{"id":1290,"date":"2014-06-13T15:23:51","date_gmt":"2014-06-13T15:23:51","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=1290"},"modified":"2014-06-13T15:23:51","modified_gmt":"2014-06-13T15:23:51","slug":"boas-praticas-podem-cortar-emissoes-globais-em-5-gtco2-por-ano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/boas-praticas-podem-cortar-emissoes-globais-em-5-gtco2-por-ano\/","title":{"rendered":"Boas pr\u00e1ticas podem cortar emiss\u00f5es globais em 5 GtCO2 por ano"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-size: x-small;\"><strong>Fernanda B. M\u00fcller, do Instituto CarbonoBrasil<\/strong><\/span><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/industrias.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-1291\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/industrias.jpg\" alt=\"\" width=\"415\" height=\"265\" \/><\/a>Mais de 5 gigatoneladas de di\u00f3xido de carbono (GtCO2) poderiam deixar de ser liberadas para atmosfera se todos os pa\u00edses adotassem pol\u00edticas de boas pr\u00e1ticas em apenas quatro \u00e1reas tem\u00e1ticas, afirma um novo estudo sobre instrumentos para melhorar a ambi\u00e7\u00e3o das a\u00e7\u00f5es voltadas \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas antes de 2020.<\/p>\n<p>Segundo os autores, esses quatro setores seriam energias renov\u00e1veis, ve\u00edculos leves, produ\u00e7\u00e3o de combust\u00edveis f\u00f3sseis com foco na gera\u00e7\u00e3o de metano e equipamentos el\u00e9tricos. J\u00e1 entre as boas pr\u00e1ticas est\u00e3o medidas como tarifas feed-in, investimentos em infraestrutura e padr\u00f5es de qualidade.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio foi elaborado pelo Ecofys, Instituto \u00d6ko e Instituto ISI Fraunhofer a pedido do Minist\u00e9rio do Meio Ambiente alem\u00e3o e visa contribuir com as negocia\u00e7\u00f5es para um novo acordo clim\u00e1tico internacional.<\/p>\n<p>A ado\u00e7\u00e3o de boas pr\u00e1ticas no setor de apoio \u00e0s energias renov\u00e1veis oferece as melhores oportunidades de corte nas emiss\u00f5es, com um potencial estimado em 3,6 GtCO2 por ano at\u00e9 2020, ressalta a publica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Essas medidas est\u00e3o cada vez mais populares em muitos pa\u00edses, n\u00e3o apenas pelo seu potencial de \u2018descarboniza\u00e7\u00e3o\u2019, mas tamb\u00e9m devido aos m\u00faltiplos co-benef\u00edcios, como a eletrifica\u00e7\u00e3o rural, melhoria na seguran\u00e7a energ\u00e9tica, entre outros.<\/p>\n<p>O estudo constatou que as pol\u00edticas mais ambiciosas no setor de renov\u00e1veis em pa\u00edses industrializados podem levar a um corte anual de entre 2-3% na intensidade das emiss\u00f5es nacionais na produ\u00e7\u00e3o de eletricidade. O potencial nos pa\u00edses menos desenvolvidos tamb\u00e9m \u00e9 grande, sendo que o Marrocos conseguiu cortes anuais de 4% nos \u00faltimos anos.<\/p>\n<p>As an\u00e1lises mostraram que os instrumentos de mercado mais populares no setor de renov\u00e1veis em pa\u00edses industrializados s\u00e3o as tarifas feed-in (alimenta\u00e7\u00e3o da rede) e contratos de compra.<\/p>\n<p>J\u00e1 nas na\u00e7\u00f5es em desenvolvimento, investimentos feitos pelo setor p\u00fablico continuam sendo a principal forma de incremento na gera\u00e7\u00e3o de fontes renov\u00e1veis devido \u00e0 aus\u00eancia de ambientes atrativos para o setor privado. Essa continua sendo uma barreira elementar para o desenvolvimento do setor nesses pa\u00edses, afirma a publica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No geral, entre as principais barreiras encontradas para o avan\u00e7o das boas pr\u00e1ticas no uso de energias renov\u00e1veis est\u00e3o a m\u00e1 qualidade e insufici\u00eancia de infraestrutura das redes de transmiss\u00e3o e quest\u00f5es regulat\u00f3rias ao redor do mundo.<\/p>\n<p><strong>Autom\u00f3veis<\/strong><\/p>\n<p>Impulsionados pelos compromissos de cortar emiss\u00f5es, mas tamb\u00e9m pelo aumento da demanda dos consumidores, os instrumentos pol\u00edticos voltados para ve\u00edculos leves tamb\u00e9m apresentam um bom potencial de redu\u00e7\u00e3o na libera\u00e7\u00e3o do CO2, podendo alcan\u00e7ar 0,6 Gt anualmente, aponta o relat\u00f3rio.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de reverter a tend\u00eancia de crescimento nas emiss\u00f5es deste segmento, estes instrumentos significam tamb\u00e9m cortes no custo dos combust\u00edveis, melhoria na qualidade do ar e diminui\u00e7\u00e3o da depend\u00eancia de combust\u00edveis importados.<\/p>\n<p>As boas pr\u00e1ticas avaliadas pelo estudo preveem melhorias na efici\u00eancia dos combust\u00edveis entre 4-7% anualmente entre 2015 e 2020, com a meta da Uni\u00e3o Europeia sendo a mais ambiciosa \u2013 26,3 km\/litro para ve\u00edculos leves at\u00e9 2020.<\/p>\n<p>As an\u00e1lises mostram que as pr\u00e1ticas mais comuns s\u00e3o a determina\u00e7\u00e3o de padr\u00f5es com mecanismos flex\u00edveis para o seu cumprimento.<\/p>\n<p><strong>Outros setores<\/strong><\/p>\n<p>O relat\u00f3rio tamb\u00e9m avaliou o caso da R\u00fassia, focando na gera\u00e7\u00e3o de metano proveniente da produ\u00e7\u00e3o de combust\u00edveis f\u00f3sseis. O pa\u00eds adotou uma pol\u00edtica de corte na queima (flaring) relacionada \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo e g\u00e1s.<\/p>\n<p>As an\u00e1lises mostram que, se a pol\u00edtica for atendida, em 2020 as emiss\u00f5es podem cair em mais de 80% em rela\u00e7\u00e3o ao n\u00edvel de 2010. Se os cinco principais pa\u00edses que mais realizam essa queima adotarem pol\u00edticas similares, estima-se que cerca de 100 milh\u00f5es de toneladas de CO2 equivalente podem deixar de ser emitidas em 2020.<\/p>\n<p>Outro caso avaliado foi o das melhorias na efici\u00eancia de equipamentos el\u00e9tricos, segmento bem explorado por muitos pa\u00edses atrav\u00e9s da ado\u00e7\u00e3o de padr\u00f5es. Pol\u00edticas de boas pr\u00e1ticas na UE, Jap\u00e3o e Coreia do Sul apresentaram prefer\u00eancias por padr\u00f5es e etiquetagem, com incentivos fiscais sendo aplicados como medidas de apoio.<\/p>\n<p>Na UE, onde dados suficientes s\u00e3o encontrados, o relat\u00f3rio constatou que as medidas de boas pr\u00e1ticas resultaram em ganhos de efici\u00eancia em cerca de 1,5% ao ano desde 2000. Por\u00e9m, devido ao aumento no uso de equipamentos, a tend\u00eancia das emiss\u00f5es ainda \u00e9 de crescimento a uma taxa de 1% ao ano.<\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-small;\"><strong>(Instituto CarbonoBrasil)<\/strong><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fernanda B. 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