{"id":12402,"date":"2014-12-17T17:17:02","date_gmt":"2014-12-17T17:17:02","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=12402"},"modified":"2014-12-17T17:17:02","modified_gmt":"2014-12-17T17:17:02","slug":"parceria-historica-garante-bons-resultados-na-conservacao-do-mico-leao-dourado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/parceria-historica-garante-bons-resultados-na-conservacao-do-mico-leao-dourado\/","title":{"rendered":"Parceria hist\u00f3rica garante bons resultados na conserva\u00e7\u00e3o do mico-le\u00e3o-dourado"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/micos_leao_dourado.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-12403\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/micos_leao_dourado-300x191.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"191\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/micos_leao_dourado-300x191.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/micos_leao_dourado.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Na d\u00e9cada de 1980, estimou-se que haviam apenas 200 micos-le\u00f5es-dourados na natureza. O trabalho para evitar a extin\u00e7\u00e3o desse simp\u00e1tico primata foi uma das primeiras a\u00e7\u00f5es da rede WWF no Brasil. \u201cHoje, segundo o \u00faltimo censo publicado pela Associa\u00e7\u00e3o Mico Le\u00e3o Dourado (AMLD), podemos apresentar uma contagem 16 vezes maior do que foi constatado 30 anos atr\u00e1s, cerca de 3200 indiv\u00edduos\u201d, comenta Anna Carolina Lobo, coordenadora do Programa Mata Atl\u00e2ntica do WWF-Brasil.<\/p>\n<p>Essa marca \u00e9 fruto de v\u00e1rios projetos desenvolvidos em prol da esp\u00e9cie. Um deles \u00e9 uma parceria entre o WWF-Brasil e a Associa\u00e7\u00e3o Mico-Le\u00e3o-Dourado (AMLD) retomada em 2012. Juntas, elas executam a\u00e7\u00f5es conservacionistas, projetos de educa\u00e7\u00e3o ambiental com forma\u00e7\u00e3o de professores e multiplicadores nos munic\u00edpios do entorno do habitat da esp\u00e9cie, campanhas e atividades de mobiliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Centro de Visitantes no Rio de Janeiro<\/strong><\/p>\n<p>Hoje (16), foi reinaugurado o Centro Educativo da Reserva Biol\u00f3gica de Po\u00e7o das Antas\/ICMBio, em Silva Jardim. O objetivo \u00e9 ter um espa\u00e7o no cora\u00e7\u00e3o da Mata Atl\u00e2ntica fluminense \u2013 morada natural do primata \u2013 para exposi\u00e7\u00f5es interativas com mapas, imagens, v\u00eddeos e textos informativos que acrescentem \u00e0 experi\u00eancia e \u00e0 consci\u00eancia ambiental do visitante.<\/p>\n<p>O local contar\u00e1 tamb\u00e9m com uma mostra permanente, realizada com apoio da ONG Garupa e do WWF-Brasil, chamada \u201cA Mata Atl\u00e2ntica e o mico-le\u00e3o-dourado\u201d, com fotografias de Haroldo Palo Junior. \u201cA realiza\u00e7\u00e3o da exposi\u00e7\u00e3o faz parte do conjunto de a\u00e7\u00f5es do Programa Mata Atl\u00e2ntica com conserva\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies, que al\u00e9m do mico-le\u00e3o-dourado (Leontopithecus rosalia), trabalha pela conserva\u00e7\u00e3o do muriqui-do-sul (Brachyteles arachnoides) e da on\u00e7a pintada (Panthera onca), com apoio da empresa Ferrero Rocher\u201d, destaca Daniel Venturi, analista do Programa Mata Atl\u00e2ntica do WWF-Brasil.<\/p>\n<p><strong>Engajamento e educa\u00e7\u00e3o ambiental \u00e0 dist\u00e2ncia<\/strong><\/p>\n<p>Nos \u00faltimos anos, outra atividade desenvolvida por essa parceria foi a capacita\u00e7\u00e3o de mais de 40 professores e multiplicadores nos munic\u00edpios do entorno onde o primata habita, pelo projeto \u201cRedescobrindo a Mata Atl\u00e2ntica\u201d. Essa iniciativa fortaleceu as a\u00e7\u00f5es de educa\u00e7\u00e3o ambiental no bioma e permitiu semear informa\u00e7\u00f5es sobre a floresta tropical do outro lado do oceano.<\/p>\n<p>\u201cEstamos escrevendo para lhes pedir para tentar salvar a floresta tropical\u201d. O pedido foi feito por alunos de educa\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria da Inglaterra para o WWF-Brasil. Mudan\u00e7a clim\u00e1tica, desmatamento e povos tradicionais desalojados foram as preocupa\u00e7\u00f5es dos alunos, que enviaram nove cartas ao WWF-Brasil. \u201cEstamos zangados por estarem destruindo as florestas tropicais\u201d, dizia um dos alunos.<\/p>\n<p>Os problemas ambientais foram trabalhados na escola Warren Road Primary School, com a participa\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as de sete a oito anos. \u201cAs cartas foram encaminhadas para a Associa\u00e7\u00e3o Mico-Le\u00e3o-Dourado, ONG parceira do WWF-Brasil, a fim de serem usadas em um projeto de educa\u00e7\u00e3o ambiental na Escola Municipal Patrick Marchon Portal, no munic\u00edpio Casimiro de Abreu (RJ). L\u00e1, as crian\u00e7as leram as cartas traduzidas e escreveram aos alunos ingleses. \u201cOl\u00e1, querida Hannah, pois \u00e9, o Brasil est\u00e1 realmente sendo desmatado (\u2026), mas ainda existem muitas \u00e1rvores em extin\u00e7\u00e3o e animais, mico-le\u00e3o-dourado, ararajuba, arara-azul\u201d, escreveu uma das alunas.<\/p>\n<p>A professora Cintia Muzy Brito que coordenou as respostas enviadas pelos estudantes brasileiros foi capacitada pelo projeto \u201cRedescobrindo a Mata Atl\u00e2ntica\u201d. Ela tamb\u00e9m escreveu uma carta \u00e0 professora inglesa, com informa\u00e7\u00f5es sobre a flora brasileira e sua forma\u00e7\u00e3o na \u00e1rea de educa\u00e7\u00e3o ambiental. \u201cO homem \u00e9 a maior amea\u00e7a \u00e0 natureza no mundo, n\u00e3o raciocinando seus atos e sendo imprudente a todo momento, visando somente a realiza\u00e7\u00e3o do hoje, deixando de pensar no amanh\u00e3, pois se soubessem utilizar os recursos da natureza sem destrui-la e tamb\u00e9m repondo a ela o que retiram, seria um desenvolvimento sustent\u00e1vel\u201d, explica.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos anos, o WWF-Brasil apoiou projetos de educa\u00e7\u00e3o ambiental da AMLD e, para Venturi, essa parceria permite formar multiplicadores locais para incentivar os adultos e jovens a valorizarem a Mata Atl\u00e2ntica e aparticiparem de a\u00e7\u00f5es para a prote\u00e7\u00e3o da floresta cada vez mais. \u201cEsse trabalho em rede e a\u00e7\u00f5es de engajamento da sociedade proporcionam o \u2018pensar globalmente e agir localmente\u2019, essencial para a prote\u00e7\u00e3o e a conserva\u00e7\u00e3o do planeta e das futuras gera\u00e7\u00f5es\u201d, conclui.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na d\u00e9cada de 1980, estimou-se que haviam apenas 200 micos-le\u00f5es-dourados na natureza. 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