{"id":130,"date":"2014-04-12T03:15:22","date_gmt":"2014-04-12T03:15:22","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=130"},"modified":"2014-06-01T20:00:48","modified_gmt":"2014-06-01T20:00:48","slug":"vaidade-fora-dos-padroes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/vaidade-fora-dos-padroes\/","title":{"rendered":"Vaidade fora dos padr\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p style=\"color: #1b6390;\" align=\"justify\"><span class=\"texto\"><strong>Isabel Gnaccarini, para o Mercado \u00c9tico<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"color: #1b6390;\" align=\"justify\"><span class=\"texto\">No Brasil, o assunto moda e beleza est\u00e1 ancorado nos cuidados com o corpo. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que o pa\u00eds \u00e9 o terceiro mercado mundial de produtos de higiene pessoal, perfumaria e cosm\u00e9ticos, conforme dados do Ibope para 2013. A pesquisa realizada pela Pyxis Consumo, um bra\u00e7o do Ibope Intelig\u00eancia, mostra que o mercado da beleza pessoal cresceu 87% desde 2007. E a estimativa de gastos dos brasileiros com esses produtos foi de R$ 55,13 bilh\u00f5es no ano passado, o que representa um crescimento de 11% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior. A continuar nesse ritmo, sobretudo com a crise instalada nas economias dos EUA e pa\u00edses europeus, o Brasil chegar\u00e1 \u00e0 vice-lideran\u00e7a no ranking mundial de consumos com cosm\u00e9ticos at\u00e9 2017, chamando a aten\u00e7\u00e3o das grandes marcas de beleza do planeta.<\/p>\n<p>Se por um lado o aquecimento da economia brasileira nos \u00faltimos anos responde por boa parte do lucro desse setor, n\u00e3o se pode ignorar o peso da Classe C para que o bom resultdo fosse alavancado (leia mais na reportagem &#8220;Entre o consumo e a consci\u00eancia: um conto brasileiro&#8221;). A nova classe m\u00e9dia sozinha respondeu por 40% do consumo de cosm\u00e9ticos no pa\u00eds. O destaque fica com o Nordeste. Segundo a Pyxis, tr\u00eas em cada dez pessoas que entraram para o mercado de consumo da beleza vivem na regi\u00e3o. Caso emblem\u00e1tico desse movimento \u00e9 o estado do Cear\u00e1. Somente no ano passado, o n\u00famero de sal\u00f5es de beleza aumentou 47% em terras cearenses. Diante desse cen\u00e1rio, uma pergunta n\u00e3o quer calar: qual o padr\u00e3o de beleza que a brasileira tanto busca alcan\u00e7ar?<\/p>\n<p>&#8220;Visto nosso clima tropical, mostramos muito mais a pele e as formas do corpo. A cobran\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 est\u00e9tica corporal \u00e9 grande&#8221;, acredita Marilda Santos, 40 anos, assessora administrativa e ativista em movimentos negros. Mas segundo ela, os padr\u00f5es est\u00e9ticos impostos \u00e0 mulher pela sociedade s\u00e3o de alguma maneira o avesso da real beleza brasileira. &#8220;Com exce\u00e7\u00e3o da moda praia (quando a brasileira se valoriza muito mais), seguimos um padr\u00e3o europeu que por diversas vezes n\u00e3o valoriza os tra\u00e7os culturais da brasileira&#8221;, diz.<\/p>\n<p>Haveria uma &#8220;necessidade&#8221; de fazer parte de um modelo que nem sempre condiz com a realidade e a situa\u00e7\u00e3o de nossas mulheres. &#8220;A m\u00eddia imp\u00f5e um padr\u00e3o que nem sempre \u00e9 poss\u00edvel seguir por n\u00e3o ser adequado \u00e0 pessoa, por quest\u00f5es est\u00e9ticas ou financeiras&#8221;, arremata com \u2018um qu\u00ea\u2019 da feminista Naomi Wolf, c\u00e9lebre por fundamentar o &#8220;mito da beleza&#8221; como um dispositivo cultural que se utiliza da imagem de beleza feminina contra as pr\u00f3prias mulheres.<\/p>\n<p>Essa cr\u00edtica aos padr\u00f5es impostos \u00e0 est\u00e9tica do corpo, difundidos principalmente pelo mercado da moda e pela publicidade, traz a quest\u00e3o: como ficam aquelas mulheres que querem se libertar desses rituais, saindo da rota das tend\u00eancias da esta\u00e7\u00e3o e do consumismo? H\u00e1 alternativas poss\u00edveis?<\/p>\n<p>Para as consultoras de moda da Oficina de Estilo, a resposta est\u00e1 na autoestima. &#8220;E nossa ferramenta \u00e9 o autoconhecimento&#8221;, afirma Cristina Zanetti, s\u00f3cia da consultoria. Desde maio de 2003, a empresa atendeu mais de 300 clientes na cidade de S\u00e3o Paulo em busca de um visual pr\u00f3prio. &#8220;Quer\u00edamos atender a mulheres como n\u00f3s, mulheres reais&#8221;, conta Cristina, apontando para seu p\u00fablico formado por mulheres de 25 a 45 anos, classe B. &#8220;Entendemos trabalhar com estilo, e n\u00e3o com imagem, pois a imagem \u00e9 algo que n\u00e3o controlamos&#8221;, vaticina.<\/p>\n<p>As ferramentas da Oficina de Estilo s\u00e3o question\u00e1rios, exerc\u00edcios, entrevistas para conhecimento detalhado da pessoa e de seu guarda-roupa. &#8220;\u00c9 a partir do momento em que a refer\u00eancia pessoal passa a ser a interna,n\u00e3o mais a externa, que passamos \u00e0 autoaceita\u00e7\u00e3o e nos sentimos mais bonitas na frente no espelho&#8221;, afirma a consultora. Afinal, quando vestimos algo que atenda \u00e0s nossas necessidades, caminhamos com autoconfian\u00e7a e seguran\u00e7a.<\/p>\n<p><strong>Fora dos padr\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>Parece ser esse o caminho para a mulher comum que queira deixar de lado padr\u00f5es sociais para ser tornar uma mulher especial.<\/p>\n<p>Karina Belissi, advogada de 41 anos \u00e9 um exemplo. Ela sabe explorar o seu biotipo de 1,58m de altura. No guarda-roupas, evita bermudas, saias longas, sand\u00e1lias rasteiras. Entre colegas e familiares, seu estilo de vestir \u00e9 alvo de elogios, escolhendo pe\u00e7as b\u00e1sicas, coorden\u00e1veis entre si e atemporais. Tamb\u00e9m n\u00e3o usa materiais sint\u00e9ticos, tanto pela intoler\u00e2ncia no contato com a pele quanto por acreditar que esse tipo de material n\u00e3o \u00e9 de boa qualidade. Bastante vaidosa, Karina procura uma boa rela\u00e7\u00e3o custo-benef\u00edcio antes de consumir qualquer produto, priorizando a qualidade. Entre os itens de beleza que mais consome est\u00e3o as maquiagens e os produtos para cabelos. Procura produtos hipoalerg\u00eanicos, de alta durabilidade no uso. Para os cabelos, gosta dos rituais caseiros, que combinam mais com sua agenda agitada: usa m\u00e1scaras, cujas receitas encontra em blogs sobre moda e beleza.<\/p>\n<p>&#8220;Mas sair do julgo da beleza ideal n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil&#8221;, confessa Marilda Santos. &#8220;Temos que vencer este estigma social, onde a mulher \u00e9 vista como um objeto em exposi\u00e7\u00e3o: a mulher objeto&#8221;, resume. &#8220;Me libertei destes ideais quando entendi que o mercado n\u00e3o respeitava o meu padr\u00e3o de beleza&#8221;, completa. Havia uma \u00e9poca em que n\u00e3o havia cosm\u00e9ticos espec\u00edficos para mulheres negras.<\/p>\n<p>Ela faz quest\u00e3o de falar do problema racial ao tratar de beleza feminina. &#8220;Sempre fui grande, desde os 9 anos tenho coxas grossas, cintura fina, fora dos padr\u00f5es est\u00e9ticos. Mas minha m\u00e3e e irm\u00e3s sempre me mostraram que eu era bonita e que n\u00e3o precisava ser igual a ningu\u00e9m, at\u00e9 porque somos de uma fam\u00edlia de 5 mulheres, fisicamente diferentes umas das outras. Ent\u00e3o, por que ter\u00edamos que parecer com algo imposto por algu\u00e9m?&#8221;, avalia Marilda.<\/p>\n<p>No Brasil, a mistura de ra\u00e7as se fez desde a sua forma\u00e7\u00e3o (se voc\u00ea n\u00e3o conhecer sua \u00e1rvore geneal\u00f3gica ou n\u00e3o for estrangeiro, automaticamente ser\u00e1 fruto de uma mistura de ra\u00e7as!), no entanto as pessoas se intitulam brancas. &#8220;\u00c9 claro que temos problemas de autoimagem&#8221;, acrescenta ela.<\/p>\n<p>&#8220;O processo de liberta\u00e7\u00e3o \u00e9 um trabalho muito mais interno, de descobertas, do que de cirurgias pl\u00e1sticas, cl\u00ednicas de est\u00e9tica ou cosm\u00e9ticos importados&#8221;, diz Cristina Zanetti. O trabalho de autoaceita\u00e7\u00e3o e valoriza\u00e7\u00e3o \u00e9 o que ela prega no livro &#8220;Vista quem voc\u00ea \u00e9&#8221; \u2013 um esfor\u00e7o de autoconhecimento e resgate. Para ela, consumo consciente \u00e9 o consumo conscientizado: substituir o consumo por autoestima e comprar o que faz sentido para a pessoa, sem cair na armadilha de consumir por indulg\u00eancia.<\/p>\n<p>Para a professora de Moda do Senai-Cianorte (PR), Leny Pereira, a pesquisa na \u00e1rea de moda inclusiva levou-a a produzir modelagem de roupas para pessoas com defici\u00eancia. O trabalho come\u00e7ou em 2006 e reflete diretamente na autoestima dessas pessoas. H\u00e1 12 anos atuando na \u00e1rea, ela confirma que &#8220;a moda \u00e9 um fen\u00f4meno cultural, onde o padr\u00e3o de beleza demora muito a se modificar&#8221;. O exemplo \u00e9 cruel: n\u00e3o se usa mais espartilho, mas se preciso, as mulheres v\u00e3o retirar uma costela para conseguir o mesmo objetivo.<\/p>\n<p>Portanto, o conceito de sustentabilidade na moda para ela vai al\u00e9m dos produtos com vida \u00fatil maior. Isso amb\u00e9m inclui enxergar as pessoas como elas s\u00e3o no mundo real. No Brasil, consumir o que vem de fora \u00e9 um problema s\u00e9rio. &#8220;Precisamos valorizar a nossa imagem&#8221;, ela defende.<\/p>\n<p>A experi\u00eancia da Oficina de Estilo confirma que a mulher costuma n\u00e3o querer apenas o corpo, mas a vida daquela mulher que est\u00e1 na capa da revista. &#8220;A mulher acredita que tendo aquele corpo, ter\u00e1 aquela vida tamb\u00e9m. Mas somos imperfeitas e incompletas. Isso \u00e9 ser humano&#8221;, alerta Cristina.<\/p>\n<p>Sem dados estat\u00edsticos, mas com fortes ind\u00edcios de que as brasileiras, mais do que outras, est\u00e3o muito presas ao perfil de magreza e ao sofrimento com o envelhecimento, Cristina entende que a beleza real \u00e9 ter um corpo saud\u00e1vel.<\/p>\n<p>&#8220;Em nossas oficinas falamos em ter um corpo natural. Ensinamos que o corpo mais legal do mundo \u00e9 o nosso corpo, aquele que recebemos geneticamente&#8221;, conta a consultora. E a receita \u00e9 reativamente simples: ingerir alimentos saud\u00e1veis, praticar algum exerc\u00edcio e dormir bem.<\/p>\n<p><strong>Consci\u00eancia e educa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Quando o assunto \u00e9 o uso de ingredientes da biodiversidade na composi\u00e7\u00e3o da cosm\u00e9tica natural, uma pesquisa junto a consumidores de 11 pa\u00edses mostra que os brasileiros s\u00e3o os mais conscientes: 96% no Brasil; 95% na Fran\u00e7a; e 94% na China (dados de 2013). Por\u00e9m, a confian\u00e7a do consumidor em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s empresas de beleza que se dizem ecol\u00f3gicas continua sendo baixa: 42% nos EUA e na Europa, e 64% nas economias emergentes confiam nas empresas. Quano o assunto \u00e9 \u00e9tica no uso da biodiversidade, a confian\u00e7a \u00e9 ainda menor: apenas 36% nos EUA e na Europa. O referido estudo \u00e9 feito desde 2009 pela Union for Ethical BioTrade (UEBT), que avalia a<br \/>\nconscientiza\u00e7\u00e3o sobre biodiversidade e consumo em todo o mundo, incluindo saber como s\u00e3o percebidas as pr\u00e1ticas das marcas de higiene e beleza que fazem uso da natureza em seus produtos.<\/p>\n<p>At\u00e9 hoje, o \u2018Bar\u00f4metro da Biodiversidade\u2019 entrevistou 31 mil consumidores. Apoiada pela Natura Cosm\u00e9ticos, Denise Alves, diretora de Sustentabilidade da empresa, v\u00ea nesse mapeamento valiosas perspectivas sobre a consci\u00eancia dos consumidores e suas expectativas sobre as pr\u00e1ticas de suprimentos em biodiversidade. Mas a grande maioria (87%) dos consumidores gostaria de ter acesso a mais informa\u00e7\u00f5es sobre o uso de biodiversidade na cosm\u00e9tica. E que fique um alerta \u00e0s fabricantes: 84% dos consumidores desses produtos afirmam que deixariam de comprar uma marca caso ela n\u00e3o respeite as pr\u00e1ticas \u00e9ticas.<\/p>\n<p>As pessoas respeitam quem respeita seu pr\u00f3prio neg\u00f3cio. E isso j\u00e1 vem fazendo hist\u00f3ria. H\u00e1 15 anos, Marilda Santos participou de uma campanha de conscientiza\u00e7\u00e3o pedindo que a m\u00eddia enxergasse os negros e negras, reconhecendo-os como consumidores. &#8220;Se nos comerciais n\u00e3o havia atores negros, entend\u00edamos que n\u00e3o era para o negro consumir&#8221;, explica. Hoje, \u00e9 muito mais f\u00e1cil tratamentos com especialistas em ra\u00e7a negra (esteticistas e dermatologistas) e h\u00e1 muitos bons produtos especiais no mercado. &#8220;Mas n\u00e3o s\u00e3o baratos, e este \u00e9 o pre\u00e7o que prefiro pegar para n\u00e3o perder minhas ra\u00edzes&#8221;, ilustra a jovem mulher.<\/p>\n<p>J\u00e1 no setor da moda, o maior desafio est\u00e1 na \u00e1rea de modelagem e padronagem, que, segundo a professora Leny Pereira, deve ser revisto em acordo com a especificidade de cada bi\u00f3tipo existente no Brasil. &#8220;A brasileira \u00e9 dif\u00edcil de vestir pela diversidade \u00e9tnica&#8221;, avalia.<\/p>\n<p>Quer dizer, para al\u00e9m da necessidade de educar o olhar conforme sua pr\u00f3pria cultura, apurar a autoestima e melhorar o autoconhecimento, a ind\u00fastria da moda e beleza tem uma grande responsabilidade nas mudan\u00e7as.<\/p>\n<p>Se o processo de conscientiza\u00e7\u00e3o foi apenas iniciado, a mitologia indica que a vaidade, o apre\u00e7o \u00e0 beleza e os cuidados femininos s\u00e3o anteriores e independentes de padr\u00f5es e de consumismo. Nada poder\u00e1 mudar o fato de que a beldade V\u00eanus, s\u00edmbolo do amor e da beleza no Pante\u00e3o Romano, foi venerada, antes de mais nada, por seu vago olhar, uma caracter\u00edstica feminina que nenhum creminho pode mudar.<\/span><\/p>\n<p style=\"color: #1b6390;\" align=\"justify\">Fonte:\u00a0<a style=\"color: #096ae2;\" href=\"http:\/\/www.mercadoetico.net.br\/apoiophp.php?pag=noticias&amp;secao=6-Moda%20e%20Beleza\" target=\"_blank\">Mercado \u00c9tico<\/a><br \/>\n22.03.2014<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Isabel Gnaccarini, para o Mercado \u00c9tico No Brasil, o assunto moda e beleza est\u00e1 ancorado<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":false,"thumbnail":false,"medium":false,"medium_large":false,"large":false,"1536x1536":false,"2048x2048":false,"cream-magazine-thumbnail-2":false,"cream-magazine-thumbnail-3":false,"cream-magazine-thumbnail-4":false},"uagb_author_info":{"display_name":"sabrina","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/sabrina\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Isabel Gnaccarini, para o Mercado \u00c9tico No Brasil, o assunto moda e beleza est\u00e1 ancorado","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/130"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=130"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/130\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=130"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=130"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=130"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}