{"id":131035,"date":"2020-07-26T15:00:28","date_gmt":"2020-07-26T18:00:28","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=131035"},"modified":"2020-07-25T17:59:42","modified_gmt":"2020-07-25T20:59:42","slug":"nasa-vai-usar-balao-do-tamanho-de-um-estadio-para-estudar-formacao-de-estrelas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/nasa-vai-usar-balao-do-tamanho-de-um-estadio-para-estudar-formacao-de-estrelas\/","title":{"rendered":"Nasa vai usar bal\u00e3o do tamanho de um est\u00e1dio para estudar forma\u00e7\u00e3o de estrelas"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/balao-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-131037\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/balao-1.jpg\" alt=\"\" width=\"415\" height=\"265\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/balao-1.jpg 415w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/balao-1-300x192.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 415px) 100vw, 415px\" \/><\/a>Um telesc\u00f3pio de 2,5 metros de comprimento \u00e9 a mais nova aposta da Nasa para desvendar os segredos da forma\u00e7\u00e3o de estrelas no Universo. Para isso, por\u00e9m, o aparelho vai precisar de uma \u201cajudinha\u201d de um bal\u00e3o infl\u00e1vel do tamanho de um est\u00e1dio de futebol.<\/p>\n<p>A miss\u00e3o em quest\u00e3o \u00e9 a ASTHROS, que est\u00e1 prevista para decolar em Dezembro de 2023, na Ant\u00e1rtica. O projeto do Jet Propulsion Laboratory (JPL) da Nasa prev\u00ea que o telesc\u00f3pio passe tr\u00eas semanas no c\u00e9u do continente gelado, observando fen\u00f4menos que se desenrolam a milhares de anos-luz da Terra.<\/p>\n<p>O principal diferencial do novo equipamento, segundo a equipe, \u00e9 que ele consegue captar luz no espectro infravermelho \u2013 s\u00e3o ondas eletromagn\u00e9ticas mais compridas que as do espectro vis\u00edvel, que nossos olhos enxergam. O problema \u00e9 que, caso o telesc\u00f3pio fosse implantado no n\u00edvel do solo, a espessa atmosfera da Terra acabaria bloqueando uma parcela valiosa dessa radia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00c9 por isso que o aparto ser\u00e1 levado aos c\u00e9us por um enorme bal\u00e3o de h\u00e9lio \u2013 que, quando completamente cheio, ter\u00e1 150 metros de di\u00e2metro. Essa estrutura gigantesca ficar\u00e1 flutuando na estratosfera, a uma altitude de mais ou menos 40 quil\u00f4metros \u2013 o que \u00e9 quase quatro vezes a altitude mais comum para um avi\u00e3o de passageiros. O tamanho monumental \u00e9 exatamente o que permite que essa bexiga c\u00f3smica alcance uma altitude t\u00e3o grande.<\/p>\n<p>Note, por\u00e9m, que a ASTHROS n\u00e3o alcan\u00e7ar\u00e1 oficialmente o espa\u00e7o aberto (que come\u00e7a a mais ou menos a 100 km da superf\u00edcie terrestre, quando a atmosfera se torna impercept\u00edvel de t\u00e3o rarefeita).<\/p>\n<p>Em seu voo, o telesc\u00f3pio ASTHROS vai observar quatro regi\u00f5es do espa\u00e7o pr\u00e9-definidas. Duas delas s\u00e3o \u00e1reas de intensa forma\u00e7\u00e3o estelar na nossa gal\u00e1xia, a Via L\u00e1ctea. A miss\u00e3o conta com um instrumento que consegue medir a velocidade e mapear o movimento dos gases em torno de uma estrela rec\u00e9m-formada, al\u00e9m de conseguir detectar e mapear a presen\u00e7a de \u00edons (\u00e1tomos eletricamente carregados) na regi\u00e3o, o que permitir\u00e1 entender melhor o processo de nascimento desses astros.<\/p>\n<p>Al\u00e9m dessas duas regi\u00f5es, a miss\u00e3o vai investigar a Gal\u00e1xia Messier 83 (ou Gal\u00e1xia Catavento do Sul), que \u00e9 conhecida por sua intensa atividade de supernovas (violentas explos\u00f5es de estrelas moribundas, sem combust\u00edvel). O entendimento atual dos astr\u00f4nomos \u00e9 de que essas explos\u00f5es, ao expelir um bocado de material em suas redondezas, perturbam a forma\u00e7\u00e3o de estrelas jovens. Mas as previs\u00f5es te\u00f3ricas ainda n\u00e3o s\u00e3o corroboradas por muitas observa\u00e7\u00f5es desse fen\u00f4meno acontecendo na pr\u00e1tica.<\/p>\n<p>A \u00faltima das quatro espiadas do telesc\u00f3pio ser\u00e1 na TW Hydrae, uma estrela jovem semelhante ao nosso Sol que est\u00e1 cercada por um denso disco de poeira e g\u00e1s, onde acredita-se que planetas estejam sendo formados. O ASTHROS vai conseguir mapear a distribui\u00e7\u00e3o de massa de material na regi\u00e3o, e assim identificar os pontos onde a massa est\u00e1 concentrada, apontando exatamente a localiza\u00e7\u00e3o desses planetas.<\/p>\n<p>Tanta tecnologia avan\u00e7ada envolvida pode parecer at\u00e9 n\u00e3o combinar com um \u201csimples\u201d bal\u00e3o, que pode ser percebido como um tipo antiquado de locomo\u00e7\u00e3o. Bobagem: h\u00e1 30 anos a Nasa tem seu Programa de Bal\u00f5es Cient\u00edficos, que lan\u00e7a entre 10 e 15 miss\u00f5es por ano para auxiliar experimentos da ag\u00eancia em todo o mundo.<\/p>\n<p>Projetos com bal\u00f5es tem v\u00e1rias vantagens, em especial um custo mais baixo se comparado com miss\u00f5es que usam naves espaciais. Al\u00e9m disso, eles s\u00e3o planejados e postos em pr\u00e1tica em um tempo bem menor. Por esses motivos, miss\u00f5es com bal\u00e3o geralmente permitem que cientistas ousem mais e arrisquem novas tecnologias que n\u00e3o poderiam ser colocadas em pr\u00e1tica em miss\u00f5es caras.<\/p>\n<p>\u201cMiss\u00f5es de bal\u00e3o como o ASTHROS s\u00e3o de maior risco que miss\u00f5es espaciais, mas resultam em recompensas grandes a um custo modesto\u201d, explicou, em comunicado, Jose Siles, gerente de projeto da miss\u00e3o. \u201cCom o ASTHROS, nosso objetivo \u00e9 fazer observa\u00e7\u00f5es astrof\u00edsicas que nunca foram tentadas antes. A miss\u00e3o abrir\u00e1 o caminho para futuras miss\u00f5es espaciais, testando novas tecnologias e fornecendo treinamento para a pr\u00f3xima gera\u00e7\u00e3o de engenheiros e cientistas\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um telesc\u00f3pio de 2,5 metros de comprimento \u00e9 a mais nova aposta da Nasa para<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":131037,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/balao-1.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/balao-1-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/balao-1-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/balao-1.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/balao-1.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/balao-1.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/balao-1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/balao-1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/balao-1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/balao-1.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Um telesc\u00f3pio de 2,5 metros de comprimento \u00e9 a mais nova aposta da Nasa para","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/131035"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=131035"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/131035\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/131037"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=131035"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=131035"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=131035"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}