{"id":130108,"date":"2020-07-10T09:00:39","date_gmt":"2020-07-10T12:00:39","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=130108"},"modified":"2020-07-09T20:56:40","modified_gmt":"2020-07-09T23:56:40","slug":"gatos-ja-eram-animais-de-estimacao-na-asia-central-ha-mais-de-mil-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/gatos-ja-eram-animais-de-estimacao-na-asia-central-ha-mais-de-mil-anos\/","title":{"rendered":"Gatos j\u00e1 eram animais de estima\u00e7\u00e3o na \u00c1sia Central h\u00e1 mais de mil anos"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/gato.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-130109\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/gato-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/gato-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/gato.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Esqueleto preservado em s\u00edtio no Cazaquist\u00e3o revelou detalhes da vida do gato numa \u00e1rea em que se imaginava que a ado\u00e7\u00e3o de animais de estima\u00e7\u00e3o tivesse ocorrido muito mais tarde<\/p>\n<p>Gatos dom\u00e9sticos comuns, como os conhecemos hoje, podem ter acompanhado pastores cazaques como animais de estima\u00e7\u00e3o h\u00e1 mais de mil anos. Isso foi indicado por novas an\u00e1lises feitas em um esqueleto de gato quase completo encontrado durante uma escava\u00e7\u00e3o ao longo da antiga Rota da Seda, no sul do Cazaquist\u00e3o. O estudo foi publicado na revista \u201c<a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41598-020-67798-6\">Scientific Reports<\/a>\u201d.<\/p>\n<p>Uma equipe de pesquisa internacional liderada pela Universidade Martin Luther Halle-Wittenberg (MLU, da Alemanha), Universidade Estadual Korkyt-Ata Kyzylorda (Cazaquist\u00e3o), Universidade de T\u00fcbingen (Alemanha) e Escola Superior de Economia da R\u00fassia reconstruiu a vida do gato, revelando ideias surpreendentes sobre a rela\u00e7\u00e3o entre humanos e animais de estima\u00e7\u00e3o na \u00e9poca.<\/p>\n<p>O gato, um macho \u2013 que foi examinado por uma equipe liderada pela dr\u00aa Ashleigh Haruda, da Central Natural Science Collections da MLU \u2013 n\u00e3o teve uma vida f\u00e1cil. \u201cO gato teve v\u00e1rios ossos quebrados durante a sua vida\u201d, disse Haruda. E, no entanto, com base em uma estimativa muito conservadora, o animal provavelmente j\u00e1 havia passado do primeiro ano de vida. Para Haruda e seus colegas, essa \u00e9 uma indica\u00e7\u00e3o clara de que as pessoas cuidaram desse gato.<\/p>\n<h6><strong>Animal enterrado<\/strong><\/h6>\n<p>Durante uma estada de pesquisa no Cazaquist\u00e3o, a cientista examinou as descobertas de uma escava\u00e7\u00e3o em Dzhankent, um antigo assentamento medieval no sul do pa\u00eds, povoado principalmente pela tribo de pastores turca oghuz. L\u00e1, ela descobriu um esqueleto de gato muito bem preservado. Segundo Haruda, isso \u00e9 bastante raro, porque normalmente apenas ossos individuais de um animal s\u00e3o encontrados durante uma escava\u00e7\u00e3o, o que impede que conclus\u00f5es sistem\u00e1ticas sejam tiradas sobre a vida do animal. A situa\u00e7\u00e3o \u00e9 diferente quando se trata de seres humanos, pois geralmente s\u00e3o encontrados esqueletos inteiros.<\/p>\n<figure id=\"attachment_26444\" class=\"wp-caption alignnone\" style=\"width: 640px;\" aria-describedby=\"caption-attachment-26444\"><img loading=\"lazy\" class=\" wp-image-26444 td-animation-stack-type0-1\" src=\"https:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2020\/07\/gato2.jpg\" sizes=\"(max-width: 1440px) 100vw, 1440px\" srcset=\"https:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2020\/07\/gato2.jpg 1440w, https:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2020\/07\/gato2-150x113.jpg 150w, https:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2020\/07\/gato2-768x576.jpg 768w, https:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2020\/07\/gato2-80x60.jpg 80w, https:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2020\/07\/gato2-265x198.jpg 265w, https:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2020\/07\/gato2-696x522.jpg 696w, https:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2020\/07\/gato2-1068x801.jpg 1068w, https:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2020\/07\/gato2-560x420.jpg 560w\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"480\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-26444\" class=\"wp-caption-text\">Ossos do gato encontrados em Dhzankent. Cr\u00e9dito: Ashleigh Haruda\/MLU<\/figcaption><\/figure>\n<p>\u201cUm esqueleto humano \u00e9 como uma biografia dessa pessoa. Os ossos fornecem uma grande quantidade de informa\u00e7\u00f5es sobre como a pessoa viveu e o que experimentou\u201d, disse Haruda. Nesse caso, no entanto, os pesquisadores tiveram sorte: ap\u00f3s sua morte, o gato foi aparentemente enterrado. Portanto, todo o cr\u00e2nio, incluindo a mand\u00edbula, partes da parte superior do corpo, pernas e quatro v\u00e9rtebras foram preservados.<\/p>\n<p>Haruda trabalhou em conjunto com uma equipe internacional de arque\u00f3logos e antigos especialistas em DNA. Um exame do esqueleto do gato revelou detalhes surpreendentes sobre sua vida. Primeiro, a equipe tirou imagens em 3D e raios X de seus ossos. \u201cEsse gato sofreu v\u00e1rias fraturas, mas sobreviveu\u201d, afirmou Haruda.<\/p>\n<p>A an\u00e1lise isot\u00f3pica de amostras de ossos tamb\u00e9m forneceu \u00e0 equipe informa\u00e7\u00f5es sobre a dieta do gato. Comparado aos c\u00e3es encontrados durante a escava\u00e7\u00e3o e a outros gatos daquele per\u00edodo, a dieta desse gato era muito rica em prote\u00ednas. \u201cEle deve ter sido alimentado por humanos, uma vez que o animal perdeu quase todos os dentes no final de sua vida.\u201d<\/p>\n<h6><strong>Mudan\u00e7a cultural<\/strong><\/h6>\n<p>As an\u00e1lises de DNA tamb\u00e9m provaram que o animal era realmente um gato dom\u00e9stico da esp\u00e9cie\u00a0<em>Felis catus L.<\/em>\u00a0e n\u00e3o um gato de estepe selvagem intimamente relacionado. De acordo com Haruda, \u00e9 not\u00e1vel que os gatos j\u00e1 estavam sendo mantidos como animais de estima\u00e7\u00e3o nessa regi\u00e3o por volta do s\u00e9culo 8 d.C.: \u201cOs oghuz eram pessoas que s\u00f3 criavam animais quando eram essenciais para suas vidas. Os c\u00e3es, por exemplo, podem vigiar os animais. Na \u00e9poca, eles n\u00e3o tinham uso \u00f3bvio para gatos\u201d, explicou a pesquisadora.<\/p>\n<figure id=\"attachment_26445\" class=\"wp-caption alignnone\" style=\"width: 640px;\" aria-describedby=\"caption-attachment-26445\"><img loading=\"lazy\" class=\" wp-image-26445 td-animation-stack-type0-1\" src=\"https:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2020\/07\/gato3.jpg\" sizes=\"(max-width: 1440px) 100vw, 1440px\" srcset=\"https:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2020\/07\/gato3.jpg 1440w, https:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2020\/07\/gato3-150x100.jpg 150w, https:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2020\/07\/gato3-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2020\/07\/gato3-696x464.jpg 696w, https:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2020\/07\/gato3-1068x712.jpg 1068w, https:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2020\/07\/gato3-630x420.jpg 630w\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"427\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-26445\" class=\"wp-caption-text\">S\u00edtio de Dhzankent, no Cazaquist\u00e3o, onde os ossos foram encontrados. Cr\u00e9dito: Ashleigh Haruda\/MLU<\/figcaption><\/figure>\n<p>O fato de as pessoas na \u00e9poca manterem e cuidarem de animais \u201cex\u00f3ticos\u201d indica uma mudan\u00e7a cultural, que se pensava ter ocorrido muito mais tarde na \u00c1sia Central. Pensa-se que a regi\u00e3o demorou a fazer mudan\u00e7as em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 agricultura e \u00e0 pecu\u00e1ria.<\/p>\n<p>O assentamento de Dhzankent, onde foram encontrados os restos do gato, estava localizado ao longo da Rota da Seda, uma antiga rede de importantes rotas de caravanas que ligavam a regi\u00e3o da \u00c1sia Central e Oriental \u00e0 regi\u00e3o do Mediterr\u00e2neo por terra. Segundo Haruda, a descoberta tamb\u00e9m \u00e9 uma indica\u00e7\u00e3o de interc\u00e2mbio cultural entre as regi\u00f5es localizadas ao longo da Rota da Seda.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Esqueleto preservado em s\u00edtio no Cazaquist\u00e3o revelou detalhes da vida do gato numa \u00e1rea em<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":130109,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/gato.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/gato-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/gato-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/gato.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/gato.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/gato.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/gato.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/gato.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/gato.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/gato.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Esqueleto preservado em s\u00edtio no Cazaquist\u00e3o revelou detalhes da vida do gato numa \u00e1rea em","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/130108"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=130108"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/130108\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/130109"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=130108"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=130108"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=130108"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}