{"id":124300,"date":"2020-03-29T13:00:08","date_gmt":"2020-03-29T16:00:08","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=124300"},"modified":"2020-03-28T23:01:37","modified_gmt":"2020-03-29T02:01:37","slug":"consumo-de-cafe-e-chocolate-em-paises-ricos-aumenta-risco-de-malaria-no-sul-global","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/consumo-de-cafe-e-chocolate-em-paises-ricos-aumenta-risco-de-malaria-no-sul-global\/","title":{"rendered":"Consumo de caf\u00e9 e chocolate em pa\u00edses ricos aumenta risco de mal\u00e1ria no sul global"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-124301\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/floresa-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/floresa-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/floresa.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>Um estudo realizado por pesquisadores da Faculdade de Sa\u00fade P\u00fablica (FSP) da USP, que contou com a participa\u00e7\u00e3o de pesquisadores australianos, demonstrou que o consumo global e o com\u00e9rcio internacional de commodities associadas ao desmatamento das florestas tropicais, como madeira e produtos agr\u00edcolas como tabaco, cacau, caf\u00e9 e algod\u00e3o, aumentam em 20% o risco de contrair mal\u00e1ria na \u00c1frica, no Sudeste Asi\u00e1tico, na \u00cdndia e na Am\u00e9rica do Sul.<\/p>\n<p>\u201cO desmatamento pode aumentar a transmiss\u00e3o da mal\u00e1ria. Nesse sentido, o com\u00e9rcio internacional pode influenciar indiretamente o risco da doen\u00e7a. Quantificamos que cerca de 20% do risco de mal\u00e1ria nos hotspots de desmatamento \u00e9 impulsionado pelo com\u00e9rcio internacional\u201d, afirma o bi\u00f3logo Leonardo Suveges Moreira Chaves.<\/p>\n<p>Chaves \u00e9 primeiro autor do artigo cient\u00edfico\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41467-020-14954-1?utm_source=ncomms_etoc&amp;utm_medium=email&amp;utm_campaign=toc_41467_11_1&amp;utm_content=20200311&amp;WT.ec_id=NCOMMS-20200311&amp;sap-outbound-id=52B199BD3B8E6CAC93177833097D87887BD3802E&amp;mkt-key=005056B0331B1EE8BCC59B6B7EA79136\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-id=\"74\" data-m=\"{&quot;i&quot;:74,&quot;p&quot;:68,&quot;n&quot;:&quot;partnerLink&quot;,&quot;y&quot;:24,&quot;o&quot;:6}\">\u201cGlobal consumption and international trade in deforestation-associated commodities could influence malaria risk\u201d<\/a>, publicado recentemente na revista \u201cNature Communications\u201d.<\/p>\n<p>\u201cMostramos ainda que, em 2015, cerca de 110 milh\u00f5es de pessoas corriam risco de contrair mal\u00e1ria devido ao desmatamento nos pa\u00edses em desenvolvimento\u201d, revela Chaves.<\/p>\n<p><strong>Commodities e desmatamento<\/strong><\/p>\n<p>De acordo com Maria Anice Mureb Sallum, professora titular do Departamento de Epidemiologia da FSP e pesquisadora correspons\u00e1vel pelo trabalho, \u201cnosso estudo estabelece pela primeira vez o peso do com\u00e9rcio internacional nos casos de mal\u00e1ria em todo o mundo\u201d.<\/p>\n<p>Para realizarem o trabalho, os pesquisadores usaram bancos de dados comerciais de commodities associadas ao desmatamento com o objetivo de demonstrar que seu consumo, nos pa\u00edses ricos, pode aumentar o risco de mal\u00e1ria nos pa\u00edses em desenvolvimento.<\/p>\n<p>\u201cObtivemos essas evid\u00eancias atrav\u00e9s da aplica\u00e7\u00e3o da an\u00e1lise dos dados dispon\u00edveis para 189 pa\u00edses\u201d, explica Chaves. Utilizando computa\u00e7\u00e3o de alto desempenho, examinou-se mais de um bilh\u00e3o de rotas da cadeia de suprimentos internacional para descobrir a contribui\u00e7\u00e3o do com\u00e9rcio global na promo\u00e7\u00e3o do risco de mal\u00e1ria nos pa\u00edses em desenvolvimento.<\/p>\n<p>\u201cIdentificamos commodities ligadas ao desmatamento em pa\u00edses em desenvolvimento com transmiss\u00e3o end\u00eamica de mal\u00e1ria e mostramos como elas s\u00e3o demandadas por consumidores no mundo desenvolvido\u201d, diz Chaves.<\/p>\n<p><span class=\"storyimage fullwidth inlineimage\" data-aop=\"image\"><span class=\"image\" data-attrib=\"Fornecido por Revista Planeta\" data-caption=\"O caf\u00e9 \u00e9 um dos produtos que mais pesam no com\u00e9rcio global para o aumento dos casos de mal\u00e1ria. Cr\u00e9dito: Pxfuel\" data-id=\"70\" data-m=\"{&quot;i&quot;:70,&quot;p&quot;:68,&quot;n&quot;:&quot;openModal&quot;,&quot;t&quot;:&quot;articleImages&quot;,&quot;o&quot;:2}\"><img loading=\"lazy\" class=\"loaded\" src=\"https:\/\/img-s-msn-com.akamaized.net\/tenant\/amp\/entityid\/BB11KxRv.img?h=533&amp;w=799&amp;m=6&amp;q=60&amp;o=f&amp;l=f\" alt=\"O caf\u00e9 \u00e9 um dos produtos que mais pesam no com\u00e9rcio global para o aumento dos casos de mal\u00e1ria. 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Cr\u00e9dito: Pxfuel<\/span><\/span><strong>Produtos agr\u00edcolas<\/strong><\/p>\n<p>De acordo com a pesquisa, as commodities que mais pesam no com\u00e9rcio global para o aumento dos casos de mal\u00e1ria s\u00e3o madeira e produtos agr\u00edcolas como tabaco, cacau, caf\u00e9 e algod\u00e3o, cujas cadeias produtivas provocam desmatamento das florestas tropicais do planeta e o consequente aumento do risco de transmiss\u00e3o da mal\u00e1ria.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o encontramos carne e \u00f3leo de palma nos principais elos comerciais porque essas mercadorias s\u00e3o comercializadas, predominantemente, por pa\u00edses com incid\u00eancia de mal\u00e1ria relativamente baixa\u201d, explica Chaves.<\/p>\n<p>Este trabalho se insere no \u00e2mbito do projeto Gen\u00f4mica de paisagens em gradientes latitudinais e ecologia de\u00a0<em>Anopheles darlingi<\/em>, um projeto apoiado pela Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado de S\u00e3o Paulo (Fapesp).<\/p>\n<p>O estudo contou com a participa\u00e7\u00e3o da equipe do professor Manfred Lenzen, da Universidade de Sydney, na Austr\u00e1lia.<\/p>\n<p><strong>Estudos de caso: Nig\u00e9ria, Tanz\u00e2nia, Camar\u00f5es e Uganda<\/strong><\/p>\n<p>O artigo fornece diversos exemplos de pa\u00edses em desenvolvimento onde a exporta\u00e7\u00e3o de commodities para o mundo desenvolvido est\u00e1 relacionada ao desmatamento e ao aumento no risco de mal\u00e1ria em 2015 (ano-base dos dados empregados no trabalho).<\/p>\n<p>A Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS) estimou a ocorr\u00eancia de 214 milh\u00f5es de casos de mal\u00e1ria no mundo em 2015 (88% na \u00c1frica). Em 2018, o total foi de 228 milh\u00f5es de casos.<\/p>\n<p>A Nig\u00e9ria sofre o maior risco, com 5,98 milh\u00f5es de casos em 2015, ou 9,8% dos 61 milh\u00f5es de casos de mal\u00e1ria estimados no pa\u00eds em 2015. As commodities ligadas ao desmatamento e ao risco de mal\u00e1ria na Nig\u00e9ria s\u00e3o a madeira exportada para a China, o cacau (Holanda, Alemanha, B\u00e9lgica, Fran\u00e7a, Espanha e It\u00e1lia) e o carv\u00e3o vegetal (pa\u00edses da Comunidade Europeia).<\/p>\n<p>No caso da Tanz\u00e2nia, o estudo atesta um risco de 5,66 milh\u00f5es de casos de mal\u00e1ria, ligados \u00e0s exporta\u00e7\u00f5es de tabaco (para a Europa e a \u00c1sia), algod\u00e3o cru (\u00c1sia) e madeira (\u00cdndia).<\/p>\n<p><span class=\"storyimage fullwidth inlineimage\" data-aop=\"image\"><span class=\"image\" data-attrib=\"Fornecido por Revista Planeta\" data-caption=\"Cacau: exportado por Camar\u00f5es para pa\u00edses europeus. Cr\u00e9dito: radziomors\/Wikimedia\" data-id=\"71\" data-m=\"{&quot;i&quot;:71,&quot;p&quot;:68,&quot;n&quot;:&quot;openModal&quot;,&quot;t&quot;:&quot;articleImages&quot;,&quot;o&quot;:3}\"><img loading=\"lazy\" class=\"loaded\" src=\"https:\/\/img-s-msn-com.akamaized.net\/tenant\/amp\/entityid\/BB11KwmA.img?h=598&amp;w=799&amp;m=6&amp;q=60&amp;o=f&amp;l=f\" alt=\"Cacau: exportado por Camar\u00f5es para pa\u00edses europeus. 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Cr\u00e9dito: radziomors\/Wikimedia<\/span><\/span><\/p>\n<p>A mal\u00e1ria ligada ao desmatamento em Camar\u00f5es (risco de 5,49 milh\u00f5es de casos) pode ser conectada \u00e0s exporta\u00e7\u00f5es de cacau (para Holanda, Espanha, B\u00e9lgica, Fran\u00e7a e Alemanha) e de madeira (China, B\u00e9lgica, It\u00e1lia e Estados Unidos).<\/p>\n<p>Da mesma forma, a mal\u00e1ria (risco de 5,49 milh\u00f5es de casos) foi associada ao desmatamento em Uganda, que por sua vez \u00e9 potencialmente impulsionado pelas exporta\u00e7\u00f5es de mat\u00e9rias-primas como caf\u00e9 (para It\u00e1lia, Alemanha, B\u00e9lgica, Estados Unidos e Espanha) e algod\u00e3o (Sul e Sudeste Asi\u00e1tico).<\/p>\n<p>As \u00e1reas tropicais remanescentes podem ser similarmente ligadas a consumidores distantes, principalmente por meio da exporta\u00e7\u00e3o de madeira da Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo, Z\u00e2mbia, Mianmar, Rep\u00fablica Centro-Africana e Angola. O principal destino \u00e9 a China.<\/p>\n<p><strong>O caso brasileiro<\/strong><\/p>\n<p>No Brasil, 99% dos casos de mal\u00e1ria se concentram na Amaz\u00f4nia. Naquela regi\u00e3o, aproximadamente um ter\u00e7o do desmatamento est\u00e1 associado \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o de recursos naturais e commodities, como madeira, soja e carne bovina.<\/p>\n<p>Os pa\u00edses que mais importaram produtos brasileiros vinculados ao risco de mal\u00e1ria no Brasil, em 2015, foram Estados Unidos e Jap\u00e3o. As principais commodities brasileiras com destino aos Estados Unidos foram: madeira, \u00e0quelas da ind\u00fastria de couro e carne bovina. As importa\u00e7\u00f5es japonesas foram principalmente soja e carv\u00e3o vegetal.<\/p>\n<p>Em 2015, as exporta\u00e7\u00f5es de commodities do Brasil responderam pelo risco de 1.700 casos de mal\u00e1ria, entre os 143 mil casos registrados pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade.<\/p>\n<p>Por outro lado, a importa\u00e7\u00e3o de commodities pelo Brasil respondeu por risco de 50 mil casos de mal\u00e1ria nos pa\u00edses dos quais importa, por exemplo, couro (camur\u00e7a e vestu\u00e1rios) e madeira em tora. S\u00e3o eles: Nig\u00e9ria, com 13 mil casos de mal\u00e1ria ligados \u00e0s exporta\u00e7\u00f5es de commodities para o Brasil, \u00cdndia (11 mil), Congo (6 mil), Camar\u00f5es (5 mil) e Tanz\u00e2nia (5 mil).<\/p>\n<p><strong>Filantropia e desmatamento<\/strong><\/p>\n<p>A pesquisa identifica como principais pa\u00edses importadores de produtos relacionados \u00e0 mal\u00e1ria Estados Unidos, Reino Unido, Fran\u00e7a, Alemanha e Jap\u00e3o. Mas essas s\u00e3o as mesmas na\u00e7\u00f5es que fornecem apoio financeiro para programas de controle da mal\u00e1ria, especialmente na \u00c1frica Subsaariana.<\/p>\n<p>Em 2017, o investimento global para controle e preven\u00e7\u00e3o da mal\u00e1ria foi de aproximadamente US$ 3,2 bilh\u00f5es, com doadores de alta renda fornecendo 72% do financiamento (Estados Unidos, 39%; Comit\u00ea de Assist\u00eancia ao Desenvolvimento, 21%; Reino Unido, 9%; Funda\u00e7\u00e3o Bill &amp; Melinda Gates, 2%).<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 interessante notar que os Estados Unidos, a Alemanha e o Jap\u00e3o, os pa\u00edses que mais contribuem com o financiamento a programas de controle de mal\u00e1ria na \u00c1frica, s\u00e3o os mesmos pa\u00edses cujo consumo e importa\u00e7\u00e3o de commodities est\u00e3o relacionados ao desmatamento das florestas tropicais e ao aumento dos casos de mal\u00e1ria\u201d, observa Maria Anice Sallum.<\/p>\n<p><strong>Consumo consciente<\/strong><\/p>\n<p>As pegadas da mal\u00e1ria cobrem redes globais inteiras da cadeia de produtos. Por exemplo, a decis\u00e3o de um turista alem\u00e3o, ao escolher consumir frango em um restaurante japon\u00eas, tem impacto no risco de mal\u00e1ria na popula\u00e7\u00e3o brasileira vivendo em comunidades diretamente expostas aos vetores na Amaz\u00f4nia.<\/p>\n<p><span class=\"storyimage fullwidth inlineimage\" data-aop=\"image\"><span class=\"image\" data-attrib=\"Fornecido por Revista Planeta\" data-caption=\"Soja: produ\u00e7\u00e3o brasileira colhida na Amaz\u00f4nia pode seguir um longo caminho at\u00e9 estar na alimenta\u00e7\u00e3o do frango consumido em um restaurante japon\u00eas. Cr\u00e9dito: Piqsels\" data-id=\"72\" data-m=\"{&quot;i&quot;:72,&quot;p&quot;:68,&quot;n&quot;:&quot;openModal&quot;,&quot;t&quot;:&quot;articleImages&quot;,&quot;o&quot;:4}\"><img loading=\"lazy\" class=\"loaded\" src=\"https:\/\/img-s-msn-com.akamaized.net\/tenant\/amp\/entityid\/BB11Kk5h.img?h=600&amp;w=799&amp;m=6&amp;q=60&amp;o=f&amp;l=f\" alt=\"Soja: produ\u00e7\u00e3o brasileira colhida na Amaz\u00f4nia pode seguir um longo caminho at\u00e9 estar na alimenta\u00e7\u00e3o do frango consumido em um restaurante japon\u00eas. 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Cr\u00e9dito: Piqsels<\/span><\/span><\/p>\n<p>Essa rede de interliga\u00e7\u00f5es acontece da seguinte forma: os casos de mal\u00e1ria no Brasil s\u00e3o em parte consequ\u00eancia do desmatamento da floresta amaz\u00f4nica para produ\u00e7\u00e3o de soja. Uma parte da produ\u00e7\u00e3o da soja brasileira \u00e9 exportada para a Argentina, onde \u00e9 processada e transformada em farelo de soja. O farelo de soja argentino \u00e9 ent\u00e3o exportado para o Vietn\u00e3, onde \u00e9 processado em ra\u00e7\u00e3o animal e vendido a granjas na Tail\u00e2ndia para alimenta\u00e7\u00e3o de frango. Finalmente, a carne de frango tailand\u00eas \u00e9 exportada para restaurantes japoneses, conectando a produ\u00e7\u00e3o de soja brasileira aos restaurantes japoneses.<\/p>\n<p><strong>Responsabilidades globais e controle da mal\u00e1ria<\/strong><\/p>\n<p>O controle da mal\u00e1ria pode se beneficiar de iniciativas focadas na redu\u00e7\u00e3o do desmatamento e dist\u00farbios florestais, como: 1) implementa\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas fortes de prote\u00e7\u00e3o florestal pelos pa\u00edses exportadores; 2) ado\u00e7\u00e3o de padr\u00f5es de compras e iniciativas de monitoramento e divulga\u00e7\u00e3o de origem e importa\u00e7\u00e3o por produtores de produtos intermedi\u00e1rios e finais; 3) di\u00e1logo entre cadeias de suprimentos e exig\u00eancia dos importadores na legalidade e sustentabilidade da produ\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria; 4) colabora\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria com organiza\u00e7\u00f5es de pesquisa, governo e organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o governamentais para identificar e desenvolver solu\u00e7\u00f5es que forne\u00e7am meios de subsist\u00eancia sustent\u00e1veis; e 5) desenvolvimento de padr\u00f5es de sustentabilidade e certifica\u00e7\u00e3o de produtos n\u00e3o implicados no desmatamento.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um estudo realizado por pesquisadores da Faculdade de Sa\u00fade P\u00fablica (FSP) da USP, que contou<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":124301,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/floresa.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/floresa-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/floresa-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/floresa.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/floresa.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/floresa.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/floresa.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/floresa.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/floresa.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/floresa.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Um estudo realizado por pesquisadores da Faculdade de Sa\u00fade P\u00fablica (FSP) da USP, que contou","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/124300"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=124300"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/124300\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/124301"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=124300"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=124300"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=124300"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}