{"id":12568,"date":"2014-12-20T14:00:56","date_gmt":"2014-12-20T14:00:56","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=12568"},"modified":"2014-12-20T13:08:54","modified_gmt":"2014-12-20T13:08:54","slug":"biologos-realizam-delicada-operacao-para-salvar-tartaruga-gigante","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/biologos-realizam-delicada-operacao-para-salvar-tartaruga-gigante\/","title":{"rendered":"Bi\u00f3logos realizam delicada opera\u00e7\u00e3o para salvar tartaruga gigante"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/tartaruga_cirurgia.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-12569\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/tartaruga_cirurgia.jpg\" alt=\"\" width=\"415\" height=\"265\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/tartaruga_cirurgia.jpg 415w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/tartaruga_cirurgia-300x191.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 415px) 100vw, 415px\" \/><\/a>Um pa\u00eds de porta e mar abertos: dez ilhas, a 450 quil\u00f4metros do continente africano, a 1,5 mil quil\u00f4metros da Europa. Um pa\u00eds colonizado pelos portugueses e fala portugu\u00eas. E com fortes correntes que levam ao Brasil.<\/p>\n<p>Quinhentos mil cabo-verdianos vivem no pa\u00eds. Um milh\u00e3o de cabo-verdianos vivem em outros pa\u00edses.<\/p>\n<p>Fausto Ros\u00e1rio, historiador: \u00c9 uma compuls\u00e3o que n\u00f3s temos, algo que nos obriga de fato a passar da linha do horizonte e ver o que est\u00e1 mais longe. Voltamos sempre porque, no fundo, \u00e9 aqui que a felicidade est\u00e1. \u00c9 preciso ir, para ter o prazer de voltar.<\/p>\n<p>V\u00e3o, mas voltam, como as ondas. \u00c9 pedra vulc\u00e2nica, em vez de areia. E uma ba\u00eda aconchegante. Para passear suavemente com a barbatana de fora.<\/p>\n<p>Quem viaja pela longa estrada do Atl\u00e2ntico encontra abrigo em Cabo Verde.<\/p>\n<p>O arquip\u00e9lago do ir e vir, para muitas esp\u00e9cies. Uma dupla de bi\u00f3logos espanh\u00f3is mergulha discretamente nas \u00e1guas calmas da ba\u00eda. E, em poucos minutos, saem de l\u00e1 com uma jovem de 5 anos. Saem com todo cuidado da \u00e1gua.<\/p>\n<p>Os bi\u00f3logos trabalham em uma Organiza\u00e7\u00e3o N\u00e3o-Governamental que pesquisa o fluxo de esp\u00e9cies que todo ano v\u00e3o a Cabo Verde para se alimentar, acasalar, desovar.<\/p>\n<p>Ao todo, 41 cent\u00edmetros, sangue colhido para an\u00e1lise de laborat\u00f3rio: a tartaruga de casco levantado, esse \u00e9 o nome da esp\u00e9cie, em perigo cr\u00edtico de extin\u00e7\u00e3o. A carapa\u00e7a dela \u00e9 usada em pe\u00e7as de artesanato em alguns pa\u00edses.<\/p>\n<p>A encontrada pelos bi\u00f3logos pesa nove quilos e j\u00e1 passou pela fase mais cr\u00edtica na luta pela sobreviv\u00eancia frente aos predadores. Mas ela est\u00e1 impaciente.<\/p>\n<p>Depois de uns 15 minutos de exames, medi\u00e7\u00f5es, o bi\u00f3logo Pedro deu ao rep\u00f3rter Tino Marcos o privil\u00e9gio de colocar a tartaruguinha de volta ao mar, voltar para o seu habitat.<\/p>\n<p>Todo ano, mais de quatro mil tartarugas f\u00eameas deixam seus ovos em Cabo Verde. V\u00eam e voltam.<\/p>\n<p>A Praia de Jo\u00e3o Barrosa \u00e9 parte do parque natural chamado Tartaruga. De dia, deserta. \u00c0 noite \u00e9 que come\u00e7a o movimento por l\u00e1.<\/p>\n<p>A equipe seguiu com os pesquisadores at\u00e9 um acampamento que serve de base para os bi\u00f3logos, em uma praia deserta. Pelo r\u00e1dio de comunica\u00e7\u00e3o, um pesquisador informa que encontrou uma tartaruga, mas o pessoal n\u00e3o tem certeza de que ela vai desovar. Pode ser que ela volte para o mar.<\/p>\n<p>Eles chegam a ela. \u00c9 da esp\u00e9cie careta-careta. Mas quase n\u00e3o podem v\u00ea-la, a equipe n\u00e3o pode acender nossas luzes.<\/p>\n<p>Quando come\u00e7am as contra\u00e7\u00f5es, a equipe pode trocar a luz vermelha pela branca. Uma lanterna no buraco feito pela tartaruga.<\/p>\n<p>O primeiro ovo \u00e9 o mais demorado. Depois, \u00e9 escala industrial.<\/p>\n<p>Junto com os ovos, um l\u00edquido viscoso, com antibi\u00f3ticos naturais, que protegem de fungos, parasitas e at\u00e9 eliminam o cheiro dos ovos: uma chance a menos para os predadores. Parecem bolinhas de ping-pong.<\/p>\n<p>Depois de tampar bem o terreno, a tartaruga inicia o trabalhoso caminho de volta ao mar. Fora dele, \u00e9 s\u00f3 uma vez por ano, para a desova, e olhe l\u00e1.<\/p>\n<p>Agora, s\u00e3o os pesquisadores que cavam novamente o buraco, tiram os ovos e os alinham em fileiras de dez. Deu um quadrad\u00e3o bonito: 94 ovos. Levados a uma \u00e1rea cercada que eles chamam de ber\u00e7\u00e1rio. L\u00e1, est\u00e3o em condi\u00e7\u00f5es seguras para o per\u00edodo de 45 a 70 dias de incuba\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Os bi\u00f3logos permitiram que Tino Marcos pegasse um ovinho, porque em um primeiro momento ele \u00e9 muito resistente, embora ele n\u00e3o seja muito r\u00edgido. Ele suporta muito bem o peso, inclusive uns dos outros, dentro do buraco, da areia, portanto, ele precisa ser muito resistente nesse primeiro momento.<\/p>\n<p>Em uma fase mais adiantada deste processo, os pequenos cabo-verdianos est\u00e3o prontos para iniciar sua aventura no mar.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um pa\u00eds de porta e mar abertos: dez ilhas, a 450 quil\u00f4metros do continente africano,<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":12569,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/tartaruga_cirurgia.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/tartaruga_cirurgia-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/tartaruga_cirurgia-300x191.jpg",300,191,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/tartaruga_cirurgia.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/tartaruga_cirurgia.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/tartaruga_cirurgia.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/tartaruga_cirurgia.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/tartaruga_cirurgia.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/tartaruga_cirurgia.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/tartaruga_cirurgia.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Um pa\u00eds de porta e mar abertos: dez ilhas, a 450 quil\u00f4metros do continente africano,","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12568"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12568"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12568\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/12569"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12568"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12568"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12568"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}