{"id":124483,"date":"2020-04-01T13:00:28","date_gmt":"2020-04-01T16:00:28","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=124483"},"modified":"2020-04-01T10:17:19","modified_gmt":"2020-04-01T13:17:19","slug":"ritual-de-iniciacao-feminina-evidencia-a-vitalidade-da-cultura-indigena","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/ritual-de-iniciacao-feminina-evidencia-a-vitalidade-da-cultura-indigena\/","title":{"rendered":"Ritual de inicia\u00e7\u00e3o feminina evidencia a vitalidade da cultura ind\u00edgena"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-124484\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/ritual-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/ritual-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/ritual.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>At\u00e9 meados dos anos 1970, predominava no Brasil a impress\u00e3o de que o desaparecimento dos povos ind\u00edgenas era inevit\u00e1vel e se completaria em algumas d\u00e9cadas. Impactados pela expans\u00e3o da fronteira agropecu\u00e1ria e da minera\u00e7\u00e3o e pelo desenvolvimentismo da ditadura civil-militar, as popula\u00e7\u00f5es originais do pa\u00eds pareciam fadadas \u00e0 extin\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Os anos 1980, por\u00e9m, foram palco de uma surpreendente reviravolta. Junto com o forte protagonismo pol\u00edtico de algumas lideran\u00e7as ind\u00edgenas, ocorreu uma expressiva revers\u00e3o da curva demogr\u00e1fica. Depois, vieram a consigna\u00e7\u00e3o dos direitos ind\u00edgenas pela Constitui\u00e7\u00e3o de 1988 e a demarca\u00e7\u00e3o, ainda n\u00e3o completada, de v\u00e1rias terras ancestrais. Na segunda metade da d\u00e9cada de 1990, as popula\u00e7\u00f5es da maioria dos povos ind\u00edgenas cresceram a uma taxa de 3,5% ao ano, bem acima da m\u00e9dia brasileira, de 1,6% no per\u00edodo. E a popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena total, que havia chegado \u00e0 casa de 210 mil em 1980, foi contabilizada em 896.917 pessoas pelo Censo de 2010.<\/p>\n<p>Um importante aspecto dessa revivesc\u00eancia foi a recupera\u00e7\u00e3o de costumes e pr\u00e1ticas culturais que haviam sido fortemente estigmatizadas e reprimidas por mission\u00e1rios crist\u00e3os e agentes governamentais. \u00c9 o caso, entre muitos outros exemplos, do ritual de inicia\u00e7\u00e3o feminina dos \u00edndios Ticuna, da Amaz\u00f4nia. Um livro sobre esse tema, escrito pelo antrop\u00f3logo\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/pesquisador\/88225\/edson-tosta-matarezio-filho\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Edson Matarezio Filho<\/a><\/strong>, foi publicado recentemente com\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/auxilios\/100144\/a-festa-da-moca-nova-ritual-de-iniciacao-feminina-dos-indios-ticuna\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">apoio<\/a><\/strong>\u00a0da FAPESP:\u00a0<i>A Festa da Mo\u00e7a Nova: ritual de inicia\u00e7\u00e3o feminina dos \u00edndios Ticuna<\/i>.<\/p>\n<p>P\u00f3s-doutorado no Centro de Estudos Amer\u00edndios da Universidade de S\u00e3o Paulo (<strong><a href=\"http:\/\/cesta.fflch.usp.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">CEstA-USP<\/a><\/strong>), sob a supervis\u00e3o de\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/pesquisador\/44809\/marta-rosa-amoroso\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Marta Amoroso<\/a><\/strong>, Matarezio faz pesquisa de campo entre os Ticuna desde 2012. Nesse per\u00edodo, realizou\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/bolsas\/166969\/memoria-ritual-ticuna-e-seus-afetos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">est\u00e1gios de pesquisa<\/a><\/strong>\u00a0na Fran\u00e7a e e foi\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/bolsas\/179985\/tchiga-palavra-artes-verbais-afetos-e-ritual-entre-os-ticuna\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">bolsista<\/a><\/strong>\u00a0na Col\u00f4mbia com apoio da FAPESP,<\/p>\n<p>\u201cOs Ticuna est\u00e3o localizados no Alto Solim\u00f5es, na tr\u00edplice fronteira Brasil-Peru-Col\u00f4mbia. Comp\u00f5em um dos maiores grupos ind\u00edgenas do Brasil. Sua popula\u00e7\u00e3o em territ\u00f3rio brasileiro, computada em mais de 53 mil pessoas em 2014, \u00e9 compar\u00e1vel \u00e0 dos Guarani Kaiow\u00e1. Al\u00e9m disso, h\u00e1 cerca de 8 mil Ticuna na Col\u00f4mbia e quase 7 mil no Peru\u201d, disse Matarezio \u00e0\u00a0<b>Ag\u00eancia FAPESP<\/b>.<\/p>\n<p>Trata-se, segundo o pesquisador, de uma popula\u00e7\u00e3o bastante diversificada, apesar de compartilhar a mesma l\u00edngua e, muitas vezes, a mesma estrutura de parentesco. Parte dessa diversidade se deve \u00e0s influ\u00eancias recebidas da sociedade envolvente. Algumas comunidades s\u00e3o cat\u00f3licas, outras evang\u00e9licas. Muitos Ticuna sa\u00edram de suas aldeias ancestrais para morar e trabalhar nas cidades. Mas h\u00e1 rituais tradicionais que foram preservados a despeito dessas influ\u00eancias e que s\u00e3o compartilhados por v\u00e1rias comunidades. Um desses rituais \u00e9 justamente a Festa da Mo\u00e7a Nova.<\/p>\n<p><strong>Ritual complexo<\/strong><\/p>\n<p>\u201c\u00c9 um ritual complexo, que dura tr\u00eas dias. Ao contr\u00e1rio de outras festas ind\u00edgenas, que seguem um calend\u00e1rio sazonal, regulado pelas esta\u00e7\u00f5es do ano e os per\u00edodos de colheita, a Festa da Mo\u00e7a Nova n\u00e3o tem data fixa, pois depende do corpo da adolescente para acontecer. A partir da menarca, da primeira menstrua\u00e7\u00e3o, iniciam-se os preparativos. A mo\u00e7a \u00e9 colocada em reclus\u00e3o, em um c\u00f4modo da casa da fam\u00edlia. O objetivo \u00e9 que ela n\u00e3o tenha muitos contatos, principalmente com pessoas de fora. Os contatos geralmente se restringem \u00e0 m\u00e3e ou \u00e0 av\u00f3, que aconselham a mo\u00e7a e a preparam para a inicia\u00e7\u00e3o. Os conselhos ser\u00e3o, posteriormente, muito importantes na festa. Tanto os conselhos falados quanto os conselhos cantados em momentos espec\u00edficos da cerim\u00f4nia\u201d, contou o pesquisador.<\/p>\n<p>A reclus\u00e3o \u00e9 inicialmente individual. Come\u00e7a com uma mo\u00e7a. Mas, de acordo com o tamanho da comunidade e da rede de rela\u00e7\u00f5es da fam\u00edlia, outras mo\u00e7as que entram no per\u00edodo p\u00fabere na mesma \u00e9poca tamb\u00e9m v\u00e3o sendo encaminhadas \u00e0 reclus\u00e3o em suas casas familiares. Ao mesmo tempo, as fam\u00edlias estabelecem acordos para fazer a festa em conjunto. A prepara\u00e7\u00e3o inclui plantar uma ro\u00e7a de mandioca para a confec\u00e7\u00e3o do\u00a0<i>pajauaru<\/i>, a bebida fermentada. E tamb\u00e9m reformar a casa de festa, onde os convidados v\u00e3o esticar suas redes e a comemora\u00e7\u00e3o propriamente dita ir\u00e1 acontecer. No per\u00edodo que antecede o ritual, que pode durar dias ou semanas, as mo\u00e7as ficam reclusas juntas na casa de festa. Durante esse tempo, elas permanecem com os olhos vendados, para agu\u00e7arem a audi\u00e7\u00e3o e o tato. E s\u00e3o pintadas com jenipapo e adornadas. Isso tem um significado simb\u00f3lico muito forte. \u00c9 como se o sumo de jenipapo trocasse suas peles.<\/p>\n<p>Tudo isso configura n\u00e3o somente um cuidado individual, dos corpos e das pessoas das mo\u00e7as, mas tamb\u00e9m um cuidado coletivo, que protege toda a comunidade de \u201cesp\u00edritos\u201d e \u201centidades\u201d que os Ticuna chamam de\u00a0<i>ngo\u2019o<\/i>. Esse termo \u00e9 traduzido usualmente como \u201cbichos\u201d, mas, no passado, o\u00a0etn\u00f3logo\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Curt_Nimuendaj%C3%BA\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Curt Nimuendaju<\/a><\/strong>\u00a0(1883-1945) o traduziu como \u201cdem\u00f4nios\u201d. E a\u00a0<i>B\u00edblia<\/i>\u00a0evang\u00e9lica em l\u00edngua Ticuna manteve a palavra com esse significado. Mas, segundo Matarezio, essa talvez n\u00e3o seja uma tradu\u00e7\u00e3o muito adequada, porque a palavra\u00a0<i>ngo\u2019o<\/i>\u00a0nomearia entes e estados corporais muito mais complexos do que aqueles que as mitologias judaica, crist\u00e3 e isl\u00e2mica chamaram de \u201cdem\u00f4nios\u201d.<\/p>\n<p>\u201cEsses entes s\u00e3o atra\u00eddos pelo cheiro da menstrua\u00e7\u00e3o \u2013 especialmente da primeira menstrua\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m dos\u00a0<i>ngo\u2019o<\/i>, esse estado particular da mo\u00e7a atrai igualmente os\u00a0<i>\u00fc\u2019\u00fcne<\/i>, que s\u00e3o os \u2018imortais\u2019 ou \u2018encantados\u2019. Essa categoria inclui tamb\u00e9m os antepassados mortos. Ao contr\u00e1rio dos\u00a0<i>ngo\u2019o<\/i>, considerados os entes mais mal\u00e9ficos do cosmo Ticuna, os\u00a0<i>\u00fc\u2019\u00fcne<\/i>\u00a0s\u00e3o bem-vindos na festa, por serem portadores e doadores de conhecimento e sabedoria. Os\u00a0<i>\u00fc\u2019\u00fcne<\/i>\u00a0s\u00e3o muitas vezes concebidos como entes, mas a palavra se aplica tamb\u00e9m a estados de consci\u00eancia. Existem paj\u00e9s ou xam\u00e3s que, por meio de uma alimenta\u00e7\u00e3o espec\u00edfica e de outros recursos, podem fazer com que seus corpos se tornem mais pr\u00f3ximos desse estado de \u2018imortalidade\u2019, que s\u00f3 vai ser atingido plenamente depois da morte\u201d, explicou o pesquisador.<\/p>\n<p>Os\u00a0<i>\u00fc\u2019\u00fcne<\/i>\u00a0estariam presentes no cotidiano Ticuna. Mas, no contexto do ritual da inicia\u00e7\u00e3o feminina, se manifestariam principalmente por meio do som das flautas ou trompetes cerimoniais. \u201cOs Ticuna t\u00eam um conjunto muito rico de instrumentos musicais. Nesse conjunto, destacam-se tr\u00eas trompetes. Dois deles, o\u00a0<i>iburi<\/i>\u00a0e o\u00a0<i>to\u2019c\u00fc<\/i>, s\u00e3o classificados pela etnologia como \u2018flautas sagradas\u2019. Sua vis\u00e3o e manuseios s\u00e3o vedados \u00e0s mulheres e crian\u00e7as. Essas flautas s\u00e3o tocadas para as mo\u00e7as atr\u00e1s do quarto de reclus\u00e3o. Seu som \u00e9 o ve\u00edculo para que os esp\u00edritos falem com elas. Elas os escutam cantar, mas n\u00e3o podem v\u00ea-los. Somente alguns paj\u00e9s possuem essa capacidade\u201d, disse Matarezio.<\/p>\n<p>Em seu livro, o pesquisador analisou detidamente o significado da reclus\u00e3o e da posterior sa\u00edda da mo\u00e7a do confinamento. E o comparou a um novo nascimento. O quarto de reclus\u00e3o seria o equivalente do \u00fatero materno. E a sa\u00edda da mo\u00e7a por um caminho apertado seria o equivalente da passagem do feto pelo canal vaginal. Outra analogia, que n\u00e3o contradiz a anterior, \u00e9 a da transforma\u00e7\u00e3o da cris\u00e1lida em borboleta. Uma can\u00e7\u00e3o Ticuna, recolhida por Curt Nimuendaju, refere-se explicitamente a isso.<\/p>\n<p>\u201cH\u00e1 um processo de metamorfose em curso. A ideia \u00e9 a de que o corpo Ticuna \u00e9 constru\u00eddo e reconstru\u00eddo em reiterados cerimoniais. Existe a inicia\u00e7\u00e3o dos beb\u00eas. Existem as inicia\u00e7\u00f5es de meninos e meninas durante a inf\u00e2ncia. Existem as inicia\u00e7\u00f5es na puberdade. \u00c9 todo um processo de cuidados, aconselhamentos e prote\u00e7\u00f5es que as fam\u00edlias e a comunidade prestam \u00e0s pessoas. Isso tem pouco a ver com as din\u00e2micas do Estado, com as din\u00e2micas das miss\u00f5es cat\u00f3licas e evang\u00e9licas. A manuten\u00e7\u00e3o dessa vida cerimonial \u00e9, de certa forma, uma resposta que vai na contram\u00e3o das press\u00f5es da sociedade envolvente. No ritual da inicia\u00e7\u00e3o feminina, a mo\u00e7a \u00e9 protegida porque ela \u00e9, de certa maneira, um resumo do cosmo inteiro\u201d, afirmou Marta Amoroso, que participou da banca examinadora da tese de doutorado de Edson Matarezio, da qual resultou o livro em pauta. E, posteriormente, foi sua supervisora de p\u00f3s-doutorado.<\/p>\n<p><strong>Invers\u00e3o de pap\u00e9is sociais<\/strong><\/p>\n<p>A antrop\u00f3loga chamou a aten\u00e7\u00e3o para o fato de que na Festa da Mo\u00e7a Nova h\u00e1 toda uma invers\u00e3o dos pap\u00e9is sociais: os homens falam em falsete, as flautas cantam com a voz dos \u201cencantados\u201d, as mo\u00e7as est\u00e3o mergulhadas em um estado on\u00edrico, na fronteira da idade, na fronteira da rela\u00e7\u00e3o com os afins, na fronteira da rela\u00e7\u00e3o com o cosmo, habitado tamb\u00e9m por outros seres.<\/p>\n<p>Em seu estudo de p\u00f3s-doutoramento, Matarezio explorou mais profundamente o tema, investigando o que as mo\u00e7as sentiam e pensavam durante todo o processo de inicia\u00e7\u00e3o. Investigou tamb\u00e9m o papel dos xam\u00e3s na festa. S\u00e3o eles que \u201ccolocam esp\u00edritos\u201d nos trompetes ou flautas rituais. Sem o \u201cbenzimento\u201d dos xam\u00e3s, esses instrumentos s\u00e3o objetos triviais, sem mais valor ontol\u00f3gico. Mas, uma vez \u201cespiritualizados\u201d, eles se transformam em \u201cgente\u201d na perspectiva Ticuna. Por isso, v\u00ea-los e manuse\u00e1-los constituem tabus: s\u00f3 os homens mais velhos podem faz\u00ea-lo. \u201cNa festa, os trompetes ou flautas rituais emprestam voz \u00e0s \u2018entidades sobrenaturais\u2019 que circulam pelo ambiente. E, no processo de \u2018benzimento\u2019 e em outras pr\u00e1ticas xam\u00e2nicas, o tabaco \u00e9 componente muito importante. \u00c9 a fuma\u00e7a do tabaco que conecta os v\u00e1rios planos de realidade, possibilitando o relacionamento entre os humanos e os \u2018esp\u00edritos\u2019\u201d, disse.<\/p>\n<p>\u201cNo passado, a Festa da Mo\u00e7a Nova podia durar um ano ou um ano e meio. A jovem entrava em reclus\u00e3o na primeira menstrua\u00e7\u00e3o e a festa s\u00f3 ocorria um ano ou um ano e meio mais tarde. Por isso, os antrop\u00f3logos norte-americanos que estudaram esse tipo de ritual nos anos 1940 afirmaram que os povos ind\u00edgenas da Amaz\u00f4nia n\u00e3o poderiam sobreviver. Porque seria imposs\u00edvel a eles dar vaz\u00e3o \u00e0 estrutura cerimonial t\u00e3o complexa que tinham depois que passaram a participar, como trabalhadores rurais, da economia extrativista. Mas o que a pesquisa de Matarezio mostrou foi uma extraordin\u00e1ria capacidade de reinven\u00e7\u00e3o. Os Ticuna mantiveram o cerimonial, por\u00e9m o adaptaram a suas novas condi\u00e7\u00f5es de vida. Hoje, a festa dura um final de semana, porque muitos participantes ter\u00e3o que comparecer aos seus empregos na segunda-feira seguinte\u201d, disse Amoroso.<\/p>\n<p><b>A festa da mo\u00e7a nova: Ritual de inicia\u00e7\u00e3o feminina dos \u00edndios Ticuna<\/b><br \/>\nAutor: Edson Tosta Matarezio Filho<br \/>\nEditora: Humanitas<br \/>\nAno: 2019<br \/>\nP\u00e1ginas: 464<br \/>\nPre\u00e7o: R$ 50<br \/>\nMais informa\u00e7\u00f5es:\u00a0<strong><a href=\"http:\/\/cesta.fflch.usp.br\/node\/1343\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">http:\/\/cesta.fflch.usp.br\/node\/1343<\/a><\/strong><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/-IpgSZwYtyQ\" width=\"560\" height=\"315\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\" data-mce-fragment=\"1\"><\/iframe><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>At\u00e9 meados dos anos 1970, predominava no Brasil a impress\u00e3o de que o desaparecimento dos<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":124484,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/ritual.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/ritual-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/ritual-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/ritual.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/ritual.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/ritual.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/ritual.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/ritual.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/ritual.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/ritual.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"At\u00e9 meados dos anos 1970, predominava no Brasil a impress\u00e3o de que o desaparecimento dos","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/124483"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=124483"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/124483\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/124484"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=124483"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=124483"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=124483"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}