{"id":130436,"date":"2020-07-16T14:30:31","date_gmt":"2020-07-16T17:30:31","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=130436"},"modified":"2020-07-15T18:37:27","modified_gmt":"2020-07-15T21:37:27","slug":"plasticos-e-parasitas-sao-encontrados-em-60-das-sardinhas-e-anchovas-do-mediterraneo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/plasticos-e-parasitas-sao-encontrados-em-60-das-sardinhas-e-anchovas-do-mediterraneo\/","title":{"rendered":"Pl\u00e1sticos e parasitas s\u00e3o encontrados em 60% das sardinhas e anchovas do Mediterr\u00e2neo"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/sardinha.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-130437\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/sardinha-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/sardinha-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/sardinha.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Estudo mostra que\u00a0<strong>60% das sardinhas e anchovas do Mediterr\u00e2neo Ocidental apresentam micropl\u00e1sticos<\/strong>, vermes e parasitas no est\u00f4mago. Pessoas que se alimentam desses peixes podem estar consumindo essas subst\u00e2ncias e nem imaginam.<\/p>\n<p>O\u00a0<a href=\"https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/abs\/pii\/S0025326X20305178?via%3Dihub#!\">estudo em quest\u00e3o<\/a>\u00a0foi dirigido pela pesquisadora Marta Coll do Instituto de Ci\u00eancias Marinhas de Barcelona (ICM-CSIC). De acordo com o\u00a0<a href=\"https:\/\/elpais.com\/ciencia\/2020-06-26\/el-60-de-sardinas-y-anchoas-del-mediterraneo-occidental-llevan-microplasticos-en-sus-intestinos.html\">El Pa\u00eds<\/a>,\u00a0<strong>o intuito da pesquisa inicial era descobrir o motivo do decl\u00ednio populacional de sardinhas e anchovas no Mediterr\u00e2neo.<\/strong><\/p>\n<h2>Pesca e mudan\u00e7a clim\u00e1tica<\/h2>\n<p><strong>Os dois motivos principais<\/strong>\u00a0desse decl\u00ednio s\u00e3o a sobrepesca e a mudan\u00e7a clim\u00e1tica. Depois foi descoberto que uma das causas desse tamb\u00e9m est\u00e1 relacionada \u00e0 presen\u00e7a de micropl\u00e1sticos (pl\u00e1sticos com menos de 5 mm), no sistema digestivo desses peixes.<\/p>\n<p>O resultado dessa pesquisa apontou que<strong>\u00a058% das sardinhas e 60% das anchovas carregam elementos poluentes no intestino<\/strong>. Al\u00e9m dos micropl\u00e1sticos, os pesquisadores tamb\u00e9m encontraram\u00a0<strong>parasitas, larvas e vermes que parecem estar ligados aos micropl\u00e1sticos<\/strong>.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 certo ainda, mas os pesquisadores acreditam que uma das possibilidades \u00e9 a de que\u00a0<strong>os parasitas fixaram-se no pl\u00e1stico e os peixes acabam engolindo tudo<\/strong>. Outra hip\u00f3tese \u00e9 a de que os micropl\u00e1sticos concentram-se nas \u00e1reas onde h\u00e1 descarga de lixo, onde vivem os parasitas e navegam pelos rios at\u00e9 chegarem aos mares e, consequentemente, nos peixes e outros animais marinhos.<\/p>\n<h2>Impacto na sa\u00fade<\/h2>\n<p><strong>Os pesquisadores est\u00e3o estudando essas hip\u00f3teses<\/strong>\u00a0e tamb\u00e9m pretendem descobrir\u00a0<strong>qual o impacto que isso pode ter na sa\u00fade humana<\/strong>, uma vez que muitas pessoas consomem as carnes desses peixes. A d\u00favida agora \u00e9 se essas subst\u00e2ncias passam ou n\u00e3o para os m\u00fasculos dos peixes, pois se isso acontecer, influencia toda a cadeia alimentar.<\/p>\n<p>Cristina Romero, especialista nas consequ\u00eancias da degrada\u00e7\u00e3o do pl\u00e1stico na ICM-CSIC, acredita que \u00e9 poss\u00edvel sim que parte desses pl\u00e1sticos v\u00e1 para os tecidos dos peixes, mesmo que o est\u00f4mago deles seja removido. Ou seja, mesmo que apenas a carne seja consumida,\u00a0<strong>\u00e9 bem prov\u00e1vel<\/strong> que ela tamb\u00e9m esteja contaminada com o material encontrado no est\u00f4mago dos peixes.<\/p>\n<p>A mat\u00e9ria do site El Pa\u00eds destaca ainda que as sardinhas do Golfo de Alicante e as anchovas do Golfo do Le\u00e3o est\u00e3o mais propensas a engolir micropl\u00e1sticos. Contudo,\u00a0<strong>esses n\u00e3o s\u00e3o os \u00fanicos animais afetados por micropl\u00e1sticos<\/strong>, pois h\u00e1 registros de camar\u00f5es com fibras de pl\u00e1stico no est\u00f4mago e v\u00e1rios outros animais marinhos que sofrem as consequ\u00eancias dessa polui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h2>A culpa \u00e9 nossa<\/h2>\n<p>De acordo com um relat\u00f3rio das\u00a0<a href=\"https:\/\/www.un.org\/es\/events\/oceansday\/\">Na\u00e7\u00f5es Unidas<\/a>,\u00a0<strong>jogamos cerca de 13 milh\u00f5es de toneladas de pl\u00e1stico nos oceanos<\/strong>, matando cerca de 100.000 esp\u00e9cies marinhas. Desde 1950, a produ\u00e7\u00e3o de pl\u00e1sticos vem aumentando, chegando a 300 milh\u00f5es de toneladas em 2017.<\/p>\n<p><strong>A solu\u00e7\u00e3o para esse problema<\/strong> \u00e9 reduzir a utiliza\u00e7\u00e3o do pl\u00e1stico, mas n\u00e3o apenas os descart\u00e1veis, e cuidar para que o descarte desses seja feito de forma correta para n\u00e3o deixar que eles acabem nos rios e mares. Isso porque, uma vez que chegam no oceano, o pl\u00e1stico se transforma em micropl\u00e1stico, \u00e9 perdido e a situa\u00e7\u00e3o fica fora do controle.<\/p>\n<p>A especialista Cristina Romero disse que\u00a0<strong>apenas 1% do pl\u00e1stico \u00e9 contado, os outros 99% s\u00e3o perdidos no fundo do mar<\/strong>, na coluna d\u2019\u00e1gua ou em organismos. Por isso \u00e9 t\u00e3o importante implementar medidas de controle para que o pl\u00e1stico n\u00e3o tenha mais o oceano como destino, colocando em risco o ecossistema e a nossa sa\u00fade.<\/p>\n<p>Da nossa parte sabemos que\u00a0<strong>devemos diminuir o consumo de pl\u00e1sticos<\/strong>\u00a0e dar o destino correto aos descart\u00e1veis. Por\u00e9m, n\u00e3o podemos esquecer de cobrar das empresas e autoridades alternativas menos poluentes e estruturas mais eficazes para resolvermos juntos esse problema.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estudo mostra que\u00a060% das sardinhas e anchovas do Mediterr\u00e2neo Ocidental apresentam micropl\u00e1sticos, vermes e parasitas<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":130437,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/sardinha.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/sardinha-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/sardinha-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/sardinha.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/sardinha.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/sardinha.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/sardinha.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/sardinha.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/sardinha.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/sardinha.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Estudo mostra que\u00a060% das sardinhas e anchovas do Mediterr\u00e2neo Ocidental apresentam micropl\u00e1sticos, vermes e parasitas","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/130436"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=130436"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/130436\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/130437"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=130436"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=130436"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=130436"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}