{"id":125874,"date":"2020-04-25T12:36:52","date_gmt":"2020-04-25T15:36:52","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=125874"},"modified":"2020-04-25T12:36:52","modified_gmt":"2020-04-25T15:36:52","slug":"assinatura-magnetica-em-rochas-australianas-sugerem-que-tectonismo-comecou-ha-mais-de-3-bilhoes-de-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/assinatura-magnetica-em-rochas-australianas-sugerem-que-tectonismo-comecou-ha-mais-de-3-bilhoes-de-anos\/","title":{"rendered":"Assinatura magn\u00e9tica em rochas australianas sugerem que tectonismo come\u00e7ou h\u00e1 mais de 3 bilh\u00f5es de anos"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/placas.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-125875\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/placas-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/placas-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/placas.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Sem placas tect\u00f4nicas, nosso planeta n\u00e3o teria continentes, montanhas e possivelmente at\u00e9 a pr\u00f3pria vida. Novas evid\u00eancias sugerem que esse processo geol\u00f3gico come\u00e7ou h\u00e1 pelo menos 3,2 bilh\u00f5es de anos atr\u00e1s, uma origem surpreendentemente precoce.<\/p>\n<p>Os ge\u00f3logos discutem sobre quando exatamente as placas tect\u00f4nicas do nosso planeta come\u00e7aram a se mover. As estimativas variam muito, entre 4 bilh\u00f5es e 1 bilh\u00e3o de anos atr\u00e1s. O consenso geral \u00e9 de que tudo come\u00e7ou h\u00e1 cerca de 2,8 bilh\u00f5es de anos.<\/p>\n<div class=\"adCode--xs text-center\">\n<div id=\"banner-300x250-area\" data-google-query-id=\"CMfrtuPyg-kCFbEN1Aod_s8Isg\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/8804\/parceiros\/gizmodo_12__container__\">Novas pesquisas\u00a0publicadas nesta quarta (22) na\u00a0<em>Science Advances<\/em>\u00a0sugerem que placas bem abaixo da superf\u00edcie j\u00e1 estavam se movendo 3,2 bilh\u00f5es de anos atr\u00e1s.\u00a0Descobriu-se que rochas antigas da Austr\u00e1lia tinham assinaturas magn\u00e9ticas que podem ser correlacionadas com movimentos laterais durante o \u00e9on Arqueano (de 4 bilh\u00f5es a 2,5 bilh\u00f5es de anos atr\u00e1s).<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>\u201cBasicamente, essa \u00e9 uma evid\u00eancia geol\u00f3gica para empurrar o registro de placas tect\u00f4nicas para mais longe na hist\u00f3ria da Terra\u201d, disse Alec Brenner, co-autor do estudo e ge\u00f3logo do Paleomagnetics Lab de Harvard University, em comunicado \u00e0 imprensa. \u201cCom base nas evid\u00eancias que encontramos, parece muito mais prov\u00e1vel que as placas tect\u00f4nicas tenham ocorrido no in\u00edcio da Terra. Isso indica [que existia] uma Terra muito mais parecida com a de hoje do que muitas pessoas pensam.\u201d<\/p>\n<p>As placas tect\u00f4nicas s\u00e3o uma caracter\u00edstica cr\u00edtica do nosso planeta. Elas deram origem e moldaram nossos continentes e criaram forma\u00e7\u00f5es terrestres como cadeias de montanhas.<\/p>\n<div class=\"adCode--xs text-center\">\n<div id=\"banner-300x250-2-area\" data-google-query-id=\"CMbrtuPyg-kCFbEN1Aod_s8Isg\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/8804\/parceiros\/gizmodo_11__container__\">\u00c9 importante ressaltar que as placas tect\u00f4nicas agitaram rochas profundamente abaixo da superf\u00edcie, empurrando-as para cima e expondo-as \u00e0 atmosfera. Isso, por sua vez, levou a rea\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas importantes que, por longos per\u00edodos de tempo, contribu\u00edram para a estabiliza\u00e7\u00e3o da atmosfera da Terra, o que acabou criando as condi\u00e7\u00f5es habit\u00e1veis \u200b\u200bque conhecemos e amamos.<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p><em><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter  wp-image-352502\" src=\"https:\/\/gizmodo.uol.com.br\/wp-content\/blogs.dir\/8\/files\/2020\/04\/mapa-geologico-craton-de-pilbara-harvard.jpg\" sizes=\"(max-width: 970px) 100vw, 970px\" srcset=\"https:\/\/gizmodo.uol.com.br\/wp-content\/blogs.dir\/8\/files\/2020\/04\/mapa-geologico-craton-de-pilbara-harvard.jpg 970w, https:\/\/gizmodo.uol.com.br\/wp-content\/blogs.dir\/8\/files\/2020\/04\/mapa-geologico-craton-de-pilbara-harvard-300x169.jpg 300w, https:\/\/gizmodo.uol.com.br\/wp-content\/blogs.dir\/8\/files\/2020\/04\/mapa-geologico-craton-de-pilbara-harvard-320x180.jpg 320w, https:\/\/gizmodo.uol.com.br\/wp-content\/blogs.dir\/8\/files\/2020\/04\/mapa-geologico-craton-de-pilbara-harvard-768x432.jpg 768w, https:\/\/gizmodo.uol.com.br\/wp-content\/blogs.dir\/8\/files\/2020\/04\/mapa-geologico-craton-de-pilbara-harvard-800x450.jpg 800w, https:\/\/gizmodo.uol.com.br\/wp-content\/blogs.dir\/8\/files\/2020\/04\/mapa-geologico-craton-de-pilbara-harvard-600x338.jpg 600w, https:\/\/gizmodo.uol.com.br\/wp-content\/blogs.dir\/8\/files\/2020\/04\/mapa-geologico-craton-de-pilbara-harvard-400x225.jpg 400w\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"360\" \/>Um mapa geol\u00f3gico do Cr\u00e1ton de Pilbara, na Austr\u00e1lia Ocidental, mostrando rochas entre 2,5 bilh\u00f5es e 3,5 bilh\u00f5es de anos. As \u00e1reas em verde mostram rochas bas\u00e1lticas datadas de 3,2 bilh\u00f5es de anos atr\u00e1s. Para fins de escala, a imagem inteira tem mais de 420 quil\u00f4metros de largura. Imagem: Alec Brenner, Universidade de Harvard. Dados do mapa de Pesquisa Geol\u00f3gica da Austr\u00e1lia Ocidental.<\/em><\/p>\n<p>Para o novo estudo, Brenner e seus colegas visitaram o oeste da Austr\u00e1lia, onde retiraram amostras de rochas do Cr\u00e1ton de Pilbara \u2014 uma extens\u00e3o de crosta antiga e est\u00e1vel, medindo mais de 420 quil\u00f4metros de comprimento. Algumas rochas de l\u00e1 t\u00eam 3,5 bilh\u00f5es de anos, representando algumas das crostas mais antigas da Terra.<\/p>\n<p>Em 2017, a equipe coletou 235 amostras b\u00e1sicas de um segmento conhecido como basalto de Honeyeater.\u00a0O mais not\u00e1vel dessas rochas vulc\u00e2nicas \u00e9 que elas s\u00e3o magneticamente orientadas, o que significa que mantiveram um registro de como era o campo magn\u00e9tico da Terra quando as esfriaram e se solidificaram durante o Arqueano.<\/p>\n<div class=\"adCode--xs text-center\">\n<div id=\"banner-300x250-3-area\" data-google-query-id=\"CMXrtuPyg-kCFbEN1Aod_s8Isg\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/8804\/parceiros\/gizmodo_10__container__\">No laborat\u00f3rio, essas assinaturas magn\u00e9ticas, em conjunto com as idades conhecidas do basalto, foram usadas para inferir o movimento das rochas ao longo de milh\u00f5es de anos. Os pesquisadores foram capazes de mostrar que as rochas estavam em movimento entre 3,35 bilh\u00f5es e 3,18 bilh\u00f5es de anos atr\u00e1s e que elas mudavam na dire\u00e7\u00e3o horizontal a um ritmo de cerca de 2,5 cent\u00edmetros por ano, uma \u201cvelocidade compar\u00e1vel \u00e0 das placas modernas\u201d, como os autores escreveram em seu artigo.<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>As t\u00e9cnicas anteriores para detectar o aparecimento de placas tect\u00f4nicas usavam m\u00e9todos como medir as posi\u00e7\u00f5es das rochas ao longo do tempo e identificar assinaturas qu\u00edmicas nas rochas consistentes com o movimento. O novo artigo aplica uma abordagem paleomagn\u00e9tica.\u00a0Ele estabelece uma data inicial para as placas tect\u00f4nicas na Terra: cerca de 1,3 bilh\u00e3o de anos ap\u00f3s a forma\u00e7\u00e3o do nosso planeta.\u00a0Al\u00e9m disso, o novo artigo refor\u00e7a a afirma\u00e7\u00e3o de que altera\u00e7\u00f5es na crosta inicial da Terra se devem a esses movimentos lentos e constantes.<\/p>\n<p>Stephan Sobolev, professor de geodin\u00e2mica da Universidade de Potsdam, disse que as novas medidas \u201cparecem convincentes\u201d. Ele disse ao Gizmodo que \u00e9 grato pelos novos dados sobre a Terra Arqueana, particularmente os dados pertencentes \u00e0 hist\u00f3ria paleomagn\u00e9tica do nosso planeta, dizendo: \u201ca esse respeito, \u00e9 um \u00f3timo trabalho\u201d. Mas ele n\u00e3o acredita que os pesquisadores tenham confirmado a presen\u00e7a de placas tect\u00f4nicas modernas como as observamos hoje.<\/p>\n<p>\u201cEsta \u00e9 a primeira indica\u00e7\u00e3o de um (\u2026) deslocamento de crosta em larga escala na Terra h\u00e1 mais de 3,2 bilh\u00f5es de anos\u201d, escreveu Sobolev, que n\u00e3o participou da nova pesquisa, em um e-mail ao Gizmodo. \u201cEsse deslocamento \u00e9 uma indica\u00e7\u00e3o de um tipo de tect\u00f4nica de placas (mas n\u00e3o necessariamente do tipo global moderno de tect\u00f4nica de placas) e de subduc\u00e7\u00e3o em larga escala\u201d, em que as placas se movem tanto para os lados quanto para baixo.<\/p>\n<p>\u00c9 poss\u00edvel, disse Sobolev, que os autores tenham detectado um \u201ctipo regional\u201d especial de tect\u00f4nica de placas, que pode ter existido em diferentes lugares da Terra na \u00e9poca e potencialmente causado por plumas de manto ou impactos mete\u00f3ricos. \u00c9 isso que diz um artigo recente\u00a0publicado\u00a0na\u00a0<em>Nature<\/em>\u00a0que tem Sobolev como um dos co-autores.<\/p>\n<p>\u201cMas qualquer tipo de tect\u00f4nica de placas requer subduc\u00e7\u00e3o em larga escala, portanto, para mim, este trabalho fornece novas evid\u00eancias de uma subduc\u00e7\u00e3o em larga escala na Terra h\u00e1 mais de 3,1 bilh\u00f5es de anos atr\u00e1s\u201d, disse Sobolev, acrescentando que \u201cseria \u00f3timo se dados semelhantes fossem coletados\u201d em outras crateras que datam do mesmo per\u00edodo.<\/p>\n<p>Outra ressalva importante \u00e9 um fen\u00f4meno conhecido como True Polar Wander (desvio polar verdadeiro, em tradu\u00e7\u00e3o livre) \u2014 algo que os pesquisadores n\u00e3o foram capazes de descartar como causa do deslocamento observado.<\/p>\n<p>O True Polar Wander descreve a reorienta\u00e7\u00e3o de um planeta em rela\u00e7\u00e3o ao seu eixo de rota\u00e7\u00e3o. Isso pode acontecer por conta das placas tect\u00f4nicas, mas outros fatores podem causar altera\u00e7\u00f5es na superf\u00edcie da Terra, como atividade supervulc\u00e2nica, derretimento de camadas de gelo maci\u00e7as ou qualquer outra coisa que possa alterar a distribui\u00e7\u00e3o da massa do planeta e, portanto, a maneira como ela gira ao longo seu eixo.<\/p>\n<p>\u201cAs estimativas t\u00edpicas do True Polar Wander dos \u00faltimos cem milh\u00f5es de anos na Terra geram movimentos mais r\u00e1pidos do que seus 2,5 cent\u00edmetros por ano, mas n\u00e3o sabemos como isso funcionou durante o Arqueano\u201d, disse Sobolev.<\/p>\n<p>Dessa forma, os autores disseram que o True Polar Wander pode explicar seus dados, mas as placas tect\u00f4nicas s\u00e3o mais adequadas aos intervalos de tempo observados.<\/p>\n<p>Futuramente, os pesquisadores gostariam de estudar mais amostras de Cr\u00e1ton de Pilbara e outros dep\u00f3sitos de rochas antigas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sem placas tect\u00f4nicas, nosso planeta n\u00e3o teria continentes, montanhas e possivelmente at\u00e9 a pr\u00f3pria vida.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":125875,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/placas.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/placas-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/placas-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/placas.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/placas.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/placas.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/placas.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/placas.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/placas.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/placas.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Sem placas tect\u00f4nicas, nosso planeta n\u00e3o teria continentes, montanhas e possivelmente at\u00e9 a pr\u00f3pria vida.","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/125874"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=125874"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/125874\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/125875"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=125874"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=125874"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=125874"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}