{"id":129975,"date":"2020-07-07T14:00:30","date_gmt":"2020-07-07T17:00:30","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=129975"},"modified":"2020-07-07T09:23:12","modified_gmt":"2020-07-07T12:23:12","slug":"embrapa-divulga-estudo-inedito-sobre-tendencias-para-a-cadeia-de-carne-bovina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/embrapa-divulga-estudo-inedito-sobre-tendencias-para-a-cadeia-de-carne-bovina\/","title":{"rendered":"Embrapa divulga estudo in\u00e9dito sobre tend\u00eancias para a cadeia de carne bovina"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/pecuaria.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-129976\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/pecuaria-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/pecuaria-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/pecuaria.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Um dos pilares do agroneg\u00f3cio brasileiro, a cadeia da pecu\u00e1ria de corte movimentou o correspondente a 8,7% do PIB do pa\u00eds\u00a0em 2018, totalizando R$ 597,22 bilh\u00f5es. Para os pr\u00f3ximos anos, o setor continuar\u00e1 a crescer, sustentado por um mercado consumidor de carne bovina crescente, com o aumento consider\u00e1vel da demanda, em especial pelos pa\u00edses asi\u00e1ticos, como China e Hong Kong. Os dois pa\u00edses, s\u00f3 em 2018, compraram o correspondente a 43,6% de todo o montante exportado.<\/p>\n<p>A busca por cortes diferenciados e de denomina\u00e7\u00e3o de origem abrir\u00e3o novas oportunidades de agrega\u00e7\u00e3o de valor. No entanto, o maior grau de exig\u00eancia do consumidor ser\u00e1 um gatilho transformador da atividade, bem como a concorr\u00eancia com outras fontes de prote\u00edna, que for\u00e7ar\u00e3o\u00a0a cadeia a produzir melhor. O bem-estar animal ser\u00e1 mandat\u00f3rio, desde a cria ao abate.<\/p>\n<p>Os dados s\u00e3o do estudo que integra a\u00a0mais recente edi\u00e7\u00e3o\u00a0da s\u00e9rie \u201cDesafios do Agroneg\u00f3cio Brasileiro\u201d, elaborada\u00a0por pesquisadores da Embrapa que integram o Centro de Intelig\u00eancia da Carne Bovina da Embrapa Gado de Corte (<a href=\"http:\/\/www.cicarne.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Cicarne<\/a>) e o\u00a0<a href=\"https:\/\/www.embrapa.br\/agropensa\/sistema-agropensa\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Sistema Agropensa<\/a>. Participaram do estudo os pesquisadores Guilherme Malafaia, Fernando Dias, Paulo Biscola e El\u00edsio Contini e o analista Adalberto Ara\u00fajo.<\/p>\n<p>De acordo com os autores, a inova\u00e7\u00e3o digital ser\u00e1 uma das duas maiores for\u00e7as disruptivas para o mercado nas pr\u00f3ximas duas d\u00e9cadas e acelerar\u00e1 o processo de transforma\u00e7\u00e3o da cadeia, injetando gest\u00e3o e intelig\u00eancia na atividade. Ter\u00e1 papel central na certifica\u00e7\u00e3o, rastreabilidade e qualidade do produto carne.<\/p>\n<p>A busca por solu\u00e7\u00f5es sustent\u00e1veis transformar\u00e1 toda a cadeia produtiva, desde a ind\u00fastria de insumos at\u00e9 a carne na prateleira do supermercado. Tecnologias de ponta\u00a0como a biotecnologia moderna aumentar\u00e3o a efici\u00eancia produtiva, com ganhos para os produtores e consumidores finais.<\/p>\n<p>As tend\u00eancias para a cadeia de carne bovina do pa\u00eds v\u00e3o exigir melhor gest\u00e3o do neg\u00f3cio, digitaliza\u00e7\u00e3o e intensifica\u00e7\u00e3o produtiva por parte dos pecuaristas para que seja alcan\u00e7ado o potencial de incremento de 23% da produ\u00e7\u00e3o nos pr\u00f3ximos oito anos, diz o estudo.<\/p>\n<p>Por outro lado, o impacto social ser\u00e1 muito relevante \u2013 pois muitos pecuaristas n\u00e3o conseguir\u00e3o se adaptar e deixar\u00e3o a atividade.\u00a0 \u201cVamos ter menos produtores, que ser\u00e3o mais tecnificados e ter\u00e3o maior volume de produ\u00e7\u00e3o. Quem for pequeno ou se organiza em cooperativas, em associa\u00e7\u00f5es, em rede, ou n\u00e3o sobreviver\u00e1\u201d, afirma o pesquisador El\u00edsio Contini.<\/p>\n<p>De acordo com o especialista, a previs\u00e3o \u00e9 que poder\u00e3o deixar a atividade quase metade dos 1,3 milh\u00e3o de pecuaristas hoje em atividade, apesar de promissora proje\u00e7\u00e3o de o pa\u00eds se consolidar como l\u00edder global nesse mercado.<\/p>\n<p>\u201cParcela consider\u00e1vel vai ser exclu\u00edda da atividade e substitu\u00edda por fazendas corporativas. At\u00e9 2040, cerca de 50% dos produtores devem sair do mercado\u201d, afirma o coordenador do Cicarne, Guilherme Malafaia.<\/p>\n<p><strong>Mais carne em menos \u00e1rea<\/strong><\/p>\n<p>As proje\u00e7\u00f5es elaboradas pelo estudo indicam que os pr\u00f3ximos anos ser\u00e3o de muito desenvolvimento e sucesso para os bons gestores. A pecu\u00e1ria brasileira produzir\u00e1 mais carne em menos \u00e1rea, liberando terras para a agricultura e silvicultura. O setor ocupar\u00e1 espa\u00e7o no cen\u00e1rio internacional, exportando desde gen\u00e9tica a produtos altamente especializados e de elevado valor agregado. \u201cO Brasil ter\u00e1 uma pecu\u00e1ria altamente tecnificada, profissional, competitiva e uma refer\u00eancia global, n\u00e3o s\u00f3 pelo gigantismo, mas tamb\u00e9m por sua tecnologia, qualidade, seguran\u00e7a e sustentabilidade\u201d, afirmam os autores.<\/p>\n<p>Eles chamam aten\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m para os impactos da covid-19 no mercado e na produ\u00e7\u00e3o da carne bovina. A pandemia colocar\u00e1 no topo do debate global a preocupa\u00e7\u00e3o com a sanidade animal, onde devem crescer as exig\u00eancias e consist\u00eancia sobre os sistemas de vigil\u00e2ncia e controle de doen\u00e7as que atingem animais e humanos. \u201cEsta pode ser uma grande oportunidade para a cadeia da carne bovina mostrar ao mundo, de forma transparente, como os nossos processos produtivos, tanto no campo como na ind\u00fastria, s\u00e3o confi\u00e1veis\u201d, afirmam.<\/p>\n<p>De acordo com o estudo, a maior transforma\u00e7\u00e3o ser\u00e1 no processo de distribui\u00e7\u00e3o, seja de insumos, gado ou da carne. A relev\u00e2ncia da sanidade, qualidade e sustentabilidade crescer\u00e1 via intera\u00e7\u00e3o digital com o consumidor final. Entretanto, torna-se de fundamental import\u00e2ncia a promo\u00e7\u00e3o de melhorias no sistema de conectividade no territ\u00f3rio brasileiro, especialmente, no campo.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 de fundamental import\u00e2ncia a cria\u00e7\u00e3o e fortalecimento dos di\u00e1logos entre\u00a0<em>stakeholders<\/em>\u00a0em rede no setor de carne bovina. A integra\u00e7\u00e3o e coordena\u00e7\u00e3o da cadeia \u00e9 extremamente necess\u00e1ria e estrat\u00e9gica. \u00c9 preciso romper a cultura demarcada pela falta de relacionamentos sist\u00eamicos e avan\u00e7ar em modelos colaborativos em rede, j\u00e1 realizado com \u00eaxito por pa\u00edses como Austr\u00e1lia, Canad\u00e1, China, Estados Unidos, Reino Unido e Uruguai. A C\u00e2mara Setorial da Bovinocultura de Corte do Minist\u00e9rio da Agricultura poderia ser um f\u00f3rum prop\u00edcio para germinar uma a\u00e7\u00e3o nesse sentido\u201d, afirma El\u00edsio Contini.<\/p>\n<p><strong>Desafio para o escoamento das exporta\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>A concentra\u00e7\u00e3o das exporta\u00e7\u00f5es de carne bovina nos portos das regi\u00f5es Sul e Sudeste evidencia os corredores de exporta\u00e7\u00e3o dos estados brasileiros produtores de carne situados nas regi\u00f5es Centro-Oeste, Sul e Sudeste. No caso dos frigor\u00edficos de Mato Grosso, por exemplo, as rodovias BR-364 e BR-163 est\u00e3o entre as principais vias de escoamento da produ\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio destinada \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o, convergindo aos portos de Santos (SP) e Paranagu\u00e1 (PR). J\u00e1 a produ\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio goiano segue, sobretudo, pelas BR-153, BR-364 e a BR-050, em dire\u00e7\u00e3o ao porto de Santos.<\/p>\n<p>No entanto, o estudo apontou a necessidade de reorientar a matriz de transporte para\u00a0maior integra\u00e7\u00e3o entre os percursos rodovi\u00e1rio e ferrovi\u00e1rio. O transporte rodovi\u00e1rio poderia ser realizado entre os frigor\u00edficos e os p\u00e1tios de transbordo da ferrovia, por ser o mais flex\u00edvel, com maior disponibilidade de vias de acesso e rapidez na entrega. Por sua vez, o modal ferrovi\u00e1rio seria adequado para o transporte de carga por longas dist\u00e2ncias, desde os p\u00e1tios da ferrovia at\u00e9 os portos litor\u00e2neos. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 log\u00edstica de exporta\u00e7\u00e3o da carne bovina, nota-se uma concentra\u00e7\u00e3o em alguns portos da regi\u00e3o Sul e Sudeste.<\/p>\n<p>Para diminuir essa concentra\u00e7\u00e3o, sugere-se\u00a0maior exporta\u00e7\u00e3o pelos portos do Nordeste e Norte brasileiro, quando o produto tiver como destino os portos da Europa, do Oriente M\u00e9dio e da Am\u00e9rica do Norte.<\/p>\n<p>As proje\u00e7\u00f5es para a pecu\u00e1ria brasileira mostram que o setor deve apresentar um significativo crescimento nos pr\u00f3ximos anos e a expectativa \u00e9 que a produ\u00e7\u00e3o de carne bovina no Brasil continue a crescer na pr\u00f3xima d\u00e9cada. Segundo proje\u00e7\u00f5es do Minist\u00e9rio da Agricultura, Pecu\u00e1ria e Abastecimento (Mapa), no per\u00edodo de 2018 a 2028, a produ\u00e7\u00e3o de carne bovina do Brasil dever\u00e1 crescer 2,1% ao ano. Neste contexto, espera-se atingir 12,15 milh\u00f5es toneladas produzidas em 2028, com 22,7% de varia\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o a 2018.<\/p>\n<p><span id=\"OBJ_PREFIX_DWT1972_com_zimbra_url\" class=\"Object\"><a href=\"https:\/\/www.embrapa.br\/agropensa\/produtos-sire?p_p_id=20&amp;p_p_lifecycle=0&amp;p_p_state=normal&amp;p_p_mode=view&amp;p_p_col_id=column-1&amp;p_p_col_pos=1&amp;p_p_col_count=2&amp;_20_struts_action=%2Fdocument_library%2Fview_file_entry&amp;_20_redirect=https%3A%2F%2Fwww.embrapa.br%2Fagropensa%2Fprodutos-sire%3Fp_p_id%3D20%26p_p_lifecycle%3D0%26p_p_state%3Dnormal%26p_p_mode%3Dview%26p_p_col_id%3Dcolumn-1%26p_p_col_pos%3D1%26p_p_col_count%3D2&amp;_20_fileEntryId=53876248\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Clique aqui<\/a><\/span>\u00a0para acesso \u00e0 NT na p\u00e1gina do Agropensa.<\/p>\n<div>*Com informa\u00e7\u00f5es da nota t\u00e9cnica 04 da S\u00e9rie &#8220;Desafios do Agroneg\u00f3cio Brasileiro&#8221;, Sistema Agropensa.<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um dos pilares do agroneg\u00f3cio brasileiro, a cadeia da pecu\u00e1ria de corte movimentou o correspondente<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":129976,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/pecuaria.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/pecuaria-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/pecuaria-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/pecuaria.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/pecuaria.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/pecuaria.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/pecuaria.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/pecuaria.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/pecuaria.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/pecuaria.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Um dos pilares do agroneg\u00f3cio brasileiro, a cadeia da pecu\u00e1ria de corte movimentou o correspondente","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/129975"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=129975"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/129975\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/129976"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=129975"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=129975"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=129975"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}