{"id":123926,"date":"2020-03-22T15:00:26","date_gmt":"2020-03-22T18:00:26","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=123926"},"modified":"2020-03-22T11:42:45","modified_gmt":"2020-03-22T14:42:45","slug":"telescopio-tess-descobre-1o-planeta-fora-do-disco-fino-da-via-lactea","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/telescopio-tess-descobre-1o-planeta-fora-do-disco-fino-da-via-lactea\/","title":{"rendered":"Telesc\u00f3pio TESS descobre 1\u00ba planeta fora do &#8220;disco fino&#8221; da Via L\u00e1ctea"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-123927\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/planeta-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/planeta-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/planeta.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>Desde que os especialistas come\u00e7aram a olhar para fora do Sistema Solar, eles j\u00e1 descobriram cerca de 4 mil exoplanetas na Via L\u00e1ctea. Mas agora, gra\u00e7as ao programa da NASA Transiting Exoplanet Survey Satellite (TESS), os astr\u00f4nomos descobriram o primeiro planeta fora do nosso plano gal\u00e1tico.<\/p>\n<p>O exoplaneta foi chamado de LHS 1815b e tem 1088 vezes o tamanho da Terra, o que sugere que esse seja um mundo rochoso e muito denso \u2014 se tivesse as propor\u00e7\u00f5es do nosso planeta, sua massa seria equivalente a 8,7 vezes a nossa. Mas a grande novidade \u00e9 o fato de que o exoplaneta orbita uma estrela que est\u00e1 a 5870 anos-luz acima do plano gal\u00e1ctico.<\/p>\n<p>Quando voc\u00ea pensa em gal\u00e1xias espirais como a Via L\u00e1ctea, provavelmente imagina um disco plano, as estrelas e o g\u00e1s dispostos em bra\u00e7os espirais que orbitam o centro gal\u00e1ctico, no qual fica um buraco negro supermassivo. Embora tecnicamente essas gal\u00e1xias estejam dentro de um halo esf\u00e9rico, a maior parte desse espa\u00e7o est\u00e1 vazio, com a maioria da massa concentrada em um disco fino. Essa forma plana \u00e9 o resultado de uma f\u00edsica bastante complexa que envolve o resfriamento de gases \u00e0 medida que eles ret\u00eam o momento angular do sistema.<\/p>\n<p>Mas algumas dessas gal\u00e1xias &#8220;planas&#8221;, como a Via L\u00e1ctea, s\u00e3o mais complexas. Apesar de esse disco fino ser onde est\u00e3o a maior parte das estrelas e do ar da gal\u00e1xia, h\u00e1 uma esp\u00e9cie de &#8220;disco inchado&#8221;, que \u00e9 muito mais espesso, situado entre o disco plano e a aur\u00e9ola \u2014 onde ficam as fronteiras do sistema. \u00c9 bem mais dif\u00edcil encontrar astros situados no disco inchado da gal\u00e1xia, pois por l\u00e1 a concentra\u00e7\u00e3o deles \u00e9 realmente menor.<\/p>\n<p>Quando os astr\u00f4nomos descobriram a assinatura do LHS 1815b nos dados do TESS, o sistema estava a apenas 97 anos-luz de dist\u00e2ncia da Terra, mas, mesmo assim, chamava a aten\u00e7\u00e3o. Exoplanetas rochosos do tamanho do nosso s\u00e3o a minoria que detectamos, e por isso novos exoplanetas desse tipo s\u00e3o valorizados, porque \u00e9 onde mais se espera encontrar as condi\u00e7\u00f5es adequadas para a vida como a conhecemos.<\/p>\n<p>De acordo com o estudo, publicado no The Astronomical Journal, as estrelas do disco inchado t\u00eam quase todas mais de 10 bilh\u00f5es de anos, s\u00e3o pobres em metais e movem-se mais rapidamente que as do disco fino. Al\u00e9m disso, elas t\u00eam \u00f3rbitas que passam atrav\u00e9s do disco fino e entram no disco inchado, acima e abaixo do plano gal\u00e1ctico.<\/p>\n<p>Por isso \u00e9 t\u00e3o dif\u00edcil estudar esses corpos celestes, mas, felizmente, o TESS p\u00f4de identificar LHS 1815b a tempo \u2014 ele est\u00e1 em dire\u00e7\u00e3o ao plano inchado, e os c\u00e1lculos da equipe sugerem que sua dist\u00e2ncia m\u00e1xima de n\u00f3s chegue a 5870 anos-luz. &#8220;Ser\u00e1 uma excelente oportunidade para estudar a diferen\u00e7a na evolu\u00e7\u00e3o do planeta entre os discos finos e grossos&#8221;, escreveu a equipe no artigo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desde que os especialistas come\u00e7aram a olhar para fora do Sistema Solar, eles j\u00e1 descobriram<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":123927,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/planeta.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/planeta-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/planeta-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/planeta.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/planeta.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/planeta.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/planeta.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/planeta.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/planeta.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/planeta.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Desde que os especialistas come\u00e7aram a olhar para fora do Sistema Solar, eles j\u00e1 descobriram","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/123926"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=123926"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/123926\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/123927"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=123926"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=123926"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=123926"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}