{"id":131940,"date":"2020-08-12T10:00:01","date_gmt":"2020-08-12T13:00:01","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=131940"},"modified":"2020-08-12T08:59:13","modified_gmt":"2020-08-12T11:59:13","slug":"por-que-dar-carvao-as-vacas-pode-ser-bom-para-o-meio-ambiente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/por-que-dar-carvao-as-vacas-pode-ser-bom-para-o-meio-ambiente\/","title":{"rendered":"Por que \u2018dar carv\u00e3o\u2019 \u00e0s vacas pode ser bom para o meio ambiente"},"content":{"rendered":"<p class=\"story-body__introduction\"><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/vaca.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-131941\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/vaca-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/vaca-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/vaca.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Em um dia quente de ver\u00e3o, \u00e9 dif\u00edcil ignorar o cheiro de estrume em uma fazenda de gado na Austr\u00e1lia Ocidental. Mas n\u00e3o por muito tempo: um grupo de besouros de esterco, conhecidos como rola-bosta, trabalha duro para enterrar o estrume das vacas no solo.<\/p>\n<p>Quando est\u00e1 calor, pode demorar menos de uma hora para os besouros eliminarem completamente os excrementos da superf\u00edcie do pasto. Em outras ocasi\u00f5es, quando est\u00e1 mais frio e os besouros s\u00e3o menos ativos, pode levar at\u00e9 duas semanas.<\/p>\n<p>De qualquer maneira, os insetos trabalham com afinco at\u00e9 que o \u00fanico odor presente no ar seco do ver\u00e3o seja o cheiro de eucalipto das \u00e1rvores.<\/p>\n<p>O excremento que esses besouros em particular est\u00e3o enterrando n\u00e3o \u00e9 um excremento comum. Nesta fazenda perto de Manjimup, no sudoeste da Austr\u00e1lia, as fezes dos animais s\u00e3o ricas em biochar (ou biocarv\u00e3o), basicamente um carv\u00e3o vegetal produzido por meio de um processo de cozimento lento, que \u00e9 adicionado \u00e0 ra\u00e7\u00e3o do gado.<\/p>\n<p>Essa subst\u00e2ncia preta, semelhante ao carv\u00e3o, est\u00e1 liderando uma revolu\u00e7\u00e3o silenciosa nesta regi\u00e3o da zona rural da Austr\u00e1lia, em um esfor\u00e7o para reduzir as emiss\u00f5es de metano das vacas e para que o solo absorva mais carbono.<\/p>\n<div class=\"teads-inread sm-screen\"><\/div>\n<p>O biochar \u00e9 uma ferramenta para os agricultores reduzirem o pol\u00eamico impacto ambiental do gado. \u00c0 medida que as vacas digerem seus alimentos, elas liberam metano, um g\u00e1s de efeito estufa 25 vezes mais potente que o di\u00f3xido de carbono.<\/p>\n<p>O metano deixa o trato digestivo dos animais pelas duas extremidades: grande parte por eructa\u00e7\u00e3o (arroto) e uma pequena parte por flatul\u00eancia. Uma vez fora do sistema digestivo, o esterco continua a liberar uma quantidade reduzida de metano.<\/p>\n<p>Atualmente, h\u00e1 mais de 1,4 bilh\u00e3o de cabe\u00e7as de gado no mundo e, juntos, liberam 65% de todos os gases de efeito estufa da agropecu\u00e1ria. Os esfor\u00e7os para reduzir as emiss\u00f5es de metano das vacas v\u00e3o desde vacinas at\u00e9 aliment\u00e1-las com algas.<\/p>\n<p>Agora, h\u00e1 um interesse crescente em saber se a adi\u00e7\u00e3o de outra subst\u00e2ncia \u00e0 dieta das vacas pode reduzir as emiss\u00f5es de metano: o biocarv\u00e3o.<\/p>\n<p>Essa subst\u00e2ncia preta quebradi\u00e7a \u00e9 muitas vezes produzida como subproduto da silvicultura e de outras ind\u00fastrias. \u00c9 criada quando a biomassa \u00e9 colocada em condi\u00e7\u00f5es de alta temperatura e baixo oxig\u00eanio, e passa por um processo chamado pir\u00f3lise.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/FF2D\/production\/_113852356_whatsubject.jpg\" alt=\"H\u00e1 mais de 1,4 bilh\u00e3o de gados no mundo e, juntos, eles liberam 65% de todos os gases de efeito estufa da agropecu\u00e1ria\" width=\"640\" height=\"360\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><span class=\"off-screen\">Direito de imagem<\/span><span class=\"story-image-copyright\">GETTY IMAGES<\/span><\/span><figcaption class=\"media-caption\"><span class=\"off-screen\">Image caption<\/span><span class=\"media-caption__text\">H\u00e1 mais de 1,4 bilh\u00e3o de gados no mundo. Juntos, eles liberam 65% de todos os gases de efeito estufa da agropecu\u00e1ria.<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p>Muito antes de sua recente ado\u00e7\u00e3o na agricultura moderna, o biochar foi criado e adicionado ao solo pelos agricultores ind\u00edgenas da Amaz\u00f4nia, por volta do s\u00e9culo 5 a.C., formando o solo escuro e f\u00e9rtil da Bacia Amaz\u00f4nica, conhecido como terra preta.<\/p>\n<p>A dieta de biocarv\u00e3o para vacas tamb\u00e9m tem uma longa e ilustre hist\u00f3ria. No s\u00e9culo 3 a.C., Cat\u00e3o, o Velho, escreveu que se deveria dar &#8220;tr\u00eas peda\u00e7os de brasa de carv\u00e3o&#8221; ou carv\u00e3o vegetal aos gados doentes. No entanto, ele tamb\u00e9m recomendou dar \u00e0s vacas doentes 1,5 litros de vinho e uma s\u00e9rie de outras subst\u00e2ncias question\u00e1veis.<\/p>\n<p>Estudos mais recentes mostraram que pode haver alguma sabedoria no primeiro pensamento de Cat\u00e3o, o Velho. Em 2012, um grupo de pesquisa no Vietn\u00e3 descobriu que a adi\u00e7\u00e3o de 0,5% a 1% de biochar na alimenta\u00e7\u00e3o dos gados poderia reduzir as emiss\u00f5es de metano em mais de 10%, enquanto outros estudos identificaram redu\u00e7\u00f5es de at\u00e9 17%.<\/p>\n<p>Pesquisas sobre gados de corte nas Grandes Plan\u00edcies dos EUA revelaram que o acr\u00e9scimo de biochar na alimenta\u00e7\u00e3o dos animais reduz as emiss\u00f5es de metano das vacas de 9,5% a 18,4%. Dado que o metano constitui 90% das emiss\u00f5es de gases de efeito estufa da pecu\u00e1ria, isso pode reduzir consideravelmente o impacto ambiental do gado.<\/p>\n<p>O mecanismo que faz com que o biocarv\u00e3o seja respons\u00e1vel por essas redu\u00e7\u00f5es, no entanto, n\u00e3o \u00e9 bem compreendido. Uma das teorias \u00e9 que ele \u201cadsorva\u201d mol\u00e9culas de metano ou as mantenha em sua superf\u00edcie. Outra hip\u00f3tese \u00e9 que o biochar favore\u00e7a o crescimento de certas comunidades microbianas no microbioma da vaca, resultando em uma digest\u00e3o mais eficiente.<\/p>\n<p>Para entender como o biocarv\u00e3o reduz as emiss\u00f5es de metano das vacas, e em que propor\u00e7\u00e3o, s\u00e3o necess\u00e1rios mais estudos, escreveu Claudia Kammann, da Universidade Hochschule Geisenheim, na Alemanha.<\/p>\n<p>Nesta fazenda perto de Manjimup, o criador de gado Doug Pow participa de pesquisas sobre biochar h\u00e1 v\u00e1rios anos. Ele obt\u00e9m seu biocarv\u00e3o como subproduto de um produtor local de sil\u00edcio.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/4307\/production\/_112695171_52913389.jpg\" alt=\"A digest\u00e3o do gado libera g\u00e1s metano, mas uma mudan\u00e7a na dieta do animal pode reduzir seu impacto ambiental\" width=\"640\" height=\"360\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><span class=\"off-screen\">Direito de imagem<\/span><span class=\"story-image-copyright\">GETTY IMAGES<\/span><\/span><figcaption class=\"media-caption\"><span class=\"off-screen\">Image caption<\/span><span class=\"media-caption__text\">A digest\u00e3o do gado libera g\u00e1s metano, mas uma mudan\u00e7a na dieta do animal pode reduzir seu impacto ambiental<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p>Ele foi atra\u00eddo inicialmente n\u00e3o pelo potencial do biochar de reduzir as emiss\u00f5es de metano do seu rebanho, mas como uma maneira de aumentar o sequestro de carbono no solo. Havia a dupla perspectiva de armazenar carbono e melhorar a sa\u00fade do solo.<\/p>\n<p>&#8220;Devido \u00e0 natureza altamente porosa e \u00e0 \u00e1rea de superf\u00edcie elevada do biochar, ele melhora a capacidade do solo de reter mais \u00e1gua&#8221;, explica Bhawana Bhatta, professora de ci\u00eancias do solo da Universidade de Melbourne, na Austr\u00e1lia.<\/p>\n<p>\u201cA fina rede de poros no biochar d\u00e1 espa\u00e7o para os microrganismos do solo viverem. Isso aumenta a diversidade microbiana no solo.\u201d<\/p>\n<p>A princ\u00edpio, Pow ficou sem saber como faria para colocar o biocarv\u00e3o em seus pastos. Geralmente, \u00e9 necess\u00e1rio um maquin\u00e1rio especializado grande e caro.<\/p>\n<p>&#8220;Pensei, n\u00e3o possu\u00edmos equipamentos agr\u00edcolas de grande porte e meus port\u00f5es n\u00e3o s\u00e3o largos o suficiente&#8221;, relembra.<\/p>\n<p>Foi ent\u00e3o que Pow se perguntou: seria poss\u00edvel colocar o biochar no solo com pouco ou nenhum custo, usando seu rebanho para distribu\u00ed-lo? Afinal, os animais vagavam pelos pastos o dia inteiro, e seu esterco era espalhado generosamente sobre ele. Parecia um sistema de distribui\u00e7\u00e3o feito sob medida.<\/p>\n<p>Mas uma vez que o estrume enriquecido com biochar havia sido espalhado pela terra, ele se deparou com um desafio adicional. Como esse esterco entraria no solo?<\/p>\n<p>O esterco \u00e9 de certa forma incompat\u00edvel com a paisagem australiana. Foram os primeiros colonos europeus que introduziram vacas, ovelhas e outros ruminantes na regi\u00e3o. Os cangurus e outras esp\u00e9cies nativas defecam pequenos gr\u00e2nulos fibrosos, com os quais os besouros rola-bosta nativos da Austr\u00e1lia coevolu\u00edram para lidar. Mas esses besouros ignoram os excrementos pastosos e \u00famidos produzidos pelas vacas.<\/p>\n<p>Pow teve que procurar besouros rola-bosta bovinos, que foram introduzidos pela primeira vez na Austr\u00e1lia na d\u00e9cada de 1960, mas continuam sendo relativamente raros.<\/p>\n<p>Depois de buscar a ajuda de um entomologista para entender se ao alimentar seu gado com biochar poderia prejudicar as larvas de besouro que viviam no esterco, Pow foi em frente e fez um teste. Para documentar o progresso, ele se juntou a pesquisadores de biocarv\u00e3o, como Stephen Joseph, da Universidade de Nova Gales do Sul, na Austr\u00e1lia.<\/p>\n<p>Atra\u00eddo pela adi\u00e7\u00e3o de mela\u00e7o ao biochar, o gado de Pow obedientemente devora sua ra\u00e7\u00e3o enriquecida e produz seu esterco. Na sequ\u00eancia, os besouros come\u00e7am a trabalhar \u2013 em pares. O macho leva o esterco para os besouros f\u00eameas que cavam um t\u00fanel no solo.<\/p>\n<p>Toda vez que um besouro remexe o solo, ele tamb\u00e9m traz \u00e0 superf\u00edcie terra nova com altos n\u00edveis de f\u00f3sforo, que atua como fertilizante natural.<\/p>\n<p>Estudos realizados durante um per\u00edodo de tr\u00eas anos na fazenda de Doug revelaram um aumento do carbono org\u00e2nico total e da fertilidade do solo desde o in\u00edcio. A pesquisa mostrou ainda que houve uma melhora na reten\u00e7\u00e3o de \u00e1gua no solo e um aumento na quantidade de carbono que estava sendo retida.<\/p>\n<p>No geral, Pow viu um \u201csalto qu\u00e2ntico\u201d na qualidade de suas terras agr\u00edcolas, \u00e0 medida que se tornaram economicamente mais vi\u00e1veis e produtivas.<\/p>\n<p>&#8220;Estamos fazendo a nossa parte para recriar o solo de maneira positiva, com benef\u00edcios de longo prazo para o mundo&#8221;, diz.<\/p>\n<p>&#8220;Foi uma maneira muito engenhosa de colocar biochar no solo sem disp\u00eandio de capital&#8221;, avalia Kathy Dawson, diretora-executiva do Warren Catchment Council, organiza\u00e7\u00e3o sem fins lucrativos que auxilia no gerenciamento de recursos naturais na regi\u00e3o sudoeste de Austr\u00e1lia Ocidental.<\/p>\n<p>O biochar \u00e9 normalmente uma forma muito est\u00e1vel de carbono, diferentemente da biomassa que \u00e9 deixada para apodrecer na superf\u00edcie, liberando di\u00f3xido de carbono no processo. Uma vez enterrado no solo, o biocarv\u00e3o pode permanecer l\u00e1 por centenas de anos.<\/p>\n<p>Acredita-se tamb\u00e9m que a presen\u00e7a de biochar estabiliza o carbono org\u00e2nico no solo, diz Bhatta, resultando em um aumento do sequestro de carbono.<\/p>\n<p>A ideia de enterrar essa subst\u00e2ncia no solo foi proposta como um promissor sumidouro de carbono para enfrentar as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, mas a quantidade necess\u00e1ria para obter um efeito significativo teria que ser gigantesca.<\/p>\n<p>Mas, dado o interesse nos demais benef\u00edcios ambientais da subst\u00e2ncia, ser\u00e1 que outros fazendeiros v\u00e3o adotar o sistema de biochar e besouros rola-bosta? Tem havido uma certa hesita\u00e7\u00e3o devido a questionamentos sobre qu\u00e3o rent\u00e1vel a pr\u00e1tica \u00e9 para os agricultores.<\/p>\n<p>Os benef\u00edcios para a sa\u00fade do solo tamb\u00e9m dependem do tipo de biocarv\u00e3o usado. Pow acredita que seria necess\u00e1ria uma legisla\u00e7\u00e3o e incentivos adicionais, como cr\u00e9ditos financeiros, para incentivar uma ado\u00e7\u00e3o mais ampla de pr\u00e1ticas agr\u00edcolas com baixa emiss\u00e3o de carbono. Ele tem esperan\u00e7a de que o sistema que desenvolveu inspire mais agricultores com o tempo.<\/p>\n<p>Embora a pecu\u00e1ria tenha um grande impacto ambiental, tamb\u00e9m \u00e9 um meio de subsist\u00eancia para cerca de 1,3 bilh\u00e3o de pessoas em todo o mundo. E a combina\u00e7\u00e3o improv\u00e1vel de biocarv\u00e3o e besouros de esterco pode ser uma maneira de os agricultores reduzirem sua contribui\u00e7\u00e3o para a crise clim\u00e1tica, enquanto colhem os benef\u00edcios de um solo mais saud\u00e1vel.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em um dia quente de ver\u00e3o, \u00e9 dif\u00edcil ignorar o cheiro de estrume em uma<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":131941,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/vaca.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/vaca-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/vaca-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/vaca.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/vaca.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/vaca.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/vaca.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/vaca.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/vaca.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/vaca.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Em um dia quente de ver\u00e3o, \u00e9 dif\u00edcil ignorar o cheiro de estrume em uma","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/131940"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=131940"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/131940\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/131941"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=131940"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=131940"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=131940"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}