{"id":130251,"date":"2020-07-12T18:20:34","date_gmt":"2020-07-12T21:20:34","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=130251"},"modified":"2020-07-12T18:20:34","modified_gmt":"2020-07-12T21:20:34","slug":"avaliacao-de-impacto-ambiental","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/avaliacao-de-impacto-ambiental\/","title":{"rendered":"Avalia\u00e7\u00e3o de impacto ambiental"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_27823\" class=\"wp-caption aligncenter\" style=\"width: 639px;\" aria-describedby=\"caption-attachment-27823\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-27823\" src=\"https:\/\/www.ofitexto.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/Esec_da_Guanabara_-_Rio_Guapimirim-1024x768.jpg\" sizes=\"(max-width: 550px) 100vw, 550px\" srcset=\"https:\/\/www.ofitexto.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/Esec_da_Guanabara_-_Rio_Guapimirim-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/www.ofitexto.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/Esec_da_Guanabara_-_Rio_Guapimirim-600x450.jpg 600w, https:\/\/www.ofitexto.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/Esec_da_Guanabara_-_Rio_Guapimirim-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.ofitexto.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/Esec_da_Guanabara_-_Rio_Guapimirim-768x576.jpg 768w, https:\/\/www.ofitexto.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/Esec_da_Guanabara_-_Rio_Guapimirim-175x131.jpg 175w, https:\/\/www.ofitexto.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/Esec_da_Guanabara_-_Rio_Guapimirim-260x195.jpg 260w, https:\/\/www.ofitexto.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/Esec_da_Guanabara_-_Rio_Guapimirim-140x105.jpg 140w, https:\/\/www.ofitexto.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/Esec_da_Guanabara_-_Rio_Guapimirim.jpg 2048w\" alt=\"\" width=\"639\" height=\"480\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-27823\" class=\"wp-caption-text\"><em>Esec da Guanabara. (Imagem retirada do arquivo do ICMBio \u2013 Instituto Chico Mendes de Conserva\u00e7\u00e3o e Biodiversidade)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<h3><em>Luis Enrique S\u00e1nchez (USP) fala sobre a cria\u00e7\u00e3o de programas socioambientais<\/em><\/h3>\n<p>Um bom projeto ambiental deve ter objetivos claros, explica o engenheiro e professor Luis Enrique S\u00e1nchez. Com larga experi\u00eancia na prepara\u00e7\u00e3o e an\u00e1lise de estudos de impacto ambiental, ele j\u00e1 acompanhou hist\u00f3rias de sucesso, mas tamb\u00e9m viu muitos projetos inconsistentes, que precisaram de boas reformula\u00e7\u00f5es para funcionar.<\/p>\n<p>Nesta entrevista ele nos conta quais as maiores dificuldades de um planejamento ambiental de sucesso.<\/p>\n<h4><strong><em>Comunitexto: Quais os problemas mais comuns na cria\u00e7\u00e3o de programas socioambientais? Onde os profissionais mais erram?<\/em><\/strong><\/h4>\n<p><strong><em>Luis Enrique S\u00e1nchez<\/em><\/strong><strong>:\u00a0<\/strong>\u00c9\u00a0preciso distinguir a origem e a motiva\u00e7\u00e3o do programa para mencionar os problemas mais comuns. Nos programas que decorrem do licenciamento ambiental, os principais problemas s\u00e3o:<\/p>\n<ul>\n<li>objetivos vagos ou demasiado amplos;<\/li>\n<li>falta de recursos humanos, f\u00edsicos ou financeiros para uma adequada execu\u00e7\u00e3o do programa;<\/li>\n<li>dificuldade de articula\u00e7\u00e3o com outros agentes, como prefeituras;<\/li>\n<li>e falta de acompanhamento adequado para aferir se os resultados foram atingidos.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Neste \u00faltimo caso, muitas vezes h\u00e1 mais preocupa\u00e7\u00e3o \u2013 inclusive dos \u00f3rg\u00e3os ambientais \u2013 com a entrega de um relat\u00f3rio do que com a demonstra\u00e7\u00e3o de resultados concretos.<\/p>\n<p>No caso de programas de iniciativa pr\u00f3pria das empresas, provavelmente os maiores problemas est\u00e3o relacionados \u00e0 vincula\u00e7\u00e3o entre os programas e os impactos mais significativos do neg\u00f3cio.<\/p>\n<p>Algumas empresas desenvolvem programas muito bons de responsabilidade social, mas n\u00e3o focam nos impactos de suas pr\u00f3prias atividades sobre as comunidades locais.<\/p>\n<h4><strong><em>CT: Um programa que come\u00e7ou mal pode ser \u201cconsertado\u201d no decorrer do processo?<\/em><\/strong><\/h4>\n<p><strong>LES:<\/strong>\u00a0pode, claro. Pode ser necess\u00e1rio rever os objetivos, definindo com clareza onde se quer chegar. Alguns programas t\u00eam dura\u00e7\u00e3o predeterminada, por exemplo, durante a constru\u00e7\u00e3o de um empreendimento, enquanto outros n\u00e3o t\u00eam prazo para terminar.<\/p>\n<p>Principalmente para estes \u00faltimos, \u00e9 importante avaliar periodicamente seu andamento e seus resultados, e inserir corre\u00e7\u00f5es ou melhorias. A avalia\u00e7\u00e3o cr\u00edtica \u00e9 uma ferramenta de melhoria e permite \u201cconsertar\u201d algo que come\u00e7ou errado.<\/p>\n<h4><strong><em>CT: Quando podemos afirmar que um programa deu certo?<\/em><\/strong><\/h4>\n<p><strong>LES:<\/strong>\u00a0quando podemos demonstrar resultados concretos. Um programa deve ser avaliado em rela\u00e7\u00e3o aos seus objetivos. Ele \u201cd\u00e1 certo\u201d quando os objetivos s\u00e3o atingidos. Ocorre que, com objetivos mal formulados, avaliar se deu certo ou n\u00e3o passa a ser um julgamento subjetivo \u2013 e isso \u00e9 ruim para a empresa e ruim para as partes interessadas (os\u00a0<em>stakeholders<\/em>). A avalia\u00e7\u00e3o passa a ser feita por cada um e em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s suas expectativas, n\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o a objetivos negociados entre empresa e partes interessadas. Imagine um questionamento judicial sobre o cumprimento ou n\u00e3o de determinado compromisso \u2013 sem evid\u00eancias ou provas de atendimento, cabem interpreta\u00e7\u00f5es conflitantes. \u00c9 melhor investir em bom planejamento do que em corre\u00e7\u00e3o e argumenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Esec da Guanabara. 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