{"id":128967,"date":"2020-06-20T14:30:02","date_gmt":"2020-06-20T17:30:02","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=128967"},"modified":"2020-06-20T08:43:50","modified_gmt":"2020-06-20T11:43:50","slug":"astronomos-observam-magnetar-recem-nascido-com-apenas-240-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/astronomos-observam-magnetar-recem-nascido-com-apenas-240-anos\/","title":{"rendered":"Astr\u00f4nomos observam magnetar &#8220;rec\u00e9m-nascido&#8221;, com apenas 240 anos"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/magnetar.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-128968\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/magnetar-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/magnetar-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/magnetar.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Cientistas da Nasa conseguiram observar um magnetar com apenas 240 anos, situado a 16 mil anos-luz da Terra. A an\u00e1lise do astro, batizado de Swift J1818.0-1607, foi publicada no Astrophysical Journal Letters na quarta-feira (17).<\/p>\n<p>Um magnetar \u00e9 uma estrela de n\u00eautrons cujo magnetismo \u00e9 absurdamente elevado \u2014 astros do tipo s\u00e3o considerados os mais magn\u00e9ticos do Universo. As estrelas de n\u00eautrons, por sua vez, s\u00e3o extremamente densas: uma colher de ch\u00e1 de seu material equivaleria a 3,6 toneladas na Terra. O Swift J1818.0-1607, por exemplo, tem o dobro da massa do nosso Sol em um volume mais de um trilh\u00e3o de vezes menor.<\/p>\n<p>Embora existam mais de 3 mil estrelas de n\u00eautrons conhecidas, os cientistas identificaram apenas 31 magnetares confirmados \u2014 incluindo a Swift J1818.0-1607, que est\u00e1 localizada na constela\u00e7\u00e3o de Sagit\u00e1rio. Como explicam os especialistas, este \u00e9 o astro do tipo mais jovem j\u00e1 observado: como a luz leva tempo para percorrer o cosmos, eles viram a luminosidade que a estrela de n\u00eautrons emitia cerca de 16 mil anos atr\u00e1s, quando tinha apenas cerca de 240 anos.<\/p>\n<p>&#8220;Este objeto est\u00e1 nos mostrando o in\u00edcio da vida de um magnetar, logo ap\u00f3s sua forma\u00e7\u00e3o, o que jamais vimos antes&#8221;, disse Nanda Ream, uma das pesquisadoras, em comunicado. &#8220;Talvez se entendermos a hist\u00f3ria da forma\u00e7\u00e3o desses objetos, entenderemos por que h\u00e1 uma diferen\u00e7a t\u00e3o grande entre o n\u00famero de magnetares que encontramos e o n\u00famero total de estrelas de n\u00eautrons conhecidas.&#8221;<\/p>\n<p><strong>Detec\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Embora as estrelas de n\u00eautrons tenham apenas de 15 a 30 quil\u00f4metros de largura, elas podem emitir enormes rajadas de luz que s\u00e3o poderosas e brilhantes o suficiente para serem vistas em todo o Universo. Foi pensando nisso que os cientistas da Nasa come\u00e7aram a analisar os dados obtidos pela miss\u00e3o Swift, lan\u00e7ada em 2004.<\/p>\n<p>Segundo os pesquisadores, o pico de atividade de uma estrela de n\u00eautrons (como uma explos\u00e3o), ela geralmente come\u00e7a com um aumento repentino de brilho que dura alguns dias ou semanas, que \u00e9 seguido de um decl\u00ednio gradual ao longo de meses ou anos. Al\u00e9m disso, o fen\u00f4meno aumenta as emiss\u00f5es de raios-X, raios gama e at\u00e9 ondas de r\u00e1dio \u2014 e todos esses eventos podem ser monitorados.<\/p>\n<p>&#8220;O que \u00e9 surpreendente sobre os [magnetares] \u00e9 que eles s\u00e3o bastante diversos [entre si] como uma popula\u00e7\u00e3o&#8221;, comenta Victoria Kaspi, astrof\u00edsica canadense que n\u00e3o participou do estudo. &#8220;Cada vez que voc\u00ea encontra um, est\u00e1 contando uma hist\u00f3ria diferente. Eles s\u00e3o muito estranhos e muito raros, e acho que n\u00e3o encontramos todas [as suas vers\u00f5es].&#8221;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cientistas da Nasa conseguiram observar um magnetar com apenas 240 anos, situado a 16 mil<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":128968,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/magnetar.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/magnetar-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/magnetar-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/magnetar.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/magnetar.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/magnetar.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/magnetar.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/magnetar.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/magnetar.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/magnetar.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Cientistas da Nasa conseguiram observar um magnetar com apenas 240 anos, situado a 16 mil","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/128967"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=128967"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/128967\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/128968"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=128967"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=128967"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=128967"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}