{"id":131508,"date":"2020-08-04T11:00:19","date_gmt":"2020-08-04T14:00:19","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=131508"},"modified":"2020-08-03T21:02:18","modified_gmt":"2020-08-04T00:02:18","slug":"brasil-ganha-mais-uma-regiao-reconhecida-como-produtora-de-queijo-artesanal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/brasil-ganha-mais-uma-regiao-reconhecida-como-produtora-de-queijo-artesanal\/","title":{"rendered":"Brasil ganha mais uma regi\u00e3o reconhecida como produtora de queijo artesanal"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/queijo.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-131509\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/queijo-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/queijo-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/queijo.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Duas portarias do Governo de Minas Gerais, reconheceram dez munic\u00edpios localizados na Serra da Mantiqueira como regi\u00f5es produtoras de queijo artesanal. As portarias atendem aos produtores da cidade de Alagoa, cujo queijo tem seu nome como marca \u201cQueijo Artesanal de Alagoa\u201d e das cidades de Aiuruoca, Baependi, Bocaina de Minas, Carvalhos, Itamonte, Itanhandu, Liberdade, Passa Quatro e Pouso Alto, cujos queijos s\u00e3o comercializados com a marca \u201cQueijo Artesanal Mantiqueira de Minas\u201d.<\/p>\n<div class=\"teads-inread sm-screen\">\n<div>\n<div class=\"teads-player teads-compensation-div\">De acordo com o t\u00e9cnico da Emater-MG, J\u00falio C\u00e9sar Seabra, a publica\u00e7\u00e3o das portarias \u00e9 o pen\u00faltimo passo de uma longa processo para que o queijo artesanal produzido na Mantiqueira saia da informalidade. O passo final ser\u00e1 publica\u00e7\u00e3o do Regulamento T\u00e9cnico de Identidade e Qualidade do Queijo (RTIQ). A expectativa dos produtores \u00e9 que ele seja aprovado em agosto. Com o regulamento, os queijeiros que cumprirem todas as normas poder\u00e3o obter o SISBI (Sistema Brasileiro de Inspe\u00e7\u00e3o de Produtos de Origem Animal) ou o Selo ARTE, que permitem a venda do produto em todo o territ\u00f3rio nacional.<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p><strong>Processo de regulamenta\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>A \u201cjornada\u201d dos produtores da Mantiqueira, cujo queijo j\u00e1 era famoso nos mercados das grandes cidades de Minas Gerais, S\u00e3o Paulo e Rio de Janeiro, come\u00e7ou h\u00e1 cerca de dez anos, com a parceria entre os queijeiros da regi\u00e3o, a Emater-MG, Embrapa Gado de Leitea e a Epamig (Empresa de Pesquisa Agropecu\u00e1ria de Minas Gerais). As institui\u00e7\u00f5es estruturaram um projeto de pesquisa para levantar dados que fundamentassem a regulamenta\u00e7\u00e3o, primeiramente do queijo de Alagoa e em seguida, dos outros nove munic\u00edpios mineiros da Serra da Mantiqueira.<\/p>\n<p>Segundo Maria de F\u00e1tima \u00c1vila Pires, pesquisadora da Embrapa Gado de Leite e coordenadora do projeto que envolveu 25 profissionais, o primeiro passo foi caracterizar o sistema de produ\u00e7\u00e3o. Foram selecionados 50 produtores, identificados do ponto de vista econ\u00f4mico e social. \u201cTra\u00e7amos o perfil do produtor da regi\u00e3o e resgatamos os aspectos hist\u00f3ricos e culturais da produ\u00e7\u00e3o do queijo nos munic\u00edpios\u201d, conta Maria de F\u00e1tima.<\/p>\n<p>Entre os principais objetivos do projeto, estava em estabelecer um protocolo de matura\u00e7\u00e3o para o queijo, que ainda n\u00e3o contava com um prazo definido para essa etapa de produ\u00e7\u00e3o. Os pesquisadores tamb\u00e9m fizeram diversos estudos que envolveram o solo e a \u00e1gua, como aspectos f\u00edsicos, qu\u00edmicos e microbiol\u00f3gicos, assim como a alimenta\u00e7\u00e3o das vacas e as an\u00e1lises do leite e do queijo.<\/p>\n<p>Os estudos inclu\u00edram o levantamento de informa\u00e7\u00f5es sobre o processo de produ\u00e7\u00e3o do leite e da fabrica\u00e7\u00e3o do queijo, ou seja, como os produtores constru\u00edram as tradi\u00e7\u00f5es que resultaram no modo pr\u00f3prio de fazer seu queijo artesanal. Toda a pesquisa foi reunida em um documento, que ser\u00e1 essencial para a defini\u00e7\u00e3o do Regulamento T\u00e9cnico de Identidade.<\/p>\n<p><strong>Adapta\u00e7\u00e3o e expectativas<\/strong><\/p>\n<p>Apesar da pandemia da Covid-19, a expectativa da aprova\u00e7\u00e3o do Regulamento T\u00e9cnico de Identidade, chegam em um bom momento para os queijeiros da Serra da Mantiqueira. \u201cNas primeiras semanas ap\u00f3s anunciada a pandemia, as vendas de queijo ca\u00edram a quase zero\u201d, diz Seabra. Os produtores se mobilizaram e adotaram os conceitos de marketplace na internet, utilizando plataformas de venda e redes sociais para comercializar o queijo.<\/p>\n<p>De acordo com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu\u00e1ria (Embrapa), o Brasil produz um milh\u00e3o de toneladas de queijo por ano, e um quinto desse total \u00e9 feito artesanalmente, a partir do leite cru. A pesquisa sobre o leite da Mantiqueira reuniu 30 queijeiros de Alagoa e outros 20 queijeiros nas demais cidades. Os produtores s\u00e3o de base familiar, com a produ\u00e7\u00e3o variando de cinco a mais de 50 quilos de queijo por dia.<\/p>\n<p>As fazendas s\u00e3o pequenas, com cerca de 18 hectares, e o relevo acidentado da Serra da Mantiqueira limita o uso da pastagem. Capim verde picado, cana-de-a\u00e7\u00facar, silagem de milho e concentrado representam boa parte da alimenta\u00e7\u00e3o das vacas. O rebanho \u00e9 predominantemente mesti\u00e7o, Holand\u00eas\/Gir Leiteiro.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Duas portarias do Governo de Minas Gerais, reconheceram dez munic\u00edpios localizados na Serra da Mantiqueira<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":131509,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/queijo.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/queijo-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/queijo-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/queijo.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/queijo.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/queijo.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/queijo.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/queijo.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/queijo.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/queijo.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Duas portarias do Governo de Minas Gerais, reconheceram dez munic\u00edpios localizados na Serra da Mantiqueira","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/131508"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=131508"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/131508\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/131509"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=131508"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=131508"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=131508"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}