{"id":124392,"date":"2020-03-31T07:00:20","date_gmt":"2020-03-31T10:00:20","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=124392"},"modified":"2020-03-30T18:01:22","modified_gmt":"2020-03-30T21:01:22","slug":"cientistas-encontram-evidencias-de-rota-de-migracao-de-peixes-do-mar-profundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/cientistas-encontram-evidencias-de-rota-de-migracao-de-peixes-do-mar-profundo\/","title":{"rendered":"Cientistas encontram evid\u00eancias de rota de migra\u00e7\u00e3o de peixes do mar profundo"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-124393\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/rota_peixe-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/rota_peixe-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/rota_peixe.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>Bi\u00f3logos marinhos descobriram evid\u00eancias de uma rota de migra\u00e7\u00e3o de alto mar anteriormente n\u00e3o observada, a mais de 1.371 metros abaixo da superf\u00edcie do Oceano Atl\u00e2ntico, de acordo com um novo artigo.<\/p>\n<p>O oceano profundo \u00e9 um bioma vasto e misterioso;\u00a0<a href=\"https:\/\/oceanservice.noaa.gov\/facts\/exploration.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">80% dele<\/a>\u00a0permanece sem mapeamento at\u00e9 hoje. Os cientistas esperam entender melhor a ecologia nessa regi\u00e3o, principalmente porque as opera\u00e7\u00f5es de petr\u00f3leo e g\u00e1s est\u00e3o perfurando em \u00e1guas mais profundas.\u00a0<strong>Um novo estudo de uma grande colabora\u00e7\u00e3o internacional de universidades encontrou evid\u00eancias fotogr\u00e1ficas de popula\u00e7\u00f5es do fundo do mar mudando sazonalmente, um sinal de que esses peixes est\u00e3o migrando para outro lugar<\/strong>.<\/p>\n<p>Esses dados s\u00e3o provenientes de fotografias tiradas entre fevereiro de 2009 e julho de 2016 de duas esta\u00e7\u00f5es do Sistema de Observa\u00e7\u00f5es Ambientais de Longo Prazo (<a href=\"https:\/\/www.delos-project.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">DELOS<\/a>), ambas localizadas na costa de Angola; uma est\u00e1 a 50 metros de um po\u00e7o de petr\u00f3leo. Os pesquisadores contaram quantos peixes estavam em cada fotografia por dia durante o per\u00edodo de 7,5 anos, de acordo com o artigo publicado esta semana no\u00a0<em><a href=\"https:\/\/besjournals.onlinelibrary.wiley.com\/doi\/abs\/10.1111\/1365-2656.13215\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Journal of Animal Ecology<\/a><\/em>.<\/p>\n<p>As an\u00e1lises revelaram um padr\u00e3o sazonal para a quantidade de peixes vista nos dois observat\u00f3rios. N\u00e3o apenas isso, mas a abund\u00e2ncia de peixes parecia correlacionada com a energia qu\u00edmica geral dos org\u00e2nicos na superf\u00edcie do oceano; os peixes do alto mar atingiram o pico aproximadamente quatro meses ap\u00f3s o pico da atividade biol\u00f3gica na superf\u00edcie do oceano \u2013 em torno da quantidade de tempo que o carbono levaria para descer ao fundo do mar.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/gizmodo.uol.com.br\/wp-content\/blogs.dir\/8\/files\/2020\/03\/sosfuuj8hfwrmzn0s1tn-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-350935 \" src=\"https:\/\/gizmodo.uol.com.br\/wp-content\/blogs.dir\/8\/files\/2020\/03\/sosfuuj8hfwrmzn0s1tn-1-917x745.jpg\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" srcset=\"https:\/\/gizmodo.uol.com.br\/wp-content\/blogs.dir\/8\/files\/2020\/03\/sosfuuj8hfwrmzn0s1tn-1-917x745.jpg 917w, https:\/\/gizmodo.uol.com.br\/wp-content\/blogs.dir\/8\/files\/2020\/03\/sosfuuj8hfwrmzn0s1tn-1-300x244.jpg 300w, https:\/\/gizmodo.uol.com.br\/wp-content\/blogs.dir\/8\/files\/2020\/03\/sosfuuj8hfwrmzn0s1tn-1-222x180.jpg 222w, https:\/\/gizmodo.uol.com.br\/wp-content\/blogs.dir\/8\/files\/2020\/03\/sosfuuj8hfwrmzn0s1tn-1-768x624.jpg 768w, https:\/\/gizmodo.uol.com.br\/wp-content\/blogs.dir\/8\/files\/2020\/03\/sosfuuj8hfwrmzn0s1tn-1-1536x1248.jpg 1536w, https:\/\/gizmodo.uol.com.br\/wp-content\/blogs.dir\/8\/files\/2020\/03\/sosfuuj8hfwrmzn0s1tn-1-1108x900.jpg 1108w, https:\/\/gizmodo.uol.com.br\/wp-content\/blogs.dir\/8\/files\/2020\/03\/sosfuuj8hfwrmzn0s1tn-1-985x800.jpg 985w, https:\/\/gizmodo.uol.com.br\/wp-content\/blogs.dir\/8\/files\/2020\/03\/sosfuuj8hfwrmzn0s1tn-1-800x650.jpg 800w, https:\/\/gizmodo.uol.com.br\/wp-content\/blogs.dir\/8\/files\/2020\/03\/sosfuuj8hfwrmzn0s1tn-1-600x488.jpg 600w, https:\/\/gizmodo.uol.com.br\/wp-content\/blogs.dir\/8\/files\/2020\/03\/sosfuuj8hfwrmzn0s1tn-1-400x325.jpg 400w, https:\/\/gizmodo.uol.com.br\/wp-content\/blogs.dir\/8\/files\/2020\/03\/sosfuuj8hfwrmzn0s1tn-1.jpg 1920w\" alt=\"\" width=\"639\" height=\"519\" \/><\/a><em>Peixe fotografado por DELOS. Foto: Milligan et al (Journal of Animal Ecology (2020))<\/em><\/p>\n<p>Por enquanto, este estudo apenas apresenta evid\u00eancias precoces de uma via migrat\u00f3ria e n\u00e3o est\u00e1 claro para onde os peixes realmente v\u00e3o. Mas h\u00e1 muito mais trabalho que a equipe espera fazer. As plataformas DELOS com os experimentos v\u00e3o operar por um total de 25 anos e a equipe deseja coletar mais informa\u00e7\u00f5es sobre a conex\u00e3o entre a energia na superf\u00edcie e os peixes abaixo.<\/p>\n<p>\u00c9 um trabalho importante. \u201cN\u00e3o temos muitos estudos de longo prazo no fundo do oceano\u201d, disse ao Gizmodo Rosanna Milligan, principal autora do estudo e professora assistente da Nova Southeastern University, na Fl\u00f3rida. \u201cIsso \u00e9 algo que est\u00e1 come\u00e7ando a mudar, mas tamb\u00e9m \u00e9 algo que est\u00e1 se tornando cada vez mais importante. A maioria dos impactos humanos s\u00e3o impactos que t\u00eam efeitos ao longo de meses a anos, se n\u00e3o muito mais \u2013 devido \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, ao longo de d\u00e9cadas ou s\u00e9culos. Com esses dados, temos essas s\u00e9ries temporais mais longas\u201d.<\/p>\n<p>Esse conhecimento tamb\u00e9m \u00e9 importante para impactos de curto prazo, principalmente em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s opera\u00e7\u00f5es de petr\u00f3leo e g\u00e1s. As empresas de extra\u00e7\u00e3o est\u00e3o se movendo para perfurar em \u00e1guas mais profundas, mas os cientistas n\u00e3o t\u00eam dados sobre como isso pode afetar os animais que vivem nas profundezas. Por exemplo, a plataforma de perfura\u00e7\u00e3o Deepwater Horizon, operada pela BP, estava em 1.250 metros de \u00e1gua quando explodiu em 2010, provocando o maior derramamento de petr\u00f3leo da hist\u00f3ria. Mas os cientistas ainda n\u00e3o entendem as consequ\u00eancias a longo prazo desse desastre ecol\u00f3gico.<\/p>\n<p>Saber que os peixes do mar profundo migram, bem como para onde eles migram, seria crucial para proteg\u00ea-los de atividades humanas destrutivas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Bi\u00f3logos marinhos descobriram evid\u00eancias de uma rota de migra\u00e7\u00e3o de alto mar anteriormente n\u00e3o observada,<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":124393,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/rota_peixe.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/rota_peixe-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/rota_peixe-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/rota_peixe.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/rota_peixe.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/rota_peixe.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/rota_peixe.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/rota_peixe.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/rota_peixe.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/rota_peixe.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Bi\u00f3logos marinhos descobriram evid\u00eancias de uma rota de migra\u00e7\u00e3o de alto mar anteriormente n\u00e3o observada,","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/124392"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=124392"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/124392\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/124393"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=124392"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=124392"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=124392"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}