{"id":130291,"date":"2020-07-13T10:00:02","date_gmt":"2020-07-13T13:00:02","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=130291"},"modified":"2020-07-12T20:36:41","modified_gmt":"2020-07-12T23:36:41","slug":"dieta-rica-em-proteinas-e-benefica-para-a-saude","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/dieta-rica-em-proteinas-e-benefica-para-a-saude\/","title":{"rendered":"Dieta rica em prote\u00ednas \u00e9 ben\u00e9fica e saud\u00e1vel  para a sa\u00fade"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/dieta-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-130292\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/dieta-1-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/dieta-1-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/dieta-1.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Os brasileiros v\u00eam sofrendo cada vez mais com doen\u00e7as relacionadas a uma m\u00e1 alimenta\u00e7\u00e3o. De acordo com dados recentes da Pesquisa de Vigil\u00e2ncia de Fatores de Risco e Prote\u00e7\u00e3o para Doen\u00e7as Cr\u00f4nicas por Inqu\u00e9rito Telef\u00f4nico (Vigitel) realizada pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, o n\u00famero de pessoas diagnosticadas com diabetes aumentou 61,8% em um d\u00e9cada e j\u00e1 acomete cerca de 9% dos brasileiros. Por sua vez, o numero de adultos obesos atingiu a marca de 19,8% da popula\u00e7\u00e3o e pessoas que apresentam excesso de peso j\u00e1 representam mais da metade (55,7%) dos brasileiros.<\/p>\n<p>Preocupada com esses n\u00famero e tentando reverter a situa\u00e7\u00e3o, a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira Low Carb (ABLC) realiza campanhas e divulga informa\u00e7\u00f5es a respeito de uma alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel que priorize prote\u00edna e gordura e evite carboidratos. A inten\u00e7\u00e3o \u00e9 que as pessoas baseiem sua dieta em alimentos naturais (peixe, carne, ovos e vegetais), eliminando alimentos industrializados (com a\u00e7\u00facar e gordura artificial).<\/p>\n<p>Nesse ponto, adquire muita relev\u00e2ncia o macronutriente prote\u00edna. Segundo o m\u00e9dico, diretor-presidente da ABLC, Jos\u00e9 Carlos Souto, uma combina\u00e7\u00e3o de dieta que envolva alta fonte proteica com baixa fonte de carboidratos tem melhores efeitos no organismo humano do que uma dieta de redu\u00e7\u00e3o de gordura (low fat), por exemplo. &#8220;Um grande n\u00famero de ensaios cl\u00ednicos randomizados fizeram essa compara\u00e7\u00e3o e descobriram que dietas de alta prote\u00edna e baixo carboidrato tem um efeito mais favor\u00e1vel em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 perda de peso, composi\u00e7\u00e3o corporal, taxa metab\u00f3lica em repouso e risco cardiovascular&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>O que faz com que a prote\u00edna seja t\u00e3o ben\u00e9fica para perder peso (gordura) e, consequentemente, manter-se saud\u00e1vel \u00e9 a rela\u00e7\u00e3o estabelecida com a energia obtida por meio do carboidrato e da gordura dentro do alimento. &#8220;Pela ecologia nutricional, sabemos que quanto maior a rela\u00e7\u00e3o prote\u00edna e energia de uma alimenta\u00e7\u00e3o, menor o consumo cal\u00f3rico di\u00e1rio e quanto menor essa rela\u00e7\u00e3o, maior o consumo de calorias por dia&#8221;, explica o m\u00e9dico endocrinologista, diretor cient\u00edfico de Medicina da ABLC, Rodrigo Bomeny.<\/p>\n<p>O emagrecimento s\u00f3 ocorre quando h\u00e1 o deficit cal\u00f3rico, mas, segundo Bomeny, com uma dieta que priorize prote\u00ednas, essa perda de calorias \u00e9 mais sustent\u00e1vel. &#8220;Isto porque os alimentos com mais prote\u00ednas por caloria s\u00e3o tamb\u00e9m os que apresentam maior quantidade de nutrientes por caloria&#8221;, argumenta. Ao ingerir alimentos mais densos nutricionalmente, a tend\u00eancia \u00e9 que se fique saciado de um modo mais eficiente. Dessa maneira, a pessoa passa a comer menos, com naturalidade, e come\u00e7a a gastar a gordura acumulada.<\/p>\n<p>De acordo com Bomeny, ao restringir as calorias indiscriminadamente, como se fossem todas iguais, a tend\u00eancia \u00e9 que o corpo se ressinta dos nutrientes proteicos necess\u00e1rios, originando uma diminui\u00e7\u00e3o do metabolismo al\u00e9m do esperado e o consequente aumento da fome. Assim, o corpo n\u00e3o buscar\u00e1 sua fonte de energia na gordura acumulada, como era de se esperar, mas nos alimentos, fazendo com que a pessoa continue comendo, sem perder peso.<\/p>\n<p>O m\u00e9dico endocrinologista alerta, por\u00e9m, para que se preste aten\u00e7\u00e3o na quantidade de prote\u00edna de cada alimento.\u00a0 &#8220;Na?o confunda o peso do alimento com a quantidade de protei?na. Por exemplo, 100 gramas de carne tem aproximadamente 25 g de prote\u00edna. J\u00e1 um ovo tem apenas 7 g&#8221;, destaca. De acordo com Bomeny, alimentos de origem animal tem a maior concentra\u00e7\u00e3o de prote\u00ednas por energia. Agora,\u00a0 vegetais de baixo amido tamb\u00e9m s\u00e3o \u00f3timos aliados para o emagrecimento e sa\u00fade, pois apresentam alta concentra\u00e7\u00e3o de nutrientes e fibras.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de auxiliar na perda de massa gorda (gordura), uma dieta com maior ingest\u00e3o de prote\u00ednas contribui para a manuten\u00e7\u00e3o de massa magra (m\u00fasculos). O diretor-presidente da ABLC, Jos\u00e9 Carlos Souto, cita pesquisa que examinou diversos estudos cl\u00ednicos randomizados que analisaram os efeitos de variadas dietas no organismo de pacientes. Conforme Souto, nesse levantamento, constatou-se que a ingest\u00e3o de mais de 1 g de prote\u00edna por quilo de peso est\u00e1 associada a uma reten\u00e7\u00e3o adicional de 0,6 Kg de massa magra, durante o emagrecimento, quando comparado com a ingest\u00e3o de menor prote\u00edna. &#8220;Em estudos com mais de 12 semanas de dura\u00e7\u00e3o, a reten\u00e7\u00e3o adicional de massa magra de quem ingeriu mais prote\u00edna aumentou para 1,2 Kg&#8221;, ressalta.<\/p>\n<p><strong>Mitos sobre a dieta com bastante prote\u00edna<\/strong><\/p>\n<p>Primeiramente, o diretor-presidente da ABLC esclarece que, embora a estrat\u00e9gia low carb seja muitas vezes chamada de &#8220;dieta da prote\u00edna&#8221;, isto n\u00e3o \u00e9 correto. De acordo com Souto, ao se comparar diversos tipos de dieta, constata-se que a prote\u00edna \u00e9 o macronutriente que mais permanece constante nelas. J\u00e1 a quantidade de gordura e o carboidrato ingerida varia mais em cada pr\u00e1tica alimentar. Al\u00e9m disso, por serem os alimentos mais ricos nutricionalmente, as prote\u00ednas acabam saciando a fome com efici\u00eancia, autolimitando a ingest\u00e3o de maiores quantidades. Conforme Souto, o maior consumo de prote\u00edna geralmente \u00e9 feito de modo proposital, com a orienta\u00e7\u00e3o de um nutricionista.<\/p>\n<p>Contudo, mesmo que a low carb fosse hiperproteica, n\u00e3o haveria problema algum \u00e0 sa\u00fade, segundo o diretor-presidente da ABLC. No que concerne \u00e0 alega\u00e7\u00e3o de que excesso de prote\u00edna pode causar danos aos rins, por exemplo, Souto afirma que isso se trata de uma fal\u00e1cia l\u00f3gica.\u00a0 Conforme o m\u00e9dico, \u00e9 fato que pacientes com insufici\u00eancia renal apresentam dificuldades para excretar diversas subst\u00e2ncias, entre quais as derivadas do metabolismo de prote\u00ednas, o que faz com que n\u00e3o devam ser submetidos a dietas hiperproteicas. &#8220;Mas isso nada diz a respeito ao consumo proteico de pessoas normais&#8221;, enfatiza.<\/p>\n<p>Muito pelo contr\u00e1rio, de acordo com Souto, o aumento do consumo de prote\u00ednas est\u00e1 associado \u00e0 diversos fatores que podem influir na melhora do funcionamento dos rins. Entre eles: diminui\u00e7\u00e3o da press\u00e3o arterial \u2013 press\u00e3o alta \u00e9 um fato de risco para doen\u00e7a renal e aumento da filtra\u00e7\u00e3o glomerular, medida do funcionamento renal.<\/p>\n<p>Outra alega\u00e7\u00e3o comum sobre a dieta hiperproteica \u00e9 de que pode ser prejudicial aos ossos. Isto porque a ingest\u00e3o de prote\u00edna acima do m\u00ednimo recomendado, que \u00e9 0,8 g por quilograma de peso, causa um aumento pequeno, mas mensur\u00e1vel, na excre\u00e7\u00e3o urin\u00e1ria de c\u00e1lcio. &#8220;Uma dedu\u00e7\u00e3o simplista pode levar a afirmar que se a pessoa est\u00e1 eliminando mais c\u00e1lcio pela urina, est\u00e1 perdendo c\u00e1lcio dos ossos. Ou seja, o risco de perda \u00f3ssea ao longo do tempo e desenvolvimento de osteoporose se torna maior&#8221;, diz o diretor-presidente da ABLC.<\/p>\n<p>Entretanto, conforme Souto, j\u00e1 \u00e9 sabido que aumentar a quantidade de prote\u00edna na dieta faz com que o intestino absorva mais c\u00e1lcio. Ademais, estudos n\u00e3o encontraram evid\u00eancias cient\u00edficas de que o maior consumo proteico esteja relacionado \u00e0 perda \u00f3ssea e \u00e0 osteoporose. &#8220;Pesquisas recentes sugerem justamente o contr\u00e1rio: que dietas mais ricas em prote\u00ednas est\u00e3o associadas a ossos mais saud\u00e1veis \u00e0 medida que as pessoas envelhecem&#8221;, afirma.<\/p>\n<p><strong>Prote\u00edna B\u00e1sica<\/strong><\/p>\n<p>Tendo em vista a import\u00e2ncia da prote\u00edna para um estrat\u00e9gia alimentar saud\u00e1vel, a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira Low Carb (ABLC) est\u00e1 promovendo a a\u00e7\u00e3o social Prote\u00edna B\u00e1sica, cujo intuito \u00e9 arrecadar fundos para comprar e distribuir alimentos de alto valor nutricional a comunidades carentes.<\/p>\n<p>A iniciativa da entidade surge tamb\u00e9m como resposta ao dif\u00edcil momento pelo qual passam o Brasil e o mundo. Para combater a pandemia de Covid-19, optou-se pelo isolamento e confinamento social, o que levou milh\u00f5es ao desemprego. Neste cen\u00e1rio, para muitos, a \u00fanica alternativa para se alimentar de maneira apropriada e digna \u00e9 atrav\u00e9s de cestas b\u00e1sicas doadas por pessoas f\u00edsicas e organiza\u00e7\u00f5es sociais.<\/p>\n<p>Conforme o diretor-presidente da ABLC, na compreens\u00e3o da entidade, a cesta b\u00e1sica padr\u00e3o apresenta defici\u00eancias de fontes de prote\u00edna de alto valor biol\u00f3gico, por isso a associa\u00e7\u00e3o pretende angariar e oferecer \u00e0 popula\u00e7\u00e3o alimentos como frango, carne e ovos.<\/p>\n<p>Souto destaca destaca que o objetivo da campanha \u00e9 complementar a doa\u00e7\u00e3o de cesta b\u00e1sica tradicional e n\u00e3o combat\u00ea-la. &#8220;Ela tem o seu papel e\u00a0 ainda que n\u00e3o seja perfeita, quem n\u00e3o come h\u00e1 v\u00e1rios dias ir\u00e1 se beneficiar dela. A doa\u00e7\u00e3o desse tipo de cesta \u00e9, portanto, algo muito bem-intencionado&#8221;, declara.<\/p>\n<p>Para colocar em pr\u00e1tica o projeto Prote\u00edna B\u00e1sica, a ABLC deseja contar com o aux\u00edlio da comunidade e de empresas parceiras. Mais informa\u00e7\u00f5es sobre o projeto Prote\u00edna B\u00e1sica no site: http:\/\/683fbf9.contato.site\/campanha-proteina-.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os brasileiros v\u00eam sofrendo cada vez mais com doen\u00e7as relacionadas a uma m\u00e1 alimenta\u00e7\u00e3o. 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