{"id":12826,"date":"2014-12-25T19:00:48","date_gmt":"2014-12-25T19:00:48","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=12826"},"modified":"2014-12-24T14:19:47","modified_gmt":"2014-12-24T14:19:47","slug":"virus-pode-ter-causado-a-morte-de-milhoes-de-estrelas-do-mar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/virus-pode-ter-causado-a-morte-de-milhoes-de-estrelas-do-mar\/","title":{"rendered":"V\u00edrus pode ter causado a morte de milh\u00f5es de estrelas-do-mar, segundo estudos"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/estrela_mar.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-12827\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/estrela_mar-300x191.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"191\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/estrela_mar-300x191.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/estrela_mar.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Milh\u00f5es de estrelas-do-mar morreram durante os \u00faltimos meses no litoral do Pac\u00edfico, do Alasca ao M\u00e9xico, em uma epidemia que est\u00e1 afetando ao <strong><a href=\"http:\/\/www.exame.com.br\/topicos\/meio-ambiente\">ecossistema<\/a><\/strong> marinho e cuja origem poderia estar em um v\u00edrus, conforme os mais recentes estudos.<\/p>\n<p>Em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Efe, o pesquisador da Universidade da Calif\u00f3rnia em Santa Cruz e coautor do estudo que aponta o v\u00edrus como o mais prov\u00e1vel respons\u00e1vel pelo desaparecimento em massa destes animais, Peter Raimondi, diz que se trata de um agente infeccioso que existiu h\u00e1 mais de meio s\u00e9culo.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o se trata de um v\u00edrus novo. Ele existiu e teve presen\u00e7a nesta costa h\u00e1 70 anos. Est\u00e1 presente em animais de aqu\u00e1rios e museus que foram capturados na \u00e9poca. O que tentamos entender agora \u00e9 por que voltou t\u00e3o forte nesses \u00faltimos meses&#8221;, explicou Raimondi.<\/p>\n<p>O atual surto, que j\u00e1 matou milh\u00f5es de estrelas-do-mar no litoral do Oceano Pac\u00edfico dos Estados Unidos e arrasou a popula\u00e7\u00e3o desta esp\u00e9cie em algumas \u00e1reas, come\u00e7ou entre maio e junho de 2013 no litoral do estado de Washington.<\/p>\n<p>A partir de ent\u00e3o, se estendeu rapidamente para o norte e o sul, afetando Oregon, Calif\u00f3rnia, Alasca e o litoral oeste do Canad\u00e1 e do M\u00e9xico.<\/p>\n<p>As estrelas-do-mar afetadas perdem os bra\u00e7os e seus tecidos se enfraquecem at\u00e9 se desintegrarem totalmente.<\/p>\n<p>O v\u00edrus identificado como suposto causador desta doen\u00e7a afeta com gravidade apenas \u00e0s estrelas-do-mar, mas tamb\u00e9m vive em outros animais, como os ouri\u00e7os-do-mar e os sedimentos. Contudo, os cientistas insistem em falar de &#8220;suposto&#8221; porque, embora tudo aponte para ele, as provas ainda s\u00e3o inconclusivas.<\/p>\n<p>&#8220;Os ouri\u00e7os-do-mar s\u00e3o portadores do v\u00edrus, mas n\u00e3o s\u00e3o afetados de forma virulenta. Se isso acontecesse poderia dificultar muito a fase de recupera\u00e7\u00e3o para as estrelas, j\u00e1 que significaria que o v\u00edrus continuaria presente no ambiente mesmo que n\u00e3o existam mais estrelas&#8221;, ressaltou Raimondi.<\/p>\n<p>De forma mais imediata, o desaparecimento em massa das estrelas-do-mar est\u00e1 aumentando muito a popula\u00e7\u00e3o de mexilh\u00f5es e ouri\u00e7os-do-mar, que fazem parte da dieta destes invertebrados.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, a exist\u00eancia do v\u00edrus faz diminuir a popula\u00e7\u00e3o de outras esp\u00e9cies que acostumam se alimentar de estrelas. A quest\u00e3o afeta toda a biodiversidade da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;Acreditamos que foi o estresse causado por uma mudan\u00e7a no entorno o que desencadeou a volta mais forte do v\u00edrus&#8221;, comentou o pesquisador da universidade.<\/p>\n<p>Este estresse poderia ser resultado de fatores naturais, como a intensa seca cr\u00f4nica na Calif\u00f3rnia e grande parte do oeste dos EUA h\u00e1 tr\u00eas anos, ou derivado de atividades humanas, como a polui\u00e7\u00e3o e a superexplora\u00e7\u00e3o do litoral.<\/p>\n<p>&#8220;Outra possibilidade \u00e9 que tenha sofrido muta\u00e7\u00e3o, embora nossa principal teoria seja de que o surto atual esteja vinculado a um fator de estresse&#8221;, destacou Raimondi.<\/p>\n<p>At\u00e9 que se descubra o que causou a situa\u00e7\u00e3o, n\u00e3o ser\u00e1 poss\u00edvel determinar com exatid\u00e3o se este surto pode voltar a acontecer no futuro e vir a representar uma amea\u00e7a para outras regi\u00f5es do planeta. Apesar de tudo, novas estrelas jovens est\u00e3o aparecendo nas \u00e1reas devastadas pela epidemia.<\/p>\n<p>Antes de morrer, as estrelas-do-mar macho e f\u00eamea soltaram esperma e ovos, respectivamente. Isso levou \u00e0 fertiliza\u00e7\u00e3o dos ovos na \u00e1gua e, agora, novos exemplares est\u00e3o crescendo, dando esperan\u00e7as para que o repovoamento possa acontecer.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Milh\u00f5es de estrelas-do-mar morreram durante os \u00faltimos meses no litoral do Pac\u00edfico, do Alasca ao<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":12827,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/estrela_mar.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/estrela_mar-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/estrela_mar-300x191.jpg",300,191,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/estrela_mar.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/estrela_mar.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/estrela_mar.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/estrela_mar.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/estrela_mar.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/estrela_mar.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/estrela_mar.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Milh\u00f5es de estrelas-do-mar morreram durante os \u00faltimos meses no litoral do Pac\u00edfico, do Alasca ao","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12826"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12826"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12826\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/12827"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12826"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12826"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12826"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}