{"id":131463,"date":"2020-08-03T11:00:15","date_gmt":"2020-08-03T14:00:15","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=131463"},"modified":"2020-08-03T08:49:59","modified_gmt":"2020-08-03T11:49:59","slug":"sonda-perseverance-ja-esta-em-direcao-a-marte-em-busca-de-vida-extraterrestre","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/sonda-perseverance-ja-esta-em-direcao-a-marte-em-busca-de-vida-extraterrestre\/","title":{"rendered":"Sonda Perseverance j\u00e1 est\u00e1 em dire\u00e7\u00e3o a Marte em busca de vida extraterrestre"},"content":{"rendered":"<div class=\"paragraph\">\n<div>\n<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/marte-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-131466\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/marte-1-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/marte-1-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/marte-1.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>\u00c0s 7h50 da manh\u00e3 da \u00faltima quinta-feira (30\/07), no fuso hor\u00e1rio da Costa Leste dos Estados Unidos, a\u00a0<a href=\"https:\/\/mars.nasa.gov\/mars2020\/\">sonda Perseverance<\/a>\u00a0da Nasa, com destino a Marte, decolou do Centro Espacial Kennedy, em Cabo Canaveral, na Fl\u00f3rida. Subindo ao c\u00e9u no alto do foguete Atlas V, a Perseverance se prepara para um voo interplanet\u00e1rio com dura\u00e7\u00e3o de sete meses. O destino final da sonda? A\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/image-feature\/jezero-crater-mars-2020s-landing-site\">cratera Jezero<\/a>, local onde existiram no passado o\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nationalgeographic.com\/science\/2018\/11\/why-nasa-chose-jezero-crater-for-mars-2020-rover-landing-site\/\">antigo lago da cratera<\/a>\u00a0e o delta de um rio e onde a sonda buscar\u00e1 sinais de vida marciana primitiva.<\/p>\n<p>Com seu mais novo rob\u00f4 de US$ 2,4 bilh\u00f5es a caminho de Marte, a Nasa planeja responder a uma pergunta que incomoda a humanidade desde que os astr\u00f4nomos apontaram os telesc\u00f3pios ao planeta vermelho: existe \u2014 ou j\u00e1 existiu \u2014 vida em nosso planeta vizinho?<\/p>\n<p>\u201cNossa estrat\u00e9gia \u00e9 estudar o passado remoto, uma \u00e9poca em que acreditamos que Marte e a Terra eram muito mais parecidos\u201d, afirma\u00a0<a href=\"https:\/\/science.jpl.nasa.gov\/people\/Williford\/\">Ken Williford<\/a>, cientista adjunto do projeto do Laborat\u00f3rio de Propuls\u00e3o a Jato (\u201cJPL\u201d, na sigla em ingl\u00eas) da Nasa. \u201cCom o estudo de Marte e de seus ambientes antigos \u2014 o que poderemos descobrir sobre nosso lugar no universo? \u201cEstamos s\u00f3s? Sempre estivemos s\u00f3s?\u201d<\/p>\n<p>Mas explorar Jezero n\u00e3o ser\u00e1 nada f\u00e1cil. A Perseverance ser\u00e1 colocada \u00e0 prova pela primeira vez em\u00a0<a href=\"https:\/\/www.jpl.nasa.gov\/infographics\/infographic.view.php?id=10776\">uma perigosa queda de sete minutos<\/a>\u00a0na fina atmosfera marciana, prevista para 18 de fevereiro de 2021. A sobreviv\u00eancia da sonda \u00e0 arriscada descida contar\u00e1 com a ajuda de um escudo t\u00e9rmico, um paraquedas, um novo sistema de navega\u00e7\u00e3o e um\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/msl\/multimedia\/gallery\/pia14839.html\">guindaste a\u00e9reo<\/a>\u00a0flutuante que abaixar\u00e1 a sonda at\u00e9 o solo de Jezero \u2014 tudo isso sem nenhum comando dos controladores da miss\u00e3o na Terra. Uma vez no solo, a Perseverance colocar\u00e1 em a\u00e7\u00e3o um pequeno e leve\u00a0<a href=\"https:\/\/mars.nasa.gov\/technology\/helicopter\/\">helic\u00f3ptero chamado Ingenuity<\/a>\u00a0e, nas primeiras semanas da miss\u00e3o em Marte, o pequeno helic\u00f3ptero descobrir\u00e1 se voos motorizados no ar rarefeito de Marte est\u00e3o dentro das possibilidades humanas.<\/p>\n<p>\u201cPara que um ve\u00edculo voe em Marte, ele precisa ser extremamente leve e girar muito r\u00e1pido\u201d, afirma MiMi Aung, gerente de projetos do Ingenuity. Apenas recentemente tecnologias como materiais compostos e equipamentos eletr\u00f4nicos em miniatura se tornaram avan\u00e7adas o suficiente para que um voo pudesse ser considerado.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s o lan\u00e7amento do Ingenuity, a sonda Perseverance ficar\u00e1 focada em sua miss\u00e3o principal: buscar sinais de vida antiga nas rochas e sedimentos espalhados por toda a bacia da cratera. Jezero pode ser g\u00e9lida e in\u00f3spita atualmente, mas os cientistas sabem que o ambiente j\u00e1 foi quente e \u00famido nos prim\u00f3rdios do planeta porque ainda existem vest\u00edgios deixados por l\u00edquidos. A sonda carrega um conjunto de instrumentos sofisticados que examinar\u00e3o as rochas da cratera em busca de impress\u00f5es biol\u00f3gicas, e um\u00a0<em>kit<\/em>\u00a0adicional de dispositivos permitir\u00e1 que a Perseverance colete e armazene amostras que\u00a0ser\u00e3o\u00a0<a href=\"https:\/\/spacenews.com\/nasa-and-esa-outline-cost-of-mars-sample-return\/\">coletadas e trazidas \u00e0 Terra por uma sonda<\/a>\u00a0na pr\u00f3xima d\u00e9cada.<\/p>\n<p>\u201cConseguir trazer de fato amostras selecionadas criteriosamente para a Terra, ainda que sejam pequenas \u2014 mudar\u00e1 bastante nossa perspectiva\u201d, afirma\u00a0<a href=\"https:\/\/gufaculty360.georgetown.edu\/s\/contact\/00336000014TIFDAA4\/sarah-johnson\">Sarah Stewart Johnson<\/a>, cientista planet\u00e1ria da Universidade de Georgetown\u00a0<a href=\"http:\/\/www.johnsonbiosignatureslab.com\/\">, que estuda assinaturas biol\u00f3gicas da vida primitiva<\/a>. \u201cE quando forem obtidas essas amostras, ficar\u00e3o dispon\u00edveis para sempre\u201d, permitindo que os cientistas as estudem no futuro com recursos que ainda nem existem.<\/p>\n<p>A Perseverance \u00e9 a primeira sonda espacial da Nasa em Marte cujo objetivo expl\u00edcito \u00e9 procurar vida. Se tudo correr conforme planejado, o rob\u00f4 com seis rodas movido a energia nuclear, ao retornar \u00e0 Terra, finalmente permitir\u00e1 que os cientistas determinem se Marte j\u00e1 abrigou ecossistemas pr\u00f3prios \u2014 ou constatem que as assinaturas da vida est\u00e3o visivelmente ausentes do planeta.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"ngart-img ngart-img--medium\">\n<div class=\"ngart-img__cntr\" tabindex=\"0\" role=\"button\"><picture class=\"resp-img-cntr\"><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/marsrover_pia23499_a_d2019_1217_jk0889-main.jpg?w=768&amp;h=512\" media=\"(max-width: 768px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/marsrover_pia23499_a_d2019_1217_jk0889-main.jpg?w=1024&amp;h=683\" media=\"(max-width: 1024px)\" \/><img loading=\"lazy\" class=\"\" title=\"Em uma sala esterilizada no Laborat\u00f3rio de Propuls\u00e3o a Jato da Nasa, em Pasadena, Calif\u00f3rnia, os ...\" src=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/marsrover_pia23499_a_d2019_1217_jk0889-main.jpg?w=710&amp;h=474\" alt=\"Em uma sala esterilizada no Laborat\u00f3rio de Propuls\u00e3o a Jato da Nasa, em Pasadena, Calif\u00f3rnia, os ...\" width=\"640\" height=\"427\" \/><\/picture><\/div>\n<div class=\"ngart-img__cont\">\n<div class=\"ngart-img__cont__copy\">\n<p>Em uma sala esterilizada no Laborat\u00f3rio de Propuls\u00e3o a Jato da Nasa, em Pasadena, Calif\u00f3rnia, os engenheiros observam o primeiro teste de dire\u00e7\u00e3o da sonda Perseverance da miss\u00e3o Mars.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"ngart-img__cont__author\">FOTO DE\u00a0<span class=\"ngart-img__cont--strong\">PHOTOGRAH BY NASA\/JPL-CALTECH<\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"paragraph\">\n<div>\n<h3><strong>Li\u00e7\u00f5es de um deserto extraterrestre<\/strong><\/h3>\n<p>A Perseverance recebeu esse nome de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/press-release\/virginia-middle-school-student-earns-honor-of-naming-nasas-next-mars-rover\">Alex Mather<\/a>, aluno da s\u00e9tima s\u00e9rie do norte da Virg\u00ednia, que achou que o nome captava um elemento essencial da explora\u00e7\u00e3o de ambientes extremos extraterrestres. Agora, prestes a cumprir uma miss\u00e3o para esclarecer de uma vez por todas se houve vida em Marte, o nome Perseverance n\u00e3o poderia ser mais prop\u00edcio.<\/p>\n<p>Por d\u00e9cadas,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nationalgeographic.com\/science\/2020\/06\/father-launched-quest-find-alien-intelligence-changed-astronomy\/\">os cientistas procuraram formas de vida extraterrestre<\/a>\u00a0\u2014 mas o campo da astrobiologia se popularizou apenas recentemente. Atualmente, esse campo da ci\u00eancia est\u00e1 em plena ascens\u00e3o. A Perseverance est\u00e1 a caminho de Marte,\u00a0<a href=\"https:\/\/sci.esa.int\/web\/juice\">miss\u00f5es futuras<\/a>\u00a0est\u00e3o planejadas para\u00a0<a href=\"https:\/\/www.jpl.nasa.gov\/missions\/europa-clipper\/\">luas congeladas<\/a>\u00a0no\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/press-release\/nasas-dragonfly-will-fly-around-titan-looking-for-origins-signs-of-life\">sistema solar externo<\/a>,\u00a0onde poderia haver vida nos dias atuais, e os laborat\u00f3rios na Terra est\u00e3o se concentrando na origem dos organismos de nosso pr\u00f3prio planeta.<\/p>\n<p>A equipe da Perseverance acredita que a sonda encontrar\u00e1 evid\u00eancias fascinantes \u2014 e talvez concreta \u2014 de vida marciana e\u00a0<a href=\"https:\/\/science.jpl.nasa.gov\/people\/StackMorgan\/\">Katie Stack Morgan<\/a>, cientista adjunta de projetos da miss\u00e3o Mars 2020 no JPL, afirma que, se isso acontecer, ser\u00e1 fenomenal.<\/p>\n<p>\u201cEstou otimista de que, quando essas amostras retornarem, teremos evid\u00eancias convincentes de vida primitiva\u201d, conta ela. \u201c\u00c9 prov\u00e1vel que encontremos essas evid\u00eancias, mas, do contr\u00e1rio, tamb\u00e9m podem ser reveladas informa\u00e7\u00f5es bastante interessantes sobre as condi\u00e7\u00f5es para exist\u00eancia de vida em outro planeta.\u201d<\/p>\n<h3><strong>A Perseverance se junta \u00e0 frota<\/strong><\/h3>\n<p>Neste m\u00eas, tr\u00eas naves espaciais partiram para Marte. Em 19 de julho, os\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nationalgeographic.com\/science\/2020\/07\/uae-mars-mission-hope-aims-inspire-new-generation-space-scientists\/\">Emirados \u00c1rabes Unidos lan\u00e7aram sua sonda orbital Hope<\/a>\u00a0e, em 23 de julho,\u00a0<a href=\"https:\/\/spacenews.com\/tianwen-1-launches-for-mars-marking-dawn-of-chinese-interplanetary-exploration\/\">decolou o ve\u00edculo espacial Tianwen-1 da China<\/a>.<\/p>\n<p>Essa flotilha do espa\u00e7o sideral \u00e9 o resultado de um alinhamento planet\u00e1rio favor\u00e1vel que ocorre a cada 26 meses, quando a viagem entre a Terra e Marte pode ser realizada com um gasto m\u00ednimo de combust\u00edvel. Se a pandemia de coronav\u00edrus em curso adiasse o lan\u00e7amento de hoje, a Nasa precisaria\u00a0<a href=\"https:\/\/www.floridatoday.com\/story\/news\/2020\/06\/18\/why-nasa-mars-perseverance-essential-launch-despite-coronavirus-pandemic\/3208426001\/\">armazenar em seguran\u00e7a a Perseverance (a custos elevad\u00edssimos)<\/a>\u00a0at\u00e9 que os planetas se alinhassem novamente daqui a mais de dois anos.<\/p>\n<p>O ve\u00edculo espacial \u00e9 uma vers\u00e3o atualizada e mais pesada da\u00a0<a href=\"https:\/\/mars.nasa.gov\/msl\/home\/\">sonda Curiosity da Nasa<\/a>, que aterrissou na cratera Gale de Marte em 2012 e estuda o ambiente antigo da cratera desde ent\u00e3o.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/mars.nasa.gov\/files\/mars2020\/Mars2020_Fact_Sheet.pdf\">Pesando pouco mais de uma tonelada<\/a>, com cerca de 5,6 quil\u00f4metros de cabo enrolado em seu interior, a Perseverance transporta sete instrumentos cient\u00edficos,\u00a0<a href=\"https:\/\/mars.nasa.gov\/news\/8682\/the-extraordinary-sample-gathering-system-of-nasas-perseverance-mars-rover\/\">43 tubos de coleta de amostras<\/a>, o primeiro microfone a voar a Marte e quase duas dezenas de c\u00e2meras. Alguns s\u00edmbolos da humanidade tamb\u00e9m est\u00e3o viajando, como\u00a0<a href=\"https:\/\/twitter.com\/NASAPersevere\/status\/1273336427921563649?s=20\">uma placa em homenagem ao trabalho da comunidade m\u00e9dica<\/a>\u00a0durante a atual pandemia e uma mensagem escrita em c\u00f3digo Morse contendo os nomes de\u00a0<a href=\"https:\/\/mars.nasa.gov\/resources\/24877\/send-your-name-placard-attached-to-perseverance\/\">11 milh\u00f5es de terr\u00e1queos que enviaram seus nomes \u00e0 Nasa<\/a>.<\/p>\n<p>Depois de entrar na atmosfera a quase 20 mil quil\u00f4metros por hora, acionar o paraquedas e descartar o escudo t\u00e9rmico, a Perseverance ver\u00e1 Marte pela primeira vez. Enquanto ainda se dirige \u00e0 superf\u00edcie, a sonda ativar\u00e1 um sistema de c\u00e2meras que lhe permite\u00a0<a href=\"https:\/\/www.jpl.nasa.gov\/video\/details.php?id=1581\">evitar automaticamente perigos<\/a>\u00a0pr\u00f3ximos ao local de aterrissagem, como rochas, encostas ou fossos de areia que poderiam comprometer a miss\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cA primeira miss\u00e3o \u00e9 pousar de olhos abertos\u201d, afirma\u00a0<a href=\"https:\/\/www.linkedin.com\/in\/swati-mohan-171a821\/\">Swati Mohan<\/a>, engenheira l\u00edder de sistemas de orienta\u00e7\u00e3o, navega\u00e7\u00e3o e controle da miss\u00e3o do JPL. \u201cBasicamente adicionamos um c\u00e9rebro \u00e0 sonda para essa tarefa\u201d.<\/p>\n<p>Segundo Mohan, por 10 a 15 segundos, a sonda tirar\u00e1 fotos freneticamente do terreno pelo qual passar, guiada por detalhados mapas a bordo. O sistema ent\u00e3o alinhar\u00e1 automaticamente a vis\u00e3o da sonda com os riscos identificados e guiar\u00e1 a Perseverance at\u00e9 um ponto seguro dentro de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.planetary.org\/space-images\/mars-2020-landing-ellipse-jezero\">sua \u00e1rea el\u00edptica de pouso com quase 10 quil\u00f4metros de largura<\/a>.<\/p>\n<p>\u201cEssa regi\u00e3o \u00e9 mais perigosa do que as das \u00faltimas aterrissagens. Mas a probabilidade de uma aterrissagem segura da Perseverance \u00e9 superior a 99%\u201d, conta Mohan.<\/p>\n<p>Quando a poeira baixar, a sonda come\u00e7ar\u00e1 a explorar o lago seco de outro mundo.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"ngart-img ngart-img--video ngart-img--large\">\n<div id=\"sdk-video-player-7883555749243538\" class=\"sdk-video-player\">\n<div><iframe id=\"player-iframe-1\" class=\"player-iframe\" src=\"https:\/\/players.fichub.com\/resources\/iframe\/iframe.html?data=dGVtcGxhdGU9bmdwZ3MtaWZyYW1lJTJGYnJhemlsJmF1dG9wbGF5PXRydWUmaWQ9OEIyMTQ5MzktMUYxOS00Q0M0LTg4Q0UtRUY5OTIzODdFMDEwJnZpZGVvX2NhdGVnb3J5PUVzcGElQzMlQTdvJnNsdWc9c3BhY2UmY2hhbm5lbD0mcGdfcmF0aW5nPWElM0EwJTNBJTdCJTdEJnNob3dUaXRsZT0mdmlkZW9fcHVibGljYXRpb25EYXRlPTExJTJGMDYlMkYyMDE4JmNvdW50cnk9QlImc2l0ZV9zZWN0aW9uX2lkPXd3dy5uYXRpb25hbGdlb2dyYXBoaWNicmFzaWwuYnImYXBpVXJsPWh0dHBzJTNBJTJGJTJGd3d3Lm5hdGlvbmFsZ2VvZ3JhcGhpY2JyYXNpbC5jb20lMkZhamF4JTJGcmVsYXRlZF92aWRlb3MlMkZyZWxhdGVkX3ZpZGVvc19zcGFjZS5qc29uJmluc3RhbmNlX2lkPTEmcGxheWVyVXJsPWh0dHBzJTNBJTJGJTJGd3d3Lm5hdGlvbmFsZ2VvZ3JhcGhpY2JyYXNpbC5jb20lMkZlc3BhY28lMkYyMDIwJTJGMDglMkZzb25kYS1wZXJzZXZlcmFuY2UtamEtZXN0YS1lbS1kaXJlY2FvLWEtbWFydGUtZW0tYnVzY2EtZGUtdmlkYS1leHRyYXRlcnJlc3RyZSZ5Yi5kZXZpY2Vfb3M9V2luZG93cyZsb2NhdGlvbj1odHRwcyUzQSUyRiUyRnd3dy5uYXRpb25hbGdlb2dyYXBoaWNicmFzaWwuY29tJTJGZXNwYWNvJTJGMjAyMCUyRjA4JTJGc29uZGEtcGVyc2V2ZXJhbmNlLWphLWVzdGEtZW0tZGlyZWNhby1hLW1hcnRlLWVtLWJ1c2NhLWRlLXZpZGEtZXh0cmF0ZXJyZXN0cmUmZ2FfdGl0bGU9U29uZGElMjBQZXJzZXZlcmFuY2UlMjBqJUMzJUExJTIwZXN0JUMzJUExJTIwZW0lMjBkaXJlJUMzJUE3JUMzJUEzbyUyMGElMjBNYXJ0ZSUyMGVtJTIwYnVzY2ElMjBkZSUyMHZpZGElMjBleHRyYXRlcnJlc3RyZSUyMCU3QyUyME5hdGlvbmFsJTIwR2VvZ3JhcGhpYyZoYXNoPSZmcmVld2hlZWxfcGx1Z2luPWZhbHNlJm92ZXJsYXlfcGx1Z2luPXRydWUmeW91Ym9yYV9wbHVnaW49dHJ1ZSZhZ2VjaGVja19wbHVnaW49dHJ1ZSZzdWJ0aXRsZXNfcGx1Z2luPXRydWUmZ2FfcGx1Z2luPXRydWUmY29tc2NvcmVfcGx1Z2luPXRydWU=&amp;b=20200721133009&amp;domain=https:\/\/www.nationalgeographicbrasil.com\/espaco\/2020\/08\/sonda-perseverance-ja-esta-em-direcao-a-marte-em-busca-de-vida-extraterrestre\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\" data-mce-fragment=\"1\"><\/iframe><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"ngart-img__cont\">\n<div class=\"ngart-img__cont__heading\">101 | MARTE<\/div>\n<div class=\"ngart-img__cont__copy\">Explore o Planeta Vermelho, que tem semelhan\u00e7as com a Terra e&amp;nbsp;pode ser a chave para um novo futuro para a humanidade.<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"paragraph\">\n<div>\n<h3><strong>Cratera Jezero<\/strong><\/h3>\n<p>Anunciada como destino da sonda em 2018, a cratera Jezero, com cerca de 48 quil\u00f4metros de extens\u00e3o, abriga um vasto delta fluvial com afluentes\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nationalgeographic.com\/science\/2018\/11\/why-nasa-chose-jezero-crater-for-mars-2020-rover-landing-site\/\">formado pelo escoamento da \u00e1gua at\u00e9 um antigo lago da cratera<\/a>\u00a0que depositou sedimentos no fundo \u2014 justamente o tipo de material que pode conter registros de organismos vivos.<\/p>\n<p>\u201cOs deltas s\u00e3o magn\u00edficos para preservar mat\u00e9rias org\u00e2nicas e outros tipos de bioassinaturas\u201d, explicou\u00a0<a href=\"https:\/\/eapsweb.mit.edu\/people\/tbosak\">Tanja Bosak<\/a>\u00a0, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, integrante da equipe de cientistas da Perseverance em uma teleconfer\u00eancia com rep\u00f3rteres.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/spacescience.arc.nasa.gov\/mars-climate-modeling-group\/past.html\">Marte antigo n\u00e3o era nada parecido com o planeta observado atualmente<\/a>. Dados de diversos ve\u00edculos espaciais e sondas orbitais, incluindo mapas topogr\u00e1ficos detalhados, levantamentos minerais e outros estudos, sugerem que, durante seu primeiro bilh\u00e3o de anos, Marte ficava envolto em uma atmosfera espessa e era quente e \u00famido ao menos periodicamente \u2014 um o\u00e1sis planet\u00e1rio n\u00e3o muito diferente de seu vizinho terrestre.<\/p>\n<p>Ali\u00e1s, at\u00e9 cerca de 3,5 bilh\u00f5es de anos atr\u00e1s, lagos e rios abundantes se formavam e corriam pela superf\u00edcie do planeta. Hoje,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/MRO\/news\/mro-20080716.html\">\u00e9 poss\u00edvel ver<\/a>\u00a0os efeitos deixados por l\u00edquidos em vales escavados por rios, seixos esculpidos por riachos,\u00a0<a href=\"https:\/\/mars.nasa.gov\/resources\/6944\/martian-blueberries\/\">minerais formados na \u00e1gua<\/a>\u00a0e pilhas de sedimentos depositados em bacias e deltas.<\/p>\n<p>Com cerca de 3,8 bilh\u00f5es de anos, Jezero \u2014 que significa \u201clago\u201d em s\u00e9rvio,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.planetary.org\/articles\/jezero-landing-site-mars-2020-rover\">batizada em homenagem a uma cidade na B\u00f3snia e Herzegovina<\/a>\u00a0\u2014 era preenchida por\u00a0<a href=\"https:\/\/www.planetary.org\/articles\/jezero-landing-site-mars-2020-rover\">mais de 240 metros de \u00e1gua<\/a>. Com quase quatro bilh\u00f5es de anos, as rochas da borda da cratera est\u00e3o entre as mais antigas dessa regi\u00e3o, ao passo que as rochas em sua bacia s\u00e3o cerca de 500 milh\u00f5es de anos mais jovens. Ao analisar o registro rochoso que abrange um intervalo de tempo t\u00e3o amplo, os cientistas poder\u00e3o entender a mudan\u00e7a dr\u00e1stica ocorrida no clima planet\u00e1rio marciano. Estudar o lago seco tamb\u00e9m proporcionar\u00e1 um novo recurso para identificar idades de outras regi\u00f5es de Marte \u2014 atualmente estimadas\u00a0<a href=\"https:\/\/sci.esa.int\/documents\/33745\/35957\/1567255155275-3-Werner.pdf\">com base no n\u00famero de crateras circundantes<\/a>.<\/p>\n<h3><em>Fotos: Conhe\u00e7a o &#8220;jipe&#8221; da Nasa que tem feito descobertas incr\u00edveis em Marte<\/em><\/h3>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"ngart-img ngart-img--gallery\">\n<div class=\"ngart-img--gallery__images\">\n<div class=\"ngart-img--gallery--promo\"><picture class=\"resp-img-cntr\"><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/01-mars-rover-anniversary-gallery.jpg?w=768&amp;h=576\" media=\"(max-width: 768px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/01-mars-rover-anniversary-gallery.jpg?w=1024&amp;h=768\" media=\"(max-width: 1024px)\" \/><img loading=\"lazy\" class=\"\" title=\"Um auto-retrato do Mars Rover Curiosity.\" src=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/01-mars-rover-anniversary-gallery.jpg?w=710&amp;h=533\" alt=\"Um auto-retrato do Mars Rover Curiosity.\" width=\"639\" height=\"480\" \/><\/picture><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"ngart-img--gallery__controls\"><a class=\"ngart-img__view-gallery\">VER GALERIA<\/a><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"paragraph\">\n<div>\n<h3><strong>Procurando marcianos mortos<\/strong><\/h3>\n<p><a href=\"https:\/\/science.jpl.nasa.gov\/people\/Williford\/\">Ken Williford<\/a>, cientista do projeto Perseverance, afirma que h\u00e1 uma boa chance de que a sonda descubra rochas que, embora analisadas remotamente, \u201cnos surpreendam\u201d.<\/p>\n<p>Em Jezero, as argilas chamadas esmectitas poderiam conter registros de compostos org\u00e2nicos complexos e existem jazidas de carbonato espalhadas pela bacia \u2014 justamente o tipo de rocha que preserva as assinaturas mais antigas de vida na Terra. Os cientistas desconfiam que, com a composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica certa no lago, esses carbonatos podem ser semelhantes \u00e0s\u00a0<a href=\"https:\/\/www.whoi.edu\/oceanus\/feature\/what-doomed-the-stromatolites\/#:~:text=Stromatolites%20(%E2%80%9Clayered%20rocks%E2%80%9D),that%20accumulates%20in%20fine%20layers.\">estruturas chamadas estromat\u00f3litos<\/a>: camadas alternadas de micr\u00f3bios e mat\u00e9ria org\u00e2nica lodosa que registram a presen\u00e7a de vida na Terra\u00a0<a href=\"https:\/\/pubs.geoscienceworld.org\/gsa\/geology\/article-abstract\/47\/11\/1039\/573756\/Nano-porous-pyrite-and-organic-matter-in-3-5?redirectedFrom=fulltext\">at\u00e9 3,5 bilh\u00f5es de anos atr\u00e1s<\/a>.<\/p>\n<p>Mas at\u00e9 mesmo em nosso planeta, determinar se um f\u00f3ssil cont\u00e9m tra\u00e7os de atividade microbiana \u00e9 uma tarefa complexa.<\/p>\n<p>\u201cAinda h\u00e1\u00a0<a href=\"https:\/\/www.smithsonianmag.com\/science-nature\/earth-earliest-life-fossils-stromatolites-180974442\/\">grandes discuss\u00f5es<\/a>\u00a0sobre o que pode ser qualificado como vida ao analisar um registro de rocha t\u00e3o antigo quanto o da cratera Jezero\u201d, conta Stewart Johnson.<\/p>\n<p>Nas antigas camadas de sedimentos marcianos, a Perseverance procurar\u00e1 ind\u00edcios de antigos habitantes com o uso de c\u00e2meras de alta resolu\u00e7\u00e3o e dois instrumentos cient\u00edficos projetados para examinar atentamente as rochas. Chamados de\u00a0<a href=\"https:\/\/mars.nasa.gov\/mars2020\/spacecraft\/instruments\/pixl\/\">PIXL<\/a>\u00a0e\u00a0<a href=\"https:\/\/mars.nasa.gov\/mars2020\/spacecraft\/instruments\/sherloc\/\">SHERLOC<\/a>, esses dispositivos localizados no bra\u00e7o do rob\u00f4 coletar\u00e3o informa\u00e7\u00f5es detalhadas sobre a distribui\u00e7\u00e3o de elementos, minerais e compostos org\u00e2nicos por toda a rocha marciana.<\/p>\n<p>\u201cA vida costuma ser irregular\u201d, afirma Williford. Os estromat\u00f3litos na Terra apresentam camadas ricas em mat\u00e9ria org\u00e2nica intercaladas com camadas pobres em mat\u00e9ria org\u00e2nica. Assim, encontrar padr\u00f5es semelhantes em Marte seria um forte sinal de vida.<\/p>\n<p>Talvez a melhor chance da miss\u00e3o de identifica\u00e7\u00e3o n\u00edtida de vida seja a partir das amostras rochosas coletadas para um futuro retorno \u00e0 Terra. A sonda envasar\u00e1 tr\u00eas dezenas de tubos refletores de calor com cerca de 15 gramas de n\u00facleo de rocha em cada um para\u00a0<a href=\"https:\/\/www.esa.int\/Science_Exploration\/Human_and_Robotic_Exploration\/Exploration\/Mars_sample_return\">uma futura sonda buscar<\/a>\u00a0em uma miss\u00e3o conjunta entre a Nasa e a Ag\u00eancia Espacial Europeia (ESA)\u00a0<a href=\"https:\/\/mars.nasa.gov\/mars-exploration\/missions\/mars-sample-return\/\">atualmente com lan\u00e7amento planejado para 2026<\/a>\u00a0e retorno a partir de 2031.<\/p>\n<p>\u201cH\u00e1 diversas t\u00e9cnicas laboratoriais sofisticadas que podem decodificar uma quantidade enorme de informa\u00e7\u00f5es sobre o ambiente antigo de at\u00e9 mesmo um \u00fanico gr\u00e3o de areia\u201d, explica Williford.<\/p>\n<p>Na Terra, ser\u00e1 examinado se essas amostras apresentam uma variedade de bioassinaturas, incluindo sua complexidade molecular, propor\u00e7\u00e3o de is\u00f3topos de carbono e subprodutos metab\u00f3licos.<\/p>\n<p>\u201cMarte era habit\u00e1vel \u2014 mas ainda h\u00e1 um grande mist\u00e9rio: teria abrigado vida e, se isso foi poss\u00edvel, ainda haveria vida por l\u00e1?\u201d, indaga Stewart Johnson. \u201cFinalmente ser\u00e1 poss\u00edvel de fato procurar bioassinaturas ou sinais de vida.\u201d<\/p>\n<h3><strong>Abrindo caminho para a humanidade<\/strong><\/h3>\n<p>Embora procurar vida seja um dos principais objetivos da sonda, ela tamb\u00e9m possui novas tecnologias que poderiam facilitar a navega\u00e7\u00e3o e sobreviv\u00eancia das pessoas no ambiente marciano g\u00e9lido e quase sem ar. Uma delas \u00e9\u00a0<a href=\"https:\/\/mars.nasa.gov\/mars2020\/spacecraft\/instruments\/moxie\/\">um instrumento chamado MOXIE<\/a>,\u00a0que transformar\u00e1 o di\u00f3xido de carbono nocivo em oxig\u00eanio, um recurso crucial para qualquer ambiente habit\u00e1vel.<\/p>\n<p>\u201cEm uma escala maior, esse tipo de recurso poderia ser utilizado para abastecer com oxig\u00eanio estruturas habit\u00e1veis em Marte e para produzir os combust\u00edveis de foguetes e propelentes que poderiam trazer astronautas de volta \u00e0 Terra\u201d, afirma Stack Morgan.<\/p>\n<p>Outro recurso in\u00e9dito \u00e9 o\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/feature\/jpl\/6-things-to-know-about-nasas-ingenuity-mars-helicopter\/\">Ingenuity<\/a>, o helic\u00f3ptero com cerca de 1,8 quilo embutido no interior da sonda. A aeronave, projetada para voar no rarefeito ar marciano, pretende ser o primeiro ve\u00edculo a al\u00e7ar voo motorizado em outro planeta, proporcionando uma nova dimens\u00e3o a\u00e9rea \u00e0 explora\u00e7\u00e3o espacial.<\/p>\n<p>As duas h\u00e9lices contrarrotativas de fibra de carbono do helic\u00f3ptero possuem envergadura de cerca de 1,2 metro e\u00a0<a href=\"https:\/\/mars.nasa.gov\/news\/8712\/6-things-to-know-about-nasas-ingenuity-mars-helicopter\/\">giram 2,4 mil vezes por minuto<\/a>\u00a0\u2014 mais r\u00e1pido do que qualquer helic\u00f3ptero na Terra. O Ingenuity transportar\u00e1 diversas c\u00e2meras durante testes de voos aut\u00f4nomos realizados nos primeiros 30 dias da miss\u00e3o da sonda.<\/p>\n<p>A equipe agora est\u00e1 definindo os detalhes dos planos de voo do helic\u00f3ptero, que j\u00e1 incluem uma excurs\u00e3o inicial com dura\u00e7\u00e3o de 20 segundos que colocar\u00e1 a aeronave \u00e0 prova. Se o primeiro voo correr bem, quatro voos de alta complexidade est\u00e3o previstos \u2014 testes que poderiam validar o uso de futuras aeronaves marcianas para navega\u00e7\u00e3o, reconhecimento e coleta de amostras.<\/p>\n<p>\u201cO intuito \u00e9 recuperar os dados do voo\u201d, conta Aung. \u201cComo \u00e9 poss\u00edvel operar remotamente da Terra um ve\u00edculo a\u00e9reo em Marte? Trata-se do conhecimento adquirido.\u201d<\/p>\n<p>Quando se trata de Marte, os humanos precisam aprender sobre o planeta \u00e0 dist\u00e2ncia. Contudo, \u00e0 medida que helic\u00f3pteros, sondas e amostras de rochas revelam mais de seus segredos, ser\u00e1 poss\u00edvel finalmente saber se esse planeta j\u00e1 foi habit\u00e1vel \u2014 e como torn\u00e1-lo habit\u00e1vel para n\u00f3s mesmos no futuro.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c0s 7h50 da manh\u00e3 da \u00faltima quinta-feira (30\/07), no fuso hor\u00e1rio da Costa Leste dos<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":131466,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/marte-1.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/marte-1-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/marte-1-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/marte-1.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/marte-1.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/marte-1.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/marte-1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/marte-1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/marte-1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/marte-1.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"\u00c0s 7h50 da manh\u00e3 da \u00faltima quinta-feira (30\/07), no fuso hor\u00e1rio da Costa Leste dos","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/131463"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=131463"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/131463\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/131466"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=131463"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=131463"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=131463"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}