{"id":128683,"date":"2020-06-15T05:57:06","date_gmt":"2020-06-15T08:57:06","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=128683"},"modified":"2020-06-15T05:57:06","modified_gmt":"2020-06-15T08:57:06","slug":"madeira-nobre-mogno-africano-se-torna-investimento-com-bons-retornos-para-produtores-brasileiros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/madeira-nobre-mogno-africano-se-torna-investimento-com-bons-retornos-para-produtores-brasileiros\/","title":{"rendered":"Madeira nobre, mogno africano se torna investimento com bons retornos para produtores brasileiros"},"content":{"rendered":"<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"31\" data-block-id=\"2\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/mogno.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-128684\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/mogno-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/mogno-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/mogno.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Um cultivo que leva 20 anos. E tem agricultor investindo nele: \u00e9 o mogno africano, que tem produ\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m no Brasil, nas savanas de Roraima e no cerrado de Minas Gerais.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"wall protected-content\">\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"42\" data-block-id=\"3\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">O mogno africano \u00e9 madeira nobre, parente do mogno brasileiro, que tem plantio e corte limitados pois est\u00e1 na lista de esp\u00e9cies amea\u00e7adas. Atualmente, o corte da \u00e1rvore natural do Brasil \u00e9 permitido apenas por empresas com certifica\u00e7\u00e3o e plano de manejo.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"27\" data-block-id=\"4\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">O plantio do mogno africano vem para suprir a demanda pela madeira valorizada, e tem vantagem por n\u00e3o sofrer as restri\u00e7\u00f5es de corte e ter boa produtividade.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"61\" data-block-id=\"5\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">Na planta\u00e7\u00e3o de Ricardo Tavares, em Minas Gerais, s\u00e3o 500 hectares de mogno africano. Ele \u00e9 um dos pioneiros no plantio da \u00e1rvore no Brasil e dedicou parte da \u00e1rea para uma cole\u00e7\u00e3o com 17 esp\u00e9cies, tentando demonstrar por que escolheu o mogno africano em rela\u00e7\u00e3o ao cedro australiano, ao nim, ao ip\u00ea, ao jatob\u00e1, \u00e0 teca e ao mogno brasileiro.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"24\" data-block-id=\"6\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">\u201cAqui est\u00e1 claramente demonstrado que o mogno africano teve um desenvolvimento muito maior que as outras esp\u00e9cies de madeira que plantamos aqui\u201d, afirma Tavares.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"54\" data-block-id=\"7\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">A maior parte do plantio de mogno africano no Brasil tem hoje entre 5 e 10 anos. A \u00e1rvore cresce at\u00e9 atingir cerca de 15 metros de altura e depois se desenvolve para os lados. At\u00e9 atingir uma medida ideal para o corte: a \u00e1rvore deve ter em torno de 1,5 metro de circunfer\u00eancia.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"47\" data-block-id=\"9\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">Na hora do manejo, \u00e9 essencial definir o espa\u00e7amento entre as mudas, uma das primeiras decis\u00f5es que o produtor precisa tomar na hora de implantar uma \u00e1rea florestal. \u00c9 esse espa\u00e7amento que vai definir, no futuro, a idade do corte e o volume de madeira por hectare.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"66\" data-block-id=\"10\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">Segundo Tavares, um projeto como esse, que leva 20 anos para ser conclu\u00eddo, custa em torno de R$ 70 mil por hectare. Ele acredita que nessa planta\u00e7\u00e3o vai conseguir 400 metros c\u00fabicos de tora por hectare \u2014 com o pre\u00e7o da tora a US$ 400, o rendimento seria em torno de US$ 160 mil d\u00f3lares por hectare, o que d\u00e1 atualmente cerca de R$ 800 mil.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"18\" data-block-id=\"11\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">Enquanto aguarda o retorno de longo prazo desse investimento, Tavares mant\u00e9m outros cultivos, como uma planta\u00e7\u00e3o de caf\u00e9.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles\" data-block-type=\"raw\" data-block-weight=\"3\" data-block-id=\"12\">\n<div class=\"content-intertitle\">\n<h2>Investimento e manejo<\/h2>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"24\" data-block-id=\"13\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">Embora demorado, o cultivo do mogno africano \u00e9 descomplicado e pode trazer alto rendimento. A madeira pode ser cortada sem a necessidade de autoriza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"26\" data-block-id=\"14\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">Apesar disso, o financiamento para o investimento inicial da floresta pode ser complicado, por n\u00e3o existirem linhas de cr\u00e9dito espec\u00edficas nos bancos para esse cultivo.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"48\" data-block-id=\"15\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">\u201cA hora que chega l\u00e1 [no banco] e fala, \u2018olha, minha cultura precisa de 18 anos de financiamento\u2019, existe um susto\u201d, explica Patr\u00edcia Fonseca, diretora da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Produtores de Mogno Africano. \u201cA institui\u00e7\u00e3o financeira brasileira n\u00e3o est\u00e1 acostumada com isso e n\u00e3o gosta de correr risco\u201d.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"69\" data-block-id=\"16\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">O plantio do mogno \u00e9 considerado simples. Na fazenda Boa Esperan\u00e7a, em Minas Gerais, o cultivo foi feito sem irriga\u00e7\u00e3o, o que reduz os custos. \u201cS\u00e3o R$ 6,5 mil por hectare a implanta\u00e7\u00e3o. A estrat\u00e9gia \u00e9 plantar 25 hectares ao ano de maneira perp\u00e9tua. \u00c0 medida que chega na \u00e9poca da colheita final, n\u00f3s ter\u00edamos o fechamento desse ciclo e a\u00ed replanta 25 hectares\u201d, explica o agr\u00f4nomo Paulo Sabonge.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"42\" data-block-id=\"18\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">Um dos poucos problemas da planta\u00e7\u00e3o, em termos de praga, \u00e9 a broca. Mas as \u00e1rvores conseguem se proteger, expelindo uma resina que protege a madeira. De acordo com o agr\u00f4nomo, o \u00fanico controle acentuado que \u00e9 necess\u00e1rio \u00e9 o de formigas.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles\" data-block-type=\"raw\" data-block-weight=\"3\" data-block-id=\"19\">\n<div class=\"content-intertitle\">\n<h2>Planta\u00e7\u00e3o em Roraima<\/h2>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"27\" data-block-id=\"20\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">O primeiro cultivo de mogno africano em Roraima \u00e9 dos irm\u00e3os Marcello e Eduardo Guimar\u00e3es. Cariocas, eles v\u00eam da \u00e1rea de tecnologia, mas decidiram investir no campo.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"38\" data-block-id=\"21\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">Eles t\u00eam uma \u00e1rea de 2 mil hectares na fazenda, somando 1,8 milh\u00e3o de \u00e1rvores. A \u00e1rea escolhida foi uma regi\u00e3o mais \u00e1rida da Amaz\u00f4nia, bem pr\u00f3xima \u00e0 capital do estado, Boa Vista, chamada na regi\u00e3o de lavrado.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"46\" data-block-id=\"22\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">\u201cN\u00f3s estamos numa \u00e1rea de savana, que se assemelha muito ao cerrado do Planalto Central. Esses solos quimicamente s\u00e3o muito pobres, s\u00e3o solos com baixa fertilidade natural\u201d, explica o agr\u00f4nomo Jos\u00e9 Frutuoso do Vale J\u00fanior, que \u00e9 especialista em solos e acompanhou a implanta\u00e7\u00e3o da floresta.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"48\" data-block-id=\"23\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">O solo da regi\u00e3o teve de ser constru\u00eddo: primeiro com um cons\u00f3rcio de leguminosas e depois algumas esp\u00e9cies de capim, para aumentar a quantidade de mat\u00e9ria org\u00e2nica. Al\u00e9m disso, eles precisaram encontrar uma maneira de quebrar a dorm\u00eancia das sementes e por isso investiram em viveiros de mudas.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"63\" data-block-id=\"24\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">A esp\u00e9cie escolhida foi a Khaya Senegalensis, segundo Marcello Guimar\u00e3es \u00e9 que a melhor se adaptou \u00e0 regi\u00e3o. \u201c A condi\u00e7\u00e3o aqui \u00e9 muito diferente. Muito vento durante uma \u00e9poca muito grande, uma seca muito forte e, de repente, uma chuva, que \u00e9 uma chuva de mon\u00e7\u00f5es, parece que o mundo vai desabar\u201d, diz. \u201cTem que se adaptar sen\u00e3o a planta n\u00e3o resiste\u201d.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"53\" data-block-id=\"25\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">A fazenda dos irm\u00e3os trabalha com um parceiro, o paranaense Anderson Gibbert, que comprou terras em Roraima pelo baixo custo. O plantio \u00e9 feita nas terras dele e isso gera cr\u00e9ditos de reposi\u00e7\u00e3o florestal, que podem ser vendidos a empresas da regi\u00e3o que desmataram indevidamente e precisam de regulariza\u00e7\u00e3o junto a \u00f3rg\u00e3os ambientais.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"36\" data-block-id=\"27\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">A venda dos cr\u00e9ditos ajuda no in\u00edcio do plantio. O dono das terras fica com 20% dos rendimentos. \u201cA gente recebe, logo ap\u00f3s o plantio, na faixa de R$1,2 mil por hectare em cr\u00e9dito\u201d, diz Gibbert.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"31\" data-block-id=\"28\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">Os cortes da maneira s\u00e3o previstos aos 6 anos, aos 9 anos e aos 12. A expectativa \u00e9 que o corte final seja feito depois de 17 anos ap\u00f3s a implanta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"49\" data-block-id=\"29\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">A fazenda conta 27 funcion\u00e1rios trabalhando para fazer o semeio \u2014 15 deles s\u00e3o venezuelanos. Com a crise do coronav\u00edrus, a atividade nos viveiros que preparam as mudas ficou parada por um m\u00eas, mas j\u00e1 recome\u00e7ou, com cuidados como dist\u00e2ncia e uso de m\u00e1scara. Ningu\u00e9m foi demitido no per\u00edodo.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles\" data-block-type=\"raw\" data-block-weight=\"5\" data-block-id=\"30\">\n<div class=\"content-intertitle\">\n<h2>Tecnologia para acompanhar e plantar<\/h2>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"23\" data-block-id=\"31\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">Para acompanhar o crescimento das \u00e1rvores, os irm\u00e3os investiram num sistema de monitoramento via sat\u00e9lite, que permite a visualiza\u00e7\u00e3o em tablet ou smartphones.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"53\" data-block-id=\"32\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">Tamb\u00e9m foi desenvolvida uma m\u00e1quina na fazenda para plantar 3,6 mil mudas por hora. A m\u00e1quina retira as sementes do tubo e alinha a implanta\u00e7\u00e3o no ch\u00e3o, informando o sistema com captura de localiza\u00e7\u00e3o de GPS. Isso permite ter um invent\u00e1rio de cada \u00e1rvore para fazer planos de manejo e informar \u00f3rg\u00e3os ambientais.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"43\" data-block-id=\"33\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">At\u00e9 agora, j\u00e1 foram investidos R$ 12 milh\u00f5es no projeto. O mogno que foi plantado em 2001, em uma \u00e1rea de 18 hectares, e extra\u00eddo agora, \u00e9 avaliado em R$ 2,6 mil por metro c\u00fabico. Se deixar a madeira secar, o pre\u00e7o triplica.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles\" data-block-type=\"raw\" data-block-weight=\"9\" data-block-id=\"34\">\n<div class=\"content-intertitle\">\n<h2>O risco do fogo e o futuro da floresta<\/h2>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"17\" data-block-id=\"35\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">Na planta\u00e7\u00e3o de Roraima, o maior risco \u00e9 o fogo, algumas vezes causado de maneira criminosa.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"47\" data-block-id=\"36\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">Para evitar o problema, os produtores testam a t\u00e9cnica de agrofloresta, que consiste em um cons\u00f3rcio das \u00e1rvores de mogno com mandioca, banana e outras esp\u00e9cies produtivas. A agrofloresta demanda mais trabalho constante, ent\u00e3o reduz os riscos de inc\u00eandio porque h\u00e1 pessoas com maior frequ\u00eancia na \u00e1rea.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"27\" data-block-id=\"38\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">A ideia tamb\u00e9m beneficia os animais que vivem mais afastados. A bi\u00f3loga Eliza Costa estuda a fauna da regi\u00e3o h\u00e1 dois anos e j\u00e1 percebeu as mudan\u00e7as.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"31\" data-block-id=\"39\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">\u201cJ\u00e1 encontramos pegadas de on\u00e7a, encontramos tatu, tamandu\u00e1 bandeira\u201d, diz ela, reiterando que essa seria uma \u00e1rea de planta\u00e7\u00e3o mais baixa, mas que consegue ter mais vida por causa da agrofloresta.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"68\" data-block-id=\"40\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">Para os irm\u00e3os, a meta inicial, de plantar 40 mil hectares de mogno em 10 anos, est\u00e1 mudando. Eles agora querem mais diversidade: combinar o mogno com \u00e1rvores da regi\u00e3o como jatob\u00e1, ip\u00ea, figueira branca ou tapereb\u00e1. O mogno cresce e passa pelos desbastes, enquanto que as \u00e1rvores nativas seriam usadas para gerar renda com bioextratos, mat\u00e9rias que podem ser usadas em laborat\u00f3rios e na ind\u00fastria de rem\u00e9dios.<\/p>\n<\/div>\n<div data-track-category=\"multicontent\" data-track-action=\"ultimo chunk conteudo\" data-track-noninteraction=\"false\" data-track-scroll=\"view\">\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"29\" data-block-id=\"41\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">Dessa maneira, os produtores t\u00eam esperan\u00e7a de que o mogno africano possa ser usado para a preserva\u00e7\u00e3o das \u00e1rvores brasileiras, retirando um pouco da press\u00e3o hoje sobre a Amaz\u00f4nia.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um cultivo que leva 20 anos. 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