{"id":124182,"date":"2020-03-27T09:00:24","date_gmt":"2020-03-27T12:00:24","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=124182"},"modified":"2020-03-27T08:44:03","modified_gmt":"2020-03-27T11:44:03","slug":"conheca-a-galinha-ancestral-que-conviveu-com-os-dinossauros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/conheca-a-galinha-ancestral-que-conviveu-com-os-dinossauros\/","title":{"rendered":"Conhe\u00e7a a galinha ancestral mais antiga do mundo que conviveu com os dinossauros"},"content":{"rendered":"<div class=\"paragraph\">\n<div>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-124183\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/galinha-2-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/galinha-2-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/galinha-2.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>H\u00c1 VINTE ANOS, perto da fronteira entre a B\u00e9lgica e a Holanda, um ca\u00e7ador amador de f\u00f3sseis chamado Maarten van Dinther removeu um bloco de rocha comum do tamanho de um baralho de cartas. Embora ele n\u00e3o soubesse disso na \u00e9poca, a pequena placa continha um cr\u00e2nio min\u00fasculo e perfeito do parente direto mais antigo j\u00e1 descoberto das aves modernas, uma ave que foi contempor\u00e2nea dos dinossauros.<\/p>\n<p>O animal, apelidado carinhosamente de \u2018galinha maravilha&#8217; pela equipe internacional de cientistas que analisou o f\u00f3ssil, viveu h\u00e1 66,7 milh\u00f5es de anos, apenas 700 mil anos antes do impacto do asteroide que matou todos os dinossauros n\u00e3o avi\u00e1rios. Batizada de\u00a0<em>Asteriornis<\/em>\u00a0em um artigo\u00a0<a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1038\/s41586-020-2096-0\">publicado na revista cient\u00edfica\u00a0<em>Nature<\/em><\/a>, a esp\u00e9cie \u2014 conhecida a partir de f\u00f3sseis de seus membros posteriores, al\u00e9m de seu cr\u00e2nio \u2014 possui caracter\u00edsticas semelhantes aos patos e \u00e0s galinhas, sugerindo rela\u00e7\u00e3o com o ancestral compartilhado de ambos os grupos.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"ngart-img ngart-img--medium\">\n<p><a class=\"ngart-img__cntr\"><picture class=\"resp-img-cntr\"><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_470\/public\/01_wonderchicken_ecosystem.jpg\" media=\"(max-width: 470px)\" \/><img loading=\"lazy\" class=\"\" title=\"Reconstru\u00e7\u00e3o da ave moderna mais antiga do mundo, Asteriornis maastrichtensis, em seu habitat original, feita por ...\" src=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_885\/public\/01_wonderchicken_ecosystem.jpg\" alt=\"Reconstru\u00e7\u00e3o da ave moderna mais antiga do mundo, Asteriornis maastrichtensis, em seu habitat original, feita por ...\" width=\"640\" height=\"828\" \/><\/picture><\/a><\/p>\n<div class=\"ngart-img__cont\">\n<div class=\"ngart-img__cont__copy\">Reconstru\u00e7\u00e3o da ave moderna mais antiga do mundo, Asteriornis maastrichtensis, em seu habitat original, feita por um artista. Partes da B\u00e9lgica eram cobertas por um mar raso h\u00e1 66,7 milh\u00f5es de anos e as condi\u00e7\u00f5es eram semelhantes \u00e0s praias tropicais modernas, como as Bahamas. A Asteriornis tinha pernas bastante longas e pode ter habitado a costa pr\u00e9-hist\u00f3rica.<\/div>\n<div class=\"ngart-img__cont__author\">FOTO DE\u00a0<span class=\"ngart-img__cont--strong\">ILLUSTRATION BY PHILLIP KRZEMINSKI<\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"paragraph\">\n<div>\n<p>\u201cEsta \u00e9 uma descoberta extraordin\u00e1ria e emocionante, que revela novas ideias em um cap\u00edtulo muito pouco conhecido da evolu\u00e7\u00e3o avi\u00e1ria\u201d, diz Gerald Mayr, ornit\u00f3logo e especialista em evolu\u00e7\u00e3o de aves do Instituto de Pesquisa Senckenberg em Frankfurt, Alemanha, que n\u00e3o participou do novo estudo.<\/p>\n<p><em>Asteriornis<\/em>\u00a0era uma ave costeira de pernas longas que provavelmente conseguia voar e passava seu tempo vasculhando as praias da Europa do fim do Cret\u00e1ceo. Essas praias tinham fileiras de ilhas em mares quentes e rasos, e um clima semelhante ao das Bahamas de hoje.<\/p>\n<h3><strong>Contempor\u00e2nea do\u00a0<\/strong><strong>T. rex<\/strong><\/h3>\n<p>\u201cEsta \u00e9 a primeira vez que vimos o cr\u00e2nio bem preservado de uma ave moderna da era dos dinossauros\u201d, diz Daniel Field, principal autor do estudo e paleont\u00f3logo da Universidade de Cambridge. \u201c<em>Asteriornis<\/em>\u00a0nos fornece uma vis\u00e3o mais clara de como eram as aves modernas na&#8230; \u00e9poca em que o\u00a0<em>T. rex<\/em>\u00a0e os\u00a0<em>Triceratops<\/em>\u00a0ainda estavam vivos.\u201d<\/p>\n<p>O f\u00f3ssil de 66,7 milh\u00f5es de anos foi encontrado no Hemisf\u00e9rio Norte, enquanto todos os outros restos de aves modernas do per\u00edodo Cret\u00e1ceo s\u00e3o do Hemisf\u00e9rio Sul. Esses f\u00f3sseis incluem os ossos de uma\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nationalgeographic.com\/magazine\/2018\/05\/dinosaurs-survivors-birds-fossils\/\">esp\u00e9cie parecida com o pato chamada\u00a0<em>Vegavis<\/em><\/a>\u00a0e foram encontrados em rochas de 66,5 milh\u00f5es de anos na Pen\u00ednsula Ant\u00e1rtica e descritas em 2005.<\/p>\n<p>Ao passo que\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nationalgeographic.com\/magazine\/2018\/05\/dinosaurs-survivors-birds-fossils\/\">muitas aves conviveram com os dinossauros<\/a>, a maioria era\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nationalgeographic.com\/science\/2020\/03\/smallest-ever-fossil-dinosaur-found-trapped-in-amber\/\">membro de grupos arcaicos<\/a>, como os Enantiornithes dentados, que foram extintos com a maioria dos animais terrestres maiores. Todas as aves modernas se originaram de um \u00fanico grupo chamado Neornithes, que apareceu no fim do per\u00edodo Cret\u00e1ceo.<\/p>\n<p>\u201cO esp\u00e9cime \u00e9 lindo, o primeiro da Neornithes realmente interessante do Cret\u00e1ceo\u201d, afirma Jingmai O\u2019Connor, especialista em aves fossilizadas do Instituto de Paleontologia e Paleoantropologia de Vertebrados em Pequim, na China, que n\u00e3o participou do novo estudo.<\/p>\n<p>At\u00e9 agora, a maioria dos f\u00f3sseis de aves do Cret\u00e1ceo relacionadas a esp\u00e9cies vivas era \u201cextremamente fragmentada e duvidosa\u201d, diz ela, mas a nova descoberta sugere a possibilidade de encontrar outros parentes modernos e bem preservados que viveram antes do impacto e do evento de extin\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h3><strong>Anatomia da \u2018galinha maravilha\u2019<\/strong><\/h3>\n<p>A\u00a0<em>Asteriornis<\/em>\u00a0provavelmente se assemelhava ao \u00faltimo ancestral comum dos Anseriformes, uma ordem de aves que inclui patos e gansos, e dos Galliformes, como as galinhas e os perus. \u201cJ\u00e1 sab\u00edamos que esses grupos haviam se dividido durante o Cret\u00e1ceo, ent\u00e3o sab\u00edamos que os ancestrais desses grupos estavam por perto\u201d, diz O\u2019Connor. \u201cMas agora os paleont\u00f3logos finalmente encontraram um.\u201d<\/p>\n<p>Os cr\u00e2nios das galinhas e dos patos \u201cs\u00e3o muito diferentes nos dias atuais, de modo que o cr\u00e2nio de\u00a0<em>Asteriornis<\/em>\u00a0fornece o primeiro vislumbre que j\u00e1 tivemos de como provavelmente era o cr\u00e2nio do ancestral comum mais recente desses grupos\u201d, explica Field.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"ngart-img ngart-img--medium\">\n<p><a class=\"ngart-img__cntr\"><picture class=\"resp-img-cntr\"><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_470\/public\/01_wonderchicken_skull-close-up.jpg\" media=\"(max-width: 470px)\" \/><img loading=\"lazy\" class=\"\" title=\"Modelo em tamanho real, impresso em 3D, do cr\u00e2nio fossilizado de Asteriornis, criado pelo principal autor ...\" src=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_885\/public\/01_wonderchicken_skull-close-up.jpg\" alt=\"Modelo em tamanho real, impresso em 3D, do cr\u00e2nio fossilizado de Asteriornis, criado pelo principal autor ...\" width=\"639\" height=\"426\" \/><\/picture><\/a><\/p>\n<div class=\"ngart-img__cont\">\n<div class=\"ngart-img__cont__copy\">Modelo em tamanho real, impresso em 3D, do cr\u00e2nio fossilizado de Asteriornis, criado pelo principal autor do novo estudo, Daniel Field, da Universidade de Cambridge.<\/div>\n<div class=\"ngart-img__cont__author\">FOTO DE\u00a0<span class=\"ngart-img__cont--strong\">COURTESY OF DANIEL J. FIELD, UNIVERSITY OF CAMBRIDGE<\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"paragraph\">\n<div>\n<p>Outros grupos de aves vivas que parecem ter surgido durante o \u00a0per\u00edodo Cret\u00e1ceo incluem as aves Paleognathae, como os avestruzes, emus, emas e casuares. Paleognathae, Anseriformes e Galliformes s\u00e3o algumas das ramifica\u00e7\u00f5es mais antigas da \u00e1rvore geneal\u00f3gica das aves modernas, e muitos outros grupos de aves podem ter aparecido somente ap\u00f3s o impacto do asteroide.<\/p>\n<h3><strong>Uma descoberta casual<\/strong><\/h3>\n<p>Depois de encontrar os f\u00f3sseis da \u2018galinha maravilha\u2019 em 2000, van Dinther doou os esp\u00e9cimes para o Museu de Hist\u00f3ria Natural de Maastricht, na Holanda. O curador do museu e coautor do novo estudo, John Jagt, enviou a Field em 2018 os quatro pequenos blocos de rocha com ossos de membros aparecendo.<\/p>\n<p>Pela apar\u00eancia externa dos f\u00f3sseis, Field tinha poucas esperan\u00e7as de encontrar algo mais emocionante do que ossos quebrados dos membros. Mas as aves do fim do Cret\u00e1ceo s\u00e3o raras, ent\u00e3o ele decidiu analisar os f\u00f3sseis por tomografia computadorizada de alta resolu\u00e7\u00e3o para visualizar o que estava escondido dentro da rocha.<\/p>\n<p>Ele e um de seus alunos de doutorado, Juan Benito, ficaram surpresos ao descobrir \u201cum cr\u00e2nio 3D maravilhosamente preservado, quase completo, de uma ave moderna\u201d, diz Field. \u201c\u00c9 o primeiro cr\u00e2nio de uma ave moderna de toda a era Mesozoica e um dos cr\u00e2nios de ave fossilizada mais bem preservados de qualquer \u00e9poca.\u201d<\/p>\n<p>A descoberta foi um dos momentos mais emocionantes da carreira cient\u00edfica de Field at\u00e9 hoje, diz ele. Os autores do estudo batizaram a nova esp\u00e9cie de\u00a0<em>Asteria<\/em>, a deusa grega Tit\u00e3 das estrelas cadentes, que se transformou em uma codorna \u2014 um nome adequado para uma ave que viveu pouco antes do impacto que marcou o fim da era dos dinossauros, diz Field.<\/p>\n<h3><strong>Montando o quebra-cabe\u00e7a da hist\u00f3ria das aves<\/strong><\/h3>\n<p>Diversas descobertas nos \u00faltimos anos revelaram as origens pr\u00e9-hist\u00f3ricas de grupos de aves vivas e como esses animais conseguiram sobreviver a um dos maiores eventos de extin\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria da Terra. Aves fossilizadas da\u00a0<a href=\"https:\/\/onlinelibrary.wiley.com\/doi\/abs\/10.1002\/spp2.1284\">Nova Zel\u00e2ndia<\/a>\u00a0e da\u00a0<a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1093%2Fzoolinnean%2Fzly085\">Ant\u00e1rtica<\/a>\u00a0que viveram logo ap\u00f3s o impacto foram\u00a0<a href=\"https:\/\/academic.oup.com\/zoolinnean\/article-abstract\/186\/3\/673\/5281199?redirectedFrom=fulltext\">descritas<\/a>\u00a0como\u00a0<a href=\"https:\/\/onlinelibrary.wiley.com\/doi\/abs\/10.1002\/spp2.1284\">esp\u00e9cies<\/a>\u00a0nos \u00faltimos anos, diz Mayr.<\/p>\n<p>Como muitos dos f\u00f3sseis mais antigos de aves modernas s\u00e3o do Hemisf\u00e9rio Sul, incluindo a recordista anterior de ave moderna mais antiga, a\u00a0<em>Vegavis<\/em>\u00a0da Ant\u00e1rtica, alguns paleontologistas haviam sugerido o supercontinente sul de Gondwana durante a \u00e9poca dos dinossauros como local de origem das aves modernas. Mas essa nova descoberta de uma ave que \u00e9 ainda mais velha que a\u00a0<em>Vegavis<\/em>\u00a0no Hemisf\u00e9rio Norte coloca essa teoria por terra.<\/p>\n<p>\u201cNesse ponto, acho que a \u00fanica coisa que podemos dizer com certeza \u00e9 que as origens geogr\u00e1ficas das aves modernas s\u00e3o realmente misteriosas\u201d, afirma Field. \u201cSomente os f\u00f3sseis encontrados no futuro ser\u00e3o capazes de nos revelar a origem das aves modernas na Terra.\u201d<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00c1 VINTE ANOS, perto da fronteira entre a B\u00e9lgica e a Holanda, um ca\u00e7ador amador<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":124183,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/galinha-2.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/galinha-2-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/galinha-2-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/galinha-2.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/galinha-2.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/galinha-2.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/galinha-2.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/galinha-2.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/galinha-2.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/galinha-2.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"H\u00c1 VINTE ANOS, perto da fronteira entre a B\u00e9lgica e a Holanda, um ca\u00e7ador amador","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/124182"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=124182"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/124182\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/124183"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=124182"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=124182"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=124182"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}