{"id":126335,"date":"2020-05-03T13:30:52","date_gmt":"2020-05-03T16:30:52","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=126335"},"modified":"2020-05-03T07:58:46","modified_gmt":"2020-05-03T10:58:46","slug":"trabalhos-com-soja-e-forrageiras-mostram-resultados-efetivos-no-cerrado-do-matopiba","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/trabalhos-com-soja-e-forrageiras-mostram-resultados-efetivos-no-cerrado-do-matopiba\/","title":{"rendered":"Trabalhos com soja e forrageiras mostram resultados efetivos no Cerrado do Matopiba"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/soja.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-126336\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/soja-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/soja-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/soja.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>No Tocantins, a Embrapa e parceiros v\u00eam conduzindo experimento de longa dura\u00e7\u00e3o envolvendo soja consorciada com diferentes gram\u00edneas para recupera\u00e7\u00e3o de \u00e1reas degradadas. Os bons resultados j\u00e1 est\u00e3o sendo aplicados no setor produtivo do Matopiba, fronteira agr\u00edcola que envolve partes dos estados do Maranh\u00e3o, Tocantins, Piau\u00ed e Bahia.<\/p>\n<p>\u201cO objetivo principal foi desenvolver um sistema de produ\u00e7\u00e3o de soja em cons\u00f3rcio com gram\u00edneas forrageiras para recupera\u00e7\u00e3o de \u00e1reas com pastagem degradada em regi\u00f5es de Cerrado cujas limita\u00e7\u00f5es h\u00eddricas reduzem a janela de plantio e aumentam o risco de veranicos, limitando o cultivo do milho safrinha em sucess\u00e3o com a soja\u201d, explica Elisandra Bortolon, pesquisadora da Embrapa.<\/p>\n<p>A Unidade da empresa em Palmas, capital tocantinense, \u00e9 a Embrapa Pesca e Aquicultura. Al\u00e9m do foco nos dois temas que constam em seu nome, mant\u00e9m trabalhos de pesquisa e de transfer\u00eancia de tecnologia em sistemas agr\u00edcolas voltados para o Matopiba. Nesse contexto \u00e9 que se inserem os trabalhos com soja e forrageiras.<\/p>\n<p>Elisandra conta que \u201co grande m\u00e9rito da tecnologia \u00e9 que essa estrat\u00e9gia de manejo de culturas, que envolve a implanta\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies forrageiras em sobressemeadura quando a soja est\u00e1 no est\u00e1gio reprodutivo (R5 a R7), possibilita a realiza\u00e7\u00e3o de uma segunda safra (boi safrinha), ap\u00f3s a safra da soja nestas regi\u00f5es de Cerrado com limita\u00e7\u00f5es h\u00eddricas\u201d.<\/p>\n<p>Assim, continua ela, \u201ca recupera\u00e7\u00e3o das \u00e1reas degradadas \u00e9 s\u00f3 mais um resultado positivo do sistema, j\u00e1 que as gram\u00edneas forrageiras que integram o sistema de manejo tamb\u00e9m podem ser utilizadas como planta de cobertura (em propriedades que n\u00e3o t\u00eam interesse na alimenta\u00e7\u00e3o animal), possibilitando uma alternativa para a cobertura do solo para o sistema de plantio direto, visto que essa tecnologia possibilita o alto aporte anual de biomassa vegetal com aumento dos teores de carbono no solo, garantindo a qualidade do plantio direto e aumentando a sustentabilidade e a resili\u00eancia do sistema de produ\u00e7\u00e3o em regi\u00f5es de maior instabilidade clim\u00e1tica\u201d.<\/p>\n<p>As pesquisas acontecem em experimento considerado de longa dura\u00e7\u00e3o e que fica no campus da Universidade Federal do Tocantins (UFT) em Gurupi, Sul do estado. Os trabalhos s\u00e3o complementares, com diferentes abordagens feitas em projetos diversos. S\u00e3o tamb\u00e9m parceiros a Embrapa Milho e Sorgo (Sete Lagoas-MG) e a Universidade Federal de Lavras (Ufla). Pela Embrapa Pesca e Aquicultura, tamb\u00e9m participam diretamente do experimento o pesquisador Leandro Bortolon e o analista de pesquisa Francelino Camargo.<\/p>\n<p><strong>Resultados e aplica\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas<\/strong><\/p>\n<p>Nas parcelas de pesquisas pesquisas, os resultados foram significativos. No agregado de cinco safras (entre 2014 e 2018), a forrageira Momba\u00e7a (cultivar de Panicum maximum) teve o melhor desempenho entre as que foram testadas. A produtividade da soja cultivada sob a palhada de Momba\u00e7a foi 17 sacas por hectare maior que a produtividade da soja sob pousio e foi tamb\u00e9m 8 sacas por hectare maior que a da soja sob a palhada da braqui\u00e1ria (Urochloa brizantha) Marandu.<\/p>\n<p>Na safra 2015\/2016, ficou evidenciada a resili\u00eancia a restri\u00e7\u00f5es h\u00eddricas que o sistema consorciado de soja com Momba\u00e7a apresenta a restri\u00e7\u00f5es h\u00eddricas. No per\u00edodo, a produtividade desse sistema foi de 64 sacas por hectare, \u00edndice maior em 23 sacas por hectare do que a soja em pousio e 9 sacas por hectare maior do que o sistema soja e braqui\u00e1ria Marandu.<\/p>\n<p>E os resultados das pesquisas t\u00eam sido vistos, na pr\u00e1tica, em diferentes propriedades rurais do Tocantins. Dois exemplos de bons \u00edndices podem ser vistos nas fazendas Boca da Mata (que fica em Divin\u00f3polis do Tocantins, regi\u00e3o Centro-Oeste do estado) e Vit\u00f3ria R\u00e9gia (situada em Santana do Araguaia, no Sudeste paraense). Ambas s\u00e3o consideradas Unidades de Refer\u00eancia Tecnol\u00f3gica (URTs) dos projetos de transfer\u00eancia de tecnologia da Embrapa. Nas duas propriedades, a forrageira usada foi a Momba\u00e7a.<\/p>\n<p>Na Vit\u00f3ria R\u00e9gia, na safra 2017\/2018, ambas as cultivares de soja, quando consorciadas com Momba\u00e7a, apresentaram \u00edndices maiores de produtividade que as pr\u00f3prias cultivares em outros sistemas. Em um dos casos, a produtividade passou de 75 sacas por hectare, quase 11 sacas a mais que a mesma cultivar plantada sem palhada. A outra cultivar teve os seguintes desempenhos: 69 sacas por hectare no sistema com Momba\u00e7a; 56,6 sacas por hectare no sistema com milheto; e quase 47 sacas por hectare na soja sem palhada.<\/p>\n<p>J\u00e1 na Boca da Mata, os dados relativos \u00e0 pecu\u00e1ria apontam uma produtividade de 7,78 arrobas por hectare ao ano e uma produtividade de soja de 65,7 sacas de soja por hectare. A renda bruta desse sistema de integra\u00e7\u00e3o entre lavoura e pecu\u00e1ria ficou em R$ 16.063,53 por hectare, sendo mais de 73% vinda da pecu\u00e1ria. Os dados se referem \u00e0 safra 2018\/2019.<\/p>\n<p>Nesse trabalho de transfer\u00eancia de tecnologia para validar o cons\u00f3rcio entre soja e forrageiras, a Embrapa conta com diversos parceiros. Nos casos da Vit\u00f3ria R\u00e9gia e da Boca da Mata, os parceiros respectivamente s\u00e3o a Dueti Consultoria e o Instituto de Desenvolvimento Rural do Estado do Tocantins (Ruraltins).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No Tocantins, a Embrapa e parceiros v\u00eam conduzindo experimento de longa dura\u00e7\u00e3o envolvendo soja consorciada<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":126336,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/soja.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/soja-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/soja-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/soja.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/soja.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/soja.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/soja.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/soja.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/soja.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/soja.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"No Tocantins, a Embrapa e parceiros v\u00eam conduzindo experimento de longa dura\u00e7\u00e3o envolvendo soja consorciada","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/126335"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=126335"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/126335\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/126336"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=126335"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=126335"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=126335"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}