{"id":131850,"date":"2020-08-10T13:30:41","date_gmt":"2020-08-10T16:30:41","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=131850"},"modified":"2020-08-09T07:44:04","modified_gmt":"2020-08-09T10:44:04","slug":"derretimento-glacial-da-nova-zelandia-mostra-as-impressoes-digitais-humanas-na-mudanca-climatica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/derretimento-glacial-da-nova-zelandia-mostra-as-impressoes-digitais-humanas-na-mudanca-climatica\/","title":{"rendered":"Derretimento glacial da Nova Zel\u00e2ndia mostra as impress\u00f5es digitais humanas na mudan\u00e7a clim\u00e1tica"},"content":{"rendered":"<div class=\"td-post-header\">\n<header class=\"td-post-title\"><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/derretimento_geleira.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-131851\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/derretimento_geleira-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/derretimento_geleira-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/derretimento_geleira.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Nova pesquisa mostrou que o derretimento extremo das geleiras do pa\u00eds em 2018 era, pelo menos, dez vezes mais prov\u00e1vel devido ao aquecimento global causado pelo homem.<\/p>\n<\/header>\n<\/div>\n<div class=\"td-post-content tagdiv-type\">\n<p>Duas vezes ao ano, a glaciologista Lauren Vargo e seus colegas montam um acampamento ao lado de dois pequenos lagos perto da geleira Brewster da Nova Zel\u00e2ndia. Cada vez, a caminhada para levar as estacas para a medi\u00e7\u00e3o demora um pouco mais, \u00e0 medida que o t\u00e9rmino da geleira se afasta.<\/p>\n<p>Dra. Vargo, uma nativa de Ohio atualmente trabalhando no Centro de Pesquisa da Ant\u00e1rtica na Universidade Victoria em Wellington, estuda as geleiras da Nova Zel\u00e2ndia pelo ar e no gelo.<\/p>\n<p>Novas pesquisas recentemente publicadas na revista\u00a0<em>Nature Climate Change<\/em>, descobriram que o extremo derretimento das geleiras no pa\u00eds em 2018 foi pelo menos dez vezes mais prov\u00e1vel de acontecer por causa do aquecimento global causado pelo homem.<\/p>\n<p>A perda de gelo ao longo de toda a geleira da Nova Zel\u00e2ndia em 2011, a qual foi outro ano de derretimento extremo, era seis vezes mais prov\u00e1vel por causa do aquecimento do planeta, segundo o estudo, causado pela acumula\u00e7\u00e3o de gases de efeito estufa na atmosfera, principalmente pela queima de combust\u00edveis f\u00f3sseis.<\/p>\n<p>Vargo, a autora principal do estudo, disse ao The Guardian: \u201cComo cientistas n\u00f3s sabemos que, teoricamente, temperaturas elevadas deveriam derreter gelo, mas o objetivo da pesquisa era mostrar formalmente a liga\u00e7\u00e3o entre o derretimento e as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.\u201d<\/p>\n<p>O estudo analisou as mudan\u00e7as de dez geleiras da Nova Zel\u00e2ndia, e foi desencadeado pelo que Vargo e seus colegas presenciaram no monitoramento a\u00e9reo em 2018. \u201cEm anos anteriores sempre tinha neve sobre as geleiras, mas, em 2018, quase metade delas n\u00e3o tinham nenhuma neve\u201d, diz Vargo.<\/p>\n<p>O monitoramento a\u00e9reo anual de mais de 50 geleiras tem sido na Nova Zel\u00e2ndia desde 1977 e registram a posi\u00e7\u00e3o da linha de neve, a espessura e o fluxo do gelo. Havia menos neve nas geleiras em 2018 do que j\u00e1 havia sido visto nos voos antes. Brewster \u00e9 uma das menores geleiras da Nova Zel\u00e2ndia, mas entre 2016 e 2019 a geleira na ilha sul da Nova Zel\u00e2ndia perdeu 13m de m\u00b3 de gelo.<\/p>\n<p>Os c\u00e1lculos de Vargo sugerem que somente em 2018, a geleira perdeu 8m de m\u00b3 de gelo. Aquele ano foi o segundo mais quente que a Nova Zel\u00e2ndia j\u00e1 registrou, atr\u00e1s de 2016. O derretimento observado na geleira Rolleston em 2011 deveria acontecer uma vez a cada 100 anos sob condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas que n\u00e3o foram alteradas pelo homem, o estudo mostra que, com a influ\u00eancia humana extremos derretimento como o de 2011, agora acontecem por volta de uma vez a cada 8 anos.<\/p>\n<p>Vargo diz que as geleiras do pa\u00eds eram importantes para o turismo e recursos h\u00eddricos, e ela espera que o estudo \u201cir\u00e1 incentivar e convencer pessoas por todo o mundo, mas especialmente Kiwis, que precisamos tomar fortes a\u00e7\u00f5es para parar as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.\u201d<\/p>\n<p>Dr. Andrew Lorrey, que coordena a pesquisa anual de linhas de neve no Instituto Nacional de Pesquisa da Atmosfera e da \u00c1gua na Nova Zel\u00e2ndia, disse: \u201cOs impactos causados por recentes anos extremos que temos visto s\u00e3o preocupantes \u2013 os resultados do estudo indica que atividades humanas contribu\u00edram para esses anos e para girar o dado contra as geleiras.\u201d<\/p>\n<p>O co-autor do estudo, o Prof Andrew Mackintosh, diretor da Escola de Terra, Atmosfera e Ambiente da Universidade Monash, diz que, embora pode parecer \u00f3bvio que o aquecimento global est\u00e1 derretendo geleiras, a nova pesquisa \u00e9 apenas o segundo estudo a olhar profundamente \u00e0s impress\u00f5es digitais humanas nas mudan\u00e7as clim\u00e1ticas causando o desaparecimento das geleiras.<\/p>\n<p>Antes 1990, Mackintosh disse que n\u00e3o havia evid\u00eancias o suficiente para que os cientistas diferenciarem entre mudan\u00e7as clim\u00e1ticas naturais e as mudan\u00e7as causadas pelo homem que est\u00e3o causando o derretimento das geleiras. O estudo sobre as geleiras da Nova Zel\u00e2ndia e os eventos de extremos derretimento de 2011 e 2018 foram \u201calgo que n\u00e3o poder\u00edamos ter imaginado como glaciologistas apenas algumas d\u00e9cadas atr\u00e1s\u201d.<\/p>\n<p>Ele disse: \u201cQuando eu comecei como glaciologista eu pensava que as coisas aconteciam devagar, mas foi como pegar uma arma \u00e0 lazer e apenas tirar todo o gelo e a neve. Esses tipos de derretimento extremo de geleiras \u00e9 uma p\u00e9ssima not\u00edcia para o futuro delas porque mudam o modo como elas respondem\u201d.<\/p>\n<p>\u201cVinculando com as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas induzidas pelo homem e sabendo o que n\u00f3s sabemos sobre as atuais temperaturas\u2026aponta para um sombrio futuro para as geleiras.\u201d<br \/>\nEle disse que quando programas de computador analisam o qu\u00e3o r\u00e1pido as geleiras desaparecem, eles n\u00e3o s\u00e3o capazes de capturar os impactos cont\u00ednuos de extremos eventos.<\/p>\n<p>Por exemplo, Mackintosh diz que em extremos anos onde pouca neve ca\u00ed e o gelo derrete r\u00e1pido, isso exp\u00f5e pedras escuras que absorvem mais calor, tornando mais dif\u00edcil para que uma geleira recupere o que foi perdido nos anos subsequentes.<\/p>\n<p>\u201cPor causa do que est\u00e1 j\u00e1 est\u00e1 acontecendo com o as temperaturas globais e as da Nova Zel\u00e2ndia, existem algumas mudan\u00e7as com as quais estamos comprometidos, mas se cortarmos as emiss\u00f5es de gases do efeito estufa talvez ainda possamos salvar algumas geleiras em maiores altitudes.\u201d<\/p>\n<p>\u201cAinda existe uma escolha\u201d.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nova pesquisa mostrou que o derretimento extremo das geleiras do pa\u00eds em 2018 era, pelo<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":131851,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/derretimento_geleira.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/derretimento_geleira-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/derretimento_geleira-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/derretimento_geleira.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/derretimento_geleira.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/derretimento_geleira.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/derretimento_geleira.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/derretimento_geleira.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/derretimento_geleira.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/derretimento_geleira.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Nova pesquisa mostrou que o derretimento extremo das geleiras do pa\u00eds em 2018 era, pelo","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/131850"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=131850"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/131850\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/131851"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=131850"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=131850"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=131850"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}