{"id":130920,"date":"2020-07-25T09:43:04","date_gmt":"2020-07-25T12:43:04","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=130920"},"modified":"2020-07-25T10:26:23","modified_gmt":"2020-07-25T13:26:23","slug":"o-solo-como-musa-inspiradora","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/o-solo-como-musa-inspiradora\/","title":{"rendered":"O solo como musa inspiradora"},"content":{"rendered":"<div id='gallery-1' class='gallery galleryid-130920 gallery-columns-4 gallery-size-full'><figure class='gallery-item'>\n\t\t\t<div class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/o-solo-como-musa-inspiradora\/solo-14\/'><img width=\"640\" height=\"427\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/solo-1.jpg\" class=\"attachment-full size-full\" alt=\"\" loading=\"lazy\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/solo-1.jpg 640w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/solo-1-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/div><\/figure><figure class='gallery-item'>\n\t\t\t<div class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/o-solo-como-musa-inspiradora\/solo2\/'><img width=\"640\" height=\"513\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/solo2.jpg\" class=\"attachment-full size-full\" alt=\"\" loading=\"lazy\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/solo2.jpg 640w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/solo2-300x240.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/solo2-139x112.jpg 139w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/div><\/figure><figure class='gallery-item'>\n\t\t\t<div class='gallery-icon portrait'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/o-solo-como-musa-inspiradora\/solo3\/'><img width=\"640\" height=\"793\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/solo3.jpg\" class=\"attachment-full size-full\" alt=\"\" loading=\"lazy\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/solo3.jpg 640w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/solo3-242x300.jpg 242w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/div><\/figure><figure class='gallery-item'>\n\t\t\t<div class='gallery-icon portrait'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/o-solo-como-musa-inspiradora\/solo1\/'><img width=\"640\" height=\"880\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/solo1.jpg\" class=\"attachment-full size-full\" alt=\"\" loading=\"lazy\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/solo1.jpg 640w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/solo1-218x300.jpg 218w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/div><\/figure>\n\t\t<\/div>\n\n<p>Por Adriana de F\u00e1tima Meira Vital*<\/p>\n<p>A verdadeira beleza da vida est\u00e1 bem abaixo de nossos p\u00e9s, sob a superf\u00edcie, no solo. Todavia, \u00e9 f\u00e1cil ignorar esse extraordin\u00e1rio e precioso recurso ambiental, desconhecer suas caracter\u00edsticas, fun\u00e7\u00f5es e potencialidades, exceto quando se trabalha diretamente como ele, como os profissionais da Ci\u00eancia do Solo, agricultores e jardineiros ou quando se pisa numa po\u00e7a de lama ou se faz uma escava\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Para os profissionais da \u00e1rea \u00e9 natural dizer que h\u00e1 uma singular beleza nas camadas paralelas que comp\u00f5em um barranco de solo. Os horizontes do solo, como s\u00e3o chamadas essas camadas, apresentam cores incr\u00edveis e mudam sutil ou nitidamente, \u00e0 medida que o barranco se aprofunda. \u00c9 uma exuber\u00e2ncia de tons que revelam situa\u00e7\u00f5es referentes aos elementos formativos do solo, a sua posi\u00e7\u00e3o na paisagem ou ao manejo adotado nas pr\u00e1ticas agr\u00edcolas. \u00c9 muito mais do que o tradicional marrom com que as crian\u00e7as costumam pintar a terra em seus desenhos: os solos apresentam um arco-\u00edris de cores, uma verdadeira colcha de retalhos ou um mosaico, que inclui tons de amarelo, alaranjado, cinza azulado, preto, rosa e vermelho.<\/p>\n<p>Usar as cores do solo pra promover o di\u00e1logo sobre a import\u00e2ncia desse valioso recurso natural \u00e9 uma estrat\u00e9gia adotada por pesquisadores da \u00e1rea de muitos pa\u00edses, pois a populariza\u00e7\u00e3o do solo \u00e9 uma urg\u00eancia frente ao avan\u00e7o da degrada\u00e7\u00e3o e perdas de terra no mundo inteiro e \u00e0 aus\u00eancia de conhecimentos que a maior parte da popula\u00e7\u00e3o tem desse valioso recurso natural. Al\u00e9m disso, pode proporcionar alternativa de trabalho e renda.<\/p>\n<p>Para encorajar abordagens mais hol\u00edsticas \u00e0 prote\u00e7\u00e3o do solo \u00e9 fundamental abrir as portas para desenvolver novas perspectivas, com atividades que ofere\u00e7am \u00e0s pessoas uma lente diferente para apreciar o solo. E a arte e a cor s\u00e3o dois mecanismos poderosos atrav\u00e9s dos quais as pessoas podem desenvolve conex\u00f5es com o solo.<\/p>\n<p>Considerando que que o solo est\u00e1 presente no cotidiano das pessoas desde os prim\u00f3rdios da hist\u00f3ria humana quando as pr\u00e1ticas de pintura usavam o solo como pigmento e que na atualidade essa atividade continua fazendo parte da rotina de muitas pessoas, como os artes\u00e3os e oleiros, nada mais simples do que trazer essas experi\u00eancias para disseminar conceitos sobre o solo, buscando sua valoriza\u00e7\u00e3o, conserva\u00e7\u00e3o e prote\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Certamente que as pessoas n\u00e3o podem se importar com o que n\u00e3o conhecem e valorizam, por isso o Projeto Geotinta, vanguardeiro na Para\u00edba, com atividades iniciadas em 2011, alia a arte da pintura com tinta a base de solo com a proposta pedag\u00f3gica para dissemina\u00e7\u00e3o de conceitos do solo.<\/p>\n<p>A tinta de solo \u00e9 um produto ecol\u00f3gico, considerado como um pigmento barato, de f\u00e1cil acesso e obten\u00e7\u00e3o, que se presta para pintura de diferentes materiais e pode ser aplicada em \u00e1reas internas ou externas, diminuindo. o custo da tinta e contribuindo para sustentabilidade ambiental. Importa ressaltar que a tinta de solo produzida com cola branca tem um custo expressivamente reduzido e que, al\u00e9m de ecol\u00f3gica \u00e9 at\u00f3xica e inodora, resistente \u00e0s intemp\u00e9ries, de longa durabilidade e n\u00e3o impacta negativamente o ambiente e tem mais qualidade e acabamento diferenciado.<\/p>\n<p>\u00c9 essa beleza que os artistas do Ateli\u00ea da Geotinta do Espa\u00e7o de Educa\u00e7\u00e3o em Solos e a equipe do Grupo de Pesquisa Educa\u00e7\u00e3o em Solos, da Universidade Federal de Campina Grande, no Centro de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel do Semi\u00e1rido, campus de Sum\u00e9, usam para enfatizar a import\u00e2ncia do solo para estudantes, agricultores e leigos.<\/p>\n<p>As pe\u00e7as pintadas com tinta de solo, que comp\u00f5em o acervo do Ateli\u00ea da Geotinta, s\u00e3o verdadeiras obras de arte em tela, papel, madeira ou barro. E o mais importante, \u00e9 que por tr\u00e1s de tudo isso h\u00e1 o interesse em desvendar os segredos e compartilhar a maravilha do solo com os outros.<\/p>\n<p>O banco de cores do Ateli\u00ea da Geotinta \u00e9 composto por amostras de terra oriundas de diversos locais e estados e j\u00e1 foram catalogados mais de 40 tons das cores. Al\u00e9m das amostras, a sala de exposi\u00e7\u00e3o das telas e pe\u00e7as pintadas com geotinta apresenta uma riqueza de cores e texturas do solo, expressas nas diferentes formas e cria\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Pelo Ateli\u00ea da Geotinta j\u00e1 passaram muitos estudantes universit\u00e1rios, ligados ao Projeto Solo na Escola\/UFCG bem como estudantes do ensino m\u00e9dio ligados aos programas de inicia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, em atividades de pesquisa-a\u00e7\u00e3o que misturam solo, \u00e1gua e cola branca em propor\u00e7\u00f5es iguais ou segundo a textura do solo, para produzir a tinta e usar a criatividade, criando belas imagens.<\/p>\n<p>A proposta do Projeto Geotinta do CDSA\/UFCG evoluiu, tendo sido disseminada para diversas institui\u00e7\u00f5es no Estado, entre universidades, faculdades e escolas p\u00fablicas e da rede particular de ensino b\u00e1sico, apresentada em eventos, locais, regionais, nacionais e internacionais, sendo organizadas oficinas nos mais diferentes locais e com diversos p\u00fablicos.<\/p>\n<p>Em 2014 o projeto foi selecionado para o XXIV Festival de Inverno da Universidade Federal do Paran\u00e1 (UFPR), em 2018 foi destaque em reportagem na TV no Programa Para\u00edba Rural (JPB 1\u00aa edi\u00e7\u00e3o).<\/p>\n<p>Unir os estudos do solo com a arte \u00e9 uma maneira importante de despertar o interesse de crian\u00e7as e jovens e da sociedade em geral, ajudando a ver o solo n\u00e3o apenas do ponto de vista cient\u00edfico, mas tamb\u00e9m na perspectiva de suas caracter\u00edsticas \u00fanicas e beleza inerente, revelando a interconectividade existente entre o solo, a cultura e a vida. O solo \u00e9 a musa inspiradora na arte da pintura com tinta de terra.<\/p>\n<p>Conhe\u00e7a mais nas nossas redes sociais: @projeto_geotinta @solonaescolaufcg<\/p>\n<p>*Adriana de F\u00e1tima Meira Vital, professora da Universidade Federal de Campina Grande, Centro de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel do Semi\u00e1rido \u2013 Sum\u00e9 PB<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Adriana de F\u00e1tima Meira Vital* A verdadeira beleza da vida est\u00e1 bem abaixo de<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":false,"thumbnail":false,"medium":false,"medium_large":false,"large":false,"1536x1536":false,"2048x2048":false,"cream-magazine-thumbnail-2":false,"cream-magazine-thumbnail-3":false,"cream-magazine-thumbnail-4":false},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Por Adriana de F\u00e1tima Meira Vital* A verdadeira beleza da vida est\u00e1 bem abaixo de","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/130920"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=130920"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/130920\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=130920"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=130920"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=130920"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}