{"id":130179,"date":"2020-07-12T07:00:48","date_gmt":"2020-07-12T10:00:48","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=130179"},"modified":"2020-07-11T19:28:55","modified_gmt":"2020-07-11T22:28:55","slug":"polos-magneticos-podem-se-mover-ate-10-vezes-mais-rapido-do-que-se-pensava","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/polos-magneticos-podem-se-mover-ate-10-vezes-mais-rapido-do-que-se-pensava\/","title":{"rendered":"Polos magn\u00e9ticos podem se mover at\u00e9 10 vezes mais r\u00e1pido do que se pensava"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/polos_magneticos.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-130180\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/polos_magneticos-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/polos_magneticos-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/polos_magneticos.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>A cada 200 ou 300 mil anos, as b\u00fassolas ficam confusas. Em vez de apontar para o norte do globo, elas passam a mostrar o sul. \u00c9 claro que nenhuma b\u00fassola existe h\u00e1 tempo suficiente para contar a hist\u00f3ria, mas o fato \u00e9 que os polos magn\u00e9ticos da Terra n\u00e3o s\u00e3o est\u00e1ticos. Eles se invertem em intervalos de algumas centenas de milhares de anos.<\/p>\n<p>Uma nova pesquisa, publicada na Nature Communications, indica que esse processo pode estar acontecendo bem mais r\u00e1pido do que se imaginava. At\u00e9 ent\u00e3o, estudos apontavam que o campo magn\u00e9tico poderia sofrer varia\u00e7\u00f5es de at\u00e9 um grau a cada ano, mas a nova pesquisa mostra que esse deslocamento pode ser de at\u00e9 10 graus a cada 365 dias.<\/p>\n<p>Isso n\u00e3o significa que essas varia\u00e7\u00f5es estejam acontecendo nesse ritmo agora, mas sim que podem ter acontecido em um passado distante. \u00c9 isso que estuda o paleomagnetismo, campo da ci\u00eancia dedicado a entender o comportamento do campo magn\u00e9tico terrestre ao longo das eras geol\u00f3gicas.<\/p>\n<p>Primeiro \u00e9 importante entender como esse campo magn\u00e9tico gigante \u00e9 gerado. A 2,8 mil quil\u00f4metros de profundidade, no n\u00facleo externo da Terra, existe uma massa de n\u00edquel e ferro l\u00edquidos, mantidos a mais de 3 mil graus Celsius. A movimenta\u00e7\u00e3o desses metais cria as correntes que formam o campo magn\u00e9tico terrestre.<\/p>\n<p>Atualmente, mesmo as varia\u00e7\u00f5es mais sutis no campo podem ser medidas com aux\u00edlio de sat\u00e9lites, mas pouco se sabe sobre como ele se comportava antes de termos esse tipo de tecnologia. As hip\u00f3teses, portanto, s\u00e3o elaboradas a partir da an\u00e1lise de rochas de diversas \u00e9pocas. As rochas cont\u00e9m fragmentos de metais ferrosos que foram influenciados por esse campo. \u00c9 uma esp\u00e9cie \u201cf\u00f3ssil magn\u00e9tico\u201d, que pode ser estudado pelos ge\u00f3logos.<\/p>\n<p>Uma pesquisa publicada em 2018 compilou estudos para reconstruir 100 mil anos de hist\u00f3ria magn\u00e9tica da Terra. A pesquisa mais recente, da Universidade da Calif\u00f3rnia (EUA) com a Universidade de Leeds (Reino Unido), usou an\u00e1lise computacional para tirar conclus\u00f5es mais detalhadas a partir desses resultados.<\/p>\n<p>Um exemplo citado no artigo data de 39 mil anos atr\u00e1s, quando o campo magn\u00e9tico se movia a 2,5 graus por ano \u2013 j\u00e1 superando o teto de apenas um grau proposto por estimativas anteriores. A an\u00e1lise tamb\u00e9m mostra que \u00e9 poss\u00edvel que essa varia\u00e7\u00e3o acontecesse em at\u00e9 10 graus por ano.<\/p>\n<p>Entender melhor como, com que frequ\u00eancia e qu\u00e3o r\u00e1pido o campo magn\u00e9tico pode mudar \u00e9 importante para se preparar para poss\u00edveis reconfigura\u00e7\u00f5es de sat\u00e9lites ou momentos em que os ventos solares possam nos atingir com mais intensidade devido a um enfraquecimento do campo (\u00e9 ele que nos protege das varia\u00e7\u00f5es de humor de nossa estrela).<\/p>\n<p>\u201cEstudar essas simula\u00e7\u00f5es oferece uma estrat\u00e9gia \u00fatil para documentar como essas mudan\u00e7as r\u00e1pidas ocorrem e se elas podem acontecer em per\u00edodos de estabilidade magn\u00e9tica, como o que estamos vivendo hoje\u201d, disse Catherine Constable, autora do estudo, em nota.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A cada 200 ou 300 mil anos, as b\u00fassolas ficam confusas. 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