{"id":126330,"date":"2020-05-03T13:00:26","date_gmt":"2020-05-03T16:00:26","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=126330"},"modified":"2020-05-03T07:48:31","modified_gmt":"2020-05-03T10:48:31","slug":"descoberta-mostra-que-dinossauros-nao-aviarios-tambem-podiam-viver-na-agua","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/descoberta-mostra-que-dinossauros-nao-aviarios-tambem-podiam-viver-na-agua\/","title":{"rendered":"Descoberta mostra que dinossauros n\u00e3o-avi\u00e1rios tamb\u00e9m podiam viver na \u00e1gua"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/dinossauros.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-126331\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/dinossauros-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/dinossauros-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/dinossauros.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Estudo publicado na revista Nature apresenta evid\u00eancias de que o Spinosaurus aegyptiacus, o dinossauro predador mais comprido conhecido pela ci\u00eancia, com 15 m de comprimento, era aqu\u00e1tico e utilizava sua cauda para nadar e ca\u00e7ar presas em rios. Trata-se do mais antigo dinossauro a viver integralmente na \u00e1gua identificado pela ci\u00eancia. \u00c9 a primeira vez que tal adapta\u00e7\u00e3o foi reportada em um dinossauro. O \u00fanico f\u00f3ssil do esqueleto conhecido da esp\u00e9cie \u00e9 tamb\u00e9m o mais completo j\u00e1 encontrado de um predador do per\u00edodo Cret\u00e1ceo descoberto no continente africano.<\/p>\n<p>O Espinossauro viveu entre 95 e 100 milh\u00f5es de anos, e era maior do que o T. rex. Durante o per\u00edodo Cret\u00e1ceo, muitas esp\u00e9cies de r\u00e9pteis viviam nos mares, como o elasmossauro e o plessiosauro. Tais animais, por\u00e9m, n\u00e3o eram dinosauros. J\u00e1 o Espinossauro pertencia ao grupo dos dinossauros ter\u00e1podes. At\u00e9 agora, os paleont\u00f3logos recusavam a ideia de que dinossauros n\u00e3o terapodes poderiam viver integralmente na \u00e1gua. No caso do Espinossauro, que se alimentava de peixes, imaginavasse que ele adotava um estilo de vida anf\u00edbio, passado nas partes rasas dos rios onde os predadores esperavam por suas presas. Essa teoria era baseada em seus membros posteriores curtos, seus p\u00e9s largos, ossos densos e mand\u00edbulas alongadas. N\u00e3o se acreditava que o dinossauro teria estrutura propulsora para se movimentar na \u00e1gua.<\/p>\n<p>Contudo, entre 2015 e 2019, a equipe liderada pelo paleont\u00f3logo Nizan Ibrahim, que tem apoio do National Geographic Institute, recuperou muitos f\u00f3sseis novos pertencentes ao esqueleto e que n\u00e3o haviam sido desenterrados anteriormente. As descobertas permitiram reconstruir uma esp\u00e9cie de cauda, similar a uma barbatana. Assim que os f\u00f3sseis foram preparados, a equipe utilizou fotogrametria para obter por meio digital uma vis\u00e3o de como seria a cauda. Para avaliar quantitativamente a performance da cauda, pesquisadores de Harvard constru\u00edram um modelo capaz de permitir compara\u00e7\u00f5es com caudas de crocodilos, trit\u00f5es e outros dinossauros. Essas an\u00e1lises geraram resultados consistentes com a ideia de que o animal vivia inteiramente na \u00e1gua.<\/p>\n<p>Ibrahin diz que a descoberta \u00e9 um prego no caix\u00e3o para a ideia de que os chamados dinossauros n\u00e3o-avi\u00e1rios nunca teriam se tornado aqu\u00e1ticos. A morfologia do animal sugere que o predador n\u00e3o apenas ficava nas \u00e1guas rasas espernado que os peixes passassem por ali, mas sim que ele perseguia ativamente suas presas na coluna d\u2019\u00e1gua. Os resultados mostram tamb\u00e9m a possibilidade de que outros \u201cparentes\u201d dos Espinossauros vivessem em habitats aqu\u00e1ticos.<\/p>\n<p>Os f\u00f3sseis descobertos estavam na regi\u00e3o Kem Kem no Saara Marroquino. Na \u00e9poca, havia no Saara um grande rio, onde o dinossauro viveu. Outro ponto de destaque \u00e9 que todos os achados feitos pelo projeto ser\u00e3o alojados na Universidade de Casablanca, no Marrocos. O colaborador do projeto Samir Zouhri pondera que no passado, f\u00f3sseis marroquinos como esse iriam inevitavelmente acabar em cole\u00e7\u00f5es na Europa, \u00c1sia ou Estados Unidos. \u201cAgora n\u00f3s temos a melhor cole\u00e7\u00e3o de f\u00f3sseis de Kem Kem aqui mesmo no Marrocos, incluindo o mais completo dinossauro predador do per\u00edodo Crust\u00e1ceo no continente africano. Isso \u00e9 uma virada de jogo\u201d.<\/p>\n<p>As descobertas foram publicadas na revista Nature e no Nationalgeographic.com.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estudo publicado na revista Nature apresenta evid\u00eancias de que o Spinosaurus aegyptiacus, o dinossauro predador<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":126331,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/dinossauros.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/dinossauros-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/dinossauros-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/dinossauros.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/dinossauros.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/dinossauros.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/dinossauros.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/dinossauros.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/dinossauros.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/dinossauros.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Estudo publicado na revista Nature apresenta evid\u00eancias de que o Spinosaurus aegyptiacus, o dinossauro predador","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/126330"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=126330"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/126330\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/126331"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=126330"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=126330"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=126330"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}