{"id":128679,"date":"2020-06-15T05:53:10","date_gmt":"2020-06-15T08:53:10","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=128679"},"modified":"2020-06-15T05:53:10","modified_gmt":"2020-06-15T08:53:10","slug":"o-avo-da-lombriga-cientistas-descobrem-o-mais-antigo-verme-parasita-conhecido","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/o-avo-da-lombriga-cientistas-descobrem-o-mais-antigo-verme-parasita-conhecido\/","title":{"rendered":"O av\u00f4 da lombriga: cientistas descobrem o mais antigo verme parasita conhecido"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/avo_lombriga.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-128680\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/avo_lombriga-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/avo_lombriga-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/avo_lombriga.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Os mais antigos parasitas conhecidos do mundo provavelmente eram animais marinhos com formato de minhoca que viveram h\u00e1 512 milh\u00f5es de anos, segundo uma pesquisa feita por cientistas chinesas e publicada na revista Nature.<\/p>\n<p>Cientistas da Northwest University, na cidade chinesa de Xi\u2019An, passaram anos escavando pedreiras na prov\u00edncia de Yunnan, no sul da China. No processo, encontraram centenas de f\u00f3sseis do per\u00edodo Cambriano (entre 542 milh\u00f5es e 488 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s, aproximadamente). O per\u00edodo \u00e9 conhecido por uma r\u00e1pida diversifica\u00e7\u00e3o das formas de vida multicelulares na Terra, chamada de \u201cExplos\u00e3o Cambriana\u201d \u2013 em poucos milh\u00f5es de anos, os primeiros ancestrais dos artr\u00f3podes (como insetos) e equinodermos (como as estrelas do mar) modernos apareceram, entre v\u00e1rios outros seres vivos complexos.<\/p>\n<p>A nova pesquisa sugere que as rela\u00e7\u00f5es de parasitismo entre animais macrosc\u00f3picos surgiram na mesma \u00e9poca (rela\u00e7\u00f5es de parasitismo entre v\u00edrus e bact\u00e9rias, evidentemente, j\u00e1 existiam h\u00e1 muito mais tempo).<\/p>\n<p>Tudo come\u00e7ou quando os cientistas encontraram v\u00e1rios f\u00f3sseis de braqui\u00f3podes \u2013 animais marinhos de corpo mole envoltos por duas conchas, semelhantes visualmente a moluscos bivalves como ostras e mexilh\u00f5es \u2013 que datam de, mais ou menos, 513 milh\u00f5es de anos. A equipe notou que v\u00e1rios representantes da esp\u00e9cie, chamada Neobolus wulongqingensis, possu\u00edam estruturas duras e fossilizadas presas em suas conchas.<\/p>\n<p>Alguns tinham apenas duas ou tr\u00eas, enquanto outros chegavam a apresentar uma d\u00fazia desses objetos. Analisando os f\u00f3sseis, os cientistas descobriram que as estruturas provavelmente eram conchas em formato de tubo que abrigaram um outro ser dentro delas, tamb\u00e9m de corpo mole. Esses animais n\u00e3o ficaram preservados, mas, por conta do formato de seus tubos de prote\u00e7\u00e3o, foi poss\u00edvel estabelecer que eles tinham a forma longil\u00ednea de minhocas.<\/p>\n<p>Dessa forma, os cientistas adquiram uma prova concreta de que esses bichinhos compridos viviam grudados nos braqui\u00f3pode. Mas isso n\u00e3o significa que era uma rela\u00e7\u00e3o de parasitismo. Na natureza, animais podem viver em conjunto em rela\u00e7\u00f5es ben\u00e9ficas para ambos \u2013 \u00e9 o caso dos processos conhecidos como mutualismo, inquilinismo ou comensalismo, em que as duas esp\u00e9cies se beneficiam da rela\u00e7\u00e3o, ou pelo menos uma tem resultados positivos sem afetar negativamente a outra. No caso do parasitismo, a presen\u00e7a de outra esp\u00e9cie necessariamente causa danos ao hospedeiro.<\/p>\n<p>Para investigar isso, a equipe decidiu comparar os braqui\u00f3podes que possu\u00edam as estruturas dos antigos parasitas com os que n\u00e3o tinham nenhum. Os resultados mostraram que os hospedeiros do parasita tinham uma biomassa menor do que os que viviam sozinhos, ou seja: conchas mais finas e fracas. Isso \u00e9 um forte ind\u00edcio que os seres que viviam naqueles tubos eram parasitas que roubavam nutrientes dos braqui\u00f3podes.<\/p>\n<p>A equipe ainda suspeita que a rela\u00e7\u00e3o estabelecida era do chamado cleptoparasitismo (quando uma esp\u00e9cie literalmente rouba parte da comida de outra). Isso porque o posicionamento dos tubos parecia seguir sempre um padr\u00e3o e estar sempre alinhado \u00e0 rota da alimenta\u00e7\u00e3o dos braqui\u00f3podes, o que sugere que os parasitas roubavam parte da comida que o organismo mole puxava com seus tent\u00e1culos para dentro da concha.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 evid\u00eancias concretas de outras rela\u00e7\u00f5es de parasitismo anteriores a essa, o que sugere que esse tipo de rela\u00e7\u00e3o pode ter surgido nessa \u00e9poca, ou que simplesmente outros organismos parasitas anteriores n\u00e3o ficaram fossilizados ou n\u00e3o foram encontrados ainda. Mas, segundo a equipe, faz sentido que o fen\u00f4meno tenha surgido no Cambriano: afinal, al\u00e9m de uma enorme variedade de planos corporais ter surgido nessa \u00e9poca, comportamentos como a ca\u00e7a tamb\u00e9m parecem ter emergido nestes milh\u00f5es de anos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os mais antigos parasitas conhecidos do mundo provavelmente eram animais marinhos com formato de minhoca<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":128680,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/avo_lombriga.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/avo_lombriga-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/avo_lombriga-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/avo_lombriga.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/avo_lombriga.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/avo_lombriga.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/avo_lombriga.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/avo_lombriga.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/avo_lombriga.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/avo_lombriga.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Os mais antigos parasitas conhecidos do mundo provavelmente eram animais marinhos com formato de minhoca","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/128679"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=128679"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/128679\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/128680"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=128679"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=128679"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=128679"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}