{"id":13093,"date":"2014-12-28T16:00:56","date_gmt":"2014-12-28T16:00:56","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=13093"},"modified":"2014-12-27T23:37:13","modified_gmt":"2014-12-27T23:37:13","slug":"conheca-o-peixe-anonimo-que-vive-no-ponto-mais-fundo-da-terra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/conheca-o-peixe-anonimo-que-vive-no-ponto-mais-fundo-da-terra\/","title":{"rendered":"Conhe\u00e7a o peixe an\u00f4nimo que vive no ponto mais fundo da Terra"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/peixe_desconhecido.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-13098\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/peixe_desconhecido-300x191.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"191\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/peixe_desconhecido-300x191.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/peixe_desconhecido.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Se o nosso ouvido j\u00e1 d\u00f3i quando a gente mergulha um pouquinho mais fundo, imagina s\u00f3 o qu\u00e3o guerreiro esse peixe n\u00e3o \u00e9 para viver a mais de 8 mil metros de profundidade.<\/p>\n<p>Rec\u00e9m-descoberto, ele \u00e9 o morador das mais profundas \u00e1guas da Terra, ultrapassando todos os outros peixes que tamb\u00e9m vivem l\u00e1 embaixo por no m\u00ednimo 500 metros.<\/p>\n<p>Apesar disso, seu corpo n\u00e3o se parece nada com uma armadura. O que podemos dizer de sua anatomia \u00e9 que as coisas ficam um pouco estranhas para os peixes que vivem nesse que \u00e9 considerado o limite de press\u00e3o para a sobreviv\u00eancia. Ele tem uma cabe\u00e7a bulbosa e um corpo parcialmente transparente.<\/p>\n<p>Filmado em 6 de dezembro a mais de oito quil\u00f4metros na Fossa das Marianas, o local mais profundo do oceano que se estende a mais de 11 km no Pac\u00edfico, o peixe \u00e9 diferente de qualquer outro j\u00e1 visto. De acordo com Alan Jamieson, um bi\u00f3logo de alto-mar da Universidade de Aberdeen, no Reino Unido, que liderou a expedi\u00e7\u00e3o, sua cabe\u00e7a parece uma vers\u00e3o caricatural de uma cabe\u00e7a de cachorro, mas o corpo \u00e9 extremamente delicado. \u201cVoc\u00ea pode ver o seu f\u00edgado atrav\u00e9s de um dos lados do peixe\u201d, diz Jamieson. \u201c\u00c9 como papel de seda sendo arrastado pela \u00e1gua\u201d.<\/p>\n<p>E a maneira como ele se move, \u00e9 como se n\u00e3o houvesse estrutura para isso, reflete o bi\u00f3logo. \u201cEle s\u00f3 desliza\u201d, completa.<\/p>\n<h2>Anatomia<\/h2>\n<p>Com cerca de 15 cent\u00edmetros de comprimento, esse peixe ostenta largas barbatanas que se parecem com asas, e que provavelmente o ajudam a procurar comida, esclarece um outro l\u00edder da expedi\u00e7\u00e3o, Jeff Drazen, que tamb\u00e9m \u00e9 ecologista em alto-mar da Universidade do Hava\u00ed. Essas barbatanas podem ser cobertas de sensores, algo como papilas gustativas, que ajudariam o peixe detectar pequenos animais na lama.<\/p>\n<p>Essa hip\u00f3tese inclusive se mostrou verdadeira, j\u00e1 que durante as grava\u00e7\u00f5es eles conseguiram ver o peixe \u201cca\u00e7ando\u201d e atacando uma presa.<\/p>\n<h2>Um olhar mais atento<\/h2>\n<p>A presen\u00e7a desse peixe a essa profundidade bizarra serve para mostrar que comunidades t\u00edpicas das profundezas do oceano s\u00e3o muito mais ativas e interessantes do que pens\u00e1vamos.<\/p>\n<p>A maioria das expedi\u00e7\u00f5es sempre tenta ir a um ponto mais profundo na Fossa das Marianas, diz Drazen, e tudo o que se v\u00ea \u00e9 uma paisagem \u00e1rida e plana. Mas desta vez os pesquisadores observaram ao longo dos lados da trincheira e encontraram uma vis\u00e3o muito mais interessante.<\/p>\n<p>Infelizmente, \u00e9 uma hist\u00f3ria com um final triste. Os pesquisadores tentaram atrair o peixe para uma c\u00e2mera com uma isca, mas n\u00e3o conseguiram peg\u00e1-lo. Sem pelo menos um \u201cexemplar\u201d da esp\u00e9cie, eles n\u00e3o podem dar uma descri\u00e7\u00e3o formal ou nome cient\u00edfico para o tal animal. \u201cEle vai permanecer an\u00f4nimo at\u00e9 algu\u00e9m peg\u00e1-lo\u201d, lamenta Jamieson.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" src=\"\/\/www.youtube.com\/embed\/6rU3sSDII7A?feature=player_embedded\" width=\"640\" height=\"360\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<h2>Sob press\u00e3o<\/h2>\n<p>Encontrar peixes a altas profundidades n\u00e3o \u00e9 a coisa mais rara do mundo. Na verdade, a Fossa de Kermadec, perto de Nova Zel\u00e2ndia, e a Fossa do Jap\u00e3o mais ao norte, t\u00eam suas pr\u00f3prias esp\u00e9cies, diz Drazen. Os peixes de \u00e1guas profundas podem ser encontrados normalmente entre 6.500 e 7.500 metros de profundidade.<\/p>\n<p>No entanto, Jamieson e seus colegas acreditam que h\u00e1 um limite para o qu\u00e3o profundo um peixe pode viver, e esse peixe do v\u00eddeo \u00e9, como falamos, o novo recordista. Abaixo de cerca de 8.200 metros, o corpo de um peixe, hipoteticamente falando, n\u00e3o pode mais produzir uma subst\u00e2ncia chamada um osm\u00f3lito, o que ajuda as suas c\u00e9lulas suportarem as press\u00f5es absurdas do mar profundo.<\/p>\n<p>\u201cQuanto mais fundo voc\u00ea for, maior a concentra\u00e7\u00e3o dessa subst\u00e2ncia\u201d, diz Jamieson. \u201cQuando voc\u00ea come\u00e7a a ir al\u00e9m dos 8.200 metros, n\u00e3o h\u00e1 como um peixe teoricamente produzir mais\u201d. Se fosse para ir mais fundo, a press\u00e3o provavelmente iria esmagar suas c\u00e9lulas, explica ele.<\/p>\n<p>Se um peixe puder ir mais fundo que esse novo animalzinho que descobrimos, ele ser\u00e1 diferente de qualquer outro peixe no planeta.[<a href=\"http:\/\/news.nationalgeographic.com\/news\/2014\/12\/141219-deepest-fish-mariana-trench-animal-ocean-science\/\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow\">nationalgeographic<\/a>]<\/p>\n<div class=\"yarpp-related\">\n<div class=\"related-post\">\n<h3><a href=\"http:\/\/hypescience.com\/mero-engole-tubarao-em-uma-unica-bocada\/\" rel=\"bookmark\"> Peixe gigante engole TUBAR\u00c3O em uma \u00fanica bocada <\/a><\/h3>\n<div class=\"related-thumb\"><a href=\"http:\/\/hypescience.com\/mero-engole-tubarao-em-uma-unica-bocada\/\" rel=\"bookmark\"> <img loading=\"lazy\" class=\"attachment-related-thumbnail wp-post-image\" title=\"\" src=\"http:\/\/hypescience.com\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/mero-engole-tubarao.gif\" alt=\"\" width=\"635\" height=\"305\" \/> <\/a><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Se o nosso ouvido j\u00e1 d\u00f3i quando a gente mergulha um pouquinho mais fundo, imagina<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":13098,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/peixe_desconhecido.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/peixe_desconhecido-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/peixe_desconhecido-300x191.jpg",300,191,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/peixe_desconhecido.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/peixe_desconhecido.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/peixe_desconhecido.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/peixe_desconhecido.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/peixe_desconhecido.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/peixe_desconhecido.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/peixe_desconhecido.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Se o nosso ouvido j\u00e1 d\u00f3i quando a gente mergulha um pouquinho mais fundo, imagina","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13093"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13093"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13093\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/13098"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13093"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13093"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13093"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}