{"id":130554,"date":"2020-07-18T11:00:53","date_gmt":"2020-07-18T14:00:53","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=130554"},"modified":"2020-07-18T08:29:07","modified_gmt":"2020-07-18T11:29:07","slug":"dia-da-cobra-ilha-brasileira-tem-2a-maior-concentracao-do-animal-no-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/dia-da-cobra-ilha-brasileira-tem-2a-maior-concentracao-do-animal-no-mundo\/","title":{"rendered":"Dia da Cobra: Ilha brasileira tem 2\u00aa maior concentra\u00e7\u00e3o do animal no mundo"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/cobra.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-130555\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/cobra-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/cobra-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/cobra.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Uma pequena ilha rochosa brasileira tem chamado aten\u00e7\u00e3o ao longo dos \u00faltimos cinco s\u00e9culos por uma caracter\u00edstica peculiar: ela \u00e9 habitada quase que exclusivamente por cobras, mais especificamente da esp\u00e9cie jararaca-ilhoa (<em>Bothrops insularis<\/em>), encontradas apenas nesta ilha. O local fica a 35km do litoral de S\u00e3o Paulo, entre as cidades de Peru\u00edbe e Itanha\u00e9m, e chama-se Ilha da Queimada Grande, tamb\u00e9m conhecida como Ilha das Cobras.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da alta concentra\u00e7\u00e3o de um mesmo animal, a ilha tamb\u00e9m se destaca por ter o segundo maior aglomerado de cobras por \u00e1rea em todo o planeta. S\u00e3o cerca de 45 cobras por hectare \u2013 o equivalente a um campo de futebol. A ilha brasileira perde apenas para a Ilha de Shedao, na China.<\/p>\n<h3>Descobrimento<\/h3>\n<p>A Ilha da Queimada Grande foi descoberta em 1532, pela expedi\u00e7\u00e3o colonizadora de Martim Afonso de Souza. Ela possui 1.500 metros de comprimento e 500 de largura \u2013 proporcional a 43 hectares. A altitude n\u00e3o passa dos 200 metros.<\/p>\n<p>De acordo com especialistas, o colonizador Afonso de Souza e seus encarregados provavelmente protagonizaram o primeiro caso de devasta\u00e7\u00e3o do local. Segundo o artigo cient\u00edfico\u00a0<em>Instituto Butantan e a jararaca-ilhoa: cem anos de hist\u00f3ria, mitos e ci\u00eancia<\/em>, do Instituto Butantan, a expedi\u00e7\u00e3o estava de passagem pela costa sudeste do Brasil, quando os navegadores ancoraram na ilha, ca\u00e7aram e, antes de voltarem aos navios, receosos de terem m\u00e1 sorte, atearam fogo na ilha. Entretanto, n\u00e3o existe registro de que Martim e seus oficiais tenham tido qualquer contato com a jararaca-ilhoa.<\/p>\n<p>A pr\u00e1tica de atear fogo \u00e0 ilha se tornou corriqueira algum tempo depois, j\u00e1 no final do s\u00e9culo 19. Por causa da implementa\u00e7\u00e3o de um farol pela Marinha do Brasil, faroleiros que moravam na ilha ateavam fogo na vegeta\u00e7\u00e3o com o intuito de matar os r\u00e9pteis. Da\u00ed o nome \u201cQueimada Grande\u201d, resultado das queimadas recorrentes na ilha que podiam ser avistadas no continente.<\/p>\n<h3>Evolu\u00e7\u00e3o<\/h3>\n<p>A hist\u00f3ria da Ilha das Cobras \u00e9 bem mais antiga em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 \u00e9poca em que foi encontrada. Ela se formou no final da \u00faltima era glacial, h\u00e1 cerca de 11 mil anos, quando o n\u00edvel do mar subiu, separando aquele morro (que fazia parte da Serra do Mar) do continente. A segmenta\u00e7\u00e3o acabou isolando uma popula\u00e7\u00e3o de jararacas comuns (<em>Bothrops jararaca<\/em>), que ao longo dos milhares de anos seguintes se diferenciou de suas parentes de continente e se transformaram na\u00a0<em>Bothrops insularis<\/em>.<\/p>\n<p>A jararaca-ilhoa acabou, ent\u00e3o, tornando-se menor e menos pesada do que suas parentes, a fim de facilitar a locomo\u00e7\u00e3o durante a ca\u00e7ada nas \u00e1rvores. A\u00a0<em>Bothrops insularis<\/em>\u00a0tamb\u00e9m adquiriu a capacidade de agarrar coisas utilizando a cauda, al\u00e9m da denti\u00e7\u00e3o ter ganho um aspecto mais curvo, para que possam prender as aves enquanto o veneno age. A pe\u00e7onha destas jararacas s\u00e3o, ainda, muito mais ativa em aves, do que em mam\u00edferos, e altamente potente.<\/p>\n<p>A\u00a0<em>Bothrops insularis<\/em>\u00a0mede entre meio metro e um metro. As f\u00eameas s\u00e3o um pouco maiores. Outra caracter\u00edstica dessa serpente \u00e9 que ela \u00e9 viv\u00edpara \u2013 n\u00e3o p\u00f5e ovos, mas gesta de maneira semelhantes aos mam\u00edferos \u2013 e d\u00e3o \u00e0 luz a 10 filhotes no per\u00edodo quente do ano.<\/p>\n<h3>Atualmente<\/h3>\n<p>O farol localizado na ilha foi automatizado em 1925 e sua manuten\u00e7\u00e3o \u00e9 feita uma vez por ano por uma equipe da Marinha do Brasil. Por causa do perigo, o acesso \u00e0 ilha \u00e9 estritamente controlado e requer de autoriza\u00e7\u00e3o do Governo Federal, que \u00e9 dada principalmente para pesquisadores.<\/p>\n<h3>Amea\u00e7ada de extin\u00e7\u00e3o<\/h3>\n<p>Apesar de haver cerca de duas mil cobras no local, bi\u00f3logos alertam que a jararaca-ilhoa est\u00e1 criticamente amea\u00e7ada de extin\u00e7\u00e3o. O fato se d\u00e1 por causa das constantes queimadas feitas por pescadores que querem desembarcar na ilha e do tr\u00e1fico de animais silvestres. Um exemplar desta serpente pode alcan\u00e7ar o valor de R$ 30 mil.<\/p>\n<p>A Ilha da Queimada Grande \u00e9 uma \u00c1rea de Relevante Interesse Ecol\u00f3gico (ARIE) e pertence \u00e0 \u00c1rea de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental (APA) de Canan\u00e9ia-Iguape-Peru\u00edbe.<\/p>\n<h3>Dia Mundial da Serpente<\/h3>\n<p>Nesta quinta-feira (16\/7) \u00e9 comemorado o Dia Mundial das Serpentes. A data foi criada com o objetivo de sensibilizar e ressaltar a import\u00e2ncia deste r\u00e9ptil t\u00e3o temido. Segundo o Zool\u00f3gico de Bras\u00edlia, as cobras existem h\u00e1 112 milh\u00f5es de anos e podem ser encontradas nas mais variadas formas e tamanhos. Atualmente, existem cerca de 3,7 mil esp\u00e9cies de serpentes catalogadas em todo o mundo.<\/p>\n<p>\u201cTodos os anos milhares de serpentes s\u00e3o abatidas, a maioria por um medo injustificado, pois nenhuma serpente procura pessoas para picar ou atacar. Elas agem apenas em defesa pr\u00f3pria. N\u00f3s tamb\u00e9m amea\u00e7amos as serpentes de outra forma, pelo tr\u00e1fico de animais silvestres\u201d, afirma o Zoo.<\/p>\n<p>Estima-se que, a cada ano, mais de 5 milh\u00f5es de cobras sejam comercializadas ilegalmente em todo o mundo. O Zool\u00f3gico de Bras\u00edlia, por exemplo, sentiu a dimens\u00e3o desse problema durante as \u00faltima semana,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/app\/noticia\/cidades\/2020\/07\/10\/interna_cidadesdf,871100\/alem-de-naja-zoo-de-brasilia-recebe-cobras-apreendidas-10-importadas.shtml\" target=\"blank\" rel=\"noopener noreferrer\">ao receber 26 serpentes de 13 esp\u00e9cies v\u00edtimas do tr\u00e1fico<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma pequena ilha rochosa brasileira tem chamado aten\u00e7\u00e3o ao longo dos \u00faltimos cinco s\u00e9culos por<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":130555,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/cobra.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/cobra-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/cobra-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/cobra.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/cobra.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/cobra.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/cobra.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/cobra.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/cobra.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/cobra.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Uma pequena ilha rochosa brasileira tem chamado aten\u00e7\u00e3o ao longo dos \u00faltimos cinco s\u00e9culos por","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/130554"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=130554"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/130554\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/130555"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=130554"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=130554"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=130554"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}