{"id":125867,"date":"2020-04-25T12:29:44","date_gmt":"2020-04-25T15:29:44","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=125867"},"modified":"2020-04-25T12:30:12","modified_gmt":"2020-04-25T15:30:12","slug":"david-quammen-os-humanos-somos-mais-numerosos-do-que-outro-grande-animal-havera-uma-correcao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/david-quammen-os-humanos-somos-mais-numerosos-do-que-outro-grande-animal-havera-uma-correcao\/","title":{"rendered":"David Quammen: \u201cOs humanos somos mais numerosos do que outro grande animal. Haver\u00e1 uma corre\u00e7\u00e3o\u201d"},"content":{"rendered":"<p class=\"\"><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/david_quammen.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-125870\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/david_quammen-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/david_quammen-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/david_quammen.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>S\u00e3o cinco da tarde em Bozeman, pequena cidade de Montana (Estados Unidos), onde os espa\u00e7os s\u00e3o vastos e o\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/ciencia\/2020-04-18\/tristes-generosos-apaixonados-somos-ratos-de-laboratorio-em-um-experimento-natural.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-link-track-dtm=\"\">distanciamento social<\/a>\u00a0n\u00e3o precisa ser imposto \u00e0 for\u00e7a, porque faz parte da paisagem desde tempos imemoriais.<\/p>\n<p class=\"\">David Quammen, de 72 anos, est\u00e1 cultivando seu jardim quando o telefone toca. \u201cPasseamos com o cachorro pelo bairro, cumprimento os vizinhos da outra cal\u00e7ada e h\u00e1 tr\u00eas semanas n\u00e3o chego a menos de seis p\u00e9s [dois metros] de outra pessoa al\u00e9m da minha esposa\u201d, diz ao EL PA\u00cdS o veterano rep\u00f3rter e divulgador cient\u00edfico que anos atr\u00e1s viajou pelos quatro cantos do planeta perseguindo v\u00edrus zoon\u00f3ticos, ou seja, que passam dos animais para os humanos.<\/p>\n<p class=\"\">O resultado foi\u00a0<i>Spillover: Animal Infections and the Next Human Pandemic<\/i>\u00a0(\u201ctransbordamento: infec\u00e7\u00f5es animais e a pr\u00f3xima pandemia humana\u201d em tradu\u00e7\u00e3o livre), ou\u00a0<i>Contagio<\/i>, na tradu\u00e7\u00e3o espanhola que a editora Debate publicar\u00e1 quinta-feira em\u00a0<i>ebook<\/i>\u00a0e em 14 de maio em papel na Espanha (o livro ainda n\u00e3o foi traduzido para o portugu\u00eas). A obra fascina e assusta. Pelo que mostra: o mundo das infec\u00e7\u00f5es de origem animal. E pelo que prev\u00ea: uma pandemia humana muito parecida com a do v\u00edrus que causa a\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/noticias\/coronavirus\/a\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-link-track-dtm=\"\">Covid-19<\/a>. Hoje, \u00e9 uma das obras de refer\u00eancia para entender o ente microsc\u00f3pico que paralisou o mundo.<\/p>\n<p class=\"\"><b>Pergunta.<\/b>\u00a0O que est\u00e1 ocorrendo o surpreende?<\/p>\n<p class=\"\"><b>Resposta.<\/b>\u00a0De modo nenhum. Tudo \u2212 o v\u00edrus procedente de um morcego que depois passa para os humanos, a\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/ciencia\/2020-03-27\/crescem-as-evidencias-de-que-o-pangolim-foi-o-animal-de-origem-do-coronavirus.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-link-track-dtm=\"\">conex\u00e3o com um mercado na China<\/a>, o fato de que se trate de um coronav\u00edrus \u2212 era previs\u00edvel. \u00c9 o que os especialistas que entrevistei para meu livro me diziam.<\/p>\n<p class=\"\"><b>P.<\/b>\u00a0Nada o surpreende?<\/p>\n<p class=\"\"><b>R.<\/b>\u00a0Sim, a falta de prepara\u00e7\u00e3o dos Governos e dos sistemas p\u00fablicos de sa\u00fade para enfrentar um v\u00edrus como este. Isso me surpreende e me decepciona. A ci\u00eancia sabia que ia ocorrer. Os Governos sabiam que podia ocorrer, mas n\u00e3o se preocuparam em se preparar.<\/p>\n<p class=\"\"><b>P.<\/b>\u00a0Por qu\u00ea?<\/p>\n<p class=\"\"><b>R.<\/b>\u00a0Os alertas diziam: pode ocorrer no pr\u00f3ximo ano, em tr\u00eas anos, ou em oito. Os pol\u00edticos diziam a si mesmos: n\u00e3o gastarei dinheiro por algo que pode n\u00e3o ocorrer durante meu mandato. \u00c9 por isso que n\u00e3o se gastou dinheiro em mais leitos hospitalares, em unidades de terapia intensiva, em respiradores, em m\u00e1scaras, em luvas.<\/p>\n<p class=\"\"><b>P.<\/b>\u00a0Sem essa falta de preparo, n\u00e3o estar\u00edamos\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2020-04-07\/crie-uma-rotina-com-os-filhos-na-quarentena-e-nao-os-subestimem-eles-sabem-que-tem-algo-acontecendo.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-link-track-dtm=\"\">todos confinados<\/a>?<\/p>\n<p class=\"\"><b>R.<\/b>\u00a0Exatamente. A ci\u00eancia e a tecnologia adequadas para enfrentar o v\u00edrus existem. Mas n\u00e3o havia vontade pol\u00edtica e, portanto, dinheiro, nem coordena\u00e7\u00e3o entre Governos locais e nacionais, e entre Governos no mundo. Tamb\u00e9m n\u00e3o h\u00e1 vontade para combater a\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/cambio_climatico\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-link-track-dtm=\"\">mudan\u00e7a clim\u00e1tica<\/a>. A diferen\u00e7a entre isto e a mudan\u00e7a clim\u00e1tica \u00e9 que isto est\u00e1 matando mais r\u00e1pido.<\/p>\n<p class=\"\"><b>P.<\/b>\u00a0Por que o morcego est\u00e1 ligado \u00e0 origem de tantos v\u00edrus, do causador da SARS at\u00e9 o ebola, e tamb\u00e9m do SARS-CoV-2?<\/p>\n<p class=\"\"><b>R.<\/b>\u00a0Os morcegos parecem super-representados como hospedeiros naturais desses v\u00edrus perigosos. Por v\u00e1rios motivos. Primeiro, est\u00e3o super-representados na diversidade dos mam\u00edferos. Uma de cada quatro esp\u00e9cies de mam\u00edferos \u00e9 uma esp\u00e9cie de morcego.<\/p>\n<p class=\"\"><b>P.<\/b>\u00a0Isso significa que h\u00e1 muitos morcegos?<\/p>\n<p class=\"\"><b>R.<\/b>\u00a0N\u00e3o se trata simplesmente de que haja muitos quanto ao n\u00famero, e sim de que existe uma grande diversidade de morcegos. E \u00e9 poss\u00edvel que cada esp\u00e9cie diferente de morcego tenha suas pr\u00f3prias esp\u00e9cies de v\u00edrus. Essa diversidade de esp\u00e9cies oferece uma ampla margem para a diversidade de v\u00edrus.<\/p>\n<p class=\"\"><b>P.<\/b>\u00a0Que outros motivos explicam que os morcegos sejam a origem de tantos v\u00edrus?<\/p>\n<p class=\"\"><b>R.<\/b>\u00a0Os morcegos vivem muito. Um do tamanho de um rato pode viver 18 ou 20 anos. Um rato vive um ou dois anos. Os morcegos aninham juntos em col\u00f4nias enormes. Vi 60.000 em uma caverna, todos apertados. A longevidade e a massifica\u00e7\u00e3o s\u00e3o circunst\u00e2ncias ideais para que os v\u00edrus passem sem parar de um indiv\u00edduo para outro. E outra coisa: agora h\u00e1 ind\u00edcios, embora n\u00e3o haja certeza absoluta, de que os morcegos t\u00eam sistemas de imunidade que evolu\u00edram para ser mais hospitaleiros para corpos estranhos.<\/p>\n<p class=\"\"><b>P.<\/b>\u00a0E eles est\u00e3o cada vez mais perto de \u00e1reas urbanas, n\u00e3o \u00e9?<\/p>\n<p class=\"\"><b>R.<\/b>\u00a0Sim. Principalmente os grandes morcegos dos tr\u00f3picos e subtr\u00f3picos. Estamos destruindo seus\u00a0<i>habitats<\/i>\u00a0e eles procuram comida em \u00e1reas humanas onde haja hortas e \u00e1rvores frut\u00edferas nos parques. Tudo isto os aproxima dos humanos, o que, atrav\u00e9s de suas fezes e sua urina, aumenta as possibilidades de que os v\u00edrus se espalhem diretamente ou atrav\u00e9s dos animais dom\u00e9sticos.<\/p>\n<p class=\"\"><b>P.<\/b>\u00a0Devemos temer os morcegos?<\/p>\n<p class=\"\"><b>R.<\/b>\u00a0N\u00e3o, n\u00e3o. S\u00e3o animais lindos, magn\u00edficos, necess\u00e1rios para a integridade dos ecossistemas. A solu\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 nos livrarmos dos morcegos, e sim deix\u00e1-los em paz.<\/p>\n<p class=\"\"><b>P.<\/b>\u00a0Como?<\/p>\n<p class=\"\"><b>R.<\/b>\u00a0Esta pandemia \u00e9 uma oportunidade para educar, para entender nossa rela\u00e7\u00e3o com o mundo natural.<\/p>\n<p class=\"\"><b>P.<\/b>\u00a0N\u00f3s, humanos, somos os respons\u00e1veis pelo que est\u00e1 ocorrendo?<\/p>\n<p class=\"\"><b>R.<\/b>\u00a0Sem d\u00favida. Todos os humanos, todas as nossas decis\u00f5es: o que comemos, a roupa que vestimos, os produtos eletr\u00f4nicos que possu\u00edmos, os filhos que queremos ter, o quanto viajamos, quanta energia queimamos. Todas essas decis\u00f5es pressionam o mundo natural. E essas demandas do mundo natural tendem a aproximar de n\u00f3s os v\u00edrus que vivem em animais selvagens.<\/p>\n<p class=\"\"><b>P.<\/b>\u00a0\u00c9 a vingan\u00e7a da natureza?<\/p>\n<p class=\"\"><b>R.<\/b>\u00a0Eu n\u00e3o diria dessa forma, porque sou um materialista darwiniano. N\u00e3o personalizo a natureza. N\u00e3o acredito em uma natureza com N mai\u00fasculo capaz de vingan\u00e7a ou de emo\u00e7\u00f5es. Os humanos s\u00e3o mais numerosos do que qualquer outro grande animal na hist\u00f3ria da Terra. E isso representa uma forma de desequil\u00edbrio ecol\u00f3gico que n\u00e3o pode continuar para sempre. Em algum momento haver\u00e1 uma corre\u00e7\u00e3o natural. Ocorre com muitas esp\u00e9cies: quando s\u00e3o muito numerosos para os ecossistemas, acontece algo com elas. Ficam sem comida, ou novos predadores evoluem para devor\u00e1-las, ou pandemias virais as derrubam. Pandemias virais interrompem, por exemplo, explos\u00f5es de popula\u00e7\u00f5es de insetos que parasitam \u00e1rvores. A\u00ed existe uma analogia com os humanos.<\/p>\n<p class=\"\"><b>P.<\/b>\u00a0Somos como esses insetos?<\/p>\n<p class=\"\"><b>R.<\/b>\u00a0N\u00e3o. Somos muito mais inteligentes do que os insetos da selva. Devemos ser capazes de ver o que est\u00e1 para nos atingir e transformar o choque em um reajustamento de nossa maneira de viver neste planeta.<\/p>\n<p class=\"\"><b>P.<\/b>\u00a0\u201cOferecemos mais oportunidades do que nunca para os v\u00edrus\u201d, o senhor escreveu.<\/p>\n<p class=\"\"><b>R.<\/b>\u00a0Porque somos mais e porque estamos mais conectados entre n\u00f3s. Quando entramos na selva e capturamos um animal selvagem \u2212 um roedor, um morcego,\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/ciencia\/2020-03-27\/crescem-as-evidencias-de-que-o-pangolim-foi-o-animal-de-origem-do-coronavirus.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-link-track-dtm=\"\">um pangolim<\/a>, um chimpanz\u00e9 \u2212, e esse animal tem um v\u00edrus,\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/planeta_futuro\/2020-03-06\/humanos-que-comem-animais-selvagens-sem-controle-um-barril-de-polvora-para-a-saude-mundial.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-link-track-dtm=\"\">e esse v\u00edrus salta para n\u00f3<\/a>s e descobre que pode se replicar dentro de n\u00f3s, e que passar de um humano para outro&#8230; quando ocorre tudo isso, esse v\u00edrus ganhou na loteria. Ele entrou por uma porta que lhe oferece uma enorme oportunidade. Porque somos 7,7 bilh\u00f5es de hospedeiros em potencial para ele e porque estamos hiperconectados: a peste bub\u00f4nica matou talvez um ter\u00e7o da popula\u00e7\u00e3o europeia, mas no s\u00e9culo XIV n\u00e3o podia passar para a Am\u00e9rica do Norte nem para a Austr\u00e1lia. O v\u00edrus que causa a Covid-19 \u00e9 um dos mais bem-sucedidos do planeta, juntamente com a cepa pand\u00eamica do HIV. E n\u00f3s o convidamos a ser t\u00e3o bem-sucedido.<\/p>\n<p class=\"\"><b>P.<\/b>\u00a0O que o senhor aprendeu nos \u00faltimos tr\u00eas meses sobre os v\u00edrus?<\/p>\n<p class=\"\"><b>R.<\/b>\u00a0Algo que me surpreende \u00e9 que, at\u00e9 agora, este v\u00edrus n\u00e3o est\u00e1 evoluindo muito r\u00e1pido. Alguns cientistas, como Trevor Bedford em Seattle, coletaram amostras de v\u00e1rias pessoas em diversos momentos e em diferentes partes do mundo e desenharam uma \u00e1rvore geneal\u00f3gica do v\u00edrus. Descobriram que os genomas do v\u00edrus n\u00e3o variam muito no espa\u00e7o e no tempo. O v\u00edrus n\u00e3o muda porque n\u00e3o precisa fazer isso. Est\u00e1 sendo t\u00e3o bem-sucedido \u2212 passando de um humano para outro, em todos os pa\u00edses do planeta \u2212 que, do ponto de vista da evolu\u00e7\u00e3o, n\u00e3o est\u00e1 submetido a nenhuma press\u00e3o para mudar: j\u00e1 se d\u00e1 bem sendo como \u00e9.<\/p>\n<p class=\"\"><b>P.<\/b>\u00a0Durante quanto tempo ele pode se dar t\u00e3o bem?<\/p>\n<p class=\"\"><b>R.<\/b>\u00a0At\u00e9 que\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/ciencia\/2020-04-15\/corrida-para-encontrar-uma-vacina-contra-a-covid-19-se-acelera.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-link-track-dtm=\"\">tenhamos uma vacina<\/a>. Nesse momento, \u00e9 poss\u00edvel que tente evoluir. N\u00e3o \u00e9 que realmente tente, porque n\u00e3o tem inten\u00e7\u00e3o, \u00e9 apenas um v\u00edrus. Mas, por sele\u00e7\u00e3o natural, \u00e9 poss\u00edvel que, acidentalmente, encontre maneiras de driblar a vacina. E ent\u00e3o come\u00e7ar\u00e1 a corrida para encontrar vacinas novas e melhores. Mas \u00e9 o que j\u00e1 fazemos com a gripe: precisamos de uma vacina nova todos os anos, porque muda constantemente.<\/p>\n<p class=\"\"><b>P.<\/b>\u00a0Enquanto isso, o distanciamento social e o confinamento t\u00eam um efeito no v\u00edrus?<\/p>\n<p class=\"\"><b>R.<\/b>\u00a0Sim. Quando nos confinamos, retiramos dele a oportunidade de se espalhar da forma t\u00e3o ampla e intensa como fez at\u00e9 agora. Uma maneira de pensar sobre pandemias \u00e9 a seguinte. Em toda popula\u00e7\u00e3o de v\u00edtimas potenciais, h\u00e1 pessoas suscet\u00edveis ao v\u00edrus. H\u00e1 pessoas infectadas pelo v\u00edrus. H\u00e1 pessoas mortas. E h\u00e1 pessoas que se recuperaram. E, uma vez recuperadas, \u00e9 mais dif\u00edcil que sejam reinfectadas. De modo que se chega a um ponto no qual o n\u00famero de mortos \u00e9 alto, o n\u00famero de recuperados \u00e9 alto e o n\u00famero de infectados ainda pode ser alto, mas o n\u00famero de pessoas suscet\u00edveis pode ser relativamente baixo e estar disperso. Nesse momento, o v\u00edrus que est\u00e1 nas pessoas infectadas n\u00e3o tem oportunidades de entrar em contato com as suscet\u00edveis.<\/p>\n<p class=\"\"><b>P.<\/b>\u00a0E ent\u00e3o?<\/p>\n<p class=\"\"><b>R.<\/b>\u00a0Nesse ponto, a pandemia tende a terminar.<\/p>\n<p class=\"\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>S\u00e3o cinco da tarde em Bozeman, pequena cidade de Montana (Estados Unidos), onde os espa\u00e7os<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":125870,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/david_quammen.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/david_quammen-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/david_quammen-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/david_quammen.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/david_quammen.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/david_quammen.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/david_quammen.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/david_quammen.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/david_quammen.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/david_quammen.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"S\u00e3o cinco da tarde em Bozeman, pequena cidade de Montana (Estados Unidos), onde os espa\u00e7os","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/125867"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=125867"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/125867\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/125870"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=125867"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=125867"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=125867"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}