{"id":131114,"date":"2020-07-27T13:00:05","date_gmt":"2020-07-27T16:00:05","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=131114"},"modified":"2020-07-27T08:11:19","modified_gmt":"2020-07-27T11:11:19","slug":"imunidade-coletiva-ao-novo-coronavirus-pode-ser-alcancada-com-ate-20-de-infectados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/imunidade-coletiva-ao-novo-coronavirus-pode-ser-alcancada-com-ate-20-de-infectados\/","title":{"rendered":"Imunidade coletiva ao novo coronav\u00edrus pode ser alcan\u00e7ada com at\u00e9 20% de infectados"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/covid-3.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-131115\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/covid-3-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/covid-3-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/covid-3.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Um estudo <strong><a href=\"https:\/\/www.medrxiv.org\/content\/10.1101\/2020.07.23.20160762v1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">publicado<\/a><\/strong>\u00a0em 24\u00a0de julho\u00a0na plataforma\u00a0<em>medRxiv,\u00a0<\/em>ainda sem revis\u00e3o por pares, estima que o limiar de imunidade coletiva ao novo coronav\u00edrus (SARS-CoV-2) \u2013 tamb\u00e9m conhecida como imunidade de rebanho \u2013 pode ser alcan\u00e7ado em uma determinada regi\u00e3o se algo entre 10% e 20% da popula\u00e7\u00e3o for infectada.<\/p>\n<p>Caso a proje\u00e7\u00e3o se confirme na pr\u00e1tica, os desdobramentos tendem a ser positivos em dois aspectos. Primeiro porque significa que \u00e9 pequeno o risco de ocorrer uma segunda onda avassaladora da pandemia nos pa\u00edses que adotaram medidas para conter a dissemina\u00e7\u00e3o da COVID-19 e hoje j\u00e1 registram queda no n\u00famero de novos casos. Em segundo lugar porque indica ser poss\u00edvel para uma cidade, um estado ou um pa\u00eds alcan\u00e7ar o limiar de imunidade coletiva mesmo tendo adotado medidas de distanciamento social que ajudam a evitar o colapso do sistema de sa\u00fade e a minimizar o n\u00famero de mortes.<\/p>\n<p>\u201cNosso modelo mostra que n\u00e3o \u00e9 preciso sacrificar a popula\u00e7\u00e3o deixando-a circular livremente para que a imunidade coletiva\u00a0se desenvolva. Por outro lado, sugere que tamb\u00e9m n\u00e3o h\u00e1 necessidade de manter as pessoas em casa durante muitos e muitos meses, at\u00e9 que se aprove uma vacina\u201d, afirma \u00e0\u00a0<strong>Ag\u00eancia FAPESP<\/strong>\u00a0a biomatem\u00e1tica portuguesa Gabriela Gomes, atualmente na University of Strathclyde, no Reino Unido.<\/p>\n<p>O modelo matem\u00e1tico ao qual a pesquisadora se refere foi desenvolvido em colabora\u00e7\u00e3o com cientistas do Brasil, Portugal e Reino Unido. Entre os coautores do artigo est\u00e3o o professor do Instituto de Ci\u00eancias Biom\u00e9dicas da Universidade de S\u00e3o Paulo (ICB-USP)\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/pesquisador\/2398\/marcelo-urbano-ferreira\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Marcelo Urbano Ferreira\u00a0<\/a><\/strong>e seu aluno de doutorado Rodrigo Corder.<\/p>\n<p>\u201cTemos trabalhado juntos com Gabriela Gomes h\u00e1 alguns anos usando essa abordagem para descrever a din\u00e2mica de transmiss\u00e3o da mal\u00e1ria na Amaz\u00f4nia brasileira, com\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/auxilios\/96164\/bases-cientificas-para-a-eliminacao-da-malaria-residual-na-amazonia-brasileira\/?q=16\/18740-9\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">apoio\u00a0<\/a><\/strong>da FAPESP. Ela tamb\u00e9m j\u00e1 havia feito alguns estudos sobre tuberculose. O modelo que usamos \u00e9 diferente dos demais, pois leva em conta o fato de que o risco de contrair uma determinada doen\u00e7a varia de pessoa para pessoa\u201d, conta Ferreira.<\/p>\n<p>Como explica Gomes, os fatores que influenciam o risco de um indiv\u00edduo contrair a COVID-19, por exemplo, podem ser divididos em duas categorias. Em uma delas est\u00e3o os de ordem biol\u00f3gica, como a gen\u00e9tica, a nutri\u00e7\u00e3o e a imunidade. Na outra se inserem os fatores comportamentais, que determinam o n\u00edvel de contato com outras pessoas que cada um de n\u00f3s tem no cotidiano.<\/p>\n<p>\u201cIsso tem rela\u00e7\u00e3o com o tipo de ocupa\u00e7\u00e3o, o local de moradia, os meios de deslocamento e at\u00e9 o perfil de personalidade. Uma pessoa que prefere ficar em casa lendo um livro tem um risco menor de se expor ao v\u00edrus do que quem sai com muita frequ\u00eancia e se relaciona com muitas pessoas\u201d, diz a pesquisadora.<\/p>\n<p>De acordo com Gomes, os modelos que estimaram o limiar de imunidade ao SARS-CoV-2 variando entre 50% e 70% consideram que o risco de infec\u00e7\u00e3o \u00e9 o mesmo para todos os indiv\u00edduos.<\/p>\n<p>\u201cTemos visto que, no caso da COVID-19, quanto maior \u00e9 o grau de heterogeneidade da popula\u00e7\u00e3o, mais baixo se torna o limiar da imunidade de grupo\u201d, afirma Gomes.<\/p>\n<p><strong>M\u00e9todos de c\u00e1lculo e pol\u00edticas p\u00fablicas<\/strong><\/p>\n<p>Medir em cada indiv\u00edduo de uma popula\u00e7\u00e3o cada um dos fatores que influenciam a suscetibilidade de contrair o novo coronav\u00edrus para ent\u00e3o calcular qual seria o chamado \u201ccoeficiente de varia\u00e7\u00e3o\u201d \u2013 par\u00e2metro-chave do modelo descrito no artigo \u2013 seria algo invi\u00e1vel. Por esse motivo, os pesquisadores optaram por fazer o caminho de tr\u00e1s pra frente.<\/p>\n<p>\u201cSabemos que se alterarmos o coeficiente de varia\u00e7\u00e3o h\u00e1 um impacto na curva epid\u00eamica projetada pelo modelo. Decidimos ent\u00e3o fazer o reverso: usamos a curva epid\u00eamica de pa\u00edses em que a epidemia j\u00e1 estava em fase avan\u00e7ada para calcular o coeficiente de varia\u00e7\u00e3o\u201d, explica Gomes.<\/p>\n<p>A vers\u00e3o mais recente do trabalho se baseia em dados de incid\u00eancia (n\u00famero de novos casos di\u00e1rios) da B\u00e9lgica, Inglaterra, Espanha e Portugal. \u201cPretendemos em breve estudar os dados do Brasil e Estados Unidos, onde a epidemia ainda est\u00e1 em evolu\u00e7\u00e3o\u201d, diz a pesquisadora.<\/p>\n<p>Segundo os autores, embora o coeficiente de varia\u00e7\u00e3o seja diferente em cada pa\u00eds, de forma geral, o limiar de imunidade coletiva tende a ficar sempre entre 10% e 20% e isso \u00e9 extremamente relevante para a formula\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas.<\/p>\n<p>\u201cEm locais onde o limiar de imunidade coletiva j\u00e1 foi alcan\u00e7ado, a tend\u00eancia \u00e9 que o n\u00famero de novos casos continue a cair mesmo se a economia for reaberta. Mas, caso as medidas de distanciamento sejam relaxadas antes de a imunidade coletiva ser alcan\u00e7ada, os casos provavelmente voltar\u00e3o a subir e os gestores devem estar atentos\u201d, afirma Corder. \u201cConceitualmente, ap\u00f3s atingir a imunidade coletiva, a transmiss\u00e3o tende a se prolongar caso as medidas de controle sejam retiradas rapidamente\u201d, alerta.<\/p>\n<p>Segundo o relato de Gomes, em Portugal \u00e9 poss\u00edvel observar duas situa\u00e7\u00f5es distintas. A regi\u00e3o norte, por onde o v\u00edrus entrou no pa\u00eds, foi bem mais impactada no in\u00edcio da pandemia e agora, mesmo com a economia reaberta, o n\u00famero de casos novos permanece em queda. J\u00e1 no sul, onde se localiza a capital Lisboa, os casos seguem tend\u00eancia de alta.<\/p>\n<p>\u201cPor enquanto s\u00e3o surtos localizados, em bairros de Lisboa, que est\u00e3o sendo localmente contidos por meio de testagem e isolamento de infectados. As pessoas s\u00f3 foram liberadas para voltar ao trabalho em Portugal ap\u00f3s fazerem testes\u201d, conta a pesquisadora.<\/p>\n<p>Situa\u00e7\u00e3o parcialmente semelhante ocorre no Brasil. A regi\u00e3o de Manaus (AM), no Norte, aparentemente atingiu o pico da curva epid\u00eamica em maio, quando houve o colapso do sistema de sa\u00fade. Depois disso, o n\u00famero de novos casos tem ca\u00eddo mesmo com a economia aberta e as escolas retomando as atividades presenciais. Estudos sorol\u00f3gicos indicaram que em cidades como Manaus e Bel\u00e9m, no Par\u00e1, mais de 10% da popula\u00e7\u00e3o j\u00e1 tem anticorpos contra o novo coronav\u00edrus. J\u00e1 a regi\u00e3o Sul, que registrou um pequeno n\u00famero de infec\u00e7\u00f5es no in\u00edcio da epidemia e onde o \u00edndice de soropreval\u00eancia na popula\u00e7\u00e3o estava em torno de 1% em maio, tem registrado um aumento no n\u00famero de casos novos \u00e0 medida que as atividades est\u00e3o sendo retomadas. Diferentemente de Portugal, o investimento em testagem e rastreamento de infectados no Brasil ainda permanece aqu\u00e9m do considerado ideal.<\/p>\n<p>Como ressaltam os autores do artigo, o fato de o limiar de imunidade coletiva ser menor que o inicialmente previsto n\u00e3o diminui a import\u00e2ncia das medidas de sa\u00fade p\u00fablica para conter a dissemina\u00e7\u00e3o do v\u00edrus e reduzir o n\u00famero de mortes.<\/p>\n<p>\u201cSe algum gestor defende a imunidade coletiva como pol\u00edtica p\u00fablica ele est\u00e1 equivocado. As medidas de controle s\u00e3o importantes para n\u00e3o sobrecarregar o sistema de sa\u00fade. Mas o novo entendimento da din\u00e2mica de transmiss\u00e3o da COVID-19 que nosso modelo traz aponta para um cen\u00e1rio mais otimista\u201d, diz Corder.<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o de Gomes, a ades\u00e3o \u00e0s medidas de isolamento tende a ser maior se as pessoas souberem que o sacrif\u00edcio ser\u00e1 necess\u00e1rio por um per\u00edodo mais curto. \u201cQuando dizemos que a epidemia s\u00f3 ser\u00e1 superada quando a vacina chegar, as pessoas come\u00e7am a pensar em desrespeitar as normas, pois j\u00e1 n\u00e3o aguentam uma vida t\u00e3o pouco soci\u00e1vel, com tantas restri\u00e7\u00f5es\u201d, diz.<\/p>\n<p><strong>Pr\u00f3ximos passos<\/strong><\/p>\n<p>Alimentar o modelo com dados do mundo real \u00e9 a melhor forma de tornar suas simula\u00e7\u00f5es e estimativas mais realistas. Com esse objetivo, Ferreira pretende testar em um estudo de campo no Acre dois pressupostos usados nos c\u00e1lculos do grupo: o \u00edndice de detec\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a (a diferen\u00e7a entre o n\u00famero real de infectados e o n\u00famero de casos diagnosticados) e o tempo de dura\u00e7\u00e3o da imunidade contra o SARS-CoV-2.<\/p>\n<p>\u201cNo trabalho, consideramos que em torno de 10% dos casos reais s\u00e3o detectados pelos servi\u00e7os de sa\u00fade e que a imunidade contra o v\u00edrus dura ao menos por um ano. Vamos ver se isso se confirma em uma popula\u00e7\u00e3o que acompanhamos j\u00e1 h\u00e1 alguns anos na cidade de M\u00e2ncio Lima\u201d, conta o pesquisador.<\/p>\n<p>O grupo do ICB-USP tem realizado a cada seis meses inqu\u00e9ritos domiciliares com uma amostra da popula\u00e7\u00e3o da cidade acriana situada na fronteira com o Peru. Al\u00e9m de aplicar question\u00e1rios, os pesquisadores coletam amostras de sangue. A ideia \u00e9 acompanhar como evolui a soropreval\u00eancia ao SARS-CoV-2 nessa popula\u00e7\u00e3o ao longo do pr\u00f3ximo ano e observar por quanto tempo os anticorpos podem ser detectados no sangue. O trabalho conta com apoio da FAPESP (<em>leia mais em:\u00a0<strong><a href=\"http:\/\/agencia.fapesp.br\/32883\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">http:\/\/agencia.fapesp.br\/32883\/<\/a><\/strong><\/em>).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um estudo publicado\u00a0em 24\u00a0de julho\u00a0na plataforma\u00a0medRxiv,\u00a0ainda sem revis\u00e3o por pares, estima que o limiar de<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":131115,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/covid-3.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/covid-3-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/covid-3-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/covid-3.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/covid-3.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/covid-3.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/covid-3.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/covid-3.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/covid-3.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/covid-3.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Um estudo publicado\u00a0em 24\u00a0de julho\u00a0na plataforma\u00a0medRxiv,\u00a0ainda sem revis\u00e3o por pares, estima que o limiar de","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/131114"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=131114"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/131114\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/131115"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=131114"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=131114"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=131114"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}