistas ainda tentam encontrar sinais de vida em Europa, uma das luas de J\u00fapiter, onde o telesc\u00f3pio espacial Hubble flagrou jorros de vapor d\u2019\u00e1gua no fim de 2013. No entanto, pesquisadores reunidos na Uni\u00e3o Geof\u00edsica Americana admitiram que ainda precisar\u00e3o de tempo para entender o passado da superf\u00edcie do sat\u00e9lite, que hoje est\u00e1 coberta de gelo.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 dos ardentes que eles gostam mais. 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