{"id":130717,"date":"2020-07-20T13:00:11","date_gmt":"2020-07-20T16:00:11","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=130717"},"modified":"2020-07-20T11:00:29","modified_gmt":"2020-07-20T14:00:29","slug":"cientistas-buscam-respostas-para-suspeitas-de-reinfeccao-em-recuperados-de-covid-19","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/cientistas-buscam-respostas-para-suspeitas-de-reinfeccao-em-recuperados-de-covid-19\/","title":{"rendered":"Cientistas buscam respostas para suspeitas de reinfec\u00e7\u00e3o em recuperados de covid-19"},"content":{"rendered":"<p class=\"story-body__introduction\"><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/covid_19.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-130718\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/covid_19-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/covid_19-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/covid_19.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Um paciente \u00e9 diagnosticado com covid-19. Tem sintomas que, com o tempo, desaparecem. Ele considera que superou a doen\u00e7a, e faz dois testes que d\u00e3o negativo.<\/p>\n<p>Seis semanas depois, os sintomas voltam, e agora seu teste para covid-19 d\u00e1 positivo.<\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o de o que parece ser uma reinfec\u00e7\u00e3o por coronav\u00edrus foi narrada por um m\u00e9dico americano, Clay Ackerly, no site Vox. O caso isolado, que \u00e9 acompanhado de outros semelhantes, gera preocupa\u00e7\u00e3o porque poderia significar que, afinal, n\u00e3o ter\u00edamos uma resposta imunol\u00f3gica duradoura para o coronav\u00edrus.<\/p>\n<p>No Brasil, um caso de poss\u00edvel reinfec\u00e7\u00e3o de um rapaz de 22 anos est\u00e1 sendo estudado em Minas Gerais. Um t\u00e9cnico de enfermagem teve um teste positivo para o coronav\u00edrus em abril, voltou a ser diagnosticado no final de junho e morreu no in\u00edcio de julho. O Hospital das Cl\u00ednicas em S\u00e3o Paulo tamb\u00e9m investiga dois casos de poss\u00edvel reinfec\u00e7\u00e3o. Dois pacientes que tiveram testes positivos em maio, se recuperaram, e, agora em julho, tiveram testes positivos novamente.<\/p>\n<p>A doen\u00e7a causada pelo v\u00edrus j\u00e1 matou mais de meio milh\u00e3o de pessoas no mundo, e uma das maiores esperan\u00e7as em meio a essa crise, al\u00e9m de uma vacina ou tratamento eficaz, era de que quem se recuperou da doen\u00e7a poderia estar imune a ela \u2014 pelo menos por mais do que s\u00f3 alguns meses.<\/p>\n<p>Se isso n\u00e3o for verdade, a teoria da imunidade coletiva ou de rebanho, em que um grande grupo (segundo cientistas, mais de 60%) ficaria imune para interromper a cadeia de transmiss\u00e3o na popula\u00e7\u00e3o, iria por \u00e1gua abaixo. Se a imunidade dos curados da covid-19 tiver vida curta, poder\u00edamos entrar em um ciclo sem fim de reinfec\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Mas, apesar dos casos isolados de suspeitas de reinfec\u00e7\u00e3o, ainda n\u00e3o h\u00e1 evid\u00eancias cient\u00edficas de que isso seja uma possibilidade.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/5438\/production\/_112406512_bloodsample.jpg\" alt=\"Amostra de sangue\" width=\"638\" height=\"359\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><span class=\"off-screen\">Direito de imagem<\/span><span class=\"story-image-copyright\">GETTY IMAGES<\/span><\/span><figcaption class=\"media-caption\"><span class=\"off-screen\">Image caption<\/span><span class=\"media-caption__text\">Apesar de casos isolados de poss\u00edvel reinfec\u00e7\u00e3o estarem pipocando pelo mundo, n\u00e3o h\u00e1 evid\u00eancias cient\u00edficas de que essa seja uma possibilidade<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p>&#8220;Agora estamos come\u00e7ando a ver os retornos dos recuperados. A recupera\u00e7\u00e3o pode ser demorada, pode exigir fisioterapia e ainda mostrar les\u00f5es na tomografia&#8221;, conta a m\u00e9dica infectologista T\u00e2nia Chaves, professora da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Par\u00e1 e do Centro Universit\u00e1rio do Estado do Par\u00e1 (Cesupa). &#8220;Mas nesse per\u00edodo eu n\u00e3o vi nenhum caso que fizesse inferir que fosse uma nova infec\u00e7\u00e3o pelo Sars-CoV-2. Ou\u00e7o relato de terceiros, mas a minha avalia\u00e7\u00e3o \u00e9 que \u00e9 muito prematuro para falarmos. A compreens\u00e3o da imunidade \u00e9 um caminho que n\u00f3s ainda estamos percorrendo na escurid\u00e3o.&#8221;<\/p>\n<p>Ela diz, entretanto, que, pela falta de total compreens\u00e3o sobre a covid-19 e por &#8220;estarmos em franco aprendizado di\u00e1rio&#8221;, \u00e9 preciso &#8220;sim, estarmos atentos para poss\u00edveis casos de reinfec\u00e7\u00e3o pelo v\u00edrus&#8221;.<\/p>\n<p>Para a microbiologista Natalia Pasternak, pesquisadora do Instituto de Ci\u00eancias Biol\u00f3gicas da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) e presidente do instituto de divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica Quest\u00e3o de Ci\u00eancia, \u00e9 preciso &#8220;ficar de olho&#8221; nos casos isolados &#8220;para ter certeza de que s\u00e3o isolados, e de que n\u00e3o v\u00e3o ser a regra&#8221;. &#8220;Ficamos com a antena ligada, mas \u00e9 cedo para dizer&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>Autoridades de sa\u00fade da Coreia do Sul registraram, j\u00e1 em abril, centenas de casos de &#8220;reinfec\u00e7\u00e3o&#8221;, mas conclu\u00edram depois que essa segunda rodada de infec\u00e7\u00f5es seria provavelmente resultado de fragmentos inativos do v\u00edrus ainda presente nos pacientes.<\/p>\n<p>Isso mostra que os casos isolados de poss\u00edvel reinfec\u00e7\u00e3o podem ser outra coisa. Al\u00e9m da encontrada pelos sul-coreanos, h\u00e1 outras explica\u00e7\u00f5es poss\u00edveis.<\/p>\n<p>Uma delas \u00e9 que os pacientes podem nunca ter se recuperado da primeira infec\u00e7\u00e3o, tendo ficado assintom\u00e1ticos e, depois de um tempo, terem apresentado os sintomas novamente. Outra \u00e9 que algum dos testes deu um falso negativo ou um falso positivo. Uma terceira hip\u00f3tese: o sistema imune do paciente pode ter mantido o v\u00edrus a n\u00edveis que impediram o teste de capt\u00e1-lo. E a \u00faltima, que j\u00e1 \u00e9 sabida e comum para outros tipos de v\u00edrus, \u00e9 que algumas pessoas simplesmente n\u00e3o t\u00eam respostas imunes fortes o suficiente para os v\u00edrus, o que as deixa vulner\u00e1veis a eles.<\/p>\n<p>De qualquer forma, a preocupa\u00e7\u00e3o com a possibilidade de reinfec\u00e7\u00e3o tomou mais corpo com uma nova pesquisa publicada recentemente pelo King&#8217;s College, no Reino Unido, mostrando que nossos anticorpos contra o Sars-CoV-2 n\u00e3o durariam muito, caindo drasticamente \u2014 em at\u00e9 s\u00f3 dois meses, para algumas pessoas. A pesquisa ainda n\u00e3o foi revisada por pares e, portanto, ainda deve ser lida com cautela.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, j\u00e1 se sabe que os coronav\u00edrus de resfriados comuns provocam uma mem\u00f3ria curta de defesa do organismo, com a maior parte das pessoas perdendo os anticorpos em 6 meses a um ano. As pessoas s\u00e3o reinfectadas por esses v\u00edrus o tempo todo \u2014 e o medo de cientistas \u00e9 que isso seja verdade tamb\u00e9m para a covid-19.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Imunidade n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 anticorpo<\/h2>\n<p>A resposta para a pergunta sobre a reinfec\u00e7\u00e3o, contudo, pode n\u00e3o estar nos nossos anticorpos, mas sim nas c\u00e9lulas T. Pesquisas recentes mostram que as c\u00e9lulas T podem exercer um papel mais importante do que os anticorpos na nossa resposta ao Sars-CoV-2.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/16E01\/production\/_113179639_f0302380-t_cell_targeting_covid-19_viruses_illustration.jpg\" alt=\"Imagem de uma c\u00e9lula T atacando um coronav\u00edrus\" width=\"638\" height=\"359\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><span class=\"off-screen\">Direito de imagem<\/span><span class=\"story-image-copyright\">SCIENCE PHOTO LIBRARY<\/span><\/span><figcaption class=\"media-caption\"><span class=\"off-screen\">Image caption<\/span><span class=\"media-caption__text\">Imagem de uma c\u00e9lula T atacando um coronav\u00edrus; mais pesquisas t\u00eam mostrado boa mem\u00f3ria imune das c\u00e9lulas T ao coronav\u00edrus<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p>Mas o que s\u00e3o as c\u00e9lulas T e como isso afetaria a possibilidade de reinfec\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p>O corpo tem dois principais mecanismos de defesa: o primeiro \u00e9 a resposta inicial que as c\u00e9lulas d\u00e3o aos pat\u00f3genos estranhos que s\u00e3o identificados no corpo. \u00c9 a chamada &#8220;resposta imune inata&#8221;. &#8220;A c\u00e9lula percebe que est\u00e1 infectada e dispara respostas da pr\u00f3pria c\u00e9lula&#8221;, explica a virologista Luciana Costa, professora associada do Departamento de Virologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).<\/p>\n<p>&#8220;Uma vez que \u00e9 ativada, ela vai ativar os pr\u00f3ximos n\u00edveis de defesa&#8221;. Esses pr\u00f3ximos n\u00edveis ela chama informalmente de c\u00e9lulas &#8220;profissionais&#8221; do sistema imune.<\/p>\n<p>\u00c9 a\u00ed que entra o segundo principal mecanismo de defesa, a &#8220;resposta imune adaptativa&#8221;, dividida em dois bra\u00e7os. Os linf\u00f3citos B, ou c\u00e9lulas B, ativam os anticorpos. E os anticorpos atacam diretamente o v\u00edrus, ligando-se a ele. J\u00e1 os linf\u00f3citos T, ou as c\u00e9lulas T, atacam as c\u00e9lulas infectadas pelo v\u00edrus e, quando s\u00e3o bem-sucedidas, o v\u00edrus que est\u00e1 l\u00e1 dentro morre junto a elas, sem conseguir mais se replicar.<\/p>\n<p>&#8220;Como o v\u00edrus \u00e9 um parasita intracelular, ou seja, fica dentro da c\u00e9lula, a resposta T \u00e9 muito importante. Para uma bact\u00e9ria, que fica do lado de fora, por exemplo, a resposta de anticorpos \u00e9 a mais importante&#8221;, explica Pasternak.<\/p>\n<p>&#8220;O que esses trabalhos novos est\u00e3o mostrando \u00e9 que, em muitas pessoas em que voc\u00ea nem detecta anticorpos, voc\u00ea detecta uma resposta muito robusta de c\u00e9lulas T, mostrando que talvez elas se livrem do v\u00edrus sem nem produzir anticorpos, ou produzam muito pouco, que a gente n\u00e3o consegue detectar.&#8221;<\/p>\n<p>Costa diz que as duas defesas, a de anticorpos e a das c\u00e9lulas T, s\u00e3o importantes. &#8220;Mas pode ser que, para este v\u00edrus, a resposta das c\u00e9lulas T seja mais eficaz. E a\u00ed, uma pessoa sem anticorpos ou com baixo n\u00edvel de anticorpos para este coronav\u00edrus ainda pode estar protegida&#8221;, diz ela.<\/p>\n<p>Mas medir anticorpos \u00e9 mais simples e menos caro. Por isso, enquanto conclus\u00f5es e decis\u00f5es sobre a covid-19 t\u00eam tido os anticorpos como ponto de partida, at\u00e9 agora sabe-se muito pouco sobre o papel das c\u00e9lulas T na defesa do organismo contra esse v\u00edrus.<\/p>\n<p>Uma pesquisa recente exatamente sobre as c\u00e9lulas T parece promissora. No estudo, publicado na quarta (15) na revista Nature, pesquisadores da Cingapura analisaram a resposta das c\u00e9lulas T em pessoas que se curaram da Sars, a pandemia de 2003 causada pelo coronav\u00edrus Sars-Cov, e em pessoas que se curaram da covid-19.<\/p>\n<p>Primeiro, observaram nas pessoas curadas da covid-19 a presen\u00e7a de c\u00e9lulas T para atacar especificamente o Sars-CoV-2, o que j\u00e1 sugere que as c\u00e9lulas T exercem um papel importante nessa infec\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Depois, estudaram a resposta de quem havia se curado da Sars. J\u00e1 se sabia que os anticorpos de quem havia se curado da Sars ca\u00edam muito depois de dois a tr\u00eas anos. Mas ao estudar as c\u00e9lulas T, cientistas viram que havia uma mem\u00f3ria robusta da defesa delas, e que essa mem\u00f3ria durava 17 anos \u2014 de quando essas pessoas tiveram a Sars, em 2003. E mais: a defesa tamb\u00e9m tinha uma resposta imune pronta contra o Sars-CoV-2, mostrando uma esp\u00e9cie de imunidade cruzada por meio das c\u00e9lulas T.<\/p>\n<p>Indiv\u00edduos saud\u00e1veis, sem infec\u00e7\u00e3o pela Sars ou pela covid-19, tamb\u00e9m foram testados. E mais da metade deles apresentavam c\u00e9lulas T espec\u00edficas para a Sars-CoV-2. A hip\u00f3tese \u00e9 que isso aconteceria por exposi\u00e7\u00e3o pr\u00e9via a outros coronav\u00edrus, como aqueles que causam resfriados comuns, ou ent\u00e3o por exposi\u00e7\u00e3o pr\u00e9via a outros coronav\u00edrus transmitidos por animais que n\u00e3o provocaram grandes rea\u00e7\u00f5es nos humanos \u2014 e que algumas popula\u00e7\u00f5es tiveram esses v\u00edrus, sem perceber.<\/p>\n<p>A pesquisa foi feita em laborat\u00f3rio, sem observar a rea\u00e7\u00e3o no organismo, e com um n\u00famero reduzido de pessoas e de uma certa regi\u00e3o do mundo. Portanto, n\u00e3o tem poder estat\u00edstico suficiente para render uma conclus\u00e3o definitiva.<\/p>\n<p>Apesar de o estudo sugerir que, mesmo com a queda de anticorpos depois de ter a doen\u00e7a, \u00e9 poss\u00edvel que possamos contar mais com as c\u00e9lulas T, e n\u00e3o s\u00f3 os anticorpos, para ter a mem\u00f3ria de nos proteger de futuras infec\u00e7\u00f5es, casos de reinfec\u00e7\u00f5es ainda dever\u00e3o ser acompanhados \u2014 at\u00e9 para que se entenda como acontecem.<\/p>\n<p>&#8220;Todo mundo fica ansioso que a gente tenha respostas e conclus\u00f5es. Mas estamos falando de um tempo muito curto em que tudo come\u00e7ou a acontecer. Para estudos cient\u00edficos \u00e9 um tempo curto demais para termos conclus\u00f5es prontas. O conhecimento adquirido \u00e9 impressionante em t\u00e3o curto tempo, mas as respostas v\u00e3o vir aos poucos&#8221;, diz Costa, da UFRJ.<\/p>\n<p>&#8220;Nossa compreens\u00e3o de como estamos respondendo ao v\u00edrus ainda est\u00e1 engatinhando. E da\u00ed surgem casos isolados de reinfec\u00e7\u00e3o \u2014 que s\u00e3o casos isolados, n\u00e3o d\u00e1 para dizer com certeza que isso \u00e9 um risco real que todo mundo est\u00e1 vivendo \u2014, mas \u00e9 algo que precisa ser observado com cuidado&#8221;, diz Pasternak. &#8220;Porque vai que, n\u00e9? Vai que realmente a gente tenha uma mem\u00f3ria muito curta para esse v\u00edrus.&#8221;<\/p>\n<p>Por outro lado, diz Pasternak, n\u00e3o estamos vendo muitos casos de reinfec\u00e7\u00e3o pelo mundo. &#8220;Se fosse t\u00e3o comum, ser\u00e1 que a gente n\u00e3o estaria vendo casos de reinfec\u00e7\u00e3o na China, na Coreia do Sul, que j\u00e1 passaram pela primeira onda? \u00c9 porque a popula\u00e7\u00e3o provavelmente est\u00e1 protegida ou ser\u00e1 que \u00e9 porque o v\u00edrus realmente parou de circular nesses pa\u00edses?&#8221;, pondera.<\/p>\n<p>&#8220;A quest\u00e3o \u00e9 que s\u00f3 vamos saber com o tempo.&#8221; Isso porque todos os estudos para saber quanto tempo dura a imunidade do nosso organismo demandam isso mesmo: tempo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um paciente \u00e9 diagnosticado com covid-19. Tem sintomas que, com o tempo, desaparecem. 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