{"id":130820,"date":"2020-07-22T14:30:43","date_gmt":"2020-07-22T17:30:43","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=130820"},"modified":"2020-07-21T21:20:59","modified_gmt":"2020-07-22T00:20:59","slug":"reencontro-de-mundo-perdido-facilita-descoberta-de-planetas-habitaveis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/reencontro-de-mundo-perdido-facilita-descoberta-de-planetas-habitaveis\/","title":{"rendered":"Reencontro de mundo perdido facilita descoberta de planetas habit\u00e1veis"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/planeta-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-130821\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/planeta-1-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/planeta-1-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/planeta-1.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>A redescoberta de um planeta perdido poderia pavimentar o caminho para a detec\u00e7\u00e3o de um mundo dentro da habit\u00e1vel \u201cZona de Goldilocks\u201d em um sistema solar distante. A Zona de Goldilocks refere-se a uma gama de \u00f3rbitas que permitiriam a um planeta ou sat\u00e9lite ter \u00e1gua l\u00edquida. Se fica muito perto de sua estrela, o planeta seria muito quente; se muito distante, seria muito frio.<\/p>\n<p>O exoplaneta em quest\u00e3o, de tamanho e massa de Saturno, com uma \u00f3rbita de 35 dias, est\u00e1 entre centenas de mundos \u201cperdidos\u201d que um m\u00e9todo pioneiro desenvolvido por astr\u00f4nomos da Universidade de Warwick (Reino Unido) busca rastrear e caracterizar, na esperan\u00e7a de encontrar planetas potencialmente habit\u00e1veis. Descrito na revista \u201c<a href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/2041-8213\/ab9eb9\">Astrophysical Journal Letters<\/a>\u201d, o planeta, chamado NGTS-11b, orbita uma estrela a 620 anos-luz de dist\u00e2ncia. Ele est\u00e1 localizado cinco vezes mais perto de seu sol do que a Terra.<\/p>\n<p>O NGTS-11b foi originariamente encontrado em 2018 por uma equipe liderada pela Universidade de Warwick usando dados do telesc\u00f3pio TESS, da Nasa. Esse aparelho recorre ao m\u00e9todo de tr\u00e2nsito para localizar planetas, procurando a luz reveladora da estrela que indica que um objeto passou entre o telesc\u00f3pio e ela.<\/p>\n<h6><strong>Novo tr\u00e2nsito<\/strong><\/h6>\n<p>No entanto, o TESS apenas varre a maioria das se\u00e7\u00f5es do c\u00e9u por 27 dias. Isso significa que muitos dos planetas de per\u00edodo mais longo transitam apenas uma vez nos dados do TESS. E sem uma segunda observa\u00e7\u00e3o, o planeta est\u00e1 efetivamente perdido. A equipe liderada pela Universidade de Warwick acompanhou um desses planetas \u2018perdidos\u2019 usando os telesc\u00f3pios da Next-Generation Transit Survey (NGTS) no Chile. Ap\u00f3s 79 noites de observa\u00e7\u00e3o da estrela, o planeta foi flagrado em tr\u00e2nsito pela segunda vez, quase um ano ap\u00f3s o primeiro tr\u00e2nsito detectado.<\/p>\n<p>O dr. Samuel Gill, do Departamento de F\u00edsica da Universidade de Warwick, disse: \u201cAo perseguir o segundo tr\u00e2nsito, encontramos um planeta de per\u00edodo mais longo. \u00c9 a primeira de muitas descobertas que dever\u00e3o levar a per\u00edodos mais longos. Essas descobertas s\u00e3o raras, mas importantes, uma vez que nos permitem encontrar planetas de per\u00edodo mais longo do que os outros astr\u00f4nomos est\u00e3o encontrando.Os planetas de per\u00edodo mais longo s\u00e3o mais frios, mais parecidos com os do nosso pr\u00f3prio sistema solar. O NGTS-11b tem uma temperatura de apenas 160 \u00b0C \u2013 mais frio que Merc\u00fario e V\u00eanus. Embora ainda seja quente demais para sustentar a vida como a conhecemos, est\u00e1 mais perto da Zona de Goldilocks do que muitos planetas descobertos antes, que normalmente t\u00eam temperaturas acima de 1.000 \u00b0C\u201d.<\/p>\n<p>O coautor dr. Daniel Bayliss, da Universidade de Warwick, disse: \u201cEsse planeta est\u00e1 em uma \u00f3rbita de 35 dias, que \u00e9 um per\u00edodo muito mais longo do que o habitual. \u00c9 emocionante ver a Zona de Goldilocks \u00e0 nossa vista\u201d.<\/p>\n<h6><strong>Trabalho de detetive<\/strong><\/h6>\n<p>Outro coautor, o prof. Pete Wheatley, tamb\u00e9m da Universidade de Warwick, disse: \u201cO tr\u00e2nsito original apareceu apenas uma vez nos dados do TESS, e foi o meticuloso trabalho de detetive da nossa equipe que nos permitiu encontr\u00e1-lo novamente um ano depois com o NGTS. O NGTS tem 12 telesc\u00f3pios de \u00faltima gera\u00e7\u00e3o, o que significa que podemos monitorar v\u00e1rias estrelas por meses a fio, procurando planetas perdidos. A diminui\u00e7\u00e3o da luz devida ao tr\u00e2nsito tem apenas 1% de profundidade e ocorre apenas uma vez a cada 35 dias, deixando-a de fora do alcance de outros telesc\u00f3pios\u201d.<\/p>\n<p>Gill acrescentou: \u201cExistem centenas de tr\u00e2nsitos \u00fanicos detectados pelo TESS que monitoraremos usando esse m\u00e9todo. Isso nos permitir\u00e1 descobrir exoplanetas mais frios de todos os tamanhos, incluindo planetas mais parecidos com os de nosso pr\u00f3prio sistema solar. Alguns desses ser\u00e3o pequenos planetas rochosos na Zona de Goldilocks frescos o suficiente para hospedar oceanos de \u00e1gua l\u00edquida e potencialmente vida extraterrestre\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A redescoberta de um planeta perdido poderia pavimentar o caminho para a detec\u00e7\u00e3o de um<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":130821,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/planeta-1.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/planeta-1-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/planeta-1-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/planeta-1.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/planeta-1.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/planeta-1.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/planeta-1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/planeta-1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/planeta-1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/planeta-1.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"A redescoberta de um planeta perdido poderia pavimentar o caminho para a detec\u00e7\u00e3o de um","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/130820"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=130820"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/130820\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/130821"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=130820"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=130820"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=130820"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}