{"id":125597,"date":"2020-04-21T12:00:58","date_gmt":"2020-04-21T15:00:58","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=125597"},"modified":"2020-04-21T10:00:26","modified_gmt":"2020-04-21T13:00:26","slug":"pecuaria-e-babacu-tem-convivencia-sustentavel-em-sistema-ilpf-aponta-estudo-da-embrapa-cocais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/pecuaria-e-babacu-tem-convivencia-sustentavel-em-sistema-ilpf-aponta-estudo-da-embrapa-cocais\/","title":{"rendered":"Pecu\u00e1ria e baba\u00e7u t\u00eam conviv\u00eancia sustent\u00e1vel em sistema ILPF, aponta estudo da Embrapa Cocais"},"content":{"rendered":"<div class=\"texto-noticia\">\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-125598\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/cabra-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/cabra-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/cabra.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>Dados de pesquisas, ainda em andamento, mostram que a palmeira baba\u00e7u pode ser usada em sistemas de integra\u00e7\u00e3o Lavoura-Pecu\u00e1ria-floresta, com resultados promissores que comprovam vantagens da manuten\u00e7\u00e3o dessa palmeira nativa nas \u00e1reas de pastagem e, consequentemente, do extrativismo do baba\u00e7u como atividade produtiva das comunidades tradicionais do entorno de propriedades voltadas \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de gado bovino de corte. A ILPF \u00e9 uma tecnologia de produ\u00e7\u00e3o agrossilvipastoril desenvolvida pela Embrapa, em pleno processo de expans\u00e3o no Brasil, que permite o uso da terra de maneira integrada para produ\u00e7\u00e3o de lavoura, pecu\u00e1ria e floresta em cons\u00f3rcio e\/ou sucess\u00e3o em uma mesma \u00e1rea.<\/p>\n<p>O experimento foi implantado em 2017 na Fazenda Muniz, no munic\u00edpio de Pindar\u00e9-Mirim, estado do Maranh\u00e3o. Os resultados obtidos at\u00e9 o momento demonstram que a utiliza\u00e7\u00e3o do sistema ILPF com a palmeira baba\u00e7u como componente florestal possui alto potencial de impacto social, uma vez que valores substanciais de renda podem ser gerados pelas comunidades do entorno a partir da extra\u00e7\u00e3o e aproveitamento integral dos frutos da palmeira.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, o sistema pode gerar impactos agron\u00f4micos e zoot\u00e9cnicos positivos. A descoberta abre perspectivas para a integra\u00e7\u00e3o das pastagens com o baba\u00e7u no estado do Maranh\u00e3o e tamb\u00e9m em outros ambientes da Amaz\u00f4nia e de Cerrado onde h\u00e1 ocorr\u00eancia natural da palmeira baba\u00e7u com as pastagens.<\/p>\n<p>Segundo o pesquisador\u00a0Joaquim Costa, l\u00edder do projeto de pesquisa da Embrapa Cocais, pode-se alcan\u00e7ar um acr\u00e9scimo na renda das quebradeiras de coco em cerca de quatro vezes a mais que a m\u00e9dia de renda no estado. \u201cOs sistemas integrados de produ\u00e7\u00e3o proporcionam outros benef\u00edcios indiretos, como retorno mais r\u00e1pido do capital investido em recupera\u00e7\u00e3o da pastagem; aumento do sequestro de carbono, promovendo a mitiga\u00e7\u00e3o de gases do efeito estufa; aumento do conforto t\u00e9rmico aos animais, aumento da produtividade de leite e da fertilidade dos rebanhos e, ainda, aumento da taxa de lota\u00e7\u00e3o e da produtividade animal por hectare, repercutindo positivamente na renda do produtor rural. Al\u00e9m disso, a presen\u00e7a de baba\u00e7u em \u00e1reas de pastagens podem trazer melhoria da qualidade da pastagem e do solo e ainda diminui\u00e7\u00e3o da eros\u00e3o, gra\u00e7as ao aporte de mat\u00e9ria org\u00e2nica\u201d.<\/p>\n<p>Os resultados do estudo poder\u00e3o ajudar a consolidar um sistema sustent\u00e1vel de produ\u00e7\u00e3o de bovinos para a regi\u00e3o de ocorr\u00eancia de palmeiras de baba\u00e7u, garantindo maior produ\u00e7\u00e3o de carne e menores impactos ao meio ambiente. Os conhecimentos gerados est\u00e3o sendo divulgados aos produtores em dias de campo realizados nas Unidades de Refer\u00eancia Tecnol\u00f3gica &#8211; URTs, em que s\u00e3o demonstrados os resultados alcan\u00e7ados e discutidas as t\u00e9cnicas e benef\u00edcios dos Sistemas ILPF no aumento de produtividade, lucratividade e melhoria do solo.<\/p>\n<p>\u201cFicou demonstrado que, com o aumento da produtividade nas \u00e1reas degradadas, n\u00e3o h\u00e1 necessidade de abertura de novas \u00e1reas de floresta para implantar a atividade agropecu\u00e1ria. Com o uso da ILPF com baba\u00e7u \u00e9 tamb\u00e9m poss\u00edvel produzir mais sem causar danos ao meio ambiente\u201d, completou o pesquisador.<\/p>\n<p>O professor Luciano Muniz, da Universidade Estadual do Maranh\u00e3o \u2013 UEMA, uma das institui\u00e7\u00f5es parceiras da Embrapa Cocais, ressalta a import\u00e2ncia da \u00e1reas experimentais de ILPF para a qualifica\u00e7\u00e3o dos profissionais das \u00e1rea de ci\u00eancias agr\u00e1rias (Agronomia, Medicina Veterin\u00e1ria e Zootecnia) como oportunidade de serem inseridos no mercado de trabalho, quando formados. Al\u00e9m disso, segundo ele, o estudo atende \u00e0s demandas dos produtores maranhenses na implanta\u00e7\u00e3o dos sistemas integrados. Atualmente, as pesquisas est\u00e3o sendo coordenadas pelo Grupo de Estudos GINTEGRA que tem envolvimento de v\u00e1rios parceiros (IFMA e outras institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas e privadas) e 22 alunos da Universidade desenvolvem pesquisas de inicia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, mestrado e doutorado nas \u00e1reas onde est\u00e3o instalados os diferentes sistemas de ILPF.<\/p>\n<p>A equipe de pesquisa acredita que uma poss\u00edvel ado\u00e7\u00e3o em larga escala do sistema ILPF tendo o baba\u00e7u como componente florestal tem potencial de projetar o Maranh\u00e3o como um dos estados que mais contribuir\u00e3o para que o Brasil atinja as metas de redu\u00e7\u00e3o na emiss\u00e3o de gases do efeito estufa. Al\u00e9m disso, a grande demanda do mercado consumidor por produtos ambientalmente corretos, naturais e seguros, abre um nicho de oportunidades que pode vir a ser ocupado pelos produtos regionais oriundos do extrativismo do baba\u00e7u, como a am\u00eandoa (para extra\u00e7\u00e3o de \u00f3leo), o endocarpo (para produ\u00e7\u00e3o de carv\u00e3o) e o mesocarpo (para produ\u00e7\u00e3o de alimentos).<\/p>\n<p>Os pesquisadores apostam que os conflitos ainda existentes entre os pecuaristas e as comunidades de quebradeiras de coco possam ser amenizados ao se comprovar que a conviv\u00eancia da pecu\u00e1ria com o baba\u00e7u \u00e9 vi\u00e1vel social, econ\u00f4mica e ambientalmente. Geralmente o controle (ou a tentativa de controle) das pindovas (plantas jovens de baba\u00e7u) \u00e9 feito em v\u00e1rias \u00e9pocas do ano com cortes e\/ou queima sucessivos, pr\u00e1tica que eleva bastante o custo de produ\u00e7\u00e3o e empobrece o solo, reduz a biodiversidade local, degrada a \u00e1rea explorada e ainda contribui para elevar a emiss\u00e3o de gases do efeito estufa. \u201cNesse cen\u00e1rio, a perman\u00eancia do extrativismo do coco baba\u00e7u nas pastagens representa benef\u00edcios para ambas as partes uma vez que o extrativismo nas \u00e1reas ajuda a reduzir o surgimento de novas pindovas\u201d, destaca o pesquisador.<\/p>\n<p>Esse primeiro projeto nos mostrou que \u00e9 poss\u00edvel manter as palmeiras de baba\u00e7u em \u00e1reas de pastagem sem preju\u00edzo para a produ\u00e7\u00e3o de forragem do pasto, que \u00e9 o alimento do animal. \u201cPrecisamos avan\u00e7ar nossa pesquisa em diversos pontos.\u00a0Talvez o principal deles seja definir a densidade m\u00e1xima de palmeiras baba\u00e7u em uma \u00e1rea de pastagem sem que ocorra redu\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o e oferta de forragem, ou seja, definir o n\u00famero m\u00e1ximo de palmeiras que o produtor pode manter (quantas palmeiras por hectare) sem prejudicar a produ\u00e7\u00e3o de mat\u00e9ria seca do pasto. Nossa equipe aprovou um novo projeto, que ter\u00e1 in\u00edcio em julho de 2020, no qual o principal objetivo \u00e9 determinar essa densidade de palmeiras em sistemas integrados de produ\u00e7\u00e3o com pastagem&#8221;, adianta Joaquim.<\/p>\n<p><strong>Detalhes da pesquisa<\/strong>\u00a0\u2013 Est\u00e3o em avalia\u00e7\u00e3o na Fazenda Muniz, em Pindar\u00e1-Mirim, seis sistemas de produ\u00e7\u00e3o de bovino de corte: um sistema tradicional de cria\u00e7\u00e3o de bovinos (pastagem degradada); um sistema integrando lavoura e pecu\u00e1ria (ILP), sem a presen\u00e7a de palmeiras baba\u00e7u; um sistema integrando lavoura, pecu\u00e1ria e floresta (ILPF), com eucalipto; um sistema ILPF, com sabi\u00e1, uma esp\u00e9cie madeireira nativa; um sistema ILPF, com baba\u00e7u; e um sistema ILPF, com baba\u00e7u e sabi\u00e1.<\/p>\n<p>Nas \u00e1reas de ILPF com baba\u00e7u, as palmeiras s\u00e3o naturalmente dispersas, com uma densidade de 35 palmeiras por hectare. Para cada tratamento, est\u00e3o sendo utilizados tr\u00eas hectares, perfazendo um total de dezoito hectares. Em todos os tratamentos, foi feito uma lavoura de milho simultaneamente com a semeadura de campim Massai, no in\u00edcio do experimento, para posterior forma\u00e7\u00e3o do pasto ap\u00f3s a retirada dos gr\u00e3os de milho, conforme \u00e9 realizado em sistemas de ILPF.<\/p>\n<p>Nos dois sistemas de ILPF com sabi\u00e1, o arranjo utilizado foi de fileiras duplas de sabi\u00e1 (30x3x2m), com trinta metros entre fileiras, 3 metros entre filas e dois metros entres plantas na linha. Para o sistema de ILPF com eucalipto, utilizou-se o arranjo 28x3x2m. As avalia\u00e7\u00f5es da produtividade de coco baba\u00e7u nos sistemas de ILPF foram realizadas mensalmente durante um per\u00edodo de quinze meses (Novembro de 2017 a Mar\u00e7o de 2019), o que corresponde a duas safras de coco.<\/p>\n<p>\u201cNo experimento realizado, o retorno do milho pagou a implanta\u00e7\u00e3o do sistema, mesmo tendo alto custo de implanta\u00e7\u00e3o devido as condi\u00e7\u00f5es locais. O gr\u00e3o deu um excelente retorno financeiro e, j\u00e1 no o segundo ano da floresta implantada (sistemas com sabi\u00e1 e eucalipto), o sistema est\u00e1 pronto para inserir os animais. Pelo que se tem conhecimento, este \u00e9 o primeiro estudo em que a produtividade de 40 palmeiras baba\u00e7u \u00e9 acompanhada mensalmente por duas safras\u201d, completou Joaquim.<\/p>\n<p>Como parte da pesquisa, foi feita uma parceria com um grupo de quebradeiras de coco baba\u00e7u do entorno da propriedade para avalia\u00e7\u00e3o do processamento da produ\u00e7\u00e3o, agrega\u00e7\u00e3o de valor e gera\u00e7\u00e3o de renda dos produtos do baba\u00e7u. O grupo recebeu capacita\u00e7\u00f5es para potencializar o impacto econ\u00f4mico da atividade extrativista por meio do aproveitamento integral do coco baba\u00e7u.<\/p>\n<p>Antes da capacita\u00e7\u00e3o, o grupo trabalhava com tr\u00eas produtos: am\u00eandoa, azeite e carv\u00e3o. Ap\u00f3s a capacita\u00e7\u00e3o, o grupo passou a aproveitar outras partes do coco, incluindo em sua cesta de produtos a farinha de mesocarpo de baba\u00e7u, bolos e biscoitos de baba\u00e7u, al\u00e9m de melhorar alguns de seus processos produtivos como, por exemplo, a produ\u00e7\u00e3o de carv\u00e3o. As capacita\u00e7\u00f5es foram feitas na forma de \u201cInterc\u00e2mbio de conhecimentos\u201d envolvendo produtores\/quebradeiras e associa\u00e7\u00f5es de agroextrativistas de outras localidades e que possuem experi\u00eancias exitosas no processamento integral de coco baba\u00e7u.<\/p>\n<p>Posteriormente \u00e0 diversifica\u00e7\u00e3o produtiva do grupo de quebradeiras, os pesquisadores acompanharam o trabalho do grupo para avaliar o rendimento das atividades e a gera\u00e7\u00e3o de renda. Foram avaliados o rendimento de am\u00eandoas e endocarpo (casca) para produ\u00e7\u00e3o de carv\u00e3o; produ\u00e7\u00e3o e processamento de farinha de mesocarpo de baba\u00e7u; produ\u00e7\u00e3o e venda de bolos e biscoitos utilizando farinha de mesocarpo de baba\u00e7u; produ\u00e7\u00e3o e venda de azeite de baba\u00e7u; e produ\u00e7\u00e3o e venda de carv\u00e3o de endorcarpo de baba\u00e7u. O resultado foi a obten\u00e7\u00e3o de produtos e coprodutos com valor agregado.<\/p>\n<p><strong>Hist\u00f3rico<\/strong>\u00a0&#8211; A equipe da Embrapa Cocais e parceiros instalaram no in\u00edcio de\u00a0 2017 (janeiro e fevereiro), as URTs em \u00e1reas de ocorr\u00eancia de baba\u00e7u, na Amaz\u00f4nia maranhense, no munic\u00edpio de Pindar\u00e9-Mirim para recuperar \u00e1reas de pastagem degradada. Foram desenvolvidas, no \u00e2mbito regional e estadual, parcerias com institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas (Embrapa Meio-Norte; Universidade Estadual do Maranh\u00e3o \u2013 UEMA; Universidade Estadual da Regi\u00e3o Tocantina do Maranh\u00e3o \u2013 UEMASUL; Instituto Federal de Ci\u00eancia e Tecnologia do Maranh\u00e3o \u2013 IFMA), com o Servi\u00e7o Nacional de Aprendizagem Rural &#8211; SENAR e com produtores pecuaristas que permitiram a instala\u00e7\u00e3o dessas URTs na regi\u00e3o amaz\u00f4nica do Maranh\u00e3o. O projeto tamb\u00e9m tem apoio financeiro do Banco da Amaz\u00f4nia S.A &#8211; BASA e da Associa\u00e7\u00e3o Rede ILPF para instala\u00e7\u00e3o e condu\u00e7\u00e3o das URTs.<\/p>\n<p>Durante a instala\u00e7\u00e3o e nos anos de condu\u00e7\u00e3o destas URTs, ocorreram visitas e treinamentos de t\u00e9cnicos de assist\u00eancia t\u00e9cnica e extens\u00e3o rural e produtores interessados. Tamb\u00e9m foram realizadas diversas visitas de alunos do ensino m\u00e9dio, cursos t\u00e9cnicos, gradua\u00e7\u00e3o e p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o. Na URT de Pindar\u00e9-Mirim, foram elaboradas duas disserta\u00e7\u00f5es de mestrado e atualmente outras duas est\u00e3o em fase de coletas de dados, al\u00e9m de v\u00e1rios Trabalhos de Conclus\u00e3o de Curso &#8211; TCCs.<\/p>\n<p><strong>Vantagens da ILPF<\/strong>\u00a0&#8211; S\u00e3o definidos como sistemas que aplicam tecnologias para explora\u00e7\u00e3o m\u00e1xima da produtividade da terra, sendo utilizadas esp\u00e9cies lenhosas produtoras de madeira ou n\u00e3o (\u00e1rvores, arbustos, palmeiras, bambus etc.) junto com animais e outros cultivos agr\u00edcolas e\/ou forrageiros, levando em considera\u00e7\u00e3o um arranjo espacial (misto, denso ou espa\u00e7oso, bordadura etc.) e temporal (sequencial ou simult\u00e2neo). Pode ser feita em cultivo consorciado, em sucess\u00e3o ou em rota\u00e7\u00e3o, de forma que haja um sinergismo entre esses componentes dentro do sistema.<\/p>\n<p>Segundo a Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Alimenta\u00e7\u00e3o e a Agricultura &#8211; FAO, os sistemas integrados s\u00e3o capazes de incrementar a resili\u00eancia ambiental pelo aumento da diversidade biol\u00f3gica, pela efetiva e eficiente ciclagem e reciclagem de nutrientes, com melhoria da qualidade do solo, provimento de servi\u00e7os ecossist\u00eamicos e contribui\u00e7\u00e3o para adapta\u00e7\u00e3o e mitiga\u00e7\u00e3o das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. A inclus\u00e3o do componente florestal traz bem-estar animal; conserva\u00e7\u00e3o do solo e da \u00e1gua; mitiga\u00e7\u00e3o da emiss\u00e3o de gases de efeito estufa; sequestro de carbono; servi\u00e7os ambientais; ciclagem nutrientes; diversifica\u00e7\u00e3o de produtos.<\/p>\n<p>Pode-se ainda acrescentar \u00e0s vantagens do sistema a maior efici\u00eancia do uso da terra; redu\u00e7\u00e3o da eros\u00e3o, melhoria das condi\u00e7\u00f5es microclim\u00e1ticas; redu\u00e7\u00e3o dos custos de produ\u00e7\u00e3o; aumento da produtividade, gerando mais lucratividade e retorno r\u00e1pido do capital investido; diminui\u00e7\u00e3o do risco inerente a agropecu\u00e1ria (varia\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas e oscila\u00e7\u00e3o de mercado) e ado\u00e7\u00e3o de melhores pr\u00e1ticas de manejo na agricultura e pecu\u00e1ria; produ\u00e7\u00e3o de pasto de qualidade; aumento da taxa de lota\u00e7\u00e3o, melhores \u00edndices de fertilidade, melhoria das condi\u00e7\u00f5es sociais e redu\u00e7\u00e3o da press\u00e3o de desmatamento.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dados de pesquisas, ainda em andamento, mostram que a palmeira baba\u00e7u pode ser usada em<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":125598,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/cabra.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/cabra-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/cabra-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/cabra.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/cabra.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/cabra.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/cabra.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/cabra.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/cabra.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/cabra.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Dados de pesquisas, ainda em andamento, mostram que a palmeira baba\u00e7u pode ser usada em","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/125597"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=125597"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/125597\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/125598"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=125597"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=125597"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=125597"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}