{"id":12432,"date":"2014-12-18T14:00:57","date_gmt":"2014-12-18T14:00:57","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=12432"},"modified":"2014-12-18T12:08:25","modified_gmt":"2014-12-18T12:08:25","slug":"lista-de-animais-ameacados-de-extincao-no-brasil-cresce-75-em-11-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/lista-de-animais-ameacados-de-extincao-no-brasil-cresce-75-em-11-anos\/","title":{"rendered":"Lista de animais amea\u00e7ados de extin\u00e7\u00e3o no Brasil cresce 75% em 11 anos"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/onca_pintada.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-12433\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/onca_pintada-300x191.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"191\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/onca_pintada-300x191.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/onca_pintada.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>O n\u00famero de animais amea\u00e7ados de extin\u00e7\u00e3o no Brasil aumentou 75% entre 2003 e 2014, segundo a nova lista nacional de esp\u00e9cies amea\u00e7adas, divulgada na \u00faltima quarta-feira (17) pelo Minist\u00e9rio do Meio Ambiente. Entraram na lista 395 esp\u00e9cies, a maior parte de invertebrados terrestres, e 88 animais n\u00e3o fazem mais parte do grupo dos amea\u00e7ados de extin\u00e7\u00e3o, que re\u00fane 698 esp\u00e9cies.<\/p>\n<p>A ministra do Meio Ambiente, Isabella Teixeira, atribui o aumento ao maior n\u00famero de esp\u00e9cies analisadas. O estudo foi realizado entre 2010 e 2014 por mais de 1,3 mil especialistas, e considerou 12.256 esp\u00e9cies \u2013 n\u00famero 800% maior que o relat\u00f3rio anterior, segundo o MMA.<\/p>\n<p>\u201cN\u00f3s fizemos o maior invent\u00e1rio de fauna do mundo e, em algumas classes de animais, avaliamos 100% de esp\u00e9cies conhecidas no Brasil, o que n\u00e3o aconteceu antes. Quando voc\u00ea conhece mais, tem uma amostra maior, o n\u00famero de amea\u00e7ados tamb\u00e9m sobe\u201d, disse a ministra.<\/p>\n<p>O grupo de esp\u00e9cies de animais que mais entram na lista foi o dos invertebrados terrestres (148), seguido das aves (100), dos r\u00e9pteis (62), mam\u00edferos (55) e anf\u00edbios (30). Com a atualiza\u00e7\u00e3o, as aves s\u00e3o os animais mais amea\u00e7ados, com 234 esp\u00e9cies na lista. O p\u00e1ssaro ma\u00e7arico-rasteirinho \u00e9 uma das novas esp\u00e9cies amea\u00e7adas e apresenta grande decl\u00ednio populacional, segundo o minist\u00e9rio. Outra esp\u00e9cie amea\u00e7ada \u00e9 o macaco-prego-galego, da Mata Atl\u00e2ntica nordestina, que sofreu grande redu\u00e7\u00e3o nas \u00faltimas d\u00e9cadas.<\/p>\n<p>O minist\u00e9rio diz que a expans\u00e3o agr\u00edcola e urbana, os grandes empreendimentos e assentamentos, a polui\u00e7\u00e3o, as queimadas, o desmatamento e as esp\u00e9cies invasoras s\u00e3o fatores importantes para o aumento no risco de extin\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies da fauna. A lista divide os animais amea\u00e7ados em tr\u00eas categorias, que servem para orientar as a\u00e7\u00f5es nacionais de prote\u00e7\u00e3o: criticamente em perigo, que tem risco extremamente alto de extin\u00e7\u00e3o na natureza; em perigo, com risco muito alto, e vulner\u00e1vel, com risco alto.<\/p>\n<p>\u201cAs esp\u00e9cies que entraram na lista ter\u00e3o planos de conserva\u00e7\u00e3o, todas ser\u00e3o hierarquizadas e todas far\u00e3o parte do plano nacional de recupera\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cie. Nossa inten\u00e7\u00e3o \u00e9 retir\u00e1-las dessa lista. \u00c9 um trabalho que casa ci\u00eancia com conserva\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas e a tomada de decis\u00e3o de novas pol\u00edticas\u201d, informou Isabela Teixeira.<\/p>\n<p>Entre os animais que sa\u00edram da lista est\u00e3o a baleia-jubarte, a arara-azul-grande e o uacari, que est\u00e3o, segundo o minist\u00e9rio, em recupera\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o. A amplia\u00e7\u00e3o do conhecimento sobre as esp\u00e9cies e o aumento populacional s\u00e3o fatores considerados pelos pesquisadores como determinantes para a sa\u00edda de alguns grupos de animais da lista.<\/p>\n<p>O Minist\u00e9rio do Meio Ambiente tamb\u00e9m divulgou dados referentes \u00e0s esp\u00e9cies de plantas e peixes amea\u00e7adas. Foram consideradas com risco de sumirem do meio ambiente 2.113 esp\u00e9cies de plantas \u2013 4,8% da flora do Brasil. Dessas, 286 t\u00eam algum valor socioecon\u00f4mico, como plantas medicinais e esp\u00e9cies madeireiras.<\/p>\n<p>No total, 82 esp\u00e9cies de peixes ou invertebrados aqu\u00e1ticos sa\u00edram da lista dos amea\u00e7ados de extin\u00e7\u00e3o, e 325 entram na classifica\u00e7\u00e3o, aumentando de 232 para 475 o n\u00famero de esp\u00e9cies amea\u00e7adas de desaparecer da natureza. O minist\u00e9rio diz que o principal motivo para a amea\u00e7a \u00e0s esp\u00e9cies de peixes continentais \u00e9 a perda de habitat, enquanto o fator respons\u00e1vel para o aumento do risco \u00e0s esp\u00e9cies marinhas \u00e9 a sobrepesca.<\/p>\n<p>As listas completas podem ser acessadas <a href=\"http:\/\/www.icmbio.gov.br\/portal\/comunicacao\/noticias\/4-destaques\/6658-mma-e-icmbio-divulga-novas\" target=\"_blank\">aqui<\/a>.<\/p>\n<figure class=\"teaser\"><img loading=\"lazy\" class=\"Image img__fid__21046 img__view_mode__teaser attr__format__teaser\" title=\"\" src=\"http:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/_agenciabrasil2013\/files\/styles\/interna_grande\/public\/fotos\/940977-icmbio_mma-2.jpg?itok=CbFuwTfH\" alt=\" a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira (Marcello Casal Jr.\/Ag\u00eancia Brasil)\" width=\"580\" height=\"388\" \/><figcaption>Ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira: &#8220;N\u00f3s fizemos o maior invent\u00e1rio de fauna do mundo&#8221;\u00a0\u00a0<span class=\"author\">Marcello Casal Jr\/Ag\u00eancia Brasil<\/span><\/p>\n<\/figcaption><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O n\u00famero de animais amea\u00e7ados de extin\u00e7\u00e3o no Brasil aumentou 75% entre 2003 e 2014,<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":12433,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/onca_pintada.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/onca_pintada-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/onca_pintada-300x191.jpg",300,191,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/onca_pintada.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/onca_pintada.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/onca_pintada.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/onca_pintada.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/onca_pintada.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/onca_pintada.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/onca_pintada.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"O n\u00famero de animais amea\u00e7ados de extin\u00e7\u00e3o no Brasil aumentou 75% entre 2003 e 2014,","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12432"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12432"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12432\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/12433"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12432"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12432"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12432"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}