{"id":131907,"date":"2020-08-11T12:30:25","date_gmt":"2020-08-11T15:30:25","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=131907"},"modified":"2020-08-11T12:40:32","modified_gmt":"2020-08-11T15:40:32","slug":"greening-atinge-2087-das-laranjeiras-de-sao-paulo-e-minas-gerais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/greening-atinge-2087-das-laranjeiras-de-sao-paulo-e-minas-gerais\/","title":{"rendered":"Greening atinge 20,87% das laranjeiras de S\u00e3o Paulo e Minas Gerais"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/laranja.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-131908\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/laranja-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/laranja-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/laranja.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Produtores de laranja de S\u00e3o Paulo e Minas Gerais est\u00e3o preocupados com o aumento de quase 10% nos casos de greening no cintur\u00e3o citr\u00edcola nesses estados. Segundo levantamento feito pelo Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus), de cada cinco laranjeiras, pelo menos uma foi afetada pela doen\u00e7a na \u00faltima safra, o que corresponde a cerca de 41 milh\u00f5es de \u00e1rvores. O \u00edndice \u00e9 9,7% maior do que o de 2019, estimado em 19,02%.<\/p>\n<p>O gerente-geral do Fundecitrus, Juliano Ayres, mostra preocupa\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 tend\u00eancia de crescimento da doen\u00e7a, mas destaca a presen\u00e7a de regi\u00f5es onde a incid\u00eancia segue baixa e locais onde a doen\u00e7a diminuiu ou se estabilizou.<\/p>\n<p>\u201cPor um lado, os dados acendem um sinal de alerta para a necessidade da redu\u00e7\u00e3o da incid\u00eancia de greening no parque citr\u00edcola. Assim, a recomenda\u00e7\u00e3o \u00e9 que os citricultores intensifiquem o manejo interno, com rigor no controle do inseto vetor e na elimina\u00e7\u00e3o de plantas doentes, e tamb\u00e9m o manejo externo, que consiste na substitui\u00e7\u00e3o de plantas de citros sem controle e de murtas ao redor das fazendas comerciais, em locais como pomares abandonados, quintais e cal\u00e7adas, por outras esp\u00e9cies de frut\u00edferas e ornamentais, que n\u00e3o s\u00e3o atrativas ao psil\u00eddeo\u201d, enfatiza. \u201cPor outro lado, existem boas not\u00edcias: al\u00e9m das regi\u00f5es lim\u00edtrofes do cintur\u00e3o citr\u00edcola seguirem com baixa incid\u00eancia, o manejo externo, quando associado ao manejo interno rigoroso, \u00e9 efetivo e influenciou a redu\u00e7\u00e3o e estabiliza\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a em \u00e1reas consideradas cr\u00edticas, como Mat\u00e3o, regi\u00e3o onde a doen\u00e7a surgiu no pa\u00eds, e Duartina\u201d, avalia.<\/p>\n<p>Desde 2018, o Fundecitrus tem investido no suporte aos citricultores para o aprimoramento do manejo integrado das propriedades e ado\u00e7\u00e3o das a\u00e7\u00f5es de manejo externo, viabilizando a cria\u00e7\u00e3o de grupos de trabalho conjunto, com transfer\u00eancia de conhecimento e novas tecnologias para um controle mais eficiente e sustent\u00e1vel.<\/p>\n<p>O greening foi identificado no Brasil em 2004 e, desde ent\u00e3o, avan\u00e7os na pesquisa t\u00eam conseguido manter a competitividade do cintur\u00e3o citr\u00edcola de SP e MG, a maior regi\u00e3o produtora de laranja para suco do mundo. Apesar do aumento da incid\u00eancia m\u00e9dia de greening pelo terceiro ano consecutivo, o \u00edndice permanece bem abaixo dos mais de 90% estimados na Fl\u00f3rida (EUA). O estado norte-americano, que j\u00e1 foi um dos principais produtores de laranja, colheu, este ano, sua segunda menor safra desde a chegada da doen\u00e7a, em 2005.<\/p>\n<div id=\"attachment_108312\" class=\"wp-caption aligncenter\" style=\"width: 640px;\">\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-108312 lazyloaded\" src=\"https:\/\/static-wp-canalr-prd.canalrural.com.br\/2018\/06\/1510314876551.jpg\" alt=\"laranja\" width=\"640\" height=\"360\" aria-describedby=\"caption-attachment-108312\" data-lazy-src=\"https:\/\/static-wp-canalr-prd.canalrural.com.br\/2018\/06\/1510314876551.jpg\" data-was-processed=\"true\" \/><\/p>\n<p id=\"caption-attachment-108312\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Pixabay<\/p>\n<\/div>\n<p><b>Incid\u00eancia por regi\u00e3o<\/b><\/p>\n<p>As regi\u00f5es com maiores incid\u00eancias continuam sendo Brotas (60,46%), Limeira (53,18%), Porto Ferreira (33,67%) e Duartina (30,81%). Em uma faixa intermedi\u00e1ria est\u00e3o as regi\u00f5es de Avar\u00e9 (16,77%), Altin\u00f3polis (15,73%) e Mat\u00e3o (14,47%). Bebedouro (8,92%), S\u00e3o Jos\u00e9 do Rio Preto (3,5%), Votuporanga (0,08%), Tri\u00e2ngulo Mineiro (0,08%) e Itapetininga (1,63%) s\u00e3o as regi\u00f5es com menor incid\u00eancia.<\/p>\n<p>Em Mat\u00e3o, Duartina, S\u00e3o Jos\u00e9 do Rio Preto, Votuporanga, Tri\u00e2ngulo Mineiro e Itapetininga a doen\u00e7a diminuiu ou se estabilizou, isto \u00e9, a incid\u00eancia permaneceu dentro do verificado nos \u00faltimos cinco anos. Em Brotas, Limeira, Porto Ferreira, Avar\u00e9, Altin\u00f3polis e Bebedouro houve aumento da incid\u00eancia.<\/p>\n<p>Em 2017, o Canal Rural mostrou o drama do Jo\u00e3o, produtor do interior paulista foi obrigado a erradicar mais de mil e trezentos p\u00e9s de laranjas por causa do greening. A doen\u00e7a \u00e9 causada por uma bact\u00e9ria que deixa as folhas amareladas e inibe o amadurecimento do fruto.<\/p>\n<p>\u201cA gente n\u00e3o acreditava que isso acontecia entendeu. Mas infelizmente, esse pomar aqui tem oito anos, o greening j\u00e1 existia, a gente pensou que conseguiria fazer a pulveriza\u00e7\u00e3o e evitar que o greening continuasse, mas infelizmente n\u00e3o teve como\u201d, disse, na ocasi\u00e3o<\/p>\n<p>A doen\u00e7a, segundo Ivaldo Sala, Engenheiro Agr\u00f4nomo da Fundecitrus, \u00e9 causada\u00a0por um inseto que passa a doen\u00e7a de uma planta doente para uma planta sadia, causando a derrubada das folhas, dos galhos e deixando o fruto seco.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de afetar a planta, o greening deixa o fruto muito mais \u00e1cido e menos doce, o tornando impr\u00f3prio para o consumo. A doen\u00e7a surgiu no sudoeste da \u00c1sia e chegou ao Brasil em 2004. De l\u00e1 pr\u00e1 c\u00e1 tem sido um desafio para os produtores combat\u00ea-lo.<\/p>\n<div class=\"ad ad-float ad-300-250\">\n<div id=\"banner-300x250-4-area\">\n<h3><\/h3>\n<\/div>\n<\/div>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-2764438 aligncenter lazyloaded\" src=\"https:\/\/static-wp-canalr-prd.canalrural.com.br\/wp-content\/uploads\/1596574134-640x340.jpg\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" srcset=\"https:\/\/static-wp-canalr-prd.canalrural.com.br\/wp-content\/uploads\/1596574134-640x340.jpg 640w, https:\/\/static-wp-canalr-prd.canalrural.com.br\/wp-content\/uploads\/1596574134-320x170.jpg 320w, https:\/\/static-wp-canalr-prd.canalrural.com.br\/wp-content\/uploads\/1596574134-840x446.jpg 840w\" alt=\"\" width=\"638\" height=\"339\" data-lazy-srcset=\"https:\/\/static-wp-canalr-prd.canalrural.com.br\/wp-content\/uploads\/1596574134-640x340.jpg 640w, https:\/\/static-wp-canalr-prd.canalrural.com.br\/wp-content\/uploads\/1596574134-320x170.jpg 320w, https:\/\/static-wp-canalr-prd.canalrural.com.br\/wp-content\/uploads\/1596574134-840x446.jpg 840w\" data-lazy-sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" data-lazy-src=\"https:\/\/static-wp-canalr-prd.canalrural.com.br\/wp-content\/uploads\/1596574134-640x340.jpg\" data-was-processed=\"true\" \/><\/p>\n<p><b>Incid\u00eancia menor nos extremos<\/b><\/p>\n<p>Os extremos do cintur\u00e3o citr\u00edcola (Tri\u00e2ngulo Mineiro, Votuporanga e Itapetininga) possuem, historicamente, as menores incid\u00eancias de greening, e o clima tem influ\u00eancia decisiva nesse cen\u00e1rio: tanto as altas temperaturas e o d\u00e9ficit h\u00eddrico observados nos setores Norte e Noroeste quanto \u00e0s temperaturas mais baixas do Sudoeste s\u00e3o menos favor\u00e1veis ao desenvolvimento do psil\u00eddeo e da bact\u00e9ria que causa a doen\u00e7a. Nas regi\u00f5es mais centrais, o clima \u00e9 mais favor\u00e1vel a ambos praticamente durante o ano todo.<\/p>\n<p><b>Manejo interno rigoroso e a\u00e7\u00f5es externas\u00a0<\/b><\/p>\n<p>Apesar de apresentarem condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas favor\u00e1veis para o desenvolvimento do greening, a incid\u00eancia da doen\u00e7a diminuiu pelo terceiro ano consecutivo em Mat\u00e3o (-16,3% em rela\u00e7\u00e3o a 2019) e se estabilizou em Duartina (-5%), embora ainda seja considerada alta. Essas regi\u00f5es apresentaram as mais elevadas taxas de participa\u00e7\u00e3o nas a\u00e7\u00f5es de manejo externo feitas em parceria com o Fundecitrus, 77,4% e 51,9% da \u00e1rea comercial de citros, respectivamente. S\u00e3o Jos\u00e9 do Rio Preto, que mant\u00e9m baixa incid\u00eancia, tem 43% da \u00e1rea comercial de citros da regi\u00e3o participando das a\u00e7\u00f5es externas.<\/p>\n<p><b>Pomares mais velhos e propriedades menores possuem maiores incid\u00eancias<\/b><\/p>\n<p>Considerando a idade dos pomares, a maior incid\u00eancia de greening foi observada naqueles com mais de 10 anos (28,59%), seguida pelos pomares de 6 a 10 anos (20,35%), de 3 a 5 anos (11,36%) e de 0 a 2 anos (1,69%), o que indica que h\u00e1 um bom rigor no manejo da doen\u00e7a nos pomares jovens, com controle do psil\u00eddeo e elimina\u00e7\u00e3o de plantas doente, e menor rigor na elimina\u00e7\u00e3o de plantas doentes nos pomares adultos.<\/p>\n<p>\u201cA manuten\u00e7\u00e3o de plantas adultas doentes nos pomares dificulta a diminui\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a nos pr\u00f3ximos anos e, possivelmente, resultar\u00e1 em um aumento na severidade dos sintomas, com agravamento da taxa de queda prematura de frutas, redu\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o e da qualidade do fruto e em maiores riscos na implanta\u00e7\u00e3o de novos pomares\u201d, adverte o pesquisador do Fundecitrus Renato Bassanezi.<\/p>\n<p>Quanto menor a propriedade, maior \u00e9 a incid\u00eancia de plantas com sintomas de greening. Nas propriedades com at\u00e9 10 mil plantas (at\u00e9 21 hectares), a incid\u00eancia \u00e9 de 44,07%, e nas fazendas entre 10,1 mil a 100 mil plantas (21,1 a 210 ha), a incid\u00eancia \u00e9 de 30,83%.<\/p>\n<p>Isso ocorre pelo chamado \u201cefeito de borda\u201d: as propriedades menores possuem a maior parte de suas \u00e1rvores localizadas nos talh\u00f5es de borda, ou seja, nos primeiros 100 metros a partir das divisas, local onde a maioria dos psil\u00eddeos vindos de fora se instala e, consequentemente, que possui maior incid\u00eancia (23,42%) do que os talh\u00f5es do interior dos pomares (12,81%).<\/p>\n<p>No entanto, as incid\u00eancias nas propriedades maiores aumentaram em rela\u00e7\u00e3o a 2019 e est\u00e3o em 18,93% nas fazendas de 100,1 mil a 200 mil plantas (210,1 a 420 hectares) (+17,1%); e 12,89% nas propriedades com mais de 200 mil plantas (superior a 420 ha) (+26%).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Produtores de laranja de S\u00e3o Paulo e Minas Gerais est\u00e3o preocupados com o aumento de<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":131908,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/laranja.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/laranja-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/laranja-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/laranja.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/laranja.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/laranja.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/laranja.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/laranja.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/laranja.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/laranja.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Produtores de laranja de S\u00e3o Paulo e Minas Gerais est\u00e3o preocupados com o aumento de","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/131907"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=131907"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/131907\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/131908"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=131907"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=131907"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=131907"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}