{"id":126168,"date":"2020-05-01T15:00:54","date_gmt":"2020-05-01T18:00:54","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=126168"},"modified":"2020-05-01T07:38:26","modified_gmt":"2020-05-01T10:38:26","slug":"como-a-oncologia-de-precisao-promove-avancos-no-tratamento-do-cancer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/como-a-oncologia-de-precisao-promove-avancos-no-tratamento-do-cancer\/","title":{"rendered":"Como a oncologia de precis\u00e3o promove avan\u00e7os no tratamento do c\u00e2ncer"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/cancer.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-126169\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/cancer-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/cancer-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/cancer.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Se o corpo humano fosse um castelo em guerra contra a invas\u00e3o e dissemina\u00e7\u00e3o de c\u00e9lulas cancer\u00edgenas, os tradicionais m\u00e9todos de combate \u2014 a quimioterapia, a radioterapia ou a cirurgia \u2014 seriam o equivalente a uma bazuca: at\u00e9 conseguem elimin\u00e1-las, mas podem provocar danos irrepar\u00e1veis \u00e0 estrutura do castelo. Como se n\u00e3o bastasse, \u00e9 dif\u00edcil saber exatamente por onde os invasores tentar\u00e3o entrar para ganhar o controle do castelo \u2014 enquanto a mira est\u00e1 na porta, pode ter outra tropa prestes a entrar pela janela.<\/p>\n<p>Mas, nos \u00faltimos anos, um novo campo de estudo da medicina come\u00e7ou a mudar este cen\u00e1rio. Na chamada oncologia de precis\u00e3o, desenvolvida a partir dos anos 2000, saem as bazucas e entram os snipers. A ideia \u00e9 saber exatamente quando, como e onde atacar o tumor para ter os melhores resultados com os menores efeitos colaterais. Uma das estrat\u00e9gias mais promissoras \u00e9 a das terapias gen\u00e9ticas. Como o nome sugere, elas miram nas muta\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas das c\u00e9lulas defeituosas para elimin\u00e1-las.<\/p>\n<p>Para entender como os novos tratamentos funcionam, \u00e9 preciso compreender o que \u00e9 e como surgem os tumores malignos, ou\u00a0<a href=\"https:\/\/revistagalileu.globo.com\/Ciencia\/Saude\/noticia\/2020\/04\/novo-exame-de-sangue-detecta-mais-de-50-tipos-de-cancer-com-antecedencia.html\">c\u00e2ncer<\/a>, termo que engloba um conjunto de mais de 100 doen\u00e7as causadas pelo crescimento desordenado das c\u00e9lulas. Em nosso corpo, existem 10 trilh\u00f5es delas, e no\u00a0<a href=\"https:\/\/revistagalileu.globo.com\/Ciencia\/noticia\/2020\/04\/quem-foi-rosalind-franklin-quimica-que-descobriu-estrutura-do-dna.html\">DNA<\/a>\u00a0de cada uma existem instru\u00e7\u00f5es de como devem crescer e se multiplicar.<\/p>\n<p>\u00c0s vezes, pequenas muta\u00e7\u00f5es podem alterar essas ordens \u2014 em geral, o\u00a0<a href=\"https:\/\/revistagalileu.globo.com\/Ciencia\/noticia\/2020\/04\/5-inimigos-que-o-sistema-imunologico-costuma-enfrentar-para-nos-proteger.html\">sistema imunol\u00f3gico<\/a>\u00a0consegue identificar as falhas e elimin\u00e1-las antes que se espalhem. Mas isso nem sempre acontece: nossa\u00a0<a href=\"https:\/\/revistagalileu.globo.com\/Ciencia\/Saude\/noticia\/2020\/03\/dieta-com-muito-sal-enfraquece-imunidade-conclui-estudo.html\">imunidade<\/a>\u00a0tem mecanismos para evitar rea\u00e7\u00f5es exageradas que podem ser prejudiciais ao organismo. E o c\u00e2ncer se aproveita justamente disso, seja se escondendo dessas defesas, seja usando t\u00e1ticas para engan\u00e1-las e inibir um ataque. Assim, as c\u00e9lulas defeituosas se proliferam e replicam as informa\u00e7\u00f5es erradas, crescendo desenfreadamente e invadindo os tecidos e \u00f3rg\u00e3os.<\/p>\n<div id=\"pub-materia-3\" class=\"adv adv-article halfpage\" data-advertising=\"0\" data-advertising-status=\"complete\" data-google-query-id=\"CKzF-7W7kukCFfgJuQYd6rQJYw\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/85042905\/edgalileu\/Ciencia\/Saude\/materia_5__container__\"><strong>Match perfeito para a destrui\u00e7\u00e3o<\/strong><\/div>\n<\/div>\n<p>A primeira gera\u00e7\u00e3o dessas novas estrat\u00e9gias de combate ao c\u00e2ncer s\u00e3o as terapias-alvo. Trata-se de um ataque \u00e0s mol\u00e9culas essenciais para o funcionamento das c\u00e9lulas cancer\u00edgenas, freando sua expans\u00e3o. A ideia \u00e9 antiga: o bacteriologista alem\u00e3o Paul Ehrlich, vencedor do Pr\u00eamio Nobel de Medicina em 1908, j\u00e1 havia sugerido naquela \u00e9poca a possibilidade de desenvolver um rem\u00e9dio que combatesse os mecanismos espec\u00edficos de doen\u00e7as infecciosas. Mas foi s\u00f3 a partir de 2000 que tais rem\u00e9dios se tornaram realidade \u2014 n\u00e3o para infec\u00e7\u00f5es, e sim na luta contra contra o c\u00e2ncer.<\/p>\n<p>A ideia \u00e9 atacar c\u00e9lulas espec\u00edficas de tumores espec\u00edficos. Por exemplo: existem diferentes tipos de muta\u00e7\u00f5es para\u00a0<a href=\"https:\/\/revistagalileu.globo.com\/Ciencia\/Saude\/noticia\/2020\/01\/inteligencia-artificial-ja-e-melhor-que-medicos-para-detectar-cancer-de-mama.html\">c\u00e2ncer de mama<\/a>, e a terapia foca em uma delas. Portanto, n\u00e3o serve para todos os pacientes. Por serem extremamente precisos, t\u00eam taxa de resposta alta e menos efeitos colaterais. O problema \u00e9 que o tratamento depende de um \u201cmatch\u201d perfeito, e nem todo tumor tem o alvo ou a muta\u00e7\u00e3o espec\u00edfica para as quais os medicamentos funcionam.<\/p>\n<p>Atualmente, existem terapias-alvo dispon\u00edveis para c\u00e2ncer de pulm\u00e3o, tire\u00f3ide, rim, pele, melanoma, sarcoma, f\u00edgado, c\u00f3lon, reto, ov\u00e1rio, mama e leucemias e linfomas. No entanto, elas costumam ser mais recomendadas somente para esses tr\u00eas \u00faltimos tipos de c\u00e2ncer.<\/p>\n<div id=\"pub-materia-4\" class=\"adv adv-article \" data-advertising=\"0\" data-advertising-status=\"complete\" data-google-query-id=\"CK-F1ba7kukCFV4CuQYdimgE9w\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/85042905\/edgalileu\/Ciencia\/Saude\/materia_6__container__\"><strong>Quando o corpo \u00e9 o melhor rem\u00e9dio<\/strong><\/div>\n<\/div>\n<p>Um passo \u00e0 frente da terapia-alvo, a\u00a0<a href=\"https:\/\/revistagalileu.globo.com\/Ciencia\/Saude\/noticia\/2019\/06\/imunoterapia-conheca-tratamento-que-utiliza-defesas-naturais-do-corpo.html\">imunoterapia<\/a>\u00a0usa nossas pr\u00f3prias c\u00e9lulas de defesa contra o c\u00e2ncer. \u00c9 mais um m\u00e9todo que, embora tenha evolu\u00eddo s\u00f3 nos \u00faltimos cinco anos, vem sendo testado h\u00e1 pelo menos 100 anos.<\/p>\n<p>Tudo come\u00e7ou no s\u00e9culo 19, com o cirurgi\u00e3o americano William Coley. Ao observar que uma v\u00edtima de c\u00e2ncer se curou ap\u00f3s uma grave infec\u00e7\u00e3o, ele desenvolveu a teoria de que, se super ativado, nosso sistema imunol\u00f3gico seria capaz de acabar com um tumor. O cirurgi\u00e3o chegou a fazer experimentos infectando propositalmente pacientes com c\u00e2ncer, sem sucesso.<\/p>\n<p>Os anos passaram e os cientistas descobriram que a teoria de Coley n\u00e3o estava incorreta. Os maiores respons\u00e1veis por provar isso foram os imunologistas James P Allison, dos Estados Unidos, e Tasuku Honjo, do Jap\u00e3o, que\u00a0<a href=\"https:\/\/revistagalileu.globo.com\/Ciencia\/noticia\/2018\/10\/terapia-contra-o-cancer-ganha-o-premio-nobel-de-medicina-2018.html\">venceram o Pr\u00eamio Nobel de Medicina em 2018<\/a>\u00a0pela descoberta. Eles mostraram que \u00e9 poss\u00edvel, sim, estimular o sistema imunol\u00f3gico para combater as c\u00e9lulas cancer\u00edgenas: basta bloquear o mecanismo utilizado por elas para enganar nossas defesas. Ele consiste na libera\u00e7\u00e3o de prote\u00ednas que se encaixam em receptores dos linf\u00f3citos T \u2014 o \u201cc\u00e9rebro din\u00e2mico\u201d do sistema imunol\u00f3gico e o respons\u00e1vel por reconhecer a c\u00e9lula danificada e emitir a ordem para que outras c\u00e9lulas a destruam \u2014 e bloqueiam o sinal de alerta.<\/p>\n<div id=\"pub-materia-5\" class=\"adv adv-article \" data-advertising=\"0\" data-advertising-status=\"complete\" data-google-query-id=\"CM2Qnbi7kukCFVEB1Aod-iEIgA\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/85042905\/edgalileu\/Ciencia\/Saude\/materia_7__container__\">Os rem\u00e9dios imunoter\u00e1picos atuam impedindo a libera\u00e7\u00e3o dessas prote\u00ednas ou obstruindo os receptores dos linf\u00f3citos T. Sem serem enganados, eles comandam o ataque. Apesar de tamb\u00e9m provocar efeitos colaterais, o m\u00e9todo \u00e9 menos agressivo e mais eficaz que os tratamentos tradicionais.<\/div>\n<\/div>\n<p><strong>Super-her\u00f3is feitos sob medida<\/strong><br \/>\nDentro da imunoterapia, um m\u00e9todo ainda mais moderno e inovador tem sido desenvolvido. O tratamento com as chamadas c\u00e9lulas CAR-T consiste na modifica\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica em laborat\u00f3rio dos linf\u00f3citos T para que desenvolvam um receptor capaz de identificar as c\u00e9lulas tumorais. \u201cEles se transformam em super-her\u00f3is direcionados para o c\u00e2ncer\u201d, exemplifica o oncologista Bernardo Garicochea, membro do Comit\u00ea de Oncogen\u00f4mica da Sociedade Brasileira de Oncologia Cl\u00ednica (SBOC). Os linf\u00f3citos s\u00e3o ent\u00e3o reinseridos no corpo do paciente para realizarem a miss\u00e3o.<\/p>\n<p>Parece coisa de fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, mas o tratamento j\u00e1 foi aprovado nos Estados Unidos para casos raros de c\u00e2ncer de sangue (linfomas e\u00a0<a href=\"https:\/\/revistagalileu.globo.com\/Ciencia\/Saude\/noticia\/2019\/04\/5-perguntas-e-respostas-para-entender-leucemia.html\">leucemia<\/a>) resistentes aos m\u00e9todos tradicionais. No fim de 2019, foi testado pela primeira vez na Am\u00e9rica Latina por pesquisadores brasileiros.<\/p>\n<p>Feito na modalidade de tratamento compassivo, que permite o uso de terapias n\u00e3o aprovadas no pa\u00eds em casos graves sem outras op\u00e7\u00f5es dispon\u00edveis, o teste ampliou a expectativa de sobrevida de um paciente que sofria com linfoma n\u00e3o Hodgkin. Al\u00e9m disso, reduziu os sintomas cl\u00ednicos e a necessidade de rem\u00e9dios para dor. E o m\u00e9todo desenvolvido por aqui custa bem menos que o oferecido nos Estados Unidos \u2014 R$ 150 mil, em vez dos US$ 400 mil (mais de R$ 2 milh\u00f5es) necess\u00e1rios por l\u00e1.<\/p>\n<div id=\"pub-materia-6\" class=\"adv adv-article \" data-advertising=\"0\" data-advertising-status=\"complete\" data-google-query-id=\"COaRorm7kukCFegJuQYdbr8EHQ\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/85042905\/edgalileu\/Ciencia\/Saude\/materia_8__container__\"><strong>Entusiasmo cauteloso<\/strong><\/div>\n<\/div>\n<p>O alto custo n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico desafio para esses novos tipos de terapias, nem o mais dif\u00edcil de se contornar: no Brasil, por exemplo, fica levemente acima do valor de um transplante de medula \u00f3ssea (R$ 110 mil \u00e9 o repasse do SUS). H\u00e1 tamb\u00e9m a expectativa de que os pre\u00e7os diminuam \u00e0 medida em que os tratamentos se tornem dispon\u00edveis para mais gente.<\/p>\n<p>A parte mais complicada \u00e9 identificar as muta\u00e7\u00f5es ou particularidades que possam ser usadas como alvos, na vis\u00e3o de especialistas. \u201cS\u00e3o muitos passos at\u00e9 desvendar o quebra-cabe\u00e7a de um tumor\u201d, diz o oncologista Ramon Andrade de Mello, professor da Universidade Federal de S\u00e3o Paulo (Unifesp) e consultor cient\u00edfico da Escola Europeia de Oncologia.<\/p>\n<figure><img loading=\"lazy\" class=\"lazy-loaded lazy-loaded\" title=\"C\u00e2ncer de pulm\u00e3o (Foto: National Cancer Institute\/Unsplash)\" src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/5t79WQtzcZsbwAn5FitHKztTXnI=\/e.glbimg.com\/og\/ed\/f\/original\/2020\/04\/30\/national-cancer-institute-zofbft0m_bu-unsplash.jpg\" alt=\"C\u00e2ncer de pulm\u00e3o (Foto: National Cancer Institute\/Unsplash)\" width=\"639\" height=\"639\" data-src=\"\/\/s2.glbimg.com\/5t79WQtzcZsbwAn5FitHKztTXnI=\/e.glbimg.com\/og\/ed\/f\/original\/2020\/04\/30\/national-cancer-institute-zofbft0m_bu-unsplash.jpg\" \/><figcaption>C\u00e2ncer de pulm\u00e3o (Foto: National Cancer Institute\/Unsplash)<\/p>\n<\/figcaption><\/figure>\n<p>Mello \u00e9 o respons\u00e1vel por uma pesquisa para sequenciar o c\u00f3digo gen\u00e9tico dos tumores de pacientes n\u00e3o fumantes com\u00a0<a href=\"https:\/\/revistagalileu.globo.com\/Ciencia\/Saude\/noticia\/2019\/11\/mulher-descobre-cancer-no-pulmao-apos-ficar-com-maos-de-veludo.html\">c\u00e2ncer de pulm\u00e3o<\/a>. \u201cN\u00f3s queremos identificar quais os genes mais respons\u00e1veis pelo c\u00e2ncer e, a partir disso, desenvolver medicamentos que inibam esses genes\u201d, explica de Mello, que acredita que a pesquisa deve durar dez anos. O desafio \u00e9 que os tumores no pulm\u00e3o de pessoas que n\u00e3o fumam s\u00e3o minoria: entre os 1,5 milh\u00e3o de casos de c\u00e2ncer de pulm\u00e3o diagnosticados a cada ano no mundo apenas 15% se d\u00e3o entre n\u00e3o fumantes.<\/p>\n<div id=\"pub-materia-7\" class=\"adv adv-article \" data-advertising=\"0\" data-advertising-status=\"complete\" data-google-query-id=\"CM_Uxrq7kukCFfEQuQYdcrUI7w\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/85042905\/edgalileu\/Ciencia\/Saude\/materia_9__container__\">Na explica\u00e7\u00e3o de Garicochea, para identificar todos os poss\u00edveis alvos, seria necess\u00e1rio um atlas do genoma humano e dos tumores para compar\u00e1-los, e entender o que est\u00e1 errado. Uma tentativa neste sentido foi <a href=\"https:\/\/revistagalileu.globo.com\/Ciencia\/Saude\/noticia\/2020\/02\/estudo-descobre-como-cancer-se-forma-ao-analisar-mais-de-2600-genomas.html\">divulgada em fevereiro deste ano, na revista\u00a0<em>Nature<\/em><\/a>. Durante uma d\u00e9cada, 1,3 mil pesquisadores do cons\u00f3rcio Pan-Cancer Analysis of Whole Genomes, mais conhecido como Pan-Cancer, analisaram 2,6 mil tumores de 38 tipos de c\u00e2ncer. Eles mapearam o genoma destes tumores e apontaram quais falhas no DNA levaram ao desenvolvimento da doen\u00e7a.<\/div>\n<\/div>\n<p>Entre as descobertas que mais chamaram a aten\u00e7\u00e3o s\u00e3o as diferen\u00e7as entre o c\u00e2ncer de um paciente e outro, e a interrela\u00e7\u00e3o entre os diferentes genes. \u201cExiste comunica\u00e7\u00e3o cruzada dentro do pr\u00f3prio tumor, a chamada\u00a0<em>cross-talk<\/em>, ent\u00e3o \u00e0s vezes quando voc\u00ea descobre como consertar uma pecinha [<em>do quebra-cabe\u00e7a<\/em>], o danado vem e desmancha outra para atrapalhar\u201d, diz o oncologista da Unifesp.<\/p>\n<p>Esses s\u00e3o alguns dos motivos pelos quais os cientistas s\u00e3o receosos em anunciar as terapias como potenciais curas para o c\u00e2ncer. \u201cElas n\u00e3o s\u00e3o a salva\u00e7\u00e3o da p\u00e1tria, s\u00e3o mais um passo dessa caminhada, v\u00e3o falhar em muitos pacientes, v\u00e3o curar algumas vidas, n\u00f3s vamos aprender a melhor\u00e1-las e aprender muitas coisas com elas\u201d, diz Garicochea.<\/p>\n<div id=\"pub-materia-8\" class=\"adv adv-article \" data-advertising=\"0\" data-advertising-status=\"complete\" data-google-query-id=\"CN7Jnby7kukCFfEQuQYdcrUI7w\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/85042905\/edgalileu\/Ciencia\/Saude\/materia_10__container__\">Mesmo assim, elas entusiasmam n\u00e3o s\u00f3 pelo potencial de tratamento, mas por tamb\u00e9m incentivarem avan\u00e7o nas pesquisas que trazem descobertas importantes tamb\u00e9m para a preven\u00e7\u00e3o. O especialista da Unifesp n\u00e3o esconde o otimismo: \u201cestamos em uma nova era, o c\u00e2ncer est\u00e1 cada vez mais se tornando uma doen\u00e7a cr\u00f4nica quando bem abordado. Em 2040 talvez o c\u00e2ncer seja tratado como hoje \u00e9 o diabetes.\u201d<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Se o corpo humano fosse um castelo em guerra contra a invas\u00e3o e dissemina\u00e7\u00e3o de<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":126169,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/cancer.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/cancer-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/cancer-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/cancer.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/cancer.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/cancer.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/cancer.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/cancer.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/cancer.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/cancer.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Se o corpo humano fosse um castelo em guerra contra a invas\u00e3o e dissemina\u00e7\u00e3o de","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/126168"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=126168"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/126168\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/126169"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=126168"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=126168"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=126168"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}